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quinta-feira, 29 de março de 2012

Relatório do BC confirma redução dos preços dos imóveis

O último Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central, divulgado agora em março pela diretoria de fiscalização, reforçou que "os riscos para a estabilidade financeira global agravaram-se no segundo semestre de 2011, com destaque para a desaceleração da atividade econômica mundial."

Os destaques do relatório foram a tendência de alta da inadimplência (pág. 3) e a "acomodação" do mercado imobiliário com a redução na quantidade de contratações e nos preços dos imóveis (pág. 15).


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terça-feira, 27 de março de 2012

Escândalo da MRV expõe mercado imobiliário

Em nota divulgada na quarta-feira (14), a construtora mineira MRV informou que “tomará todas as providências necessárias para a defesa de sua imagem perante seus acionistas, colaboradores, fornecedores e clientes”, no caso da denúncia da empresa ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pelo Ministério Público do Trabalho de Campinas. Numa iniciativa inédita, o MP entrou nesta semana com uma representação contra a construtora junto ao órgão de defesa da concorrência, sob alegação de irregularidades trabalhistas ferrem as regras de livre mercado.

O MP cruzou dados sobre a evolução financeira da construtora e o crescimento do número de ações trabalhistas para concluir que as irregularidades se constituem em diferencial competitivo da MRV. De acordo com o procurador que assina a representação, Rafael de Araújo Gomes, as demonstrações financeiras da construtora revelam que entre 2008 e 2010 houve um aumento de 254% no número de ações trabalhistas contra a empresa, que passaram de 720 para 2.549. “Além disso, a MRV reconhece, em suas demonstrações, um aumento dos pagamentos decorrentes de ações trabalhistas de 892%, que saltou de R$ 308 mil para R$ 4,232 milhões”.

Entre as irregularidades trabalhistas levantadas pelo MP de Campinas estão a submissão de operários a condições degradantes de trabalho e a celebração de falsas terceirizações, criadas como forma de camuflar a relação de emprego que existe entre a MRV e seus trabalhadores.

“A MRV faz acordos com empresas que não tem capacidade para o serviço ou que não existem”, disse. Ainda de acordo com o procurador, no ato de assinatura do contrato de prestação do serviço com a MRV, as empresas assinavam cláusula prevendo a isenção da construtura de qualquer responsabilidade sobre passivos trabalhistas.

A MRV Engenharia informou por nota que foi surpreendida com a decisão do Ministério Público de Campinas. “Negamos veementemente essa afirmação e questionamos a real motivação e interesse de ações como esta. Somos a maior construtora operando no Programa Minha Casa, Minha Vida no Brasil e temos pautado nossas operações em 32 anos de existência dentro da mais absoluta ética negocial e no cumprimento de todos os deveres e responsabilidades trabalhistas que nos são exigidos.”

Ainda de acordo com o comunicado, a empresa afirma que implementa um rigoroso processo para contratação de empresas prestadoras de serviço, sendo todas devidamente regularizadas e fiscalizadas sistematicamente quanto a sua documentação e práticas trabalhistas e fiscais.


                http://www.hojeemdia.com.br/noticias/economia-e-negocios/mrv-recorrera-de-denuncia-no-cade-1.419647

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quinta-feira, 22 de março de 2012

Economista vê Bolha e desvalorização de imóveis

Depois da forte valorização dos preços nos últimos anos e dos sinais de que o comprador não pretende suportar mais um ciclo de alta de preços, existe a possibilidade de um recuo generalizado nos valores dos imóveis?

Para o economista e pesquisador especializado em Macroeconomia Luciano D'Agostini, que acredita que haja um bolha no setor, alguns fatores podem fazer com que a demanda por imóveis recue, a inadimplência suba e os preços caiam. Um eventual aumento da taxa de desemprego, hoje em níveis historicamente baixos, pode comprometer o orçamento das famílias, que nunca estiveram tão endividadas. "Com o alto grau de endividamento, qualquer aumento da taxa de desocupação, ainda que sensível, é capaz de causar problemas", diz.

Segundo ele, pelo menos dois fatores indicam, tecnicamente, a existência de uma bolha: o rápido e vigoroso crescimento do crédito, acima do ritmo de avanço real da renda, e o alongamento das parcelas de pagamento, ainda com juros altos. "Esses fatores criam uma ilusão monetária que é uma característica em mercados que tiveram bolha", diz.

Para ele, há risco de queda de preços dos imóveis nos próximos anos. "Uma queda de 15% significa uma bolha fraca. Se chegarmos a 35%, teremos uma bolha moderada", afirma. A percepção de que os preços do imóveis atingiram valores infundados também pode ser explicada, segundo o economista, pelo descasamento dos preços do imóvel e do aluguel. Um apartamento hoje comprado por R$ 200 mil não consegue ser alugado perto de 0,7% de seu valor - algo em torno de R$ 1,4 mil -, o que mostra a distorção", diz.

Marcos Kahtalian, consultor do Sinduscon no Paraná, acredita que não há bolha, mas que um eventual desaquecimento da economia, com perda de renda e do ritmo do consumo das famílias, pode frear as vendas do mercado imobiliário.


Velocidade
Em Curitiba a aferta de imóveis é recorde, enquanto a velocidade dos negócios no ramo despencou .

Curitiba nunca teve um volume tão grande de imóveis usados à venda, porém, os negócios já não saem com a mesma facilidade.

A oferta comportada e a demanda crescente garantem boa velocidade de vendas, segundo . Segundo Teo Granado, vice-presidente regional do Secovi no Noroeste, o mercado recuou um pouco a partir de setembro.

"Muita gente adiou a compra por receio da crise. Segundo ele, um imóvel na cidade costuma levar até dez meses para ser vendido.

Um sinal de que a luz amarela acendeu para esse setor veio pela queda na Velocidade de Venda de Imóveis Usados (VUSO), índice que mede a porcentagem de unidades vendidas em relação à oferta disponível. O indicador atingiu 3,5% em janeiro, o pior resultado da série histórica do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), vinculado ao Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR).

Desde fevereiro de 2011, pelo menos 2,6 mil unidades passaram a exibir placas de venda na cidade, quase o mesmo volume de imóveis novos entregues pelas construtoras nesse intervalo. Hoje há 19,4 mil unidades à venda, das quais 16,2 mil residenciais.

Segundo o empresário Hamilton Franck, ex-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), em média, a partir do quinto ano de existência, um imóvel custa entre 30% e 40% a menos que um lançamento de mesmo porte no mesmo local. "O que se vê hoje é um valor 5% menor do que o novo, o que caracteriza uma grande distorção.

O primeiro sinal de que os negócios estavam mais devagar veio em outubro, quando a velocidade de venda despencou de 7,6% para 4%. "Hoje a velocidade de venda é a metade da que seria considerada ideal", diz Luiz Carlos Borges da Silva, sócio-proprietário da imobiliária Outrasul. De acordo com ele, o tempo para concretização da venda - em média de dez meses - pode atingir até dois anos. "O dono do imóvel está tentando impor preços e o comprador não está aceitando, diz.

A percepção dos empresários do setor é que os negócios devem continuar pressionados, já que a oferta de usados tende a crescer até o fim de 2013. Alguns apartamentos usados que ainda vão a mercado estão hoje nas mãos de pessoas que vão usá-los para honrar o pagamento dos imóveis novos. Este ano e o próximo serão o pico de entregas dos imóveis novos que foram lançados há dois, três anos.

                                     http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?id=1234974


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domingo, 18 de março de 2012

Valor: Caem as vendas, aumentam os descontos na construção

A Even anunciou que vai oferecer até 36% de desconto em mais de mil apartamentos e salas comerciais, na Grande São Paulo, no chamado Even Day. A iniciativa não é isolada. Num momento em que boa parte dos lançamentos de 2007 e 2008 fica pronta, aliado à queda nas vendas, incorporadoras lançam mão de descontos, principalmente em imóveis prontos ou em conclusão até o fim de 2012, para tentar salvar as vendas.

Conforme o analista do setor imobiliário do Banif, Flávio Conde, "não é vantajoso para as empresas manter unidades concluídas, devido a despesas de manutenção, como o pagamento de condomínio, e à depreciação".

No setor, a receita é contabilizada conforme o avanço das obras, o que faz com que a venda de unidades prontas resulte em entrada rápida de recursos no caixa das empresas. Assim, a venda das unidades remanescentes contribui para as companhias se tornarem geradoras de caixa, condição não obtida pela maioria e foco das atenções do mercado no momento.

Já há quem afirme que os abatimentos provocarão um forte movimento de queda de preços.

Se, por um lado, as promoções aumentam o giro, as margens das empresas podem sofrer um efeito negativo dos descontos

Outra empresa com campanha de descontos em curso, a EZTec, está oferecendo descontos de R$ 170 mil. 

A MRV Engenharia também vem fazendo promoção em todos os seus imóveis durante um mês de cada trimestre.

A Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI) é outra que faz promoções com decontos de R$ 150 mil . A Rossi Residencial segue o mesmo caminho.

Saindo pela tangente
A PDG Realty foi outra a dar descontos, porém, sob codinome de "parceria" com o portal ZAP Imóveis para, segundo o diretor-executivo da incorporadora, João Nery, "fomentar visitas ao canal de vendas online da empresa". 

A Cyrela Brazil Realty também adotou o mesmo discurso da PDG, não concedendo descontos, mas sim uma "redução no valor da parcela mínima a ser paga". A empresa não confirmou a informação e disse, por sua assessoria de imprensa, que avalia "condições de pagamento compatíveis com a realidade de mercado e amparadas em uma forte análise de crédito".

(Valor Econômico - São Paulo/SP - ÍNDICE GERAL - P. B8 - 16/03/2012)

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quinta-feira, 15 de março de 2012

Não falta mão de obra, falta planejamento e ética

Em meados de 2008, a consultora ambiental Sandra Satim comprou um apartamento de dois dormitórios no bairro de Vila Carrão, na zona leste de São Paulo. O imóvel tinha entrega prometida para abril de 2010, mas ela só recebeu as chaves no mês passado, quase dois anos depois.

"Todos os meses eles mudavam a data de entrega e não davam nenhuma justificativa. Hoje me arrependo de ter comprado o imóvel na planta e de não ter tomado alguns cuidados. Deveria ter investigado melhor a construtora", diz Sandra Satim, que entrou na Justiça para pedir indenização por danos morais e o pagamento dos valores gastos com a prorrogação do contrato de aluguel.

O empreendimento em que a compra foi feita, o Ecoway Carrão, pertence à Ecoesfera Empreendimentos Imobiliários. Em nota, a empresa diz que o atraso "não foi diferente do que tem ocorrido no setor de incorporação e construção imobiliária". Segundo a Ecoesfera, o problema foi "causado principalmente por falta de mão de obra especializada e excesso de chuvas".

Queixas sobre não cumprimento de contrato subiram 237%. Até o ano passado, a quantidade de reclamações contra as construtoras aumentou quase quatro vezes em São Paulo, segundo o Procon. A maior parte delas se refere ao não cumprimento do contrato, especialmente por conta do atraso na entrega.

Nas associações de mutuários, as queixas também têm se multiplicado. Segundo levantamento da AMSPA (Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências), o número de reclamações sobre atraso na entrega subiu 45% em relação ao mesmo período de 2010.

Sindicato admite ‘erros de planejamento'
Em nota, o Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) admite que "um pequeno número de empresas pode ter cometido erros de planejamento".

Porém, para o advogado especializado em direito imobiliário Marcelo Tapai "os reais motivos são a falta de planejamento e a busca cega pelo lucro sem se preocupar com a entrega".

O advogado da advogado da ABMH (Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação), Leandro Pacífico, concorda. "Elas tentam se eximir de responsabilidade, mas esses são todos riscos do próprio negócio."


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segunda-feira, 12 de março de 2012

Vendas de imóveis despencam 72,5% em Belo Horizonte

A venda de apartamentos novos em Belo Horizonte caiu 39,91% em 2011, na comparação com 2010, de acordo com dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon).
 
Destaque para os imóveis com valores até 250 mil, cujas vendas despencaram 72,51%.

Atrasos no Minha Casa, Minha Vida, menos lançamentos e especulação dos terrenos são apontados como os fatores que levaram à queda. Ninguém do Sinduscon comentou a pesquisa.

A queda nas vendas aconteceu em todos os tipos de apartamentos: acabado, na planta e em construção. 

Os lançamentos seguiram a mesma tendência, com quedas de até  67,38%.

                            http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=197700,OTE

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quarta-feira, 7 de março de 2012

Folha: Venda de imóveis recua ao menor nível

As vendas de imóveis novos residenciais recuaram 21% na capital paulista em 2011 na comparação com o ano anterior, o menor patamar desde 2005.

O VGV (Valor Geral de Vendas) caiu 15%, de acordo com os dados do Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo.

"Não foi um ano ruim, considerando tudo que está acontecendo", afirmou Claudio Bernardes, presidente da entidade, tentando minimizar o impacto da redução ao citar a crise internacional e a desaceleração no crescimento do PIB brasileiro, de 7,5% para 2,7%.

O executivo preferiu não fazer estimativas para o número de unidades que serão comercializadas neste ano.

Para Ana Maria Castelo, economista da FGV, o patamar de 2010 era "insustentável em todos os sentidos".

Na sua opinião, o mercado exige mais cautela dos que compram na planta para vender antes da entrega, já que a elevação no preço do imóvel nesse intervalo está diminuindo.
 
Folha de S. Paulo - São Paulo/SP - MERCADO - P. B1 - 07/03/2012

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segunda-feira, 5 de março de 2012

Pesquisa FGV/BC: Confiança da construção cai 8,4%

Ao contrário das informações que a grande mídia vem divulgando, os empresários da construção civil parecem não estar muito confiantes. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou hoje (05/03) o índice de confiança do setor de construção que, mais uma vez, apresentou queda.

O Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu 8,4% no trimestre finalizado em fevereiro, ante mesmo período do ano anterior. O índice é calculado pela FGV em parceria com o Banco Central. 


Ao analisar a evolução de confiança setorial, constatou-se a intensificação na queda de confiança em setores como  Obras de Acabamentos, com variação de -9,1% em fevereiro, contra -5,4% em janeiro; e Obras de Instalações, de -4,6% para -5,5% de janeiro para fevereiro.


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