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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Estadão: O trauma da bolha brasileira de flats

"Eram comuns relatos de pessoas que pagaram R$ 250 mil por um flat em 2000 e venderam por R$ 60 mil três anos depois."

O mercado de flats, segmento que virou "mico" no início dos anos 2000 por excesso de oferta, se prepara para receber novos investimentos em fução da Copa e das Olimpíadas.

Mas para evitar uma nova bolha, o Sindicato da Habitação (Secovi) elaborou até um manual: Melhores Práticas para Hotéis de Investidores Imobiliários Pulverizados.

No início dos anos 2000, muitos investidores tiveram prejuízo no segmento, principalmente em São Paulo. "Eram comuns relatos de pessoas que pagaram R$ 250 mil por um flat em 2000 e venderam por R$ 60 mil três anos depois", disse o consultor Caio Calfat, coordenador do núcleo de hotelaria do Secovi. Os investidores ficaram tão traumatizados que ninguém no mercado deve ousar lançar um empreendimento como "flat". Agora, eles voltam com o nome de "apart-hotel" ou "condo-hotel".

    http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,empresas-tentam-evitar-uma-nova-bolha-de-flats,100773,0.htm

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Valor: Resultado das construtoras derruba farsa do crescimento

O setor de incorporação imobiliária deve ter, em 2012, queda do crescimento, após a maior parte das empresas de capital aberto que já divulgou prévias operacionais ter cumprido as metas traçadas para 2011 no ponto mínimo das respectivas projeções. Na avaliação do mercado, mais que a demanda, o limite para a expansão das incorporadoras é a capacidade de execução de projetos, evidenciando dificuldades como controle de prazos e custos.

A Cyrela Brazil Realty deve revisar para baixo, até o fim do mês, suas metas de lançamentos e vendas para 2012. Além de contribuir para que riscos de execução sejam evitados, patamares mais modestos de crescimento resultam em menos consumo de recursos e reforçam a expectativa de investidores que o fim do ciclo imobiliário iniciado com os lançamentos de 2007 e 2008 possibilitará que a maioria das empresas saia do  fluxo de caixa negativo. Gerar caixa é justamente a palavra de ordem da vez.

As desculpas de sempre
A Cyrela também vendeu menos que o projetado no ano passado. A empresa comercializou R$ 6,49 bilhões em 2011, ante a meta de R$ 6,9 bilhões a R$ 7,7 bilhões. Segundo o vice-presidente financeiro da Cyrela, José Florencio Rodrigues, como os lançamentos do trimestre foram concentrados na segunda metade do período, não houve tempo hábil para que as vendas ocorressem na velocidade esperada. Segundo ele, as vendas ficaram abaixo da meta também devido ao comportamento mais seletivo dos clientes na decisão de compra. A Helbor anunciou queda de 17,5% nas suas vendas contratadas em 2011.

A Gafisa lançou 21% a menos que em 2010, devido à estratégia mais conservadora adotada para reduzir dívida e gerar caixa. A Trisul alcançou menos da metade do VGV de 2010. A Rodobens Negócios Imobiliários, que não anunciou guidance para 2011, teve 60,5% mesnos lançamentos que em 2010.

 Valor Econômico - São Paulo/SP - EMPRESAS - P. B6 - 25/01/2012

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Pesquisa FGV/BC: confiança na construção continua despencando

Os empresários da construção civil continuaram a mostrar humor negativo no final do ano passado. Nova pesquisa lançada em dezembro pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com o Banco Central (BC), mostra que o Índice de Confiança da Construção (ICST) registrou queda de 9,9% na média móvel trimestral até dezembro de 2011, contra recuo de 10,2% no desempenho anterior, referente à média trimestral até novembro.

Para as instituições, o recuo do indicador reflete quadro atual de desaceleração da economia, que diminui ritmo de investimentos no setor.

Avaliações ruins sobre o momento presente e perspectivas negativas para o futuro conduziram à queda. Nos dois sub-índices componentes do ICST, o Índice da Situação Atual (ISA-CST) caiu 12,8% em dezembro do ano passado, contra declínio de 13,5% em novembro de 2011. Já o Índice de Expectativa (IE-CST) apresentou queda de 7,1% ante recuo de 6,9% em novembro.

Segundo a FGV, das 704 empresas consultadas, a parcela de empresas que classificam como boa a situação atual dos negócios no setor caiu de 49,6% no quarto trimestre de 2010 para 34,8% em igual período de 2011. Na mesma comparação, subiu de 5,4% para 9,7% a fatia de entrevistadas que a consideram como ruim.

Nas respostas relacionadas ao futuro, a parcela de empresas que aguarda melhora nos negócios nos próximos seis meses caiu de 51,4% no trimestre finalizado em dezembro de 2010 para 42,9% em igual período de 2011. No mesmo período de comparação, o porcentual de pesquisadas que projetam piora subiu de 2,3% para 5,4%.

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia%20geral,confianca-na-construcao-despenca-no-4-trimestre-de-2011,99274,0.htm

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Folha: Aquecido? Venda de imóveis é a menor em cinco anos

A venda de imóveis novos na capital paulista em 2011 foi a menor em cinco anos, informa reportagem de Carolina Matos publicada na Folha.

Segundo o Secovi-SP (Sindicato da Habitação), o número não era tão baixo desde 2006.

De janeiro a novembro do ano passado, as vendas foram 20,8% menores que o do mesmo período de 2010.

A velocidade de venda também diminuiu. O percentual de imóveis comercializados sobre o total oferecido caiu de 22,7%, em média, nos primeiros 11 meses de 2010 para 13,9% em 2011.

A perda de ritmo do mercado imobiliário também é percebida na região metropolitana de SP, em que, de janeiro a novembro de 2011, houve queda de 22,3% nas vendas, em relação ao mesmo período do ano anterior.

               http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1035231-venda-de-imoveis-em-sp-e-a-menor-em-cinco-anos.shtml

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Estadão: Antes do estouro, EUA também negava a bolha imobiliária

Transcrições das reuniões do Banco Central norte-americano em 2006 foram liberadas ao público; 'bolha' imobiliária estouraria apenas meses depois desses encontros

As transcrições das reuniões do Federal Reserve norte-americano em 2006 indicam que o presidente da instituição, Ben Bernanke, e seus colegas não mostraram preocupação com o mercado imobiliário; eles previam um "pouso suave" para a economia norte-americana. Bernanke havia assumido o posto em fevereiro daquele ano, no lugar de Alan Greenspan.

De acordo com as transcrições liberadas ao público na última quinta-feira (12/01), poucos dirigentes do Fed pareciam preocupados com a "bolha" imobiliária, que estouraria meses depois, dando início ao processo que levaria à pior recessão desde a Grande Depressão da década de 1930.

Na reunião de maio de 2006, a diretora Susan Bies levantou a questão dos preços dos imóveis residenciais e se disse preocupada. Na reunião seguinte, em junho, Janet Yellen (que na época presidia o distrito de San Francisco e hoje é vice-presidente do Fed) parecia ser a mais preocupada com a "bolha" de preços.

Seguem-se alguns destaques das transcrições das reuniões realizadas em 2006:

27 e 28 de março: na primeira reunião presidida por Bernanke, o risco associado ao mercado de moradias já estava crescendo, mas os dirigentes do Fed não atentavam para ele. Durante a reunião, o economista-chefe do Fed, David Stockton, previu uma desaceleração modesta no mercado de imóveis residenciais. "Neste momento, a sensação é como a de andar de montanha russa com os olhos fechados. Sentimos que estamos passando do topo, mas não sabemos o que ha embaixo", disse Stockton. Ele também afirmou que o mercado de moradias era "o risco mais evidente" para a economia. "Eu não sei como prever esses preços", acrescentou.

Bernanke, por sua vez, disse: "Novamente, eu acho que é improvável que venhamos a ver o crescimento ser descarrilado pelo mercado de moradias, mas quero que estejamos preparados para algumas flutuações de trimestre para trimestre"; embora identificasse o setor de imóveis residenciais como crucial, Bernanke concordou "com a maioria das declarações de que fundamentos fortes suportam um pouso relativamente suave para o setor de moradias". Na mesma reunião, Geithner disse que "os preços das ações e os spreads de crédito sugerem uma confiança considerável na perspectiva para o crescimento. As condições financeiras, de uma maneira geral, parecem dar um bom apoio à expansão".

10 de maio: Durante a reunião, Susan Bies tenta retomar a discussão sobre o setor de moradias e sua preocupação. "Eu tenho dúvidas sobre a capacidade do consumidor para absorver choques."
Bies adverte: "A esperteza cada vez maior do setor bancário está me deixando mais nervosa à medida que avançamos neste ciclo, e não mais reconfortada por termos aprendido a lição. Alguns dos modelos que os bancos estão usando foram claramente montados em tempos de juros em queda e de preços de imóveis em alta. Não está claro o que poderá acontecer quando qualquer uma dessas tendências for revertida".

Bernanke reconhece o risco, mas não se mostra muito preocupado. "Até agora, temos visto, na pior das hipóteses, um declínio ordeiro no mercado de moradias, mas acho que ainda estamos para ver se o mercado de imóveis vai declinar lentamente ou mais rapidamente. Como eu observei da outra vez, alguma correção nesse mercado é uma coisa saudável, e nosso objetivo não deve ser tentar prevenir essa correção, mas sim assegurar que a correção não influencie muito o crescimento do resto da economia."

28 e 29 de junho: Ao resumir as opiniões dos dirigentes do Fed, Bernanke diz que está ficando cada vez mais difícil fazer previsões; ele descreve as condições da economia como "extremamente complicadas". Como é particularmente difícil fazer projeções sobre o mercado de imóveis, o presidente do Fed diz que esse é "um risco importante, e um que nos deve tornar cautelosos em nossas tomadas de decisão".

8 de agosto: Janet Yellen parece ser a participante mais preocupada com o mercado de moradias, ao advertir que a desaceleração do mercado de imóveis poderia se tornar "uma depressão indesejável". O Fed mantém as taxas de juro inalteradas; Geithner sugere citar no comunicado que um dos motivos é a debilidade do mercado de imóveis, mas a maioria é contra.

20 de setembro: O Fed cita declínios nos preços da energia e dos imóveis residenciais. Contudo, o economista-chefe David Stockton diz que a economia "se dobra, mas não quebra" em um dos cenários discutidos, de depressão no setor de moradias. "Até agora, o dano colateral da desaceleração no mercado de imóveis residenciais tem sido limitado, e, na maior parte, esperamos que isso continue assim, pelo menos por algum tempo". Bernanke observa que há uma divisão quanto a como o mercado de moradias está sendo visto pelo Fed, com alguns dirigentes esperando uma correção profunda e outros dizendo acreditar que a renda e o nível dos juros vão dar apoio ao setor. "A economia, exceto pelos setores automotivo e de moradias, ainda está bastante forte, e nós ainda não vemos qualquer contágio significativo a partir do setor de moradias", diz Bernanke.

24 e 25 de outubro: Os dirigentes do Fed passam a maior parte da reunião discutindo como melhorar a comunicação com o público. Boa parte do tempo é dedicada a um debate sobre os termos a serem empregados no comunicado. Os participantes debatem o significado que pode ser atribuído à palavra "moderado" quando usada para descrever sua expectativa de crescimento.

12 de dezembro: Na última reunião de 2006, os participantes do mercado não mostram consciência da tempestade que está por vir. Boa parte das discussões é sobre emprego e inflação. A debilidade crescente do mercado de imóveis residenciais é vista como uma correção de excessos anteriores. A então presidente do Fed de Boston, Cathy Minehan, observa que há uma desaceleração no mercado de moradias em seu distrito, mas não vê muita preocupação com isso. O então vice-presidente do Fed, Donald Kohn, diz que os estoques crescentes da indústria é "um tanto mais preocupante" do que a desaceleração no setor de moradias.

Nessa reunião, a diretora Susan Bies parece, uma vez mais, estar à frente da curva. "O grau de alavancagem em cada negócio de imóvel residencial ainda precisará de alguma correção no futuro, e, por isso, poderemos ver alguma desaceleração.", diz Bies. Segundo as transcrições, Bernanke novamente deixa de ver qualquer problema no mercado de imóveis e reafirma suas previsões de "pouso suave" para a economia.

As transcrições das reuniões do Fed em 2006, acompanhadas dos materiais usados nas apresentações feitas pelos técnicos da instituição, estão disponíveis no site do Federal Reserve. As informações são da Dow Jones.


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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Exame: Crise imobiliária faz preço cair até em Brasília

A alta de preço dos imóveis perdeu fôlego nas principais capitais brasileiras, segundo o índice FipeZAP. O índice do mês passado está entre os menores da série histórica, iniciada em janeiro de 2008.

A desaceleração de dezembro aponta para um cenário de queda durante 2012. Outro sinal importante de desaceleração veio do Distrito Federal. Os preços caíram 0,2%, a primeira baixa no local desde o início da pesquisa.

Os resultados começam a refletir o novo momento do mercado imobiliário brasileiros. Com o ambiente incerto da economia mundial, muitos compradores já não se sentem tão motivados a tomar dívidas para fazer a compra financiada de um imóvel. Na cidade de São Paulo, por exemplo, as vendas de residências caíram no ano passado. Era inevitável, portanto, que todos esses fatores minassem o ímpeto dos preços.
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Exame: Crise e ressaca na construção civil

Depois da euforia de 2005, 2006 e 2007, quando 20 empresas do setor captaram 12 bilhões de reais em ofertas de ações na Bovespa e lançaram imóveis a toque de caixa, veio a ressaca.

Não é à toa que os investimentos do bilionário americano Sam Zell são acompanhados de perto. Em 2006, ele vendeu por 39 bilhões de dólares sua empresa de imóveis comerciais, a Equity Properties. Foi o maior negócio da história do mercado imobiliário dos Estados Unidos - que, como se sabe, entrou em colapso meses depois.

No Brasil, Zell também aprontou das suas. Em maio de 2010, ele começou a se desfazer de ações da Gafisa, quarta maior incorporadora do país, da qual era sócio desde 2005 (matéria divulgada pelo blog). Quando decidiu vender suas ações, executivos que trabalham para Zell repetiram que ele não estava vendo nada de errado com a incorporadora: a venda fazia parte do ciclo natural de investimentos.

É impossível saber se a razão foi mesmo essa - ou se Zell estava farejando problemas na operação da Gafisa. O fato é que o investidor americano, mais uma vez, pulou do barco na hora certa. Certíssima, aliás. Nos últimos dois anos, as ações da empresa perderam quase 70% de seu valor na Bovespa.

Somente nos últimos seis meses, a queda foi de 35%. Aquela que foi uma das mais brilhantes estrelas da onda de aberturas de capital iniciada em 2004 é, hoje, uma companhia vista com desconfiança pelos investidores.

Numa reunião com investidores no fim de novembro, Alceu Duilio Calciolari, presidente da Gafisa há cerca de sete meses, deu uma declaração que surpreendeu os interlocutores: ele admitiu não ter a dimensão real dos problemas da empresa.

Os executivos da companhia estão analisando a situação financeira de milhares de clientes de baixa renda que podem não ter como pagar pelos imóveis. Também estão revisando obras com problemas, que podem ser canceladas. "Esse mapeamento é um processo longo, que só vai terminar em 2012", disse Duilio, como é mais conhecido, a EXAME.
 
Calote
Até que a amplitude do problema seja inteiramente conhecida, a Gafisa vem tomando algumas medidas emergenciais para administrar o caixa. Uma delas é negociar o pagamento feito a fornecedores. Segundo EXAME apurou, as notas com valor superior a 100 000 reais que venceram em novembro e dezembro só serão pagas nos próximos meses.

"Essa informação logo se espalhou e deixou os fornecedores assustados. Desde 2004, a empresa não fazia uma renegociação desse porte", diz um ex-diretor da Gafisa que trabalha, hoje, na concorrência. Companhias como Gerdau e Votorantim reduziram o limite de crédito da incorporadora (procuradas, as empresas não comentaram).
Duilio diz que esse tipo de prática é normal e faz parte da "correria para atingir as metas do ano". Além disso, a Gafisa demitiu 200 pessoas do escritório central, 10% de seu quadro de funcionários, na última semana de novembro.

Como ninguém parece saber ao certo o que vem por aí, é natural que a desconfiança em torno da companhia cresça. Com dificuldade para obter crédito de longo prazo, a Gafisa recorreu recentemente ao financiamento mais caro do mercado de dívida corporativa, a nota promissória.

É como um cheque especial: fácil de usar, mas com um custo alto. No início de dezembro, a incorporadora fechou a captação de 230 milhões de reais, para ser pagos em um ano, com taxas de juro que variaram de 125% a 126% do CDI, ou algo como 14% ao ano - a média do setor, para financiamentos de prazos até mais longos, fica em torno de 115% do CDI.

A Gafisa enfrenta problemas comuns à maioria das incorporadoras. Depois da euforia de 2005, 2006 e 2007, quando 20 empresas do setor captaram 12 bilhões de reais em ofertas de ações na Bovespa e lançaram imóveis a toque de caixa, veio a ressaca

"É como se a Tenda fosse um tumor maligno dentro da Gafisa", diz um executivo que deixou a empresa em 2011. "Os problemas trazidos por ela contaminam o grupo." Quem era alocado para trabalhar com os empreendimentos da Tenda costumava ver isso como punição, já que sabia que a chance de conseguir cumprir metas e receber bônus era mínima.

Daqui para a frente, só serão feitos lançamentos para clientes de baixa renda que tenham sido aprovados previamente pela Caixa Econômica Federal, com a garantia de que os compradores serão financiados pelo banco.

"Prefiro demorar mais para lançar a voltar a ter essas dificuldades. É fácil esses clientes perderem a capacidade de pagamento ao longo da construção", diz Duilio

A Gafisa perdeu mais da metade de seu valor de mercado em 2011. 


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