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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Especialista denuncia perseguição por falar da Bolha Imobiliária

Prezado (a) leitor (a):

Neste último post do ano, apresentamos um texto (na verdade um desabafo) do Doutor em economia, Adolfo Sachsida, que desde 2008 vem alertando o mercado para a Bolha Imobiliária. Segundo o autor, o tema se tornou um "assunto de risco", tanto para a imprensa (pois envolve a constante ameaça de perda dos anunciantes do setor), bem como para quem tem a coragem de abordá-lo (segundo Sachsida, desde que passou a falar do assunto seus trabalhos de pesquisa vêm sendo desqualificados, e ele passou a ser tratado como "bandido" pela mídia).  

A leitura deste texto, escrito por um especialista, nos dá a devida dimensão do problema, bem como reforça o trabalho deste e de outros espaços dedicados ao assunto.

Ao Doutor Adolfo Sachsida, damos os parabéns, não só pela lucidez e competência técnica de suas análises mas, fundamentalmente, pela coragem em defender suas convicções e seu inalienável direito à Liberdade de Expressão.

Aos nossos leitores, desejamos um 2013 repleto de realizações, e esperamos que aprovem nosso novo formato.

Um grande abraço.

Observador


Bolha Imobiliária: Assunto de Risco - Adolfo Sachsida

O preço dos imóveis no Brasil deu um grande salto nos últimos anos. Em determinadas localidades o preço dos imóveis chegou a subir incríveis 130% em 3 anos (para uma inflação inferior a 20%). Em situações assim, seria de se esperar uma grande atenção da imprensa sobre este assunto.

Apesar da imprensa vincular notícias referentes a bolha imobiliária, essas veiculações ainda são poucas dada a magnitude do problema. Por que a imprensa não está dedicando mais atenção a esse assunto? Minha resposta: esse é um assunto de risco. Envolvendo inclusive a possibilidade de perda de anúncios por parte dos jornais.

Esse post relata minha experiência com entrevistas a respeito da bolha imobiliária. Desde 2008 estudo esse mercado, e desde essa época dou entrevistas sobre o assunto. Minha opiniao permanece a mesma, existem indícios de formação de uma bolha imobiliária no Brasil. Posso estar errado? Sim, claro que posso estar errado. Mas minha opinião é baseada em estudos e análises, não em levianismos ou ganhos pessoais.

O que mais chama atenção nas entrevistas que dou sobre a bolha imobiliária é a agressividade com que sou tratado. Parece que sou bandido. Em determinada entrevista tive que interromper o repórter e perguntar quem estava sendo entrevistado (dado que eu não tinha oportunidade de dar as respostas). Em outra entrevista, o jornalista me escreveu IN-OFF pedindo desculpas pela matéria que tinha saído e que aquilo não era culpa dele. Em outro jornal, a repórter me ligou dizendo que não podia mais fazer matérias comigo (pois havia a ameaça da retirada de anúncios do jornal caso este insistisse em tratar desse assunto). Conheço uma pessoa que foi ameaçada de receber processo judicial caso abrisse um curso sobre “Bolha Imobiliária”.

Outra curiosidade é como meu trabalho técnico é desqualificado por pessoas que no linguajar delas “não são doutores, mas tem a experiência da vida”. Não menos absurdo é o número de pessoas que criticam meu trabalho técnico sem ao menos serem capazes de entender o que está lá escrito. Em determinada entrevista perguntei a jornalista “Você entendeu a parte estatística do trabalho”, e ela respondeu “Eu não li”. 

Não sou o dono da verdade, talvez esteja errado. Talvez não haja bolha no mercado imobiliário. Mas, caso exista bolha, esconder esse assunto não vai ajudar em nada a resolver o problema. Caso não exista bolha, discutir tal assunto não fará mal algum.


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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Valor: A bolha dos fundos imobiliários

A seleção de ativos, assim como para a bolsa e o crédito privado, é imprescindível para obter sucesso na aplicação, alertam especialistas. Quem investiu no fundo do Shopping West Plaza com base na distribuição mensal regular de R$ 0,83 por cota desde o lançamento, em agosto de 2008, pode ter se frustrado em outubro. Naquele mês, o rendimento caiu mais de 56%, para R$ 0,36 por cota.

O valor recuou também em novembro, para R$ 0,32. Não foi propriamente uma surpresa, uma vez que já estava previsto o fim da garantia de retorno concedida por 48 meses contados a partir da posse do imóvel pelo fundo, que tem 30% do empreendimento. Esse rendimento representa, na verdade, o lucro real do negócio.

Em termos percentuais, levantamento da consultoria Fundo Imobiliário mostra que o retorno da carteira com dividendos (o "dividend yield") em 12 meses caiu de 13,5% até setembro, antes de a garantia de retorno terminar, para 5,34% até o mês passado. Como resultado, a cota amarga desvalorização em bolsa. Desde o pico mais recente, de cerca de R$ 93, alcançado em abril, a queda já ultrapassa os 22%, para R$ 72 - no lançamento, a cota foi vendida por R$ 100.

Outro exemplo é o Floripa Shopping, que possui 38% do centro de compras de mesmo nome, na capital de Santa Catarina. O shopping já foi finalizado, mas ainda conta com garantia de rentabilidade mínima de 0,88% ao mês sobre o valor de emissão (R$ 1 mil), oferecida pela Plenaventura Participações, até a distribuição de outubro de 2013.

O shopping enfrenta hoje uma vacância de 5%, considerando lojas vagas aguardando documentação e em reforma. E sua receita ainda está longe de ser suficiente para alcançar o valor mínimo de distribuição. Em novembro, para pagar um rendimento de R$ 8,80 por cota, o Floripa Shopping precisava gerar um lucro de R$ 442 mil, mas só obteve R$ 194,6 mil, segundo relatório do fundo. Assim, a rentabilidade real no mês ficou em 0,40% sobre o valor de emissão, praticamente metade do retorno mínimo oferecido

Ainda no grupo dos que mostram perdas na bolsa está outro fundo com garantia de retorno. Trata-se do RB Capital General Sulacap. A carteira possui uma participação de 44% no Parque Shopping Sulacap, empreendimento ainda em construção no Rio. A inauguração do centro de compras está prevista para agosto de 2013 (inicialmente era maio).

Com a queda do juro, o rendimento distribuído pelo fundo em termos absolutos também diminuiu. Em novembro do ano passado, a carteira distribuiu cerca de R$ 0,75 por cota, valor que caiu para R$ 0,52 no mês passado. A cota, que valia R$ 89,2 há 12 meses, hoje está em R$ 82,5. 

Rodolfo Amstalden, analista da Empiricus, alerta: a cota acumula perda motivada pela dificuldade de as receitas aumentarem a ponto de atenderem o piso de lucro de R$ 442 mil. "Àqueles que quiserem aproveitar a bela distribuição de proventos em 2013, recomendamos cuidado com a possível quebra estrutural no fluxo de caixa, dada a iminência do fim da mamata garantida".

André Freitas, responsável pela gestão dos fundos imobiliários da Credit Suisse Hedging-Griffo (CSHG), diz que o investidor precisa conhecer o ativo que serve de lastro para a carteira e avaliar se ele tem potencial para perpetuar a renda mínima que está sendo oferecida. "É preciso ter um cuidado ainda maior com os fundos de renda garantida para não correr o risco de principal. Se há queda no rendimento, a cota perde valor".

Ele lembra que o retorno garantido é um instrumento para viabilizar aquisições de empreendimentos que ainda não se estabilizaram, ou porque estão com aluguel defasado ou porque estão em fase de construção, diz Freitas. "O mecanismo é válido para capturar um ganho previsto para acontecer num futuro próximo". Segundo Michaluá, da RB, é importante avaliar a qualidade do ativo e a composição de sua receita para ter segurança de que o rendimento pode se manter no nível inicial ao longo do tempo.

Para Amstalden, da Empiricus, o setor que inspira mais cautela entre os fundos com renda garantida é o de shoppings. Além de ter de buscar um número muito maior de locatários para absorver o espaço relativamente a um prédio corporativo, que pode ser ocupado por alguns grandes inquilinos, os shoppings têm um período de maturação. 

Tudo gira em torno das premissas usadas para estimar os valores do aluguel e aquisição dos imóveis, segundo os especialistas. Quanto menos conservadora, maior o risco de frustração. E isso não é restrito aos fundos com renda garantida. Outro caso emblemático envolve o fundo Hospital Nossa Senhora de Lourdes. Em outubro de 2011, o locatário enviou ao administrador da carteira proposta para reduzir o valor do aluguel em 33%, que foi rejeitada. O locatário fez nova tentativa, ao propor redução de 22%, também negada. O hospital chegou a atrasar o aluguel e desde o início deste ano paga parcela correspondente a 80% do valor vigente, amparada em decisão liminar enquanto tramita ação revisional de aluguel. 

(Valor Econômico - São Paulo/SP - EU & INVESTIMENTOS - 13/12/2012 - Pág. D3)

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domingo, 23 de dezembro de 2012

Sondagem CNI confirma 7ª queda consecutiva na construção

A atividade da construção civil caiu pelo sétimo mês consecutivo, em novembro, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

De acordo com o documento Sondagem da Indústria da Construção, o nível efetivo da atividade da construção registrou 46,3 pontos no mês passado ante os 47,3 pontos do mês anterior. 

A escala usada na pesquisa varia de 0 a 100, sendo que abaixo de 50 pontos indica crise. O número de empregados no setor também recuou em novembro.

(Brasil Econômico - São Paulo/SP - BRASIL- 19/12/2012 - Pág. 10)

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Se a crise continuar, muitas imobiliárias vão fechar, diz empresário

Para os corretores, o mercado de imóveis de veraneio no litoral norte de São Paulo "desaqueceu", "desacelerou", "está mais fraco", "estabilizou".

Os adjetivos usados para caracterizar a queda nas vendas e nos preços na região variam conforme a imobiliária e a cidade, mas em geral indicam que a maré para negociar casas, terrenos ou apartamentos já não é mais a mesma.

Isso não quer dizer que os preços estão baixos nessas cidades conhecidas por abrigar praias com "casas pé na areia" (sem avenidas ou ruas as separando do mar). 

O que acontece é que, dependendo da praia, não há margem para os preços continuarem crescendo. Nos casos em que os imóveis apresentam queda nas vendas, o poder de barganha do consumidor aumenta, sobretudo em imobiliárias menores, menos resistentes à desaceleração.

O corretor Nelson Yoshimoto, que atua em Caraguatatuba, diz que precisa dar descontos porque o mercado está parado, e os preços, muito altos: "Para mim, não está nada bom".

Sem fôlego
Gilberto Amâncio, dono de uma imobiliária em São Sebastião, diz que está há cerca de cinco meses sem vender um único imóvel. "O fôlego está no limite. Se o problema persistir por muito tempo, muitas imobiliárias vão fechar as portas."

(Folha de S.Paulo - São Paulo/SP - IMÓVEIS 1 - 16/12/2012 - Pág. 1)

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domingo, 16 de dezembro de 2012

Crise na construção é destaque até na Rede Globo



O ritmo da construção civil caiu este ano na maioria das capitais brasileiras. A maior queda foi em São Paulo - de quase 30% no lançamento de novos prédios. E os preços, que já subiram muito nos últimos anos quando o mercado estava muito aquecido, agora devem ficar estabilizados, segundo representantes do setor.

Neste cenário, o consumidor ficou menos afoito e as construtoras mais cautelosas. É que lançar novos empreendimentos, ficou mais caro: “Pelo preço do terreno, pelo preço da mão de obra, devido a esse boom imobiliário que teve há dois, três anos atrás... Então isso tudo vai influenciando no preço final do apartamento e obviamente, dificulta isso, dá um breque nos lançamentos que existem na cidade”, conta Marcelo Bigucci, diretor de construtora.

Preços "comportados"
Em São Paulo, pesquisa do Sindicato da Habitação mostra que os lançamentos de imóveis despencaram 29% em relação ao ano passado. Para o presidente do Secovi essa realidade traz novos preços ao mercado. "O que vai acontecer agora é que os preços vão ser mais comportados, vão evoluir de acordo com o desenvolvimento inflacionário", afirma o presidente do Secovi, Cláudio Bernardes.

Outro levantamento, da Câmara Brasileira da Indústria da Construção revela que no Rio de Janeiro as vendas de imóveis reduziram quase 20%, nos seis primeiros meses do ano. Em Belo Horizonte e Fortaleza, os lançamentos de novos empreendimentos também caíram.

E a ordem no mercado imobiliário agora, é lançar novos empreendimentos só se for para vender logo. 

Nota do blog: Se até o jornalismo da Rede Globo - cujas matérias sobre o mercado imobiliário tentaram, até agora, "minimizar" a crise no setor - já se rendeu aos fatos, acreditamos que vem algo maior por aí...


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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Estadão: Vendas de imóveis despencam quase 50% só em outubro

As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo apresentaram queda de 46,3% em outubro ante setembro. As vendas acumuladas entre janeiro e outubro também ficaram abaixo do registrado no mesmo período de 2011. Os números são do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

Os lançamentos, por sua vez, apresentaram uma queda de 38% em outubro ante setembro e recuo de 26,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado dos primeiros dez meses de 2012, foram lançados 29,0% menos imóveis que no mesmo período de 2011.

A velocidade das vendas (total de unidades vendidas dentre o total disponível) nos últimos 12 meses até outubro indica que a comercialização de imóveis neste ano está mais lenta que na mesma época de 2011.

Desculpas para a queda
O Secovi-SP explica que a redução das atividades econômicas ao redor do mundo contribuiu para a timidez na desenvoltura da economia brasileira e, consequentemente, do mercado imobiliário neste ano. Além disso, outros fatores devem ser levados em conta na análise dos resultados, segundo avaliação do presidente do sindicato, Cláudio Bernardes.

"Os custos financeiros resultantes da demora na aprovação (de novos projetos) e as contrapartidas exigidas pelos licenciadores vêm contribuindo para reduzir a produção de novos empreendimentos, encarecer o custo do terreno e elevar o preço dos imóveis", afirmou, em nota.

(O Estado de S. Paulo - São Paulo/SP - ECONOMIA - 11/12/2012 - Pág.B5)

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domingo, 9 de dezembro de 2012

Estadão: Expectativas da construção pioraram, afirma CNI

As expectativas dos empresários da construção civil pioraram, segundo a Sondagem Nacional da Construção, da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A pesquisa mostrou que não há reação positiva nas expectativas desde maio - e em novembro o indicador foi inferior em 2,3 pontos ao de outubro. Ambos apresentaram declínio. 

O setor de construção depende muito da incorporação de edifícios, afetada pela desaceleração do ritmo de crescimento da economia, elevando os riscos de novos lançamentos.

Não basta, para a recuperação, que os níveis de emprego e de consumo sejam satisfatórios, pois o ciclo de construção é longo e as empresas querem evitar as dificuldades do último biênio, como atrasos e alta de custos. A prioridade é concluir as obras e entregar as unidades.

Além disso, apesar da diminuição da atividade econômica, não caíram nem os preços dos terrenos nas metrópoles nem o custo da mão de obra.

Os preços pedidos do m2 ainda sobem e os compradores de classe média alta tornam-se mais cautelosos, adiando a decisão de comprar. Nas faixas de menor renda, há mais dificuldades para encontrar imóveis com custo acessível, em bairros próximos.

A situação atual da atividade é ainda pior para as pequenas empresas, que começam a apresentar cortes de pessoal. Além disso, a construção civil já não contrata como em 2010 e 2011, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). As Contas Nacionais do terceiro trimestre, divulgadas pelo IBGE, confirmaram a perda de ritmo do setor.


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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Estoques em alta, vendas e lançamentos em baixa

Os lançamentos de unidades imobiliárias residenciais nas sete cidades do ABCD registraram queda de 50,6% nos nove primeiros meses. As informações foram divulgadas pela Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do ABC (Acigabc).

Na opinião de Milton Bigucci, presidente da associação, o motivo da redução dos lançamentos é a alta dos estoques. Segundo o executivo, "as empresas lançam à medida que notam demanda. Ano passado houve muitos lançamentos que ainda possuíam estoque remanescente. Esta é a lei da oferta e procura", disse Bigucci.

A entidade apurou ainda que a venda de imóveis na região teve redução de 4,2% ante o ano passado.

O executivo destaca as ações promocionais apresentadas pelas construtoras para a região. Agora, empresas começam a criar alternativas para venda on-line, além de entrar com marketing agressivo em busca de novos clientes. "Sem promoções estaríamos com mais estoques. As empresas perceberam que vender por um custo mais baixo é mais válido do que ficar com estoque emperrado", disse ele.


(DCI - São Paulo/SP - SÃO PAULO - 04/12/2012 - Pág. C3) 

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domingo, 2 de dezembro de 2012

Estadão: São Paulo tem preços de venda e de aluguel em queda

Para o Creci-SP, no ano, o valor médio do metro quadrado de venda dos imóveis usados aumentou. No entanto, agosto e julho, de acordo com números oficiais, foram meses de baixa, com quedas de, respectivamente, 11,33% e 5,66%, em relação aos meses anteriores. 

Para explicar esse "fenômeno", em nota distribuída à imprensa, o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, diz que esse "efeito gangorra" (índice de preços intercalado entre baixas e altas) se deve ao processo de decisão de consumidores. Para Viana Neto, essa instabilidade só deverá cessar se houver um sistema de financiamento de imóveis mais acessível, que cubra 100% do valor dos bens.
As casas de padrão standard construídas há mais de 15 anos, na região de bairros como Mandaqui, Mirandópolis e Mooca, registraram a maior queda do mês de setembro em comparação com agosto, de 21,64%. Nessa área, o metro quadrado baixou de R$ 3.817,64 em agosto para R$ 2.991,50 em setembro.
Nas locações durante o mês de setembro, os contratos de aluguel tinham valor máximo de R$ 1.000,00 em 50,56% dos novos negócios. De agosto a setembro, as quitinetes situadas em bairros da Zona D, como Penha, Pirituba, Rio Pequeno, tiveram redução de 33,45% no aluguel, que foi de R$ 788,89 em agosto para R$ 525 em setembro.

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