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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Estadão: Em crise, construção civil pode desempregar mais

Continua forte – sobre o emprego na construção – o impacto da queda de vendas e de novos lançamentos no setor imobiliário, que vem desde meados de 2014. [...] O número de financiamentos imobiliários para aquisição e construção de imóveis recuou 25,6% entre março e abril e nada menos do que 59,6% no primeiro quadrimestre em comparação com o mesmo período de 2015

O emprego na construção civil caiu em abril, representando 17,4 mil demissões, de acordo com pesquisa feita pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e que se baseia em informações do Ministério do Trabalho.

Continua forte – sobre o emprego na construção – o impacto da queda de vendas e de novos lançamentos no setor imobiliário, que vem desde meados de 2014. Esta é a 19.ª queda mensal consecutiva. O total acumulado até abril de vagas cortadas nos últimos 12 meses nessa área já alcança 398,2 mil. Nos primeiros quatro meses deste ano, foram dispensados 72,9 mil trabalhadores e o Sinduscon prevê que o número pode chegar a 250 mil até o fim do ano.

Não parece uma previsão exagerada. No Estado de São Paulo – o maior empregador do setor, responsável por 26,8% da mão de obra ocupada – há muitas construções em andamento, como resultado de lançamentos feitos em anos anteriores. Mas são obras que, em muitos casos, estão em fase final de acabamento. E não há obras novas em número suficiente para substituí-las.

No Rio de Janeiro há projetos ainda em andamento para a realização dos Jogos Olímpicos. Quando essas obras forem entregues, as demissões no setor devem aumentar, pressionando ainda mais os já elevados índices de desemprego, pois os novos lançamentos estão em nível muito baixo.

Não há solução para o problema a curto prazo. Os três níveis de governo enfrentam sérias restrições orçamentárias, o que reduz as obras públicas. E, com a recessão, a demanda por financiamento para a aquisição de casa própria despencou.

O número de financiamentos imobiliários para aquisição e construção de imóveis recuou 25,6% entre março e abril e nada menos do que 59,6% no primeiro quadrimestre em comparação com o mesmo período de 2015, segundo a Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O problema tem causa dupla: há menor procura pelo consumidor e mais rigor dos bancos para concessão de crédito.

Entre outras medidas, o presidente do Sinduscon, José Romeu Ferraz Neto, propõe que o governo retome contratações em todas as faixas do Minha Casa, Minha Vida e renove convênios para que Estados e municípios participem do programa. Reivindica também que o governo estruture logo as Parcerias Público-Privadas.

(Estadão - Opinião - Notícias - Geral - 21/06/2016)

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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Valor: Com setor próximo do 'fundo do poço', Brasil Brokers amplia cortes

"O setor está próximo do fundo do poço", diz o presidente. [...] De janeiro a março, os lançamentos por meio da Brasil Brokers tiveram queda de 58%, e as vendas contratadas de unidades novas ­ mercado primário ­ encolheram 49%. As vendas de imóveis usados ­ mercado secundário ­caíram 50%

A segunda maior rede de imobiliárias do país ­ intensificou o corte de custos no segundo trimestre. A principal ação foi a unificação, em maio, do suporte às operações de vendas da Brasil Brokers São Paulo com a Abyara Brokers na capital paulista. O chamado back­office reúne secretaria de vendas e as áreas jurídicas, comercial, financeira, de tecnologia da informação e recursos humanos.

A mudança faz parte do plano da empresa de chegar a uma estrutura de custos anualizada de R$ 120 milhões a R$ 130 milhões. No fim de maio, a Brasil Brokers tinha 54 lojas ­ foram fechadas quatro, neste ano, todas no Rio de Janeiro. A empresa encerrou 2015 com custos anualizados de R$ 175 milhões, valor 50% menor, em termos reais, do que o de 2011, seu melhor ano.

Após a alteração implantada em maio, o corte de funcionários da Brasil Brokers São Paulo e da Abyara Brokers chega a 25%. Considerando­se todas as operações da rede de imobiliárias na cidade de São Paulo, a fatia é menor, pois há atuação também por meio de outras três empresas. No ano passado, o back­office das operações da Brasil Brokers no Estado do Rio de Janeiro havia sido unificado.

No mercado de lançamentos, a Abyara Brokers é mais focada nas vendas de imóveis de incorporadoras de capital aberto, enquanto a Brasil Brokers São Paulo é voltada para as fechadas. As operações das duas marcas continuarão separadas, mas há busca de mais sinergia de vendas de estoques, segundo o presidente da Brasil Brokers, Silvio Almeida.

'Fundo do poço'
De acordo com o executivo, as despesas gerais e administrativas do segundo trimestre estão menores que as do primeiro trimestre. "Queremos preservar caixa e vamos fazer os ajustes necessários", diz Almeida, acrescentando que a companhia continua a buscar aumento de produtividade. A sede do Rio de Janeiro será transferida, em breve, para imóvel com aluguel mais barato. Renegociações de preços de aluguel de outras lojas continuam em curso.

A Brasil Brokers vai manter tamanho próximo ao atual se o mercado se estabilizar, segundo Almeida. "O setor está próximo do fundo do poço", diz o presidente.

O executivo conta que o desempenho de lançamentos e vendas da Brasil Brokers no segundo trimestre está melhor do que o dos três primeiros meses do ano, mas abaixo da expectativa da companhia. Ele preferiu não informar comparações com o segundo trimestre de 2015.

Sexto prejuízo líquido trimestral consecutivo
De janeiro a março, os lançamentos por meio da Brasil Brokers tiveram queda de 58%, para R$ 1,021 bilhão, e as vendas contratadas de unidades novas ­ mercado primário ­ encolheram 49%, para R$ 770 milhões. As vendas de imóveis usados ­ mercado secundário ­ caíram 50%, para R$ 229 milhões.

No primeiro trimestre, a Brasil Brokers registrou prejuízo líquido atribuído a sócios da controladora de R$ 13,26 milhões, 73% maior do que a perda dos três primeiros meses de 2015. Foi o sexto prejuízo líquido trimestral consecutivo. A receita líquida caiu 49%, para R$ 24,6 milhões. Desde o terceiro trimestre de 2013, a receita líquida acumula queda na comparação anual.

A Brasil Brokers começou a reduzir custos em 2013, processo acelerado com o início da gestão de Plínio Serpa Pinto no ano seguinte. O executivo ficou à frente da companhia até julho do ano passado, quando foi substituído por Almeida. De acordo com o presidente, a companhia mantém atitudes que Serpa Pinto costumava citar, como 'apagar a luz' sempre que um espaço deixa de ser utilizado e 'não comprar passagens de avião de última hora'.

Em 2015, a empresa saiu de mercados como Pernambuco, renegociou contratos de locação de lojas, com redução de espaço e do preço pago por metro quadrado, e fez cortes de pessoal.

(Valor Online - Empresas - 21/06/2016)

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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Infomoney: "Preço dos imóveis ainda vai cair muito até voltar à realidade"

“O cenário na economia brasileira é de destruição total, terra arrasada, e isso está refletido no mercado imobiliário. Moro no Rio de Janeiro, aqui, na Barra da Tijuca, é uma barbaridade o que eu vejo de imóveis para alugar e para vender. E o preço deles ainda vai precisar cair mais”

O mercado imobiliário é, tradicionalmente, um dos preferidos do brasileiro que tem um dinheiro no bolso sobrando. No entanto, se por muitos anos ele foi um verdadeiro queridinho, acumulando altas e mais altas, nos últimos tempos ele não tem apresentado boa rentabilidade, e os preços de imóveis tem caído nas grandes capitais no Brasil.

Para quem espera uma rápida recuperação do mercado, o economista Luis Carlos Ewald, conhecido como “Sr. Dinheiro”, joga um verdadeiro balde de água fria: “O preço dos imóveis ainda vai cair muito até voltar para a realidade”. O economista, que já havia previsto corretamente essa queda há alguns anos, afirma que o cenário ainda é bastante ruim.

“O cenário na economia brasileira é de destruição total, terra arrasada, e isso está refletido no mercado imobiliário. Moro no Rio de Janeiro, aqui, na Barra da Tijuca, é uma barbaridade o que eu vejo de imóveis para alugar e para vender. E o preço deles ainda vai precisar cair mais”, relata Ewald.

Os primeiros sinais de uma melhora para esse mercado podem vir com a queda da inflação e consequente queda na taxa básica de juros no país. Isso faria com que as condições de financiamento ficassem mais atrativas para o comprador e, consequentemente, ajudaria a reaquecer o mercado. Atualmente, apenas a faixa de imóveis coberta pelo programa federal Minha Casa Minha Vida conta com condições de compra e financiamento mais atrativos, aponta o especialista.

O economista acredita em uma melhora tímida do mercado imobiliário apenas em 2017, com recuperação total em 2018. Ele ainda afirma que a situação de propriedades comerciais também não está boa. Ewald cita como exemplo as altas vacâncias observadas atualmente em vários shoppings centers no Brasil, tanto os novos quanto os centros de compras mais consolidados.

(Infomoney - Onde Investir - Renda Fixa - Notícia - 22/06/2016)

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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Valor: Imóveis com 50% de desconto, ITBI, registro e condomínio grátis

Iniciativas de descontos, antes extraordinárias, se tornaram ordinárias, caso do Even Day, realizado com frequência. No dia 26 de junho, a Even Construtora e Incorporadora vai oferecer até 50% de desconto no evento. [...] A Rossi vai pagar, para o cliente, o equivalente a cinco anos da taxa condominial estimada, corrigida pela inflação. [...] a MRV Engenharia oferece a possibilidade de o cliente não pagar sinal e ter Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e registro grátis em diversas unidades

A pouco mais de uma semana do encerramento do trimestre, incorporadoras de capital aberto reforçam suas apostas em descontos e facilidades de pagamento para estimular vendas, neste cenário em que a comercialização de unidades continua difícil, e os estoques ­ principalmente prontos ­ continuam elevados. Abatimentos de preços pressionam margens, mas contribuem para que as incorporadoras possam reduzir estoques e gerar caixa, prioridades diante do cenário de muitos distratos, restrição de crédito e confiança do consumidor ainda em baixa.

De janeiro a março, as incorporadoras de capital aberto tiveram queda de 31% nas vendas, na comparação anual. Sazonalmente, o desempenho de vendas do segundo trimestre é melhor do que o dos três primeiros meses do ano. "Nos trimestres passados, as campanhas de vendas tiveram resultados relevantes para as incorporadoras", diz um analista setorial, acrescentando que iniciativas de descontos, antes extraordinárias, se tornaram ordinárias, caso do Even Day, realizado com frequência. No dia 26 de junho, a Even Construtora e Incorporadora vai oferecer até 50% de desconto no evento.

No último domingo, a EZTec ofereceu descontos de até 50% em imóveis residenciais e comerciais, localizados na Grande São Paulo, no interior e no litoral do Estado. Os imóveis prontos tiveram os maiores abatimentos. A última campanha de descontos ocorreu em dezembro. Na avaliação do diretor financeiro e de relações com investidores da EZTec, Emilio Fugazza, o consumidor tem percebido que "qualquer retomada [da economia] pode significar um movimento de preços". "É provável que os descontos tenham chegado a um limite e não continuem se acentuando", diz o executivo.

Cinco anos de condomínio grátis
No segundo trimestre, o patamar de vendas de imóveis pela Rossi Residencial está semelhante ao dos três primeiros meses do ano, conforme o diretor financeiro e de relações com investidores, Fernando Miziara de Mattos Cunha. A pressão de distratos continua, e o nível de descontos se mantém. No dia 11, a Rossi iniciou campanha de vendas, com conclusão prevista para 10 de agosto. A maior parte dos projetos está incluída, mas o foco são as unidades prontas.

A Rossi vai pagar, para o cliente, o equivalente a cinco anos da taxa condominial estimada, corrigida pela inflação. No período, as parcelas são mais elevadas, se o financiamento é feito pelo Sistema de Amortização Constante (SAC). "A maior preocupação dos clientes é a capacidade de pagar o financiamento", diz o executivo. Não há correlação entre a campanha ter sido iniciada, recentemente, com a proximidade do fechamento do trimestre, segundo Miziara. "Temos muitas obras sendo entregues", conta o executivo.

A Cyrela ­ maior incorporadora de capital aberto do país ­ tem campanhas de vendas desde abril, que vão até o fim de junho. Para a marca Cyrela, a incorporadora oferece melhores condições de pagamento para unidades de regiões nobres da capital paulista, de Alphaville e de Santos. A campanha da Living ­ marca para o médio padrão ­ oferece imóveis abaixo do valor de mercado, de lançamentos a unidades prontas.

Sem sinal, com ITBI e registro grátis
Neste mês, a MRV Engenharia oferece a possibilidade de o cliente não pagar sinal e ter Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e registro grátis em diversas unidades. A Tecnisa estendeu condições do Feirão Caixa da Casa Própria até o fim deste mês. Até julho, a Trisul dá continuidade à campanha de recompra garantida em caso de imprevistos. A Gafisa também mantém suas iniciativas já existentes, como garantia de parcelas fixas sem correção pelo Índice Nacional da Construção Civil (INCC) e possibilidade de o cliente não pagar as parcelas por seis meses se ficar desempregado.

A PDG Realty estima que fará campanha de vendas em agosto, quando espera ter liberação de recursos para despesas de marketing por bancos credores, segundo o vice-­presidente de operações imobiliárias, Antonio Guedes. No início de maio, a PDG anunciou reestruturação de 60% de sua dívida bruta. Por enquanto, a empresa tem direcionado a comunicação para facilitar a busca de seus imóveis pela internet, mas com oferta das mesmas condições de pagamento.

A You Inc Incorporadora pretende ter campanha de descontos em agosto. Fundada por Abrão Muszkat, ex­sócio da Even, a You tem em estoque 5% do que já entregou. Muszkat avalia que os preços de imóveis devem voltar a subir no segundo semestre de 2017. Segundo ele, há sinais de melhora da demanda, que devem ser reforçados no fim deste ano. "Acho difícil que ocorram quedas substanciais de preços daqui para frente, no mercado, mas apenas reduções pontuais", diz o diretor-executivo do portal imobiliário ImovelWeb no Brasil, Mateo  Cuadras.

(Valor Online - Empresas - 17/06/2016)

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terça-feira, 21 de junho de 2016

Portal R7: Mesmo com preço do imóvel novo abaixo da inflação, vendas despencam em SP

Na média, o valor do imóvel novo vendido [preços anunciados] teve alta de 4,5%, contra uma inflação de 9,28%, pelo IPCA. [...] Com o mercado tão pouco aquecido, o volume de lançamentos caiu. Em 12 meses, houve uma queda de 78,7% nos lançamentos

O mercado de imóveis na cidade de São Paulo fechou o mês de abril com 1.182 unidades residenciais vendidas, 1.003 imóveis a menos do que as 2.185 unidades vendidas em abril de 2015, segundo o Secovi (Sindicato da Habitação).

O valor global de vendas, em abril. ficou em R$ 535,5 milhões. Em abril do ano passado, estava em R$ 948,6 milhões, valor atualizado pelo INCC-DI (Índice Nacional da Construção Civil - Disponibilidade Interna). Na média, o valor do imóvel novo vendido [preços anunciados] teve alta de 4,5%, contra uma inflação de 9,28%, pelo IPCA.

Com o mercado tão pouco aquecido, o volume de lançamentos caiu. Em abril, foram lançadas 695 unidades residenciais, enquanto em abril de 2015 os lançamentos chegaram a 3.269 unidades. Em 12 meses, houve uma queda de 78,7% nos lançamentos.

Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi, acredita que haverá uma tênue recuperação da economia no segundo semestre, com diminuição da tendência de queda, e início de ligeiro crescimento em 2017.  "Com isto , o setor imobiliário poderá iniciar a superação de sua pior crise da história, com uma recuperação lenta e longa", diz.

Preços em queda
Entre abril e maio, o Índice FipeZap, que acompanha o preço de imóveis em 20 cidades brasileiras, apresentou alta de 0,07%. Nos últimos 12 meses, o índice teve alta de 0,11%.  

No acumulado do ano, em 2016, seis das 20 cidades pesquisadas apresentaram redução no preço médio do metro quadrado: Rio de Janeiro - 1,42% (R$ 10.282), Distrito Federal -0,12% (R$ 8.586), Fortaleza -0,87% (R$ 5.864), Recife -1,11% (R$ 6.018), Niterói -1,6% (R$ 7.447) e Santos -0,9% (R$ 5.063).

Na cidade de São Paulo, o preço médio é de R$ 8.633, desde de janeiro, a alta foi de 0,32%. A cidade com a maior valorização no preço do imóvel em 2016 foi Florianópolis, com aumento de 2,7% no preço (R$ 6.468).

(Portal R7 - Economia - 20/06/2016)

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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Valor: Construção registra 19ª queda consecutiva do nível de emprego

As demissões chegam a 72,9 mil no acumulado do ano no Brasil, e a 398,2 mil em 12 meses. De janeiro a abril, a redução acumulada do nível de emprego do segmento imobiliário foi de 16,98%

O setor de construção civil registrou, em abril, a 19ª queda consecutiva do nível de emprego desde outubro de 2014, segundo levantamento do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), realizado em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

Em abril, o nível de emprego caiu ante março, com redução de 17.458 postos de trabalho. Com isso, o total de empregados chegou a 2.830.254 no mês, ante 2.847.712 em março.

No período, a maior baixa ocorreu na região Nordeste (10.292), seguida pelo Sudeste (9.181). Por segmento, as quedas mais acentuadas foram registradas em obras de infraestrutura e pelo segmento imobiliário.

No Estado de São Paulo, foram reduzidas 3.481 vagas na comparação com março.

A capital paulista, responsável por 45% do total de empregos no setor, registrou redução de 2.091 empregos.

As demissões chegam a 72,9 mil no acumulado do ano no Brasil, e a 398,2 mil em 12 meses. De janeiro a abril, a redução acumulada do nível de emprego do segmento imobiliário foi de 16,98%.

(Valor Online - Empresas - 17/06/2016)

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sábado, 18 de junho de 2016

Dicas e informações sobre investimentos: Atenção às mudanças nas Estatais

Caro Leitor:

A partir de hoje, estamos retomando a parceria com o site de investimentos Toro Radar, que oferecerá, nos fins de semana [sem periodicidade definida], mais uma opção de leitura, com artigos e informações sobre o mercado financeiro e de investimentos.

Dessa forma, esperamos contribuir com a crescente demanda de muitos leitores.

Agradecemos à Toro Radar pela parceria, desejando uma ótima leitura a todos.

Um abraço,

Observador



Mudanças nas estatais: Por que investidores devem prestar atenção?

Com o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República e o início do governo interino de Michel Temer, os nomes que encabeçam os cargos de confiança, como ministérios e secretarias, passaram a ser repensados. No que se refere à diretoria das estatais a dinâmica não é diferente. Cada nome indicado deve ser cuidadosamente estudado para que o novo governo possa se consolidar e demonstrar estabilidade.

O período entre as incertezas e as mudanças efetivas podem provocar oscilações significativas no mercado de investimentos. Quem está atento às notícias sabe que essas novas nomeações podem fazer com os ativos variem bastante e, consequentemente, incidam sobre a forma com que você vai investir em ações. Vejamos dois exemplos de empresas de destaque:

Petrobras
Presença constante nas manchetes de jornais, a Petrobras vem enfrentando tempos conturbados há algum tempo. Segundo o relatório trimestral da Economática, em relação aos dados do ano passado, a estatal demonstrou maior queda em Lucro Líquido se comparada às demais empresas de capital aberto, com um recuo de -R$6,57 bilhões.

Quanto à liderança da empresa, em fevereiro deste ano Graça Foster renunciou ao cargo de Diretora-Presidente da Petrobras, dando lugar a Aldemir Bendine. Mas, assim que assumiu a presidência, Michel Temer indicou o nome de Pedro Parente, Ministro da Casa Civil durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, para assumir o posto.

Enquanto Parente aguardava a aprovação de sua nomeação pelo Conselho de Administração, os investidores passaram a acompanhar as ações PETR4 com mais atenção. Enquanto a confirmação do novo presidente não era aclamada, o ativo teve quedas recorrentes, apresentando um total de 11,03% de recuo em apenas uma semana. O único momento de reação positiva foi no dia 30 de maio quando Bendine renunciou, deixando o cargo livre para Parente.

Banco do Brasil
A publicação do Diário Oficial da União do dia 31 de maio teve como um dos destaques a exoneração de Alexandre Corrêa Abreu da presidência do Branco Central, sendo substituído por Rogério Caffarelli.

Abreu ocupava o cargo desde fevereiro de 2015, mas não foi o bastante para manter a posição, principalmente após a nomeação do novo Ministro da Fazenda do governo Temer, Henrique Meirelles. Anteriormente à nomeação, Caffarelli fazia parte da diretoria da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e já havia liderado o BB Banco de Investimentos e o BB Leasing.

Paralelamente à mudança na diretoria, os ativos também foram influenciados por um anúncio dado no dia 24 de maio: a extinção do Fundo Soberano. A notícia foi dada pelo presidente em exercício com o objetivo de reduzir a dívida pública. Assim que a informação foi divulgada, os ativos recuaram aproximadamente 4%.

Seis dias depois, Henrique Meirelles afirmou que a venda das ações do fundo não era urgente, o que fez com que as ações do BB conseguissem se recuperar após o recuo, apresentando uma alta de 1,74%.

Com a mudança no governo federal, vieram as dúvidas com relação aos nomes a serem indicados por Michel Temer. A grande responsabilidade que os cargos de confiança exige refletem no mercado de ações, causando oscilações significativas nos ativos das empresas envolvidas.

Frente a cenários incertos como o que estamos vivendo agora, é essencial se informar sobre o que acontece na política e na economia nacional e internacional. Dessa forma, você vai conseguir encontrar ótimas oportunidades para fazer investimentos de forma mais acertada e ter bons ganhos.

Quem quer investir dinheiro deve estar munido de informações bem embasadas e uma estratégia coerente com seu objetivo final. Os dados, as análises e os indicadores serão importantes aliados na hora da tomada de decisão. Atrelados ao contexto político e econômico vigente, você terá em mãos ferramentas poderosas para potencializar seus ganhos na bolsa de valores!     

Por Ana Cláudia Inez
Toro Radar Investimentos
www.tororadar.com.br

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Estadão: Queda do preço do aluguel até maio é a maior desde 2009

Os preços médios para novos aluguéis registraram uma queda de 0,52% de abril para maio, segundo o Índice FipeZap de Locação. Em 12 meses, o recuo acumulado é de 5,12% –  um recorde negativo para a série histórica, que teve início em 2009. A inflação medida pelo IPCA nesse período foi de 9,32%, levando a uma queda real de 13,21% no valor dos aluguéis em um ano.

Todas as 11 cidades pesquisadas pelo indicador mostraram resultados inferiores à inflação no período, sendo que Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Porto Alegre, Santos e Distrito Federal tiveram queda nominal de preços.

Para o cálculo do Índice FipeZap de Locação, os preços anunciados considerados  são para novos aluguéis – ou seja, não mede a variação dos contratos vigentes (normalmente reajustados automaticamente pelo IGP-M/FGV ou por outros índices de correção).

(Estadão - Economia - Notícias - Geral - 15/06/2016)

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quinta-feira, 16 de junho de 2016

Valor: Se ocorrer, reversão do 'PIB da construção' só em 2018, diz sindicato

A reversão do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do setor de construção civil talvez só ocorra em 2018, de acordo com o presidente do Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) a entidade, José Romeu Ferraz Neto.

Para este ano, é esperada retração de 5% e, para 2017, nova queda. No ano passado, o setor encolheu 7,7%.

A redução de empregos da área, neste ano, será de 250 mil vagas. No acumulado de 2014 a 2016, o número pode alcançar 1 milhão de postos de trabalho, afirmou Ferraz Neto.

(Valor Online - Empresas - 14/06/2016)

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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Estadão: Recursos cada vez mais escassos para o crédito imobiliário

[...] o comportamento dos depósitos de poupança dificultará a retomada do mercado de imóveis, quando as condições forem mais propícias. Ademais, a desova de estoques de imóveis em poder das incorporadoras, ainda muito elevados, pode ser dificultada pela redução de fontes de crédito, num momento de esforço de vendas com leilões e feirões de moradias

Além dos indicadores fracos de produção, vendas e investimentos na construção civil, retratados em pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do sindicato da habitação (Secovi-SP) relativas ao primeiro trimestre, persiste a queda rápida dos saldos das cadernetas de poupança. E estas são – ao lado do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) – as principais fontes de recursos do crédito imobiliário.

Deduzidas as aplicações, em maio saíram R$ 4,1 bilhões das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que destina a maioria dos recursos para financiar a habitação. O valor é recorde em 21 anos, desde que o Banco Central passou a contabilizá-lo. Os saques líquidos atingiram R$ 31,9 bilhões neste ano, superando os R$ 29 bilhões registrados em igual período de 2015. O saldo final das cadernetas do SBPE, que exclui a poupança verde do Banco do Brasil, diminuiu de R$ 509,2 bilhões em dezembro para R$ 492,9 bilhões em maio.

Com a perda de competitividade das cadernetas em relação a outras modalidades, o comportamento dos depósitos de poupança dificultará a retomada do mercado de imóveis, quando as condições forem mais propícias. Ademais, a desova de estoques de imóveis em poder das incorporadoras, ainda muito elevados, pode ser dificultada pela redução de fontes de crédito, num momento de esforço de vendas com leilões e feirões de moradias.

A construção tem peso expressivo na economia. Segundo o IBGE, o PIB da construção civil caiu 1% entre o último trimestre de 2015 e o primeiro trimestre deste ano, acima da queda média do PIB (0,3%). Comparativamente ao primeiro trimestre de 2015, houve recuo de 6,2%, também acima da média (5,4%), e nos últimos quatro trimestres, comparativamente aos quatro trimestres anteriores, o recuo foi de 7,1%. A construção de residências é uma das principais responsáveis pela queda da taxa de investimento, que diminuiu 17,5% na comparação com o primeiro trimestre de 2015, chegando a 16,9% do PIB.

A falta de recursos para imóveis não se limita ao SBPE, voltado principalmente para a classe média, alcançando também linhas destinadas à habitação popular, como as do programa Minha Casa.

A escassez de crédito já elevou o custo dos empréstimos – o que é desestimulante para compradores já afetados pelo risco do desemprego, da perda de renda e, agora, por novas pressões inflacionárias.

(Estadão - Opinião - Notícias - Geral - 11/06/2016)

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terça-feira, 14 de junho de 2016

IstoÉ Dinheiro: Vendas e lançamentos de imóveis batem recorde de baixa

Esse é o menor patamar no quadrimestre já registrado pela pesquisa, que é realizada com essa metodologia desde 2004. Até então, o pior ano havia sido 2015 [...] "Estamos com um quadrimestre muito ruim. Devemos ter atingido o fundo do poço", afirma o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci

As vendas e os lançamentos de imóveis residenciais novos na capital paulista registraram queda recorde no acumulado do ano, de acordo com pesquisa do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) em parceria com a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp).

No mês de abril, foram comercializadas 1.182 unidades, volume 46% menor do que no mesmo mês do ano passado. Já no acumulado dos primeiros quatro meses de 2016, as vendas totalizaram 4.038 unidades, recuo de 18% frente ao mesmo período de 2015. Esse é o menor patamar no quadrimestre já registrado pela pesquisa, que é realizada com essa metodologia desde 2004. Até então, o pior ano havia sido 2015, com apenas 4.900 unidades vendidas no quadrimestre de janeiro a abril.

Devido à baixa liquidez, os incorporadores vêm suspendendo boa parte dos novos empreendimentos que seriam ofertados ao mercado. Os lançamentos em abril somaram 695 unidades, redução de 78,7% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Entre janeiro a abril de 2016, foram lançadas 2.387 unidades na capital paulista, queda de 56% em relação ao mesmo período de 2015. O volume de lançamentos também é o mais baixo já registrado desde o início da pesquisa.

"Estamos com um quadrimestre muito ruim. Devemos ter atingido o fundo do poço", afirma o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

A velocidade de vendas dos imóveis - indicador que mede a relação entre o total de unidades comercializadas e o total de unidades no estoque - foi de 4,5% em abril, patamar abaixo dos 7,2% do mesmo mês do ano passado. Já no acumulado de 12 meses, ficou em 40,3%.

A cidade de São Paulo encerrou o mês de abril com 24.961 unidades disponíveis para venda, patamar ainda bastante acima da média histórica na cidade, que gira em torno de 17.000 unidades. O estoque é composto por imóveis na planta, em construção e prontos novos, lançados nos 36 meses anteriores.

Perspectivas
Apesar dos dados negativos até aqui, Petrucci diz haver sinais de que o desempenho do mercado imobiliário será melhor no mês de maio. O economista conta ter apurado crescimento no número de pessoas que visitaram os estandes das empresas e fecharam negócios ao longo do último mês. O motivo seria a votação do Senado que afastou a presidente Dilma Rousseff e, na avaliação do representante do sindicato patronal, ajudou a aumentar a confiança de empresários e consumidores sobre o futuro do País.

A expectativa é que maio apresente números melhores de vendas e lançamentos", disse Petrucci. "A percepção é que isso aconteceu devido ao primeiro passo, que foi o impeachment", completa, citando também a aprovação da nova meta fiscal no Congresso e o avanço nas discussões sobre o limite dos gastos públicos, que indicam mais sintonia entre os Poderes Legislativo e Executivo.

Petrucci acredita que, se as medidas de ajuste fiscal e pacificação política forem constantes, há espaço para retomada do crescimento no último trimestre do ano - considerando a comparação de dados de 2016 com os de 2015. "Vagarosamente, se as notícias continuarem boas, nosso mercado poderá ter estabilidade logo e recuperação a partir do ultimo trimestre do ano", estima.

O Secovi-SP não divulgou uma projeção oficial para o volume de lançamentos e vendas em 2016 devido ao alto grau de incertezas sobre os rumos da economia brasileira. O economista-chefe evita citar uma projeção, mas comenta que, se a melhora citada se confirmar nos próximos meses, o mercado imobiliário pode encerrar o ano com números próximos ao de 2015, com cerca de 20.000 unidades vendidas e 23.000 lançadas. "Se a expectativa se concretizar e o mercado ganhar confiança, o ano de 2016 ainda pode ser igual a 2015", estima.

(IstoÉ Dinheiro - Notícias - Economia - 14/06/2016)

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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Estadão: Aluguel cai, mas nem assim o mercado reage

A crise derrubou no último ano o aluguel de imóveis comerciais e o preço de compra e venda na cidade de São Paulo. Apesar da queda, a quantidade de lojas e escritórios vazios continua em níveis recordes. Esse quadro é visível para quem percorre as principais vias de comércio da capital paulista e se depara com inúmeras placas de aluga-se ou vende-se

Um indicador inédito, apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com a Zap, mostra que, em 12 meses até maio, o valor pedido pelo metro quadrado do aluguel de salas comerciais caiu 9,1%. Se for considerada a inflação do período, a queda no aluguel passa de 19% e para venda, vai a 12,5%.

“Com dois anos seguidos de queda do PIB, é natural que as empresas fechem as portas e que haja um excesso de oferta de imóveis para locação e venda”, diz o coordenador da pesquisa, Eduardo Zylberstajn.

Mesmo com esse recuo de preços, a quantidade de imóveis comerciais vagos se mantém em níveis elevados e aparece nos índices de vacância. No primeiro trimestre deste ano, 25,9% dos escritórios de alto padrão destinados a locação estavam vagos na cidade de São Paulo, segundo a Cushman & Wakefield, empresa especializada em administração desses imóveis.

“Esse indicador é um dos mais elevados dos últimos dez anos”, afirma André Germanos, executivo associado de mercado de capitais da Cushman. Apesar da menor oferta de novos escritórios, ele não acredita em recuos significativos nos índices de vacância de escritórios neste ano e no próximo.

O quadro é semelhante no caso das lojas de rua. Marcos Hirai, sócio-diretor da GS&BGH, calcula que entre 13% e 15% das lojas estejam vagas. “Esse índice é gritante. De um ano para cá, o quadro piorou e se estendeu para outros setores.”

Um ano depois de ter percorrido os principais corredores comerciais de São Paulo, o Estado voltou na semana passada aos seis imóveis vagos visitados na época. Apenas dois estão alugados e por um preço menor do que o pedido inicialmente.

Há três anos esperando comprador
O imóvel que fica na altura do número 3.000 da Avenida Rebouças, um dos principais corredores comerciais de São Paulo, continua vazio. Faz quase três anos que a loja com cerca de 3 mil metros quadrados, onde funcionava uma revenda de carros da Citroën, está à espera de uma proposta de compra. Os sinais do tempo de encalhe são evidentes: mais pichações no tapume que cerca o imóvel.

Um ano atrás, o preço pedido pelo Grupo SHC, do empresário Sergio Habib, dono do imóvel, era R$ 25 milhões, conforme informações fornecidas grupo ao Estado na época. Agora o SHC informa que o preço é R$ 24 milhões.

A empresa não dá detalhes se tem alguma proposta para compra do imóvel e se está mais flexível nas negociações. Mas, levando-se em conta o longo período que a loja está desocupada e a fraqueza do mercado imobiliário, especialistas do setor supõem que existe espaço para negociar.

O tombo nas vendas de veículos no mercado brasileiro, um dos primeiros setores a sentir a crise que agora atinge outros segmentos, foi o principal fator que levou o grupo a encerrar a atividade da loja. Na época, Eduardo Cambraia, diretor de expansão do grupo, afirmou que a operação nesse endereço não valia a pena porque os custos ficaram elevados.

No mês passado, por exemplo, o número de carros zero-quilômetro comercializados estava 21,2% abaixo do mesmo período do ano passado, apontam dados da Fenabrave.

Mesmo com preço menor, negócio não saiu
Apesar de ter reduzido em cerca de um terço o preço do aluguel, o imóvel localizado na altura do número 2.700 da Avenida Rebouças, um dos principais corredores comerciais da capital paulista, continua vazio.

Um ano atrás, quando a reportagem esteve no imóvel de 320 metros quadrados (m²) erguido num terreno de 360 m², o preço pedido para venda era R$ 3 milhões. Para locação, R$ 15 mil mensais. Segundo o corretor da Camargo Prime Wagner Ponciano, responsável pelo imóvel, o aluguel baixou para R$ 10 mil, mas o valor pedido para venda foi mantido.

“Tivemos algumas propostas para locação, mas o dono do imóvel não aceitou porque faltava documentação”, conta o corretor. Ele explica que a maior dificuldade na locação é a apresentação do documento do seguro-fiança, no qual o inquilino deve depositar o equivalente a um mês e meio do valor do aluguel para obter sinal verde para fechar contrato. “Isso ninguém quer pagar.”

Com um mercado imobiliário com muitas ofertas, esse imóvel da Rebouças está vago há quase dois anos. O último inquilino foi uma empresa especializada em molduras, que ainda exibe o seu letreiro na fachada do imóvel. Um ano atrás, o antigo locatário optou por outro imóvel com aluguel mais barato.

Diante da dificuldade de fechar um novo contrato de aluguel, o corretor diz que há disposição para reduzir ainda mais o valor. “O preço pedido é R$ 10 mil, mas estuda-se proposta de R$ 8,5 mil”, afirma o corretor. Ele acredita que até julho consiga fechar negócio.

(Estadão - Economia - Notícias - Geral - 05/06/2016)

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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Portal R7: Venda de material de construção recua, com piora na projeção de queda

Para a entidade, nos próximos meses a tendência é de continuidade de queda do indicador

Um novo recuo das vendas de materiais de construção em maio levou a Abramat, associação que representa os fabricantes, a rever a expectativa de queda nas vendas para 8 por cento em 2016, ante um previsão anterior de recuo de 4,5 por cento.

As vendas caíram 8,4 por cento em maio na comparação anual, informou a associação nesta quarta-feira, levando a uma queda de 14,6 por cento nos cinco primeiros meses de 2016, em relação ao mesmo período um ano antes.

Comparadas com o mês anterior, as vendas em maio aumentaram 5,3 por cento. No entanto, a melhora frente a abril não é suficiente para uma retomada a curto prazo, segundo o presidente da Abramat, Walter Cover.

Para a entidade, nos próximos meses a tendência é de continuidade de queda do indicador.

O resultado de maio foi pressionado pela indústria de materiais de base, cujo recuo foi de 10,8 por cento em relação ao mesmo mês de 2015. 

Nos materiais de acabamento, houve recuo anual de 4,8 por cento em maio, mas crescimento de 4,1 por cento sobre abril.

O nível de emprego no setor caiu 10,2 por cento e recuou 0,9 por cento quando comparado com abril.

(Portal R7 - Economia - 08/06/2016)

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quinta-feira, 9 de junho de 2016

O Tempo: Crise imobiliária faz imóveis de luxo desvalorizarem 9,6%

“O segmento está sendo impactado assim como qualquer outra atividade”, observa o vice-presidente de administração de imóveis da Câmara do Mercado Imobiliário (CMI), Leirson Cunha. Para conseguir alugar um imóvel, é necessário negociar e, na maioria dos casos, reduzir o preço

Nem mesmo os imóveis de luxo estão escapando dos impactos da crise no país, seja no segmento de locação ou vendas, segundo especialistas do setor. Acumulando preços especulativos nos últimos anos, agora, eles estão se 'acomodando'. “O segmento está sendo impactado assim como qualquer outra atividade”, observa o vice-presidente de administração de imóveis da Câmara do Mercado Imobiliário (CMI), Leirson Cunha. Para conseguir alugar um imóvel, é necessário negociar e, na maioria dos casos, reduzir o preço.

Levantamento da plataforma online VivaReal confirma a retração do setor no país, já que houve queda no valor do imóvel de luxo nos cinco primeiros meses, enquanto o IPCA acumulado teve alta. Já o valor médio do imóvel de luxo nos últimos dois anos teve desvalorização real de 9,6% no Brasil, e a inflação acumulada – de março de 2014 a abril de 2016 – ficou em 20%.

O executivo-chefe de Operações do VivaReal, Lucas Vargas, ressalta que o atual cenário econômico do país afeta os preços dos mais diversos setores. “O mercado imobiliário não fica indiferente. O segmento de luxo também é afetado, porém, com uma menor desvalorização em relação a inflação, já que os consumidores deste segmento dependem menos de financiamentos como forma de pagamento. Eles acabam buscando melhores negociações, o que interfere na variação dos preços”, analisa.

O levantamento considera imóvel de luxo como sendo os de valores acima de R$ 1 milhão.

Apesar dos números, há quem ainda negue a queda dos preços
A proprietária e diretora comercial da Grand Live Imóveis, Helena Moreira, diz que como há mais opções no mercado do que há alguns anos, o cliente demora mais para se decidir. “Há dois anos, os clientes visitavam de quatro a cinco apartamentos antes de comprar. Agora, está na casa dos 20”, diz. Ela afirma que o preço não caiu. “Só não está mais valorizando como acontecia antes”, diz.

Helena Moreira só confirma a redução no preço dos aluguéis de luxo. “Mais do que nunca prevalece a negociação. O locatário está com poder de barganha maior”, diz. 

Para o vice-presidente do Sinduscon-MG, Evandro Negrão, o momento está bom para quem deseja comprar. “Há possibilidades de boas negociações”, diz.

Procura por locação cai 14% no ano
A procura por imóveis de luxo para locação caiu 14% nos cinco primeiros meses de 2016. E com a demanda em baixa, o valor médio do aluguel nesse período teve desvalorização real, considerando o IGP-M (3,3%), segundo dados da VivaReal.

(Jornal O Tempo - Capa - Economia - 06/06/2016)

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