Total de acessos


O blog do Observador do Mercado apoia esta iniciativa

terça-feira, 31 de maio de 2011

Folha de São Paulo: Setor imobiliário vê sinal amarelo e desacelera

Colaboração: Joacy Coelho

Após forte crescimento nos últimos anos, o setor imobiliário começa a dar indicações mais fortes de desaquecimento, pressionado, sobretudo, por preços altos, desaceleração da demanda e ritmo menor de lançamentos.
O sinal amarelo acendeu já no primeiro trimestre deste ano, quando construtoras e incorporadoras apresentaram dados de vendas e lançamentos bem abaixo dos vistos em 2010.

Mais recentemente, o Secovi-SP, sindicato que representa o setor em São Paulo, divulgou uma queda de 61,8% nas vendas de imóveis residenciais novos na capital paulista em março contra um ano antes e recuo de 16,2% sobre fevereiro. 

"Redução do crédito, aumento das taxas de juros e migração de investimentos em poupança para outros com retorno maior têm contribuído para um arrefecimento da demanda", afirma o economista e professor de Finanças da BBS Business School, Ricardo Torres. (...) 

ESTOQUES
 
(...) Enquanto alguns defendem que houve uma correção natural de preços após anos de estagnação, outros apontam que a queda de preços é necessária para sobrevivência das construtoras. "As incorporadoras não têm mais como comprar terrenos em grandes cidades e ainda têm estoque gigantesco para vender. Têm que oferecer descontos para atrair investidores", afirma Torres, da BBS.

O analista Pereira, da Votorantim, concorda que as distorções de preços exigirão certa correção para que os estoques de imóveis sejam desovados. "Há um estoque crescente, que tende a aumentar. Pode haver pressão de estoque até o final do ano, resultado do crescimento dos últimos anos." (...)


VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK
 http://www.youtube.com/results?search_query=verumspectator&aq=f
 
Conheça também o site: www.bolhaimobiliaria.com

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Jornal Valor Econômico revela a "mágica" contábil das construtoras

Analisar o balanço de empresas de incorporação imobiliária não é uma tarefa trivial. Todas as companhias usam regime de competência para registrar receitas, custos e despesas. Mas no caso das construtoras, a distância entre o resultado contábil e o fluxo de caixa é ainda maior. Se o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) não é recomendado como medida de geração operacional de caixa para nenhuma companhia, muito menos para as incorporadoras imobiliárias. (...)

Na maioria das empresas, ao se olhar o fluxo de caixa operacional é possível saber se a companhia de fato está gerando dinheiro na sua atividade. No caso das dez incorporadoras imobiliárias que integram o índice do setor na bolsa, a conta do caixa operacional ficou negativa em R$ 4,97 bilhões em 2008, em R$ 4,50 bilhões em 2009 e em R$ 4,17 bilhões no ano passado. Trata-se do único da bolsa brasileira que apresenta sistematicamente resultados negativos nessa conta. (...)

Pelos dados oficiais disponíveis, o buraco da geração operacional de caixa só é coberto por conta das captações via emissão de ações e empréstimos e financiamentos tomados com bancos ou no mercado de capitais. Mas o espaço para novos financiamentos já não é tão grande depois de a dívida líquida ter subido 178% desde 2008, para R$ 13,7 bilhões, e com a relação entre a dívida e patrimônio saltando de 39% para 49%. (FT) 


VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK
 http://www.youtube.com/results?search_query=verumspectator&aq=f
 
Conheça também o site: www.bolhaimobiliaria.com

sábado, 28 de maio de 2011

Vídeo: Bolha Imobiliária espanhola - qualquer semelhança não é mera coincidência


A crise imobiliária que atingiu também a Espanha, e está gerando conflitos de repercussão mundial, é idêntica a atual crise do mercado imobiliário japonês e brasileiro...assista e tire suas conclusões...

VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK
 http://www.youtube.com/results?search_query=verumspectator&aq=f
 
Conheça também o site: www.bolhaimobiliaria.com

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Efeito Bolha: grande construtora do país tem alvará suspenso

O acúmulo de reclamações de consumidores contra atrasos na conclusão de obras e na entrega de apartamentos levou a prefeitura a suspender, ontem, o alvará concedido à construtora Tenda , subsidiária da Gafisa, para vender imóveis em Porto Alegre. 

Fonte: http://www.valoronline.com.br/impresso/investimentos/119/428481/alvara-da-tenda-em-porto-alegre-e-suspenso

VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK
 http://www.youtube.com/results?search_query=verumspectator&aq=f
 
Conheça também o site: www.bolhaimobiliaria.com

Jornal Valor Econômico: Fim dos recursos para financiamento imobiliário

Podem faltar recursos para o financiamento de imóveis já no ano que vem, preveem os bancos que atuam no setor. Com o recente ciclo de alta do juro, o dinheiro da poupança, principal fonte de financiamento do setor, encolhe desde o início do ano. Até o dia 19, a captação foi negativa em quase R$ 2 bilhões, em comparação aos R$ 4,2 bilhões positivos do mesmo período de 2010. Já os desembolsos somavam R$ 22,2 bilhões no primeiro quadrimestre, 54,7% maiores que no mesmo período do ano passado e acima dos 40% estimados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

A Caixa Econômica Federal, que detém 40,6% do financiamento à habitação, considerando-se apenas a fonte poupança, prevê uma situação crítica a partir do segundo trimestre de 2012. 


VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK
 http://www.youtube.com/results?search_query=verumspectator&aq=f
 
Conheça também o site: www.bolhaimobiliaria.com

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Pesquisa do Secovi-SP mostra crise no mercado imobiliário


O auge do mercado imobiliário brasileiro - quando se viu as vendas dispararem e a demanda, mesmo assim, seguir aquecida - parece estar perto do fim. A nova realidade é que o ritmo de expansão verificado nos últimos anos tende, a partir de agora, a arrefecer. A última pesquisa divulgada pelo Secovi-SP, revela que as vendas na capital paulista-considerada um dos principais mercados do país - caíram 49,6% entre janeiro e março deste ano na comparação como primeiro trimestre do ano passado. Em relação a março, o recuo chegou a 61,8%. Ao mesmo tempo, o volume de lançamentos na cidade também piorou entre fevereiro e março e teve queda de 47,3%.


VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK
 http://www.youtube.com/results?search_query=verumspectator&aq=f
 
Conheça também o site: www.bolhaimobiliaria.com

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Jornal alerta: Um milhão de casas serão "tomadas" pelos bancos

Um milhão de residências nos Estados Unidos estão em processo de serem apreendidas por bancos e outras instituições financeiras porque seus donos não têm condições de pagar dívidas, segundo levantamento da empresa de pesquisas do setor RealtyTrac. Outras 872 mil moradias já estão em poder dessas instituições.(...)

Esses números são bem superiores ao verificado antes da crise financeira de 2008. Em janeiro daquele ano, havia cerca de 500 mil moradias em poder de instituições financeiras e outro tanto em processo de ser apreendidas.

Enquanto isso, no Brasil, o setor de construção tenta conter a crise valendo-se ainda da condição de grande anunciante (especialmente na mídia impressa mineira)  para sufocar e censurar notícias e alertas sobre a bolha imobiliária.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/radar-economico/2011/05/23/um-milhao-de-casas-serao-%E2%80%98tomadas%E2%80%99-por-bancos-nos-eua/

VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK
 http://www.youtube.com/results?search_query=verumspectator&aq=f
 
Conheça também o site: www.bolhaimobiliaria.com

terça-feira, 24 de maio de 2011

Bolha Imobiliária: FMI faz novo alerta ao Brasil

De sua sala no décimo andar da sede do Fundo Monetário Internacional (FMI), o francês Olivier Blanchard mantém uma constante e estudiosa vigília sobre os movimentos econômicos e financeiros do planeta. Economista-chefe do Fundo, Blanchard, de 62 anos, desembarcará no Rio esta semana para participar do seminário sobre fluxos de capitais em países emergentes, uma promoção conjunta do FMI com o Ministério da Fazenda, na quinta e na sexta-feira. Como um dos expoentes do grupo dos emergentes, o Brasil está no centro de suas atenções. Blanchard considera que o país está ameaçado por um superaquecimento da economia, com nível de fluxos de capitais bastante elevados. Seu principal alerta vai para o risco repentino de alteração de tendência econômica, que poderá causar estragos maiores se o Brasil não estiver atento e preparado.

VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK
 http://www.youtube.com/results?search_query=verumspectator&aq=f
 
Conheça também o site: www.bolhaimobiliaria.com

domingo, 22 de maio de 2011

Vídeo: Bolha Imobiliária japonesa - qualquer semelhança não é mera coincidência


A crise imobiliária que atingiu o Japão no final da década de 80, e que tem reflexos até hoje, é idêntica a atual crise do mercado imobiliário brasileiro...assista e tire suas conclusões...


VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK
 http://www.youtube.com/results?search_query=verumspectator&aq=f

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Jornais mineiros voltam a censurar os alertas sobre a bolha imobiliária


Os portais de notícias de dois jornais mineiros: O Estado de Minas (www.uai.com.br) e o Jornal O Tempo (www.otempo.com.br) voltaram a censurar informações e notícias sobre a crise no mercado imobiliário, além de boicotar os comentários de leitores que alertam sobre a bolha no setor.

Respeitamos o direito de opinião e a posição dos veículos frente a qualquer assunto. Porém, diz o bom jornalismo que tal direito deve ser exercido por meio de um espaço chamado "Editorial", e não por meio da censura. 

Atitudes como essa ajudam a explicar a supremacia de jornais "estrangeiros" em nosso estado, como a Folha de São Paulo (www.folha.com.br)   e O Estadão (www.estadao.com.br), pois nenhum deles tem censurado qualquer informação, notícia ou comentário, mesmo a contragosto de muitos anunciantes do setor.

Nesse caso, só nos resta lamentar...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Pelo 2º dia seguido, construtoras derrubam a Bovespa


Em seu segundo dia consecutivo de baixa, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) acumulou uma desvalorização de 10% desde o início deste ano. (...)

As ações do setor imobiliário sofreram algumas das piores perdas do pregão, considerando somente os papéis mais negociados da Bolsa: a ação ordinária da MRV desabou 5,76%; a ação da Brookfield cedeu 3,90%, e da Cyrela, outros 3,44%. 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/918132-bovespa-emenda-segundo-dia-de-queda-e-ja-perde-10-em-2011.shtml


VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK
 http://www.youtube.com/results?search_query=verumspectator&aq=f

Venda de materiais de construção cai pelo 2º mês consecutivo

Em relação ao mês de março, houve queda de 4,14%. (...)

Este é o segundo mês consecutivo de retração para o setor no comparativo com o mesmo mês do ano anterior, após 16 meses seguidos de alta. Em nota, a entidade atribui o declínio à reação do mercado a série de medidas adotadas pelo governo para conter a alta da inflação.(...)

No mês passado, o faturamento da indústria de materiais de base registrou queda de 5,44% em relação a um ano antes (...)

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+brasil,vendas-de-materiais-de-construcao-recuam-1-41-em-abril--diz-abramat,not_67711,0.htm


VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK
 http://www.youtube.com/results?search_query=verumspectator&aq=f

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ações de construtoras derrubam a Bovespa


Em dia de agenda leve, rumores e noticiário conduziram os negócios. "O mercado interno ficou caro, sobretudo o varejo e o setor financeiro, com a perspectiva de redução do crédito", comentou um gestor de renda variável.(...)

(...) Construção civil foi outro setor que caiu em bloco, o que não é de se estranhar, em caso de encurtamento do crédito. Três das quatro maiores baixas do Ibovespa hoje foram do setor de construção civil.



VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK
 http://www.youtube.com/results?search_query=verumspectator&aq=f

Financial Times: 'Fachada de prosperidade' esconde bolha imobiliária no Brasil



O aumento do crédito concedido pelos bancos brasileiros vem criando uma “fachada de prosperidade que frequentemente esconde problemas mais profundos”, segundo afirma reportagem publicada nesta quarta-feira pelo diário econômico britânico Financial Times.

O jornal cita o sucesso verificado nos últimos tempos pelos grandes bancos brasileiros, como Itaú-Unibanco, Banco do Brasil e Bradesco, mas chama a atenção para o fato de que “apenas no último mês, dois pequenos bancos no Brasil tiveram que ser salvos pelo governo, e analistas preveem que mais alguns enfrentarão graves dificuldades até o fim do ano”.

“As recentes medidas do Brasil para conter o crescimento do crédito, como o aumento das taxas de juros e dos requerimentos de reservas dos bancos, aumentou o custo dos financiamentos e atingiu os pequenos bancos de forma mais dura. Normas internacionais mais estritas sob a regulamentação do (acordo internacional) Basileia 3 também aumentaram a pressão”, observa o jornal.(...)

Em outro texto na mesma página, o jornal comenta sobre os temores crescentes de uma possível bolha gerada pelo aumento acelerado no crédito. (...)

“Os preços de imóveis estão decolando, o crédito para o consumidor está em alta e os lucros dos bancos estão inchando. Mas há preocupações crescentes sobre se o Brasil está ficando dependente desse fluxo inesperado de dinheiro fácil. Cada vez mais há temores de que o Brasil esteja caminhando para uma bolha”, afirma o texto.



VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK
 http://www.youtube.com/results?search_query=verumspectator&aq=f

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Fim de Festa: venda de imóveis novos cai 62% em março

As vendas de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo tiveram queda em março, mostra levantamento do Secovi-SP (sindicato da habitação) divulgado nesta segunda-feira. Foram 1.566 unidades comercializadas no período, redução de 61,8% ante o mesmo mês de 2010 e retração de 16,2% na comparação com fevereiro.
Segundo a entidade, a desaceleração no ritmo de comercialização aponta "para um ajuste técnico, devido à valorização dos imóveis e dos insumos".
Além disso, o Secovi diz em nota que "o ambiente econômico registra um novo momento, menos favorável em relação ao início de 2010, com perspectiva de aumento da inflação e consequente elevação das taxas de juros".
O sindicato pontua ainda que, em março de 2010, "o Brasil estava 'a todo vapor', com notícias positivas e grande expectativa de crescimento do PIB. Naquele mês, foram lançadas 3.959 unidades, proporção 2,6 vezes maior que a dos imóveis colocados em oferta no terceiro mês deste ano. O volume de vendas acompanhou a mudança de escala de oferta".
O volume de lançamentos apurado pela Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio) foi de 1.530 unidades, com queda de 47,3% sobre fevereiro (2.902 imóveis).
Já o indicador VSO (Vendas sobre Oferta), que mensura o ritmo de comercialização pelo cálculo do total de unidades vendidas em relação à oferta existente no mês, atingiu 11,5% --inferior aos 13,2% de fevereiro e aos 28,2% de março do ano passado. 

LIMITE
De acordo com o Secovi, o mercado imobiliário, pelo valor considerável dos imóveis e por se tratar de um bem patrimonial, não pode crescer de forma infinita. "O setor se ajusta de forma responsável. Essa adequação, salutar, não será a primeira nem a última", analisa o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.
"Vale, ainda, ressaltar o arrefecimento no lançamento de empreendimentos enquadrados no Programa Minha Casa, Minha Vida", diz em nota. E acrescenta: "apesar da mudança nos valores dos imóveis que fazem parte da segunda fase do programa, não houve o devido reajuste na faixa da renda familiar --imprescindível para evitar que diversas famílias fiquem de fora do MCMV". 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/916670-venda-de-imoveis-novos-em-sp-tem-queda-de-62-diz-secovi.shtml


VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK
 http://www.youtube.com/results?search_query=verumspectator&aq=f

Valeu a pena protestar: jornal de BH denuncia construtoras

O sonho da casa própria, pagar por um imóvel e continuar morando de aluguel ou em casa de parentes tem se tornado uma situação comum para muitos consumidores que compram imóveis na planta. O engenheiro Marcos Eurélio Queiroz de Assis, com casamento marcado para outubro, ainda não sabe onde vai morar.

"Comprei apartamento em maio de 2009, com previsão de entrega para dezembro do ano passado. Até hoje, nada. A construtora, que é a Tenda, não deu previsão de entrega. Não sei o que fazer, não posso adiar o casamento. Em último caso, terei que alugar um imóvel", diz.

(...) O engenheiro conta que acionou a Justiça, por meio da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH). Além de não saber quando poderá morar no apartamento do residencial Portinari Tower, no bairro São Pedro, região de Venda Nova, em Belo Horizonte, Assis reclama que a construtora instalou caixa de gordura comunitária na área privativa do imóvel e se recusa a retirá-la. "No meu contrato e no registro do imóvel está bem claro que a área é privativa e faz parte da minha fração ideal", ressalta.
O administrador de empresas e investidor Otalíbio Miranda está numa situação semelhante. Ele comprou dois imóveis no final de 2007, com previsão de entrega para o começo de 2009, mas até hoje não recebeu. "Já procurei o construtor, que é pessoa física, mas não consigo falar com ele", reclama. Ele afirma que espera que haja mudança na legislação, tornando-a mais severa. "Temos que tirar os picaretas do mercado", frisa o investidor. (...)
Caso com duas versões vai parar na Justiça
O porteiro Geraldo Marcelo de Oliveira comprou uma casa pré-fabricada da Alfaville Constrular, em outubro de 2009, com previsão de entrega em novembro do ano passado, mas, segundo ele, na área não há nenhum empreendimento. "Eu dei uma entrada de R$ 5.500 e paguei intermediárias até outubro do ano passado. Foram R$ 10,9 mil", diz.

Agora, ele ainda está gastando com advogada. (...)
Reclamações
Tenda e MRV são campeãs no Procon
As construtoras Tenda e MRV são as campeãs de reclamações do setor no Procon Municipal, segundo a coordenadora do órgão, Maria Laura Santos. Entre os principais problemas, está o atraso na entrega das chaves. De janeiro até a metade de abril deste ano, o Procon recebeu 640 reclamações, mais da metade das 1.100 verificadas em todo o ano passado. Em 2010, frente o ano anterior, o incremento foi de 74%.

De acordo com ela, há um cadastro público das empresas que recebem reclamações, que pode ser acessado no site www.pbh.gov.br/procon.

Para evitar problemas com o prazo de entrega de imóveis vendidos na planta, está em discussão na Câmara Municipal de Belo Horizonte o projeto de lei (PL) nº 1.576/11, que dispõe sobre critérios adicionais para a concessão do alvará de construção. A ideia é não conceder alvará de construção para empresas com obra em atraso. (JG)


VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK
 http://www.youtube.com/results?search_query=verumspectator&aq=f

sábado, 14 de maio de 2011

Incomodadas com os alertas sobre a bolha, construtoras promovem retaliações

Parece que a mobilização realizada por meio de sites, blogs e redes sociais para alertar a população sobre bolha imobiliária tem incomodado as construtoras. Prova disso é o número cada vez maior de representantes do setor que vem a público negar a existência de uma crise.

Matérias "pagas", sem qualquer independência e compromisso com o bom jornalismo, desafiam os números (muitas vezes manipulados), a inteligência e o bom senso dos leitores, mostrando um cenário que, nem de longe, condiz com a realidade dos fatos.
Em Minas, por exemplo, sites de jornais locais estão censurando os comentários dos leitores que não estejam de acordo com os interesses das construtoras "anunciantes".

VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK
 http://www.youtube.com/results?search_query=verumspectator&aq=f

Em visita ao Brasil, diretor do FMI confirma Bolha

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Câmara Municipal de BH aprova lei contra o "golpe do imóvel na planta"

O PL 1576/11, que tem o objetivo de coibir o atraso na entrega de imóveis vendidos na planta, prática conhecida como overbooking imobiliário, foi aprovado em 1º turno na Comissão de Legislação e Justiça durante reunião realizada no dia 9 de maio. 

(...) o PL 1576/11 prevê que as empresas que não entregarem os empreendimentos dentro do prazo previsto no contrato não conseguirão alvarás de construção para novas obras.
A concessão do alvará ficará condicionada à obtenção, por parte do empreendedor, do Certificado de Baixa de Construção e Habite-se de obras anteriormente licenciadas. O assunto foi discutido em audiência pública na semana passada. 

domingo, 1 de maio de 2011

O golpe dos imóveis na planta

Belo Horizonte será a primeira capital do Brasil a ter uma legislação capaz de blindar o mercado contra o overbooking do mercado imobiliário. A prática consiste em vender na planta apartamentos, salas e lojas que acabam não sendo entregues aos compradores no prazo previsto. Para evitar o problema, está em tramitação na Câmara Municipal o Projeto de Lei 2076/2011.(...) O projeto condiciona que as construtoras somente possam obter novos alvarás de construção, mediante a prova de que estão em dia com a entrega dos edifícios que já foram vendidos por elas na planta.
 
(...) os construtores que infringem a lei e prejudicam os compradores ao não entregarem as unidades que foram vendidas, não terão a oportunidade de lesar novos adquirentes. Segundo Kênio Pereira, presidente da Comissão de Direito Imobiliário da Ordem dos Advogados do Brasil, “a ‘bicicleta’, também conhecida como ‘pirâmide’ será quebrada, pois esse mau empresário não obterá dinheiro de novos compradores desavisados, para cobrir o “rombo” dos empreendimento antigo, que está com as obras atrasadas pelo fato de ter ocorrido desvio do dinheiro que deveria ter sido canalizado para sua conclusão”.

No Brasil são dezenas de casos de construtoras que arrecadam dinheiro dos compradores, lançando novos empreendimentos, para utilizar os recursos para terminar prédios já vendidos e que estão até três anos atrasados. Exemplos disso aconteceram em 1995 com a Construtora Encol, que lesou 42 mil famílias, e posteriormente com a Ponta Engenharia e Construtora Milão. Logicamente, os que compram os novos edifícios, que ainda não existem, são candidatos a não terem nenhum imóvel.

84% de venda na planta

(...) Agora, diante da dificuldade de concluir as obras, no período de 2008 a 2010, de cada 100 imóveis novos vendidos, somente 15,93% são negociados prontos, ou seja, praticamente 1/3 do que era entregue antes do boom imobiliário.
O fato de mais de 84% dos imóveis vendidos estarem na planta, aumenta o risco para os compradores que adquirem um bem que ainda não existe. Cabe ao Poder Público impedir situações de abuso e evitar prejuízos de grande repercussão.

Malícia das construtoras

A cada dia aumenta o volume de edifícios onde as construtoras atrasam meses e anos, descumprem o prazo de entrega da obra, gerando grande preocupação e prejuízo para os compradores que confiaram que teriam a posse do apartamento no prazo ajustado. Dessa forma, os compradores têm ficado sem o dinheiro que pagaram e também sem a moradia.
A construtora, se aproveitando da valorização, tenta levar vantagem e coage o adquirente, ao lhe propor a devolução do que foi pago, com a correção monetária com base no CUB (Custo Unitário Básico) do Sinduscon ou com base no INCC (Índice Nacional da Construção Civil), que resulta num valor que representa apenas 50% do preço de mercado da unidade, caso essa estivesse pronta.


Fonte: http://e-morar.com.br/noticias/55-principal/110-construtoras-que-atrasam-imoveis-nao-receberao-novos-alvaras.html

VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK
 http://www.youtube.com/results?search_query=verumspectator&aq=f

Câmara Municipal de BH discute prática abusiva na venda de imóveis

Vender empreendimentos na planta e atrasar a entrega das chaves tem sido uma prática frequente em BH. Para coibir o chamado overbooking imobiliário, termo que faz analogia à venda de passagens aéreas acima da capacidade dos voos, tramita um projeto de lei na Câmara.

(...)“Apenas 15% dos imóveis vendidos na cidade já estão prontos. Isso mostra que o comprador confia, mas muitos acabam no prejuízo”, constatou o presidente da Comissão de Direito Imobiliário da OAB-MG, Kênio Pereira, citando práticas abusivas como tolerância de seis meses e cobrança de condomínio antes da conclusão das unidades. Ele esclareceu que o consumidor lesado tem direito a indenização e pagamento de aluguel pela construtora, sujeita ainda a multa de 1% do valor do imóvel por cada mês de atraso.

Fonte: http://portal6.pbh.gov.br/dom/iniciaEdicao.do?method=DetalheArtigo&pk=1056883


VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK
 http://www.youtube.com/results?search_query=verumspectator&aq=f