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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Estadão: Construção atinge seu menor nível de atividade

O nível de atividade da indústria da construção voltou a cair em junho, revela a última pesquisa divulgada  pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em junho, o nível de atividade marcou 47,7 pontos, ante 48,9 pontos, em maio. Além disso, o indicador do nível de atividade efetivo em relação ao usual ficou em 45,3 pontos (46,4 em maio), o mais baixo da série histórica, iniciada em dezembro de 2009. Houve uma queda geral dos indicadores.

Os índices variam de zero a cem. Valores acima de 50 pontos representam atividade aquecida e, abaixo disso, atividade desaquecida. Os números fazem parte da "Sondagem da Indústria da Construção", estudo da CNI em parceira com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Segundo a CNI, a desaceleração da economia afetou a indústria da construção. O nível de Utilização da Capacidade Instalada (UCO) ficou em 69% em junho, ante 71% em maio. O indicador do nível de empregados marcou 47,8 pontos em junho, frente 50,1 pontos, em maio.

Sobre a situação financeira, o indicador de margem de lucro operacional ficou em 44,8 pontos no segundo trimestre do ano, ante  47,0 pontos, no primeiro trimestre de 2012. O indicador da situação financeira registrou 48,8 pontos no segundo trimestre, ante 49,9 pontos, no primeiro trimestre. O indicador de acessos ao credito marcou 46,7 pontos, frente. 47,1 pontos, no primeiro trimestre do ano.

Segundo a CNI, o desempenho negativo da indústria da construção em junho atingiu todos os setores, de construção de edifícios a assentamento de azulejos, e todos os portes de empresa. A pior performance no indicador do nível de atividade efetivo em relação ao usual, com 44,6 pontos, foi do setor de serviços especializados.


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quinta-feira, 26 de julho de 2012

FMI destaca bolha no Brasil e compara com os EUA


FMI destaca bolha imobiliária no país e compara com os Estados Unidos que, em 2008, tinha pequena parte da população com dívidas no setor

O Fundo Monetário Internacional (FMI), em relatório divulgado na sexta-feira (20/7), afirmou que o crédito no Brasil cresceu rapidamente nos últimos anos, mas os empréstimos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) estão diminuindo desde 2008 e deve continuar relativamente baixo em relação aos padrões internacionais.

O documento aponta que a concessão de crédito ao consumidor tem aumentado fortemente, o que corresponde hoje a 46% do total, contra 23% em 2002. Diante deste avanço, o Fundo alerta para o endividamento dos consumidores, que excede 40% da renda.

O FMI destaca ainda os empréstimos imobiliários para a baixa renda e a forma de concessão, questionando se essas famílias conseguirão quitar as dívidas.

"Vejo que o FMI está fazendo esse alerta para o futuro, pois está comparando com o que já aconteceu nos Estados Unidos e na Europa. Aqui no Brasil, os empréstimos imobiliários respondem por apenas 5,5% do PIB, mas nos Estados Unidos, em 2008, o nicho também era pequeno e quando estourou a crise da dívida imobiliária, nem US$ 3 trilhões ajudaram e vários bancos quebraram", explicou Manuel Enriquez Garcia, presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon) e da Ordem dos Economistas do Brasil.

Garcia diz que a política deveria ser modificada. "O governo não está dando ênfase ao investimento público e o privado está reduzindo porque a expectativa com o futuro está cada vez pior. Ao invés de estimular a poupar, o governo incentiva a gastar e é isso que chama a atenção do FMI".

A falta de estímulos à poupança está preocupando diversos economistas desde o início do ano. "O que cria riqueza ao país é o investimento. Alavancar os gastos só é bom no curto prazo", conclui.

De acordo com Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados,um fato que prejudicaria o setor imobiliário seria o aumento do desemprego. Além disso, Vale aponta que sempre acreditou que uma crise imobiliária viria de um possível afrouxamento por parte dos bancos públicos, que estão afoitos em estimular a economia. 


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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Vendas de imóveis caíram 45% nos últimos três meses

O pessimismo visto nos últimos meses entre investidores e analistas quanto ao desempenho do mercado imobiliário foi atestado com a divulgação dos dados operacionais das principais construtoras do país, traçando um cenário de forte queda de vendas e lançamentos e, consequentemente, menor receita no segundo trimestre deste ano.

Das seis companhias que representam o setor no Ibovespa, cinco que apresentaram números preliminares registraram queda nas vendas contratadas.

Se considerados os dados divulgados por PDG Realty, Cyrela Brazil Realty, Gafisa, Rossi Residencial e MRV Engenharia, as vendas entre abril e junho caíram 45%. Os lançamentos, por sua vez, foram ainda menores, com retração de 80,3%, refletindo a tendência vista desde o início do ano, quando as empresas passaram a priorizar a venda de estoques e a normalização das operações antes de ofertarem novas unidades, apesar do ambiente econômico favorável, com juros baixos e disponibilidade de crédito.

Segundo o analista René Brandt, da Fator Corretora. "O segundo trimestre para o setor como um todo não vem bom", acrescentou, citando margens e rentabilidade afetadas por atraso de obras e maiores custos, entre outros fatores.

Também com viés cauteloso e no aguardo do balanço consolidado para "ter uma visão melhor da atual situação das companhias", o analista Guilherme Rocha, do Credit Suisse. "O setor imobiliário está claramente enfrentando um período difícil, sinalizado novamente pelos recentes resultados operacionais divulgados", disse. Reuters

(Brasil Econômico - EMPRESAS - 20/07/2012 - Pág. 22)

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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Valor: Pessimismo toma conta da construção

A queda dos lançamentos imobiliários acima do esperado pelo mercado no segundo trimestre, apontada pela maioria das prévias operacionais já divulgadas pelas incorporadoras de capital aberto, acirrou o pessimismo em relação ao desempenho do setor no curto prazo, que havia ganhado força nas duas últimas temporadas de balanço.

As incertezas se acentuam ainda mais quando se considera que os lançamentos do segundo semestre dependerão tanto da decisão das próprias empresas, neste momento difícil vivido pelo setor e de desaceleração do crescimento econômico, quanto do ritmo de liberação de projetos pelas prefeituras, que pode ser influenciado pela proximidades das eleições.

Das incorporadoras que divulgaram prévias operacionais até o fechamento desta edição - PDG Realty, Cyrela Brazil Realty, Even, Gafisa, Direcional (sem considerar os projetos para a faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida), Rodobens Negócios Imobiliários e Rossi Residencial -, apenas a Rodobens não apresentou queda nos lançamentos ante o segundo trimestre de 2011.

O mercado reagiu mal aos números apresentados. Em uma semana, as ações da PDG caíram 5,03%, da Cyrela, 7,65%, da Gafisa, 4,1% e da Rossi, 18,24%.

De modo geral, as reduções do Valor Geral de Vendas (VGV) foram drásticas: PDG apresentou queda de 80,3%, Even, de 71%, Gafisa, de 60%, Rossi, de 42,6%, Cyrela, de 34% e Direcional, de 26,7%.

Novas reduções ocorrerão em 2012
Seja por decisão das incorporadoras ou atraso na obtenção de licenças, novos cortes de metas de lançamentos poderão ser anunciados. A Rossi, por exemplo, precisaria lançar R$ 1,5 bilhão por trimestre - nível sem precedentes para a companhia, conforme o Barclays Capital - para atingir seu "guidance" (meta), de R$ 4,3 bilhões a R$ 4,9 bilhões. Segundo o banco, apesar de a Rossi ter entregado 28% de sua meta para o ano, as chances de corte na projeção são grandes, devido à necessidade de preservar caixa e reduzir a pressão na execução.

No segundo trimestre, a queda apresentada nos lançamentos da maior parte das companhias se refletiu nas vendas contratadas do setor no trimestre. O que foi comercializado pelo setor refere-se a estoques. No caso da PDG, por exemplo, a venda de estoques chegou a 92% do total

Nesse cenário de desaceleração do ritmo de lançamentos, algumas incorporadoras, como Cyrela, Rossi e Tecnisa fizeram cortes em sua folha de pagamento. Em junho, a Cyrela cortou 70 pessoas como parte do processo de unificação das áreas administrativas das divisões Cyrela, de médio e alto padrão, e Living, do segmento econômico. Conforme fonte, a Rossi demitiu 100 pessoas, como consequência de sua decisão de reduzir as operações regionais em que atua. A Rossi não se posiciona sobre o assunto.

A Tecnisa demitiu 30 pessoas há um mês. Segundo o diretor de Recursos Humanos da Tecnisa, Marcello Zappia, o corte representa 4% do quadro administrativo e 1% do efetivo, e não está relacionado à desaceleração de lançamentos, mas a modelo baseado na "meritocracia", ou seja, no mérito das pessoas, utilizado pela incorporadora para mapear o desempenho dos colaboradores. Ele cita que, em junho, foram contratadas seis pessoas para áreas específicas que estão em crescimento na sede.

(Valor Econômico - São Paulo/SP - EMPRESAS - 13/07/2012 - Pág. B7)

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domingo, 15 de julho de 2012

Estouro da Bolha: Número de imóveis devolvidos dispara

Do sonho da casa própria ao pesadelo de ter que se desfazer do imóvel em menos de seis meses. Essa é a realidade de 2.460 consumidores do Estado do Espírito Santo que tiveram que devolver o imóvel comprado no último semestre de 2011 por não conseguir quitar as prestações. 

Os números correspondem a 10% das 24.606 unidades adquiridas, somente de junho a novembro de 2011 no Estado, e que foram devolvidas por clientes que não conseguiram pagar as prestações. Ou seja, na média, 400 imóveis por mês retornaram à cartela de vendas depois de serem vendidos. 

O presidente da Lorenge S.A., José Élcio Lorezon, conta que o índice de imóveis devolvidos tem aumentado. Ele relaciona esse comportamento do mercado ao acesso  da nova classe médio ao crédito imobiliário.

“A classe C ascendeu, mas tem um orçamento doméstico sensível a qualquer eventualidade. É um consumidor que não está habituado a fazer planejamento de longo prazo e até mesmo o conserto de um carro pode desequilibrar as finanças”, avalia.

O diretor do Sindicato da Indústria Imobiliária do Espírito Santo, Pedro Zamborlini, diz que não é só nessa fase de obras que acontecem as quebras de contrato. 

“O comprador, às vezes, fecha negócio na empolgação, considerando apenas o valor reduzido das mensais durante as obras. E quando o imóvel fica pronto se depara com os custos do financiamento somado à taxa de condomínio. É aí que muitos não conseguem quitar as prestações”, afirma. 
 
 
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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Estadão e Folha: Gigantes da construção em crise

A PDG, maior construtora e incorporadora do país, reduziu novamente o volume de lançamentos para 2012, desta vez em 80%, em comparação com o mesmo período do ano pasado. A empresa, que divulgou ontem seus resultados operacionais, também cortou suas projeções para o ano.

Em comunicado a investidores, a companhia afirmou que a revisão dos números está "em linha com a estratégia definida para 2012, com foco maior nas vendas e na reestruturação interna". A PDG, que se tornou a maior incorporadora do País em vendas após a compra da Agre em 2010, respondeu por cerca de 20% dos lançamentos das 17 incorporadoras de capital aberto no primeiro trimestre.

A retração da PDG é acima da média do mercado, mas reflete uma tendência que está atingindo todo o setor. 

Os investidores reagiram mal aos números da empresa. As ações da PDG caíram 10,36% somente no pregão de ontem (10/07), mais do que a queda de 3,05% do Ibovespa.

"Já esperávamos um corte de guidance (previsão), mas não nesta proporção. O mercado interpretou que os problemas da empresa são maiores do que o previsto", disseram os analistas Felipe Silveira e Marco Aurélio Barbosa, da Coinvalores.

Muitas incorporadoras, entre elas a PDG, promoveram um crescimento acelerado nos últimos anos, financiadas pela abertura de capital. Mas, a partir de 2011, problemas com estouro do orçamento de obras e alto endividamento, além da queda brusca nas vendas, começaram a aparecer nos balanços das empresas.

"A tendência agora é equilibrar lançamentos com entregas, para preservar o caixa", disseram os analistas da Coinvalores. 

Em seu comunicado de ontem, a empresa citou, além da crise, a intenção de "colocação dos seus estoques de lançamentos de trimestres anteriores, para adiante lançar novos produtos".

Gafisa
A construtora Gafisa também divulgou uma retração nos lançamentos no segundo trimestre acima da média do setor. Houve queda de 60% em relação ao mesmo período do ano passado.

O volume de lançamentos abaixo de 2011 reflete o processo de reestruturação da empresa, anunciado no fim de 2011. A companhia deixou de lançar imóveis da marca Tenda, que atua no segmento econômico, reduziu o número de Estados atendidos e passou a focar em geração de caixa.

Procuradas, PDG e Gafisa não deram entrevista.

(O Estado de S. Paulo - São Paulo/SP - NEGÓCIOS - 11/07/2012 - Pág. B11)
(Folha de S. Paulo - São Paulo/SP - MERCADO - 11/07/2012 - Pág.B3)

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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Estadão: Preços em queda, descontos e liquidações na construção

O mercado de imóveis prontos, novos e usados, está em queda nas principais capitais do País, depois do boom registrado em 2010 e 2011. Pelo décimo mês consecutivo o preço do m² perdeu força. Em junho, houve queda de 1,5 ponto porcentual em relação ao resultado de maio, aponta o Índice FipeZap. 

A desaceleração também está retratada nos resultados deste ano. Entre janeiro e junho, o preço médio do m² perdeu praticamente a metade da valorização observada em igual período de 2011. O indicador reúne informações dos preços do m² dos imóveis prontos, principalmente usados e também novos, exceto lançamentos, em seis regiões metropolitanas e no Distrito Federal. As informações são coletadas em anúncios na internet.

"Dificilmente teremos a euforia de preços de anos anteriores", afirma o coordenador do indicador, o economista Eduardo Zylberstajn.

Entre os principais fatores apontados pelo economista para a perda de fôlego dos preços é a ausência de mudanças radicais nas regras de financiamento daqui para frente, como alongamento de prazos e a redução de taxas de juros, ocorridas nos últimos anos. Em 2006, exemplifica, a taxa de juros para a compra de imóveis era de 26% ao ano e o prazo médio de quatro anos. Hoje, os juros são 10% ao ano e o prazo médio está em 15 anos.

Além disso, o economista lembra que outro fator que tem ajudado a moderar os preços é o aumento da oferta de imóveis. "Hoje está sendo colocado no mercado para venda um grande volume de produtos, lançados dois anos atrás, quando a conjuntura econômica era completamente diferente."

Roseli Hernandes, diretora da imobiliária Lello, com forte atuação na cidade de São Paulo, conta que a sua empresa realizou pela primeira vez uma espécie de liquidação de imóveis usados no mês passado. Os descontos variaram entre 10% e 30%. "Foram cerca de 600 imóveis com abatimentos colocados à venda." Ela observa que o esforço foi retirar as "gordurinhas" de preços na hora de negociar.

Depois que as construtoras revisaram para baixou as projeções e reduziram os lançamentos, Roseli diz que os preços dos imóveis usados ficaram menos agressivos. "O mercado colocou o pé no chão." É que normalmente, explica ela, a tendência é de o dono do imóvel usado balizar o preço pedido levando em conta a cotação do m² de algum lançamento na vizinhança.


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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Pesquisa FGV: Confiança da construção tem seu pior resultado

O Índice de Confiança da Construção, medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) apresentou o pior resultado dos últimos 18 meses, ao registrar recuo de 9,5%, em junho, ante redução de 7,8%, em maio. É a terceira queda seguida na comparação anual e a mais expressiva desde dezembro de 2011 (-9,9%).

O levantamento mostra a expectativa dos empresários para os negócios tanto no presente quanto no médio prazo, com sondagens feitas em um período de três meses. Em junho, entre os segmentos que contribuíram para o resultado estão as empresas de construção de edifícios e obras de engenharia, com variação de -9,8% ante -7,7%, e as de aluguel de equipamentos de construção e demolição, com 3,9% ante 6,1%.


O Índice de Expectativas passou de -6,5% para -8,6% e o Índice da Situação Atual, de -9,3% para -10,5%. Para 16,5% das empresas consultadas, o quadro é ruim, percentual superior ao de igual período de 2011 (11,9%).


Segundo a FGV, 43% dos entrevistados declararam esperar uma melhora dos negócios nos próximos seis meses ante o índice de 54,3% registrado em maio. Ao mesmo tempo, cresceu o percentual dos pessimistas (de 1,3% para 3,5%).



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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Estadão: Número de imóveis encalhados dispara

O estoque de imóveis não vendidos pelas incorporadoras cresceu quase 20% só nos três primeiros meses deste ano, reflexo do número recorde de lançamentos nos anos anteriores, associado a uma queda na velocidade das vendas. O cenário acende o sinal de alerta entre as empresas do setor de construção, que revisaram suas projeções de lançamentos para 2012 e estão mais atentas à performance das vendas ao longo dos próximos meses.

De maneira geral, o crescimento de estoques é explicado pelo aumento excessivo da oferta. Em São Paulo, maior mercado do País, foram lançadas cerca de 38 mil unidades ao longo de 2011, repetindo o recorde do ano anterior, de acordo com dados do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), entidade que reúne as empresas do setor, como incorporadoras e imobiliárias. 

A esse montante se somam as unidades que começaram a ser construídas entre 2007 e 2009, quando o mercado imobiliário viveu uma explosão de novos projetos.

Além disso, o total de unidades vendidas na capital paulista recuou 21,1% de 2010 para 2011. No mesmo período, a velocidade das vendas anual (porcentual de imóveis vendidos diante do estoque total) diminuiu 13 pontos porcentuais. "A economia do País entrou numa situação mais frágil do que a de anos anteriores. Isso criou retração no mercado consumidor, que passou a adiar a decisão de compra do imóvel", explicou João da Rocha Lima, coordenador do Núcleo Imobiliário da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

No primeiro trimestre de 2012, o estoque de cinco companhias cresceu acima da média (de 19,5%): Helbor (138,4%), Even (78,1%), Rossi (29,4%), Tecnisa (22,5%) e MRV (22,1%). Por sua vez, PDG Realty ficou com 18%, Gafisa com 16,9% e Eztec com 14,6%. 

Sinal amarelo
O maior número de unidades estocadas acende o sinal amarelo no setor. "As empresas já reduziram o volume de lançamentos, o que é lógico e prudencial. Não há motivo para lançar empreendimentos se o mercado está mais frágil", disse Lima.

De acordo com o especialista, "o drama está nas unidades prontas", que geram custos de manutenção e não contribuem para o fluxo de caixa, explicou. 

A Helbor, que teve expansão de 138% no volume de estoques, a maior do setor no período analisado, atribuiu o fato à concentração de 70% dos lançamentos de 2011 no último trimestre do ano. Segundo o diretor de vendas da empresa, Marcelo Bonanata, a companhia se mantém tranquila e não prevê nenhum saldão de imóveis, mas admite que haverá atenção para a velocidade das vendas. 

"Passamos por um momento de euforia nos últimos anos, com lançamentos vendidos rapidamente. Agora estamos voltando ao que era antes, com mais equilíbrio", ponderou Bonanata. "O mercado diminuiu o ímpeto. Agora, temos de prestar atenção", alertou.


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