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quinta-feira, 26 de julho de 2012

FMI destaca bolha no Brasil e compara com os EUA


FMI destaca bolha imobiliária no país e compara com os Estados Unidos que, em 2008, tinha pequena parte da população com dívidas no setor

O Fundo Monetário Internacional (FMI), em relatório divulgado na sexta-feira (20/7), afirmou que o crédito no Brasil cresceu rapidamente nos últimos anos, mas os empréstimos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) estão diminuindo desde 2008 e deve continuar relativamente baixo em relação aos padrões internacionais.

O documento aponta que a concessão de crédito ao consumidor tem aumentado fortemente, o que corresponde hoje a 46% do total, contra 23% em 2002. Diante deste avanço, o Fundo alerta para o endividamento dos consumidores, que excede 40% da renda.

O FMI destaca ainda os empréstimos imobiliários para a baixa renda e a forma de concessão, questionando se essas famílias conseguirão quitar as dívidas.

"Vejo que o FMI está fazendo esse alerta para o futuro, pois está comparando com o que já aconteceu nos Estados Unidos e na Europa. Aqui no Brasil, os empréstimos imobiliários respondem por apenas 5,5% do PIB, mas nos Estados Unidos, em 2008, o nicho também era pequeno e quando estourou a crise da dívida imobiliária, nem US$ 3 trilhões ajudaram e vários bancos quebraram", explicou Manuel Enriquez Garcia, presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon) e da Ordem dos Economistas do Brasil.

Garcia diz que a política deveria ser modificada. "O governo não está dando ênfase ao investimento público e o privado está reduzindo porque a expectativa com o futuro está cada vez pior. Ao invés de estimular a poupar, o governo incentiva a gastar e é isso que chama a atenção do FMI".

A falta de estímulos à poupança está preocupando diversos economistas desde o início do ano. "O que cria riqueza ao país é o investimento. Alavancar os gastos só é bom no curto prazo", conclui.

De acordo com Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados,um fato que prejudicaria o setor imobiliário seria o aumento do desemprego. Além disso, Vale aponta que sempre acreditou que uma crise imobiliária viria de um possível afrouxamento por parte dos bancos públicos, que estão afoitos em estimular a economia. 


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5 comentários:

  1. Calma gente!
    Crise a vista!
    Agora é hora de esperar e adquirir reservas, que logo logo estaremos no mesmo barco que os EUA.
    Ai sim compraremos imóveis a preços justo...

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  2. Ótimo Artigo cara!!!
    Acorda PT e Dilma!!!

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  3. Essas previsões são muito pessimistas!
    Não acredito que vai acontecer conosco, são situações muito diferentes e nesse caso acredito que estamos bem mais organizados e seguros com relação a esse mercado.

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    Respostas
    1. Estamos mesmos, 100, 200, 300%.

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  4. Nunca tanta gente pobre teve a oportunidade de ter o primeiro imóvel justamente por facilidade nos créditos. Mais ai vem o medo da bolha... Mais nunca se fala dos lucros que as construtoras tem em construir um imóvel que tem um costo total de 50mil de 45m² e começam a vender por 100mil por exemplo. Devia sim ser criado no Brasil " mais uma " agencia reguladora para acompanhar o que essas construtoras estão fazendo. Não, mais vamos nos concentrar na bolha pois se o sonho da bolha estourar como querem os banqueiros eles receberam socorro do governo e vão ficar mais ricos sem esforço. Puxa! Vou abrir meu banco e desejo que bolha estoure.

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