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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Valor: MP e Receita desmantelam esquema das construtoras

O Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo e a Receita Federal estão responsabilizando as construtoras pelo pagamento da taxa de corretagem nas vendas de imóveis. O MP abriu inquéritos para investigar a cobrança pelas corretoras, que fazem a intermediação dos negócios imobiliários. A taxa, de acordo com o órgão, deve ser paga pelas construtoras, e não pelos consumidores. A Receita Federal, por sua vez, passou a autuar as empresas de construção e engenharia sob o argumento de que deveriam recolher contribuição previdenciária e Imposto de Renda (IR) sobre esses valores. As autuações já somam mais de R$ 10 milhões.

Para resolver a questão, o MP está negociando com as empresas de corretagem, e já homologou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Abyara Brokers para que conste nas propostas para aquisição de imóvel a informação clara e precisa de que a responsabilidade pelo pagamento da comissão de corretagem não é do consumidor. A empresa tem 60 dias para se adaptar. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Abyara disse que o acordo faz parte da regulamentação de todo o setor.

O MP também tentou fechar acordo com a MRV Engenharia, mas não conseguiu e resolveu propor ação civil pública contra a empresa. Ao analisar a ação, a juíza Daise Fajardo Nogueira Jacot, da 15ª Vara Cível de São Paulo, decidiu suspender a cobrança da taxa diretamente pelos corretores, sob pena de multa diária de R$ 5 mil. Procurada pelo Valor, a MRV preferiu não comentar o assunto.

Com a cobrança à parte da taxa de corretagem, segundo a promotora, as construtoras também levam vantagem fiscal. "Quando o valor é repassado diretamente ao corretor, esse montante não entra na contabilidade da incorporadora, como deveria ocorrer para fins de recolhimento de tributos", afirma Camila, acrescentando que, quando não é firmado acordo, o MP pode notificar a Receita.

O escritório Limoeiro e Padovan Advogados, por exemplo, assessora quatro construtoras e empresas de engenharia, com sedes em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, que sofreram 11 autuações fiscais referentes aos períodos de 2006 a 2008. As autuações oscilam entre R$ 600 mil e R$ 1 milhão.


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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Tenda/Gafisa: Imóveis precários e cancelamento de 2 mil obras

“A empreiteira chegou a entregar imóveis com torneiras instaladas em paredes onde não havia tubulação”


Braço da Gafisa no segmento de construção de imóveis para consumidores de baixa renda, a Tenda anunciou que vai reavaliar 2 mil obras em fase inicial. Em entrevista ao jornal ‘Brasil Econômico’, o diretor executivo da empresa, Rodrigo Osmo, afirmou que os compradores dos imóveis que eventualmente tenham a obra cancelada serão reembolsados integralmente.

“Estamos em um momento de freio para arrumação. Empreendimentos com até 20% de andamento nas obras serão revistos”, explicou Osmo.

Absurdo
O presidente da Gafisa, Duilio Calciolari, deu exemplos da precariedade da execução das obras no antigo sistema, tocadas por pequenos empreiteiros que se uniam à Tenda: “A empreiteira chegou a entregar imóveis com torneiras instaladas em paredes onde não havia tubulação”.


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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Estadão: Preço dos imóveis cai e revolta proprietários

Assim como vem acontecendo no Brasil, onde as construtoras já estão trabalhando com 36% de desconto (informação divulgada pelo blog), na China, os efeitos da bolha imobiliária vêm fazendo estragos, e as recentes medidas de restrição ao crédito estão levando empreendedores a fazer promoções de até 25%, gerando a revolta dos que já compraram suas casas.

 

Desinflar a bolha do mercado imobiliário chinês está se mostrando mais desafiador do que parecia quando o governo decidiu apertar as medidas restritivas ao setor, há pouco mais de um ano. Milhares de pessoas que adquiriram imóveis nos últimos meses estão exigindo compensação de empreendedores que tentam se livrar de unidades encalhadas oferecendo descontos de até 25%. 

 

Desde o dia 22 de outubro, ocorreram pelo menos cinco manifestações nas ruas de Xangai promovidas por compradores que viram o valor das residências cair de maneira abrupta com as novas promoções.
Em uma delas, cerca de 400 pessoas carregando faixas invadiram e danificaram um dos showrooms da China Overseas Holdings, que oferecia apartamentos por um quarto a menos do que eles haviam pago no ano passado.

A crescente especulação no setor imobiliário levou grande parte dos preços para patamares irreais, o que transformou o sonho da casa própria em algo inalcançável para grande parte da população.
A persistente alta dos preços também envolveu o setor em uma bolha cada vez mais inflada, que o governo decidiu conter com medidas restritivas, entre as quais o aumento do valor que deve ser pago à vista na compra de uma residência.


Reflexos
"O problema de compradores insatisfeitos com os descontos nos imóveis é generalizado", disse ao Estado Liu Weiwei, do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento E-house China, baseado em Xangai. "Com a redução nos preços, os compradores antigos perderam milhares de yuans e muitos se sentem enganados pelos empreendedores."

No conjunto residencial Longhu Licheng, de Xangai, o preço do metro quadrado estava em 18.500 yuans (R$ 5.180) no começo de 2010, valor que caiu para 14.000 (R$ 3.920) atualmente. Quem comprou um apartamento de 100 metros quadrados naquela época viu o valor da propriedade diminuir 450 mil yuans (R$ 126 mil) em menos de dois anos.

Recuo
Na semana passada, o volume de operações na cidade de Pequim registrou queda de 40% na comparação com a semana anterior. Em Xangai, a retração foi de 26%.

No fim de outubro, o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao afirmou que o governo manteria as restrições ao setor: "Nosso objetivo é fazer com que os preços voltem a patamar razoáveis."


 
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Folha: O risco dos Imóveis

Quem está habituado a formar seu patrimônio em imóveis geralmente resiste a conhecer outros investimentos. Os argumentos para isso se baseiam na tradição, na segurança e na previsibilidade que o mercado de imóveis supostamente apresenta.

Entretanto, sabe-se que uma regra básica em economia prevê que, para obter mais rentabilidade nos investimentos, precisamos assumir mais riscos.

É nesse ponto que podemos derrubar o argumento de quem prega a segurança dos imóveis. Comprar imóveis não é a mesma coisa que investir neles.

O prazo de obra raramente é menor do que dois anos. Compradores geralmente ignoram custos adicionais como os de registro e de transferência e reformas adicionais para tornar a construção habitável.

Depois de pronto, há o risco de vacância, que faz com que a possibilidade de lucro se transforme em custo. Levando tudo isso em consideração, o pouco ou nenhum ganho acima de produtos tradicionais de renda fixa faz dos imóveis uma alternativa com baixa recompensa sobre o risco assumido.
 
Um imóvel pode ser um ótimo negócio, quando dá certo. Se o mercado não estiver bom, o imóvel pode encalhar e o preço pode cair. Se você precisar revender, correrá o risco de receber menos do que investiu. É nesse tipo de situação que reside o chamado risco do mercado imobiliário. Perde-se dinheiro até no mais tangível dos investimentos, quando más escolhas são feitas.

Na prática, comprar imóveis não dá muito trabalho, mas também não dá muito resultado. Mesmo que o cenário brasileiro seja positivo para os próximos anos, isso não significa certeza de ganhos.

Quem acha que investe, mas não obtém resultados, deveria rever sua posição, pois pode estar perdendo dinheiro. Ou, no mínimo, deixando de ganhar muito mais.

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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Estadão: Aumentam também os descontos dos imóveis usados

Depois das construtoras praticarem descontos de 36% para imóveis novos (matéria publicada pelo blog), agora é a vez do efeito cascata atingir também os usados.

O desconto para quem negociou um imóvel usado no mês de agosto deste ano chegou a 13,61%, segundo pesquisa de venda de imóveis realizada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP).

O maior desconto, de 13,61%, foi verificado em bairros com imóveis de maior valor, como Vila Nova Conceição, Jardim Paulista, Moema e Campo Belo (Zona A). Em julho, o recuo de preço na hora do pagamento do imóvel tinha sido de 6,75%.

Para bairros como Aclimação, Chácara Flora, Pompeia e Alto de Santana (Zona B), a redução média no valor da unidade foi de 9,34% em agosto, acima dos 8,22% do mês anterior. Em outros bairros, como é o caso de Belém, Casa Verde, Penha e Rio Pequeno (Zona D), o desconto também foi maior na comparação entre os meses, passando de 4,87% para 6,06%.

Caro demais
Segundo o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, o aumento dos descontos em regiões mais valorizadas ocorre porque os preços dos imóveis chegaram a um patamar inatingível para o consumidor. “O proprietário de um usado olha os preços dos novos e acha que seu imóvel com dez, 20, 30 anos vale o mesmo do que unidades recém-lançadas. Só que não consegue vender. Ele é obrigado a dar o desconto.
“As pessoas perceberam que não podem elevar mais ainda os preços dos imóveis porque não vão conseguir vender. Não há mais espaço para os preços subirem. Acreditamos que o mercado entrou numa fase de liquidez mais lenta”, diz.

A diretora da Lello Imóveis, Roseli Hernandes, aponta que metade das unidades comercializadas pela empresa apresentam algum desconto no preço. “O porcentual vai depender de quem está vendendo e de quem está comprando. Se o dono precisa muito vender, a redução é possível”, diz.

Roseli recomenda a quem vai comprar que pechinche, principalmente para pagamento do imóvel à vista. “Com dinheiro na mão, maior é o poder de negociação do comprador”, afirma.

 
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Folha: Gafisa tem queda de mais de 50% no lucro líquido

A incorporadora Gafisa teve queda superior a 50% no lucro líquido do terceiro trimestre e reduziu sua projeção de lançamentos de imóveis em 2011, dentro do esforço para melhorar os resultados da companhia à frente.

"Compreendemos perfeitamente que esta estratégia pode afetar o tamanho da nossa empresa nos próximos anos. No entanto, estas são ações necessárias e acreditamos que deverão resultar em sucesso a longo prazo", afirmou o presidente da Gafisa, Duilio Calciolari.

A empresa diminuiu a meta de lançamentos em 2011 para a faixa de R$ 3,5 bilhões a R$ 4 bilhões, contra projeção anterior de entre R$ 5 bilhões e R$ 5,6 bilhões. Considerando o ponto médio, a diminuição é de perto de 30%. Até setembro, os lançamentos somaram R$ 2,9 bilhões.

Novos projetos da marca Gafisa serão lançados apenas se a empresa tiver segurança sobre a velocidade de vendas e os empreendimentos no segmento econômico da Tenda serão realizados apenas com processo de repasse imediato para a Caixa Econômica Federal, de modo a evitar consumo de caixa da companhia.

O consumo de caixa, que atingiu seu pico no terceiro trimestre de 2010 totalizando R$ 453 milhões, foi de R$ 56,4 milhões de julho a setembro deste ano.

A companhia espera fluxo de caixa positivo durante os próximos trimestres e uma dívida líquida sobre patrimônio líquido abaixo de 60% no final de 2012 --esse indicador estava em 75,3% no fechamento de setembro.

LUCRO ENCOLHE
A Gafisa teve lucro de julho a setembro de R$ 46,2 milhões, contra R$ 116,6 milhões um ano antes. O valor ficou abaixo da previsão média de seis analistas, de ganho de R$ 101,2 milhões no período, segundo pesquisa Reuters.

As despesas financeiras líquidas foram de R$ 58,1 milhões no terceiro trimestre, ante resultado financeiro negativo de R$ 20 milhõess na mesma etapa de 2010. O desembolso com impostos e contribuição social atingiram R$ 23,8 milhões, mais que o dobro dos R$ 10,5 milhões um ano atrás.

 
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Estadão: Construtoras já trabalham com 36% de desconto

A menos de um mês e meio do Natal, há no mercado uma espécie de "liquidação" de bens de consumo de alto valor. São imóveis, carros, eletrônicos e móveis, ofertados com descontos e condições facilitadas de pagamento, no melhor período de vendas do ano para o varejo. Normalmente, os preços sobem e as facilidades diminuem nessa época do ano. Mas não é isso que se vê hoje.

O movimento de liquidações de produtos dependentes do crédito reflete, na opinião de especialistas, a mudança de cenário. Até julho, a projeção de mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2011 chegava a 4,6%. Hoje está em 3,2%, aponta o Boletim Focus do Banco Central (BC). Essa mudança fez crescer o encalhe de itens de alto valor, cujo custo para mantê-los em estoque é elevado.

Nas últimas semanas, três construtoras - Even, Gafisa e Eztec - cortaram em até 36% o preço de um grupo de imóveis novos. Uma cobertura de alto padrão, que custava R$ 4,2 milhões, passou a ser ofertada por R$ 2,8 milhões. Um apartamento na zona sul de São Paulo, avaliado em R$ 425,6 mil, agora sai por R$ 383,1 mil.

"Havia um excessivo otimismo em vários setores, fruto de um erro de planejamento", diz o sócio da RC Consultores, Fabio Silveira. Segundo ele, não se trata de liquidação, mas de um "forte ajuste" na produção que deve se acentuar nos próximos meses por causa da perda de fôlego da massa nominal de rendimentos dos trabalhadores, que é o combustível para o consumo. Em dezembro de 2010, a massa de rendimentos crescia 15,8% e deve fechar o ano com alta de 8,6%.

Encolhimento. A mudança de ritmo da atividade foi observada pelo economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, com base no IBC-Br, espécie de indicador antecedente do PIB. O último dado é de agosto. Mas, de acordo com as projeções da consultoria para setembro e outubro, em quatro dos últimos cinco meses até outubro, o PIB encolheu em relação ao mês anterior. "A atividade vem mostrando uma tendência de encolhimento, não é mais desaceleração.", diz Borges


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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Valor: Gigante do setor tem queda de 68% no resultado financeiro

A Cyrela Brazil Realty espera que os estouros de orçamentos de obras referentes a lançamentos de 2008 e 2009 deixem de ter efeito nos seus resultados a partir do terceiro trimestre de 2012. 

Ao divulgar os resultados de 2010, a Cyrela informou que a revisão dos custos de obras apontou estouro de orçamento acima de R$ 500 milhões. Parte desse valor foi contabilizada nos resultados do quarto trimestre do ano passado, o que fez com que a margem bruta da companhia caísse para 24,5% no período. O restante passou a ser contabilizado nos resultados à medida que ocorreu o avanço das obras.

Segundo ele, no intervalo de janeiro a março de 2012, haverá "efeito residual" dos estouros de orçamento e, no segundo trimestre, "efeito bem residual".

A empresa não descarta, porém, que a margem histórica de erro de orçamento, entre 2,5% e 3%, continue ocorrendo.

No terceiro trimestre, a companhia registrou lucro líquido de R$ 147 milhões, 16,6% menor que o do mesmo período do ano passado, e o resultado financeiro teve queda de 68,2%, para R$ 7 milhões.

 
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Estadão: Crise imobiliária derruba venda de material de construção

As vendas do varejo de materiais de construção caíram 7% em outubro, ante o mês anterior, segundo pesquisa mensal realizada pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), em parceria com o Ibope. O resultado marca a primeira queda mensal do ano. Em nota, o presidente da Anamaco Cláudio Conz, afirma que o desempenho de outubro surpreendeu a todos no mercado, pois, geralmente este é um dos melhores meses para o varejo do setor.

Diante do atual cenário, a entidade voltou a reduzir a projeção nas vendas de 2011.

Segundo Conz, em outubro de 2010 também foi apurada uma queda considerável nas vendas. Nas categorias pesquisadas, cimento teve a maior queda nas vendas, com 7,3%. Metais e argamassas também apresentaram forte baixa, ambos com declínio de 6%.

Na opinião de Conz, a indústria terá de trabalhar bastante para inverter a tendência.


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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Estadão: O inferno astral da construção civil

O atraso na entrega das obras e a perda de margens não são as únicas preocupações das construtoras e incorporadoras imobiliárias brasileiras. O setor também vive um inferno astral na bolsa. As ações das companhias do setor de construção já se desvalorizaram, em média, 23,8% neste ano. É uma das piores performances do pregão - só perde para a das empresas de papel e celulose, que tiveram desvalorização de 25,6% até agora, segundo levantamento feito pela Economática a pedido do Estado. Uma das maiores incorporadoras do País, a Gafisa viu seu valor despencar de R$ 5,1 bilhões para R$ 2,8 bilhões, gerando especulações sobre uma eventual venda da companhia, que hoje não tem um controlador definido.

Para virar essa página, as empresas terão de colocar um pé no freio no ritmo de lançamentos, assumindo uma postura mais defensiva. A expectativa do mercado é que elas apresentem metas mais conservadoras para o próximo ano.

A grande obsessão agora é gerar fluxo de caixa positivo, segundo José Grabowsky, presidente da PDG Realty, a líder do setor.
 
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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Estadão: Vendas despencam, preços caem, e aluguel desaba 27%

As vendas de imóveis usados caíram 14,47% na capital paulista em agosto frente a julho, de acordo com pesquisa divulgada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP). Na mesma base de comparação, o preço médio do metro quadrado dos imóveis usados diminuiu 2,51%. O levantamento reuniu dados de 451 imobiliárias.

Segundo o presidente do Creci-SP, Jose Augusto Viana Neto, essa retração já era esperada e a desaceleração geral que se observa no momento não significa que os dois mercados fecharão o ano no vermelho.

Valor do aluguel cai 27%
A locação de casas e apartamentos, por sua vez, recuou 4,89% em agosto na comparação com julho, segundo o Cresci-SP.

Conforme o levantamento, o aluguel que mais baixou foi o de apartamentos de quatro dormitórios situados na Zona B, onde os valores recuaram 27,05%, de R$ 6.666,67 para R$ 4.863,64.


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