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domingo, 14 de outubro de 2018

Portal EM: FGTS como garantia de empréstimo preocupa mercado imobiliário


“Se o dinheiro ficar escasso, a fórmula bem-sucedida do FGTS para indústria da construção estará em risco”, afirmou o executivo. “Isso nos preocupa bastante, especialmente porque pode afetar mais o segmento de baixa renda, que vinha apresentando um bom desempenho mesmo nos períodos mais agudos da crise dos últimos anos e da alta do desemprego.”

Na tentativa de aumentar o volume de dinheiro em circulação no país e injetar ânimo extra na economia neste último trimestre do ano, ao liberar a utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia de empréstimos, o governo poderá prejudicar um outro importante setor produtivo brasileiro: o mercado imobiliário.

Isso porque a destinação de parte dos R$ 190 bilhões que estão depositados em contas da Caixa para outras finalidades ameaça reduzir o volume de recursos que antes eram destinados exclusivamente para habitação, saneamento e infraestrutura, segundo avaliação do presidente da Associação Brasileira das Incorporadoras (Abrainc), Luiz França.

 “Se o dinheiro ficar escasso, a fórmula bem-sucedida do FGTS para indústria da construção estará em risco”, afirmou o executivo. “Isso nos preocupa bastante, especialmente porque pode afetar mais o segmento de baixa renda, que vinha apresentando um bom desempenho mesmo nos períodos mais agudos da crise dos últimos anos e da alta do desemprego.”

De acordo com França, a fórmula de utilização do FGTS precisa ser mantida para também não gerar ainda mais incertezas e, por consequência, desencorajar novos investimentos e lançamentos. “Especialmente no segmento da média e alta renda, há por parte dos consumidores um movimento de adiamento da decisão de compra, em decorrência da crise e do ambiente de insegurança gerado pelas eleições”, afirma o presidente da Abrainc.

Segundo o presidente da Caixa, Nelson de Souza, não há motivos para preocupações. A tese é que, ao colocar um fundo bilionário como endosso para a liberação de crédito, haverá um movimento de reaquecimento da atividade econômica, com redução do desemprego e aumento do PIB. Além disso, argumenta o executivo, vincular o FGTS como garantia de empréstimo representa saque dos valores depositados.

“Mesmo se houver uma inadimplência de 5% a 7%, que é uma média do mercado de crédito, o impacto ao sistema do fundo é pouco significativo”, diz o economista Paulo Pereira Franco, professor da Fesp-SP. “Mas é improvável que essa linha de financiamento tenha problemas com falta de pagamento, já que para ter acesso ao empréstimo é preciso estar empregado e atender a todos os demais critérios de análise dos bancos.”

A utilização do FGTS como garantia de empréstimos está sendo oferecida desde 26 de setembro pela Caixa. O governo já negocia a mesma linha com o Banco do Brasil. Outras instituições financeiras, inclusive as privadas, também poderão adotar a mesma modalidade, desde que firmem convênios com as empresas para que os trabalhadores possam contratar o empréstimo.

Os juros da nova modalidade não poderão ultrapassar, por lei, 3,5% ao mês. Na Caixa, as taxas mínimas no consignado com FGTS partem de 2,46%. O prazo de pagamento é de até 48 meses. Cerca de 37 milhões de trabalhadores no país têm contas vinculadas ao FGTS, segundo dados do Ministério do Trabalho. Pelas contas da Caixa, se metade dos trabalhadores solicitar esse tipo de crédito pessoal, haverá uma injeção de R$ 37 bilhões na economia brasileira.

Perspectiva
Apesar das incertezas em relação às consequências das novas medidas de crédito sobre o setor imobiliário, Luiz França, da Abrainc, acredita que o setor poderá ser beneficiado no próximo ano com a formação de um novo governo, que será definido nas eleições deste mês. Para ele, a necessidade de estimular a economia e a geração de empregos passa pela definição de uma política de estímulo à indústria da construção.

“Tudo dependerá de como o próprio presidente eleito conduzirá a recuperação da economia, mas tenho visto que todos eles concordam que é fundamental reduzir o déficit habitacional e gerar um clima de mais confiança para que as pessoas possam adquirir imóveis e contrair financiamentos de longo prazo.”

(Portal Estado de Minas - Notícia - Economia - 03/10/2018)

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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Exame: Preço dos imóveis tem queda real de 4,54% nos últimos 12 meses


Vale destacar que a queda real não é obtida com uma simples subtração. Para realizar o cálculo, é preciso dividir a oscilação dos preços pela variação da inflação

O preço médio dos imóveis residenciais teve queda real de 4,54% nos últimos 12 meses encerrados em setembro, segundo o Índice FipeZap. O indicador monitora o preço de imóveis anunciados para venda em 20 cidades brasileiras.

Isso porque, no período, a desvalorização acumulada dos imóveis foi de 0,28%, enquanto a inflação acumulada foi de 4,45%.

Vale destacar que a queda real não é obtida com uma simples subtração. Para realizar o cálculo, é preciso dividir a oscilação dos preços pela variação da inflação.

Em setembro, os preços ficaram praticamente estáveis em relação a agosto, registrando variação de 0,03%. No ano, o preço médio dos imóveis acumulou queda de 0,32%.

(Portal Exame.com - Seu Dinheiro - 03/10/2018)

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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Portal Investimentos e Notícias: Inadimplência no mercado imobiliário pode prejudicar bancos


O problema é quando o mercado não está propício para aquisição de imóveis. Nesse caso, o capital imobilizado representa verdadeiro prejuízo, pois, além de não poder "emprestar" o imóvel a juros, muitas das vezes o banco terá custos com a sua desocupação, taxas inerentes ao próprio imóvel (condomínio e IPTU), custos para divulgação da venda e honorários de eventual leiloeiro

A inadimplência do financiamento habitacional é um problema que afeta milhões de brasileiros, comprometendo a realização da tão sonhada conquista da casa própria. Para piorar a situação desses mutuários, esses contratos são regidos pela Lei 9.514/97, que autoriza o agente financeiro a fazer toda a execução da dívida de forma extrajudicial. Aliado à inflexibilidade das instituições financeiras em fazer acordo para pagamento das prestações em aberto, o procedimento pode fazer com que o mutuário tenha de desocupar o imóvel em menos de um ano. Mas para os bancos, a situação também não é assim tão vantajosa.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Vinícius Costa, a rapidez no procedimento de execução da dívida pode ser um tiro no pé da instituição financeira. Isso porque o banco trabalha com dinheiro, que no caso é um bem móvel. Empresta para terceiros e remunera seu capital emprestado através de juros e demais taxas cobradas. “A partir do momento que se tem a tomada da propriedade de um imóvel como forma de pagamento de uma dívida, o banco deixa de receber dinheiro e passar a receber o bem imóvel. Nessa situação, cabe à instituição financeira colocar o imóvel à venda novamente para transformar o bem imobilizado em capital e como isso emprestar o valor a outra pessoa que o remunerará conforme o contrato firmado”, afirma.

O problema é quando o mercado não está propício para aquisição de imóveis. Nesse caso, o capital imobilizado representa verdadeiro prejuízo, pois, além de não poder "emprestar" o imóvel a juros, muitas das vezes o banco terá custos com a sua desocupação, taxas inerentes ao próprio imóvel (condomínio e IPTU), custos para divulgação da venda e honorários de eventual leiloeiro. “Isso tudo é contabilizado como prejuízo para instituição financeira, já que o retorno do capital só se dá através da venda do próprio bem”, pontua Vinícius Costa.

Não há dúvidas de que um financiamento habitacional é um contrato seguro para instituição, seja porque tem uma remuneração consideravelmente elevada se comparada a taxa de juros empregadas em outros países, seja porque o empréstimo é garantido pelo próprio imóvel o que reduz o risco do negócio. “Contudo, a inflexibilidade das instituições em negociar as dívidas dos mutuários pode se tornar o pior cenário para uma instituição financeira, pois ela pode acabar tendo mais capital imobilizado que mobilizado, dificultando o giro no mercado”, finaliza o presidente da ABMH.

(Portal Investimentos e Notícias - Notícias - 30/09/2018)

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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Estadão: Crise prolongada na construção trava expansão de investimentos no País


“Os empresários estão investindo em maquinário. Mas não está havendo investimento em construção”, [...] E as famílias estão preocupadas. A taxa de desemprego está elevadíssima, as pessoas ficam receosas de se comprometer com financiamento de longo prazo.”

A crise ainda persistente na construção está impedindo uma retomada mais consistente dos investimentos no País. Após praticamente 51 meses de perdas acumuladas, a construção civil ficou estagnada em julho em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados compõem o cálculo do Monitor do PIB, apurado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Os investimentos da construção civil só registraram expansão em abril (2,7%), considerando-se um período de 4 anos e 4 meses. Já a compra de máquinas e equipamentos, que mostra recuperação desde o início de 2017, teve crescimento de 14,1% em julho de 2018 ante julho do ano passado, a 13.ª taxa positiva consecutiva.

Cenário complicado
Após praticamente 51 meses de perdas acumuladas, a construção civil ficou estagnada em julho em relação ao mesmo período do ano anterior.
O empresariado brasileiro vem retomando a modernização do parque produtivo, mas a recuperação da taxa de investimentos na economia não decola por conta da paralisação nas obras de infraestrutura e do receio das famílias em comprometer a renda com financiamento imobiliário diante do cenário ainda complicado do mercado de trabalho, avaliou Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB da FGV.

A Formação Bruta de Capital Fixo (indicador usado para medir investimentos na economia) subiu 4,5% em julho de 2018 ante julho de 2017. A taxa de investimento em relação ao PIB foi de 17,4% no mês de julho. Em 2013, quando atingiu o auge da série histórica, essa taxa estava próxima de 21%.

“Os empresários estão investindo em maquinário. Mas não está havendo investimento em construção”, diz Considera. “Não há obras de infraestrutura. Os governos não estão construindo. E as famílias estão preocupadas. A taxa de desemprego está elevadíssima, as pessoas ficam receosas de se comprometer com financiamento de longo prazo.”

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) espera que os investimentos tenham desempenho positivo no terceiro trimestre, ajudados por uma base de comparação fraca, apesar do aumento das incertezas no cenário doméstico e mundial.

“Vemos uma recuperação cíclica, mas num ambiente menos favorável, tanto interno quanto externo. É normal que, em alguns casos, os empresários decidam postergar a decisão de investimentos. Mas não dá para dizer que já esteja acontecendo”, diz Leonardo Mello de Carvalho, técnico de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea. “Por mais que o ambiente tenha ficado um pouco menos benigno, os efeitos não devem ser vistos imediatamente.”

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) projetava um crescimento de 0,5% no PIB da construção em 2018, mas agora espera uma retração de 0,6% se o PIB brasileiro crescer 1,4%, e de 1% caso o PIB suba 1,1%. “A construção civil reage a investimentos e sem isso, não há possibilidade de melhora no curto prazo. Frente às incertezas econômicas, revimos para baixo nossa projeção para o PIB da construção de 2018”, diz o vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan.

A avaliação dos empresários da construção sobre a situação atual está em 72,4 pontos, nível que indica pessimismo (abaixo de 100 pontos), 25,4 pontos aquém do patamar pré-crise, do segundo trimestre de 2013, mostrou a sondagem da FGV.

“O fundo do poço ficou para trás, mas está melhorando bem devagarzinho”, diz Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos na Superintendência de Estatística Públicas do Ibre/FGV.

Entre os fatores que empurraram o setor de construção para a atual crise estão o fim de obras de infraestrutura para os grandes eventos esportivos realizados no País, o ajuste fiscal conduzido por governos federal e regionais, as investigações da Operação Lava Jato envolvendo grandes construtoras e as dificuldades enfrentadas pelo mercado imobiliário, diz Ana Maria Castelo. “A crise econômica foi o golpe de misericórdia.”

(Estadão - Economia - Notícias - Geral - 26/09/2018)

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domingo, 30 de setembro de 2018

IstoÉ: Volume de crédito imobiliário cai pela metade em relação a 2014 e 2015


A queda do preço dos imóveis também se reflete na atividade da indústria. Segundo o IBGE, atividades de construção tiveram queda de 0,8% no segundo trimestre de 2018

Diante de lenta retomada da economia, o preço médio dos imóveis do Brasil caiu 19% em relação a 2014, já as taxas de juros no Brasil estão em mínimas históricas. Porém mesmo com um cenário aparentemente favorável, o volume de crédito imobiliário concedido no Brasil hoje representa apenas 50% dos valores disponibilizados em 2014 e 2015. O número é válido para empréstimos de pessoas físicas. No caso de pessoas jurídicas, a baixa real (descontada a inflação) é da casa do 80%.

A queda do preço dos imóveis também se reflete na atividade da indústria. Segundo o IBGE, atividades de construção tiveram queda de 0,8% no segundo trimestre de 2018. Apesar do números, empresários e bancos do setor imobiliário afirmam que os pré-requisitos para a concessão de crédito está no mesmo nível pré-crise, além de juros na casa dos 8%.

Diante do cenário, a Caixa, detentora de 70% do mercado de créditos imobiliários, anunciou uma queda em suas taxas de juros para empréstimos desta natureza. A redução foi de 0,75 ponto percentual para compra de imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). A redução vale para imóvel de até R$ 1,5 milhão. As taxas mínimas do SFI passam de 9,5% ao ano para 8,75% ao ano. E a taxa máxima cai de 11% para 10,25% ao ano. A Caixa tem R$ 85 bilhões disponíveis para o crédito habitacional este ano. No primeiro semestre, foram contratados mais de R$ 40 bilhões.

(Portal Revista IstoÉ - Economia - 25/09/2018)

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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Portal DCI: Rentabilidade do aluguel despenca e mercado imobiliário segue em alerta


O motivo, para além da crise econômica, foi a exacerbada alta no estoque de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro durante o período que ficou conhecido como “boom imobiliário”

A rentabilidade do aluguel em 12 meses, que em 2012 girava em torno de 27,5%, chegou em agosto deste ano em 1,8%. O motivo, para além da crise econômica, foi a exacerbada alta no estoque de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro durante o período que ficou conhecido como “boom imobiliário”.

Os dados, que fazem parte do Índice FipeZap Comercial, apontam uma queda de 0,51% no preço de venda de salas comerciais e 0,46% para locação em agosto. O indicador segue em uma tendência de queda entre as saletas com até 200 metros quadrados (m²). Para o consultor de investimentos e especialista em mercado imobiliário, Robson Cruz, o País experimentou, entre 2008 e 2014 crescimento desproporcional do mercado imobiliário, e isso resultou em uma forte injeção de capital no setor.

“As construtoras se mostraram muito animadas com as projeções e lançaram muito. Os preços acompanhavam o otimismo porque a economia caminhava bem”, explicou ele, dizendo que o período posterior foi de inversão da tendência de crescimento da economia e o resultado “a gente viu na economia".

”O Rio de Janeiro, que é o segundo maior mercado do Brasil para salas comerciais é um exemplo desta queda abrupta. “Em 2010, quando o Brasil ainda tinha muitas esperanças com o Pré-Sal, o Rio atraiu todo tipo de empresa que poderia oferecer serviços relacionados ao insumo, e hoje temos prédios enormes, com grandes espaços desocupados”, disse.

Exemplo desse movimento de evasão foi anunciado na última sexta-feira (21) quando a BR Properties S.A. anunciou aos acionistas que “recebeu notificação da sua locatária Petróleo Brasileiro S.A - PETROBRÁS, comunicando a intenção de desocupar, no segundo semestre de 2019, as unidades atualmente locadas no Edifício Ventura Corporate Towers”. O complexo de escritórios locados refere-se à Torre Leste, e o contrato de locação terminaria em dezembro de 2019.

Sem detalhes sobre um eventual pagamento de multa ou como se dará o distrato, os diretores da BR dizem aguardar mais informações sobre como o processo se dará e avisarão acionistas e o mercado.

Mesmo diante da saída de empresas de todos os portes – seja pela segurança, crise econômica ou outro problema – o Rio de Janeiro ainda é campeão em preços. Segundo o Índice FipeZap, em agosto, o m² para venda no Rio gira em torno de R$ 10,3 mil.

Diante dos altos preços e economia patinando, a vacância continua preocupante. Segundo um levantamento da Colliers, a estimativa é que 36% dos escritórios na capital fluminense estavam desocupados no primeiro semestre.

“Uma taxa de vacância ideal para mercado competitivo é de até 15%”, conta Cruz.

Outros mercados
Quando analisamos a média dos preços cobrados nas quatro cidades pesquisadas pela FipeZap (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre) a queda de 0,51% na passagem de julho para agosto colocou o custo médio do m² em R$ 9,53 mil.

No caso do aluguel, o índice caiu a R$ 39,54 por metro quadrado, com desvalorização mensal mais acentuada em São Paulo (-0,63%) e Rio de Janeiro (-0,49%).

Na comparação anual, o indicador teve baixa nominal de 2,61% para venda e 2,73% para locação, sendo Porto Alegre a única cidade a registrar alta no preço médio do aluguel comercial (+1,45%). No ano até agosto, o índice FipeZap soma queda de 0,94% na venda e 2% na locação.

Em Belo Horizonte (MG), o preço médio do metro quadrado comercial ficou em R$ 7.525 para venda e R$ 30,16 para locação, enquanto em Porto Alegre (RS) os valores apurados foram R$ 7.647 e R$ 31,67, respectivamente.

(Portal DCI - Serviços - 24/09/2018)

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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Estadão: Projeção para o PIB da construção passa a ser de queda em 2018


"O cenário dos últimos meses, agravado pela incerteza eleitoral, contribuiu decisivamente para que não se resgatasse a confiança dos investidores, revertendo a expectativa de que a construção voltaria a crescer em 2018"

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) revisaram suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) do setor em 2018.

Anteriormente, havia a expectativa de um crescimento de até 0,5% para este ano. Agora, dois cenários se delineiam. Se o PIB nacional crescer 1,4%, o da construção deverá cair 0,6%. E se o PIB nacional evoluir apenas 1,1%, o da construção deverá registrar baixa de 1,0%.

Revisão para baixo
"O cenário dos últimos meses, agravado pela incerteza eleitoral, contribuiu decisivamente para que não se resgatasse a confiança dos investidores, revertendo a expectativa de que a construção voltaria a crescer em 2018", afirma o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, em nota distribuída à imprensa.

Entre os fatores que impactaram o cenário ao longo do ano estão o declínio nas expectativas dos empresários do setor; o impacto negativo sobre os investimentos devido à persistência do alto grau de incerteza com o quadro eleitoral; e o baque da greve dos caminhoneiros sobre a indústria de materiais, cuja produção não se recuperou totalmente.

Além disso, o aumento em lançamentos e vendas no segmento imobiliário somente mostrará resultados na atividade da construção no ano que vem.

Queda no número de trabalhadores
Segundo dados do IBGE, o número de pessoas empregadas na construção, de 6,5 milhões no primeiro semestre de 2019, caiu 3,3% em relação ao primeiro semestre de 2017. Segundo pesquisa do SindusCon-SP, o emprego segue caindo em todos os segmentos, exceto em Engenharia e Arquitetura, o que mostra demanda maior apenas por projetos. Assim, a previsão do desempenho do nível de emprego formal no setor para este ano continua apontando uma queda de 2,9%.

(Estadão - Economia & Negócios - Notícias - Geral - 18/09/2018)

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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Folha: Pró-Cotista para financiar imóvel novo está praticamente esgotada, diz Caixa


"Dentro do Orçamento do FGTS vem um valor muito pequeno para a Pró-Cotista destinado a todos os bancos, mas ele acaba muito rápido. Agora, só estamos trabalhando as propostas que já estão dentro do banco, que deram entrada antes", diz Nelson Antônio de Souza, presidente da Caixa

A linha de financiamento Pró-Cotista da Caixa Econômica Federal para imóveis novos, a mais barata depois do programa Minha Casa Minha vida, está praticamente esgotada.

Segundo Paulo Antunes de Siqueira, vice-presidente de habitação do banco, dos R$ 4 bilhões destinados à modalidade, restam apenas R$ 600 milhões. "Mas temos já dentro da Caixa concessões em análise em valor superior", disse.

A linha só pode ser acessada por trabalhadores com pelo menos três anos de vínculo com o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Os beneficiados precisam estar trabalhando ou ter saldo na conta do fundo equivalente a pelo menos 10% do valor do imóvel. Não há limite de renda.

A Pró-Cotista tem tido muita procura nos últimos anos por causa da escassez de recursos de fontes com taxas de juros equivalentes, como a caderneta de poupança.

Isso fez a participação da linha no total de financiamento imobiliário, que era de apenas 1% em 2014, saltar para mais de 10%. Em 2017, a linha emprestou R$ 6,1 bilhões, informa a Caixa.

No banco estatal, as taxas da Pró-Cotista giram em torno de 7,85% a 9,01% ao ano, com prazos de 60 a 360 meses.

"Dentro do Orçamento do FGTS vem um valor muito pequeno para a Pró-Cotista destinado a todos os bancos, mas ele acaba muito rápido. Agora, só estamos trabalhando as propostas que já estão dentro do banco, que deram entrada antes", diz Nelson Antônio de Souza, presidente da Caixa.

A modalidade para imóveis usados já havia sido suspensa no início de agosto pela Caixa porque todo o limite destinado a essa operação em 2018, de R$ 1,4 bilhão, foi usado

Além da Caixa, apenas o Banco do Brasil operava a Pró-Cotista. Há pouco tempo, no entanto, o Santander Brasil começou discretamente a oferecer empréstimos por meio da modalidade, e o Bradesco começará a operar a linha a partir de janeiro de 2019.

Taxa menor
De olho em mudanças no sistema de financiamento imobiliário a partir do próximo ano, Souza anunciou nesta sexta-feira (14) a equiparação das taxas de financiamento de imóveis de até R$ 1,5 milhão pelo SFI (Sistema Financeiro Imobiliário) aos juros cobrados no SFH (Sistema Financeiro de Habitação), modalidade que também permite o uso de recursos do FGTS.

A partir do próximo dia 24, as taxas mínimas para unidades de até R$ 1,5 milhão financiadas dentro do SFI cairão de 9,5% ao ano para 8,75%. Imóveis acima desse valor continuam dentro das taxas anteriores do SFI, a partir de 9,5%.

Hoje, o SFI é usado para financiamentos que não se enquadram nos requisitos do SFH, como aquisição do primeiro imóvel e no valor de até R$ 800 mil para todo o país — exceto SP, RJ, Minas e DF, onde o limite é de R$ 950 mil.

A partir de 2019, no entanto, o limite de valor dos empréstimos imobiliários que permitem o uso de recursos do FGTS será elevado para R$ 1,5 milhão em todos os estados.

Além de aumentar o teto, o governo anunciou a flexibilização do uso, pelos bancos, dos recursos captados da poupança para financiamentos imobiliários.

Atualmente, os bancos são obrigados a direcionar 65% desses recursos para crédito imobiliário e, dessa fatia, 80% precisam ser de financiamentos do SFH.

Com a nova regra, a partir do próximo ano, os 80% obrigatórios para o sistema de habitação deixam de existir. Caberá ao banco decidir se quer ofertar financiamentos desse tipo e em qual montante.

Nesse caso, se não optar pelo SFH, não haverá necessidade de cumprir o limite máximo de taxas de juros do sistema — de 12% ao ano mais a TR (Taxa Referencial)—, que serão livremente praticadas, até mesmo com indexadores diferentes da TR, como os índices de preços.

Com a mudança, a tendência é que a separação entre SFH e SFI fique menos nítida.

"De certa forma, essa mudança vai juntar os mercados. Havia certo temor de que isso poderia provocar uma elevação das taxas de juros. O que a Caixa sinaliza é que estão trazendo aquelas taxas de mercado livre do SFI para o nível do SFH", explica Ana Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

Ao equiparar taxas, a Caixa dá um primeiro passo nesse sentido. A partir do dia 24, se o consumidor financiar um imóvel de R$ 1 milhão, por exemplo, não poderá se encaixar no SFH e utilizar o FGTS, mas terá no SFI taxas semelhantes às do sistema de habitação. Em um segundo momento, a partir do próximo ano, esse tomador de crédito até poderá usar seu FGTS.

Avaliação
A Caixa também anunciou a ampliação de seu serviço de avaliação de imóveis — até então, só era oferecido para quem realizasse financiamento com o banco.

O Caixa Avalia é uma plataforma online que permitirá a venda de avaliações pelo site do banco, com contratação digital. As tarifas pelo serviço partem de R$ 1.000, mas podem variar de acordo com características do imóvel, como seu tamanho.

(Folha de São Paulo - Mercado - 14/09/2018)

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domingo, 16 de setembro de 2018

Estadão: 2014,15,16,17,18... Retomada da construção fica agora para 2019

As perspectivas para o semestre em curso são de estagnação, não se afastando o risco de que o PIB da construção civil recue pelo quinto ano consecutivo

Além da recuperação muito lenta da economia, a incerteza crescente quanto aos rumos da sucessão presidencial é outro fator decisivo para reduzir as possibilidades de retomada clara do segmento de construção civil em 2018. É longo o prazo de maturação do investimento no setor, o que afeta o investimento privado, ao mesmo tempo que o setor público dispõe de poucos recursos para aplicar em infraestrutura. As perspectivas para o semestre em curso são de estagnação, não se afastando o risco de que o PIB da construção civil recue pelo quinto ano consecutivo.

No primeiro semestre, segundo a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), que reúne 20 empresas de grande porte, foram vendidas 41.202 unidades, mais 28,5% em relação a igual período de 2017. Mas, em junho, as vendas de imóveis novos avançaram apenas 3,3% em relação a junho de 2017, lideradas por imóveis enquadrados no Programa Minha Casa, Minha Vida, que registrou elevação de vendas de 25%. Nas mesmas bases de comparação, houve recuo de 16% na comercialização de imóveis de médio e alto padrão.

A Sondagem da Construção da Fundação Getúlio Vargas e do Instituto Brasileiro de Economia (FGV/Ibre) mostrou que a confiança das empresas do setor caiu 1,6 ponto entre julho e agosto, em contraste com a alta de 1,7 ponto registrada entre junho e julho. O indicador de expectativas retrocedeu para os níveis de agosto de 2017, resultado que “sugere uma piora mais definitiva do cenário de retomada vislumbrado anteriormente pelas empresas de construção”, segundo a economista Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV/Ibre.

As empresas estão mais preocupadas com os negócios de curto prazo, pois falta demanda e as tendências são negativas. As contas nacionais calculadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que a construção civil caiu 2,1% em 2014, recuou 9% em 2015, perdeu 5,6% em 2016 e cedeu 5% em 2017. Está prevista nova queda em 2018, embora em porcentual menor. A retomada muito fraca se reflete no emprego, que caiu 2,5% entre os segundos trimestres de 2017 e de 2018.

A abertura de 10 mil postos formais no setor em julho, indicada pelo Ministério do Trabalho, foi apenas um alívio, sem que se alterem as perspectivas.

(Estadão - Economia - Notícias - Geral - 04/09/2018)

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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

O Globo: Com queda de 6,7% no preço dos aluguéis, mercado imobiliário de Niterói amarga prejuízos


A redução de preços, contudo, não vem se refletindo em aumento considerável na procura por imóveis, tanto para aluguel quanto para compra. É o que afirma o vice-presidente do Sindicato da Habitação Rio (SecoviRio), Leonardo Schneider

No cenário de incerteza provocado pela frágil situação econômica da construção civil, o mercado imobiliário permanece em declínio. Segundo o indicador Fipezap, que avalia os valores para locação em 15 municípios de 11 diferentes estados, o valor médio para se alugar um imóvel em Niterói caiu 6,7% entre setembro de 2017 e agosto de 2018. No levantamento, a cidade aparece com a maior desvalorização do país.

A redução de preços, contudo, não vem se refletindo em aumento considerável na procura por imóveis, tanto para aluguel quanto para compra. É o que afirma o vice-presidente do Sindicato da Habitação Rio (SecoviRio), Leonardo Schneider:

— Observamos em Niterói a continuidade de uma baixa procura por imóveis residenciais, assim como no Rio. No caso das locações, os proprietários estão demorando para conseguir conquistar inquilinos e, consequentemente, voltam a oferecer seus imóveis por valores similares aos praticados em 2011 e 2012, para evitar prejuízos. No caso das vendas, os índices deste primeiro semestre foram ligeiramente superiores aos do ano passado, o que nos dá uma esperança de que a tão esperada retomada do setor ocorra ainda nos próximos dois anos— avalia.

Redução de 35%
O caso da geógrafa Christina Roale Casanova, proprietária de uma loja em Icaraí, sustenta a avaliação de Schneider. Há mais de seis meses, seu imóvel está vazio, apesar da redução de 35% no valor do aluguel.

— Em Niterói, o aluguel despencou, pois a cidade é muito perigosa e tem IPTU altíssimo. Comecei tentando alugar o imóvel a R$ 2 mil. Depois baixei para R$ 1.600, e agora, para R$ 1.300. Mesmo assim, não há procura — diz.

Na tentativa de reaquecer o mercado, proprietários estão aderindo a novas estratégias e iniciativas para acelerar a locação de seus imóveis. Uma delas é a criação de aplicativos de internet que reduzam a burocracia para o aluguel de residências, como o Quinto Andar, que acaba de chegar a Niterói. O aplicativo, que atua em outras 14 cidades brasileiras, conecta diretamente inquilinos e proprietários de forma mais prática e direta. Por ser formado por empresas do setor, dispensa a figura do fiador e o seguro-fiança.

Em menos de três semanas na cidade, a plataforma já está intermediando 27 imóveis em oito diferentes bairros: Centro, Charitas, Fonseca, Icaraí, Ingá, Santa Rosa, São Domingos e São Francisco.

A garantia do cumprimento da quitação dos alugueis é possível graças a um compromisso contratual, em que o próprio aplicativo se responsabiliza pelo pagamento no caso de um eventual atraso do inquilino. Em contrapartida, o valor do primeiro aluguel é repassado ao Quinto Andar, que também arrecada uma taxa de 8% pela locação nos meses subsequentes.

Apesar da inovação, há ainda quem consiga alugar um imóvel pelos meios convencionais e saia satisfeito. É o caso da professora Raphaela Bel Pino que, em março deste ano, se mudou de Icaraí para o Centro. Ela afirma não ter enfrentado dificuldades para encontrar o imóvel nos moldes que queria e a um bom preço:

— Até fevereiro, meu marido morava em São Gonçalo, e eu em Icaraí. Decidimos morar juntos e encontramos, em poucas semanas, um imóvel a um ótimo custo. Acho que foi uma combinação de sorte com o fato de que, há alguns anos, os aluguéis estavam bem altos, o que vem se revertendo — conclui.

Situação preocupante
Em Niterói, a construção civil permanece sentindo a crise econômica e demitindo: 2.200 vagas de trabalho foram fechadas entre setembro de 2017 e agosto deste ano. O preço médio dos imóveis à venda acumula uma queda de 3,3% nos últimos 12 meses, levando Niterói à terceira posição do ranking nacional, que integra 25 cidades de dez diferentes estados. Neste levantamento, o município fica atrás apenas do Rio de Janeiro, com 4,2%, e de São Vicente (SP), que concentra uma desvalorização de 6,1% no período.

Desde janeiro de 2015, entretanto, os números são ainda mais preocupantes para o setor, acumulando um saldo de 8.472 vagas fechadas em Niterói.

(O Globo - Rio - Bairros - 08/09/2018)

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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Estadão: Preço de imóvel acumula queda real de 18% em menos de quatro anos


Com o desaquecimento do mercado, o proprietário foi obrigado a ceder e fazer uma avaliação realista do preço do imóvel, diz. Ele lembra de uma propriedade na zona sul de São Paulo que ficou mais de dois anos à venda, até que o dono aceitasse baixar o preço em 39%

Com a economia andando de lado e o consumidor evitando fazer dívidas, o preço dos imóveis residenciais tem variado abaixo da inflação há mais de três anos e meio, segundo a pesquisa FipeZap. Desde dezembro de 2014, a variação do preço de compra da casa própria, em 20 cidades, perde da inflação, considerando a variação em 12 meses.

A queda real dos preços dos residenciais entre o começo de 2015 e agosto deste ano é de 18,2%. Assim, um imóvel que era vendido por R$ 500 mil em janeiro de 2015  está sendo oferecido hoje por R$ 503 mil, segundo a pesquisa FipeZap. Mas, como o aumento de preços ficou abaixo da inflação, esse valor equivaleria a cerca de R$ 408,8 mil. Neste ano, até agosto, houve uma queda real de 3,14% nos preços dos imóveis prontos.

A reversão de expectativas quanto ao crescimento do País este ano e as incertezas eleitorais em outubro devem postergar a retomada do mercado imobiliário em todo o País, na visão do economista Bruno Oliva, da Fipe. “O impacto das incertezas no mercado imobiliário é duradouro, porque o consumidor vai pensar muito bem antes de se aventurar em uma dívida que pode durar até 30 anos.”

O pesquisador do Núcleo de Real Estate da Poli-USP João da Rocha Lima Júnior lembra que o mercado imobiliário, após uma onda de otimismo antes da crise, amargou uma desaceleração forte nos últimos anos. “O setor teve de se adequar, segurar preços e rever lançamentos para reduzir as perdas.”

Na virada de 2014 para 2015, a deterioração da economia começou a se refletir na alta dos distratos – como é chamada a desistência da compra de imóveis novos. Um levantamento da Fitch, feito com nove empresas do setor, apontava que de cada 100 imóveis vendidos em 2015, 41 foram devolvidos.

Mercado assume que houve sobrevalorização
Para o diretor de vendas da Lello, Igor Freire, os preços de imóveis variam abaixo da inflação porque vinham de uma sobrevalorização dos anos anteriores à crise. “Na média, hoje, o vendedor tem concordado em dar descontos de 7% a 10% para não perder a venda.”

Matheus Fabricio, diretor executivo da rede de imobiliárias Lopes conta que, nas últimas 150 vendas feitas pelo grupo em São Paulo, a média de descontos que o comprador conseguiu foi de 9%. “Nos imóveis de alto padrão, chegou a 15%.”

Com o desaquecimento do mercado, o proprietário foi obrigado a ceder e fazer uma avaliação realista do preço do imóvel, diz. Ele lembra de uma propriedade na zona sul de São Paulo que ficou mais de dois anos à venda, até que o dono aceitasse baixar o preço em 39%.

Na avaliação dos especialistas ouvidos pelo Estado, a tendência é que os preços dos imóveis não tenham uma variação significativa no começo de 2019, devendo voltar a registrar aumentos reais entre o fim do ano que vem e 2020.

(Estadão - Notícias - Geral - 05/10/2018)

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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Vídeo: Construção civil tem 17 trimestres de queda

A construção civil está como o elevador da obra: numa longa e constante descida. Desde 2013, são 17 trimestres seguidos de quedas, se a comparação for feita com o mesmo período do ano anterior. 

A construtora diz que a falta de confiança começa com o consumidor que olha, visita, mas resiste a assumir um compromisso caro e de longo prazo.


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terça-feira, 4 de setembro de 2018

Folha: Construção volta à recessão e puxa investimentos para o vermelho

Depois de um primeiro trimestre no vermelho, a atividade voltou a cair entre abril e junho, configurando uma recessão técnica (dois trimestres seguidos no negativo)

A construção civil voltou à recessão no segundo trimestre, informou na sexta-feira (31) o IBGE.

Depois de um primeiro trimestre no vermelho, a atividade voltou a cair entre abril e junho, configurando uma recessão técnica (dois trimestres seguidos no negativo).

A construção caiu 0,8% no segundo trimestre, ante os primeiros três meses do ano. Em relação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 1,1%. Os números confirmam que o setor ainda não conseguiu se recuperar da recessão, quando caiu quase 15% (em 2015 e 2016).

O recuo da construção contaminou os números da indústria, pois é um dos segmentos que integram o setor, e também os dos investimentos – responde por mais da metade da conta de investimentos no PIB (Produto Interno Bruto).

"Quem puxa o crescimento de um país saindo da recessão, normalmente, é a construção civil. Mas o governo não tem recursos para investir e não tem criado condições para que a iniciativa privada o faça, então a gente entrou nesse buraco. Não vai ter retomada de crescimento se não for pelo investimento, e a construção representa mais de 50% desse bolo", diz José Carlos Rodrigues Martins, presidente da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).

Depois de quatro trimestres seguidos no positivo, o investimento voltou a cair de abril a junho deste ano.

O IBGE informou que o investimento caiu 1,8% no segundo trimestre, em comparação com os primeiros três meses do ano. Em relação ao mesmo período do ano passado, quando o país começava a sair da recessão, houve uma alta de 3,7%, em razão da baixa base de comparação.

O investimento é uma variável muito volátil, pois depende da disposição do empresário e de sua confiança no futuro da economia.

A greve dos caminhoneiros, no fim de maio, porém, derrubou os indicadores de confiança tanto de empresários quanto de consumidores.

Em julho, passado o pior momento, os indicadores tiveram uma leve melhora, mas o baque teve efeito determinante no potencial de crescimento da economia brasileira neste ano, segundo os economistas Aloísio Campelo e Viviane Seda, do Ibre/FGV, afetando intenções de investimento e de contratações.

Em seguida, vieram as incertezas das eleições e a volatilidade trazida por ela, manifestada na alta do dólar e na queda das ações das empresas na Bolsa, criando um ambiente instável e hostil ao investimento.

(Folha de São Paulo - Mercado - 31/08/2018)

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domingo, 2 de setembro de 2018

Estadão: Bancos retomaram 70 mil imóveis por falta de pagamento desde 2014


Esse esforço dos bancos em despejar os clientes rapidamente gera efeito positivo nos indicadores de inadimplência. Isso acontece porque, com a retomada do imóvel, a operação deixa de ser considerada “crédito inadimplente” e passa a ser um “ativo” do banco. A posse desses imóveis, portanto, acaba amenizando os indicadores de calote

Com a alta inadimplência nos financiamentos imobiliários provocada pela crise econômica, o número de imóveis retomados pelos bancos disparou nos últimos anos. Desde o início de 2014, as cinco maiores instituições financeiras do País retomaram R$ 11,5 bilhões em imóveis por falta de pagamento. O setor estima que essa cifra corresponde a cerca de 70 mil casas e apartamentos.

A inadimplência cresceu à medida que a crise elevou o desemprego e reduziu a capacidade financeira das famílias. Atualmente, os cinco maiores bancos têm o volume recorde de R$ 13,7 bilhões em imóveis à espera de um interessado – incluindo as unidades que já estavam no estoque –, cifra que cresceu 745% em quatro anos e meio.

Números nos balanços do Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander revelam que, juntas, as instituições tiveram aumento médio de quase R$ 2 bilhões no volume de imóveis retomados a cada ano entre 2014 e o ano passado. O ritmo continua forte em 2018 e, em apenas seis meses, bancos tomaram mais R$ 1,48 bilhão em casas e apartamentos de inadimplentes.


A líder no setor imobiliário, a Caixa, encabeça esse movimento, com cerca de 70% desse total de unidades retomadas. Em junho, eram cerca de 47 mil imóveis de clientes que, somados, valiam R$ 9,1 bilhões. Em 2016, o estoque era menos da metade: 23 mil unidades.

O mesmo fenômeno acontece nos concorrentes, ainda que com ritmo um pouco menos intenso. Desde o início de 2014, Bradesco, Santander e Itaú somaram, cada, cerca de R$ 1 bilhão a essa carteira. O BB teve aumento menos expressivo, com R$ 116 milhões no período.

“São números que chamam atenção. Se continuarmos observando esse movimento por mais um ou dois anos, poderemos ter um problema razoável”, avalia o professor de finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo, Rafael Schiozer. O professor nota que o principal risco para os bancos é a queda do preço dos imóveis, o que reduz a possibilidade de a instituição reaver o dinheiro emprestado.

Retomada rápida dos imóveis para maquiar os indicadores de calote
O presidente da Associação dos Mutuários de São Paulo, Marco Aurélio Luz, explica que bancos normalmente retomam o imóvel em processos que duram de seis meses a um ano, mas há casos mais rápidos. Imóveis financiados pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) – acima de R$ 950 mil em São Paulo, Rio, Minas e Distrito Federal, e R$ 800 mil nos demais Estados – podem ir a leilão em 90 dias. A retomada de imóveis financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que têm valores abaixo dos limites do SFI, costuma demorar alguns meses a mais.

Esse esforço dos bancos em despejar os clientes rapidamente gera efeito positivo nos indicadores de inadimplência. Isso acontece porque, com a retomada do imóvel, a operação deixa de ser considerada “crédito inadimplente” e passa a ser um “ativo” do banco. A posse desses imóveis, portanto, acaba amenizando os indicadores de calote.

Segundo o Banco Central, o porcentual dos financiamentos imobiliários para pessoas físicas com inadimplência superior a 90 dias tem oscilado em torno de 2% desde o início da década. Ou seja, atrasos no pagamento são cada vez mais frequentes, mas o banco corre para liquidar a operação antes que isso seja visível na inadimplência.

(Estadão - Economia - Notícias - Geral - 27/08/2018)

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