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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Folha: 2014 será difícil para o setor de construção, afirma analista

Com um mercado fraco neste início de ano, as empresas evitam traçar projeções de lançamentos

Na cidade de São Paulo, o primeiro bimestre (dado mais recente) fechou com queda de 45,3% nos lançamentos, para 1.353 unidades, o pior resultado desde 2006, segundo o Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário).

As vendas (2.011 unidades) foram as menores desde 2004, recuo de 27,5% ante o primeiro bimestre de 2013.

Lenon Borges, analista da corretora Ativa, diz que o ano vai ser complicado para a construção civil em razão do baixo crescimento do país, alta dos juros e "inflação que cisma em bater no topo da meta".

Mirella Parpinelli, diretora da imobiliária Lopes, também diz não ver, em geral, espaço para aumento. "Com terrenos caros e sem alívio nos custos de construção, os preços dos imóveis não tendem a cair em 2014."

O presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, estima que os lançamentos e as vendas manterão o patamar de 2013. Segundo ele, as empresas já começam a retomar os lançamentos, algo que deverá ser sentido nos números dos próximos meses.

(Folha de São Paulo - Classificados - Imóveis - 20/04/2014)

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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Infomoney: Bolha imobiliária está se espalhando e vai estourar após a Copa


Pensando em investir em imóveis? Melhor pensar duas vezes, de acordo com Luis Carlos Ewald, economista conhecido como Sr. Dinheiro

Pensando em investir em imóveis? Luis Carlos Ewald, economista conhecido como Sr. Dinheiro, acha melhor não. Depois de afirmar em dezembro de 2013 que a bolha imobiliária ia estourar no primeiro semestre deste ano, ele alertou os investidores (e também aqueles que querem comprar o primeiro
imóvel) que a bolha está em formação e seu ápice irá ocorrer depois da Copa do Mundo, em julho. “A bolha imobiliária é como um câncer. Ela vai aumentando e corroendo aos poucos. Até que vem a metástase, que espalha e mata”, disse, em entrevista ao InfoMoney.

De acordo com o especialista, na crise de 2008 do subprime, nos Estados Unidos, também foi assim. “Aquela bolha começou em 2006, foi crescendo, crescendo e a metástase aconteceu em 2008. A nossa [bolha] já vem se formando há muito tempo e agora está chegando a hora [de estourar]”, explicou.

Segundo ele, após a Copa, o cenário irá mudar e deve haver uma queda brutal nos preços dos imóveis que foram lançados. Enquanto isso, aquelas pessoas que já compraram vão ficar esperando e quem precisar de dinheiro vai ter que baixar o preço “Isso é uma bolha”, disse. “Com a Selic a 11% ao ano, se o imóvel ficar com preço parado, o dono vai perder este percentual anualmente, vivendo de IPTU e condomínio. Sem falar que a taxa de juros ainda vai subir mais”, completou.

O ciclo de aperto monetário, que prejudicou o setor imobiliário, começou no ano passado e, em um ano, levou a Selic de 7,25% ao ano, menor taxa histórica, para os atuais 11%.  “Os mais espertos vão se dar bem”

Luis Carlos disse ainda que quem souber aproveitar esta oportunidade pode se dar bem. Segundo ele, algumas construtoras, como a Even (EVEN3), já estão lançando imóveis com preços muito mais baixos, já prevendo o que vai ocorrer. “Os mais espertos vão se dar bem”, disse. “A Even, por exemplo, colocou 40% de desconto em todos os seus lançamentos. Tem que saber aproveitar”, completou.

Ewald lembrou também que um dos principais estudiosos do mundo sobre preços de ativos e bolhas, Robert Shiller, Nobel de Economia, já alertou sobre isso. “Ele previu bolhas da Nasdaq e a do subprime. Vocês vão ouvir quem? Tem que dar ouvidos aos mais experientes. E Shiller disse que não nada justifica a magnitude da recente alta dos preços dos imóveis no Brasil”, finalizou.

Opiniões contrárias (e evasivas)
Apesar de o Sr. Dinheiro, assim como outros economistas renomados, como Henrique Meirelles (ex-presidente do Banco Central), Luciano Rostango (economista do banco Mizuho) e Nouriel Roubini (um dos economistas que previu a bolha) acreditarem que a bolha está crescendo e vai estourar, outros nomes discordam veementemente.

Para Gustavo Borges, da área de análise da XP Investimentos, há diferenças significativas entre o Brasil e o cenário pré-bolha de alguns países como Estados Unidos, Portugal, Espanha e Irlanda. "O cenário brasileiro é bem diferente dos países que tiveram o estouro da bolha", destacou.

Enquanto isso, Felipe Miranda, analista da Empiricus Research, acredita que existe uma grande desaceleração no mercado imobiliário, mas também acha que isso não garante um cenário de bolha.

Assim como Rubens Menin, presidente da MRV Engenharia, que vê o mercado desanimado em alguns setores, mas aquecido em outros. "Como regra geral, acredito que o segmento dos imóveis econômicos continuará aquecido, inclusive pela existência de uma demanda reprimida por novas moradias", finalizou.

(Infomoney - Imóveis - Fundos Imobiliários - Notícia - 15/04/2014)

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terça-feira, 15 de abril de 2014

Valor: Construtoras oferecem descontos, escritura e condomínio pagos

As incorporadoras de capital aberto - dezessete empresas ao todo - tiveram um primeiro trimestre fraco em relação ao Valor Geral de Vendas (VGV) lançado, conforme a sinalização do mercado, o que deverá ser confirmado à medida que as prévias operacionais das comecem a ser divulgadas. O volume elevado de estoques e o Carnaval mais tardio desestimularam as incorporadoras a fazer grandes apostas em lançamentos nos três primeiros meses deste ano.

"O primeiro trimestre costuma responder pela parcela de 10% a 15% dos lançamentos do ano, mas foi bem mais fraco desta vez. Segundo as corretoras, o ano começou no dia 16 de março, primeiro sábado de uma semana cheia após o Carnaval", diz o analista de construção civil da BES Securities, Eduardo Silveira.

No primeiro trimestre, as incorporadoras listadas em bolsa "seguraram" mais lançamentos do que as de capital fechado, segundo o diretor-presidente da Brasil Brokers, Sergio Freire. "Os lançamentos caíram muito em relação ao primeiro trimestre do ano passado e ao quarto trimestre. Muita coisa escorregou para o segundo trimestre", diz Freire.

Concentração de notícias ruins 
De acordo com o presidente da Brasil Brokers, alguns dos projetos inicialmente previstos para serem lançados até março tinham registro de incorporação, mas foram postergados "por conta de mercado". Freire cita que, nos três primeiros meses de 2014, houve a combinação de "calendário péssimo", concentração de notícias ruins sobre o setor e aumento da taxa básica de juros Selic.

Na avaliação do executivo da Brasil Brokers, o total lançado pelas incorporadoras abertas deve ser menor em 2014 do que no ano passado. Freire conta que, quando se perde um trimestre, é difícil absorver, nos demais períodos do ano, tudo o que foi postergado, principalmente quando se considera que, em 2014, haverá os eventos Copa do Mundo e eleições.

A Brookfield Incorporações, por exemplo, lançou R$ 1,16 bilhão em 2013, 62% a menos do que no ano anterior.

Estoque tende a crescer ainda mais
O analista da BES ressalta que algumas incorporadoras, como Brookfield, Gafisa, Rossi Residencial e PDG Realty, têm estoques muito elevados, tanto de imóveis prontos quanto do total de unidades (inclui empreendimentos em construção). Segundo Silveira, trimestre a trimestre, os estoques do setor tendem a crescer, devido ao elevado volume de entregas previsto para o ano.

A Cyrela Brazil Realty, maior incorporadora de capital aberto, já divulgou que os estoques de imóveis concluídos tendem a continuar em nível elevado no curto prazo. Durante a divulgação do balanço do quarto trimestre, o diretor de operações, Raphael Horn, disse que a empresa terá "entregas em praças ruins em 2014, então o estoque pode aumentar".

Descontos, prêmios, escritura grátis e condomínio pago
Caso a caso, a Cyrela poderá lançar mão de campanhas para acelerar a venda de estoques. No momento, a incorporadora tem campanha, em São Paulo, estrelada pela atriz Fernanda Lima, para incentivar corretores a comercializar unidades prontas ou em construção, com benefícios como viagens e prêmios.

Nos últimos dois anos, as campanhas de vendas, que podem abranger também descontos nos preços das unidades, brindes e facilidades de pagamento têm sido uma estratégia das incorporadoras para fomentar a comercialização principalmente de unidades prontas. Isso se faz ainda mais relevante num cenário em que os consumidores estão mais cautelosos na tomada da decisão de compra e que o ano será atípico, com Copa no Brasil e eleições.

Desde 1º de fevereiro, a Trisul tem campanha de descontos em imóveis prontos ou com entrega prevista para este ano, para unidades cujo VGV próprio soma R$ 190 milhões. São 500 imóveis em São Paulo, Guarulhos, no ABC, em Santos, e no interior de São Paulo. Os abatimentos chegam até 30% e, para parte das unidades, há benefícios como escritura grátis, ou seis meses de condomínio pago e televisores de brinde. A iniciativa ocorre até 30 de maio. A Tecnisa também tem campanha de descontos de até 30% no momento.

(Valor Econômico - São Paulo/SP - Empresas - 15/04/2014 - Empresas Pág. B3)

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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Especialista explica a bolha e afirma: preços vão cair 40%

Contribuição do leitor André Luiz Aguiar
"Minha opinião: estamos em bolha imobiliária e escutem o que eu comento com vocês. Quero preservar a economia do país e a população brasileira" (Luciano D'Agostini - Economista)
Ao elaborar uma pesquisa na Boca Maldita, contendo as perguntas “o preço do imóvel em Curitiba está caro?” e “O seu salário nos últimos anos aumentou?”, certamente observaremos a resposta “sim”. Estas duas perguntas, generalizadas para o Brasil e para os emergentes, teriam a mesma resposta: “sim”. Ambos, inflação dos imóveis e inflação dos salários, aumentaram; no entanto, o segundo cresceu bem menos que o primeiro, pelo oitavo ano consecutivo, em Curitiba, no Paraná, no Brasil e nos mercados emergentes (Brics).
Existem também algumas discussões técnicas a respeito da inflação dos imóveis, da inflação dos salários, da taxa de crescimento do crédito, do endividamento das famílias sobre a renda, da rentabilidade do aluguel sobre o preço do ativo imobiliário, da inflação do aluguel e inflação dos salários e taxas de lucros, do déficit habitacional com a demanda efetiva keynesiana e dos custos da construção civil.
A teoria de bolha monetária versa que o segundo estágio da bolha imobiliária inicia-se no instante em que o preço médio fundamental da economia, medido por indicadores de preços básicos como o IPCA, o IGPM e inflação dos salários, se descola levemente da taxa de inflação imobiliária, sendo que esta cresce um pouco mais do que aqueles, e em linha com a taxa de crescimento do crédito às famílias e empresas. Em termos macroeconométricos, o segundo estágio ocorreu entre 2003 e 2007, e o terceiro estágio da bolha imobiliária, de quatro possíveis no Brasil, começou em 2007 e termina em 2013. O terceiro estágio da bolha imobiliária inicia, em termos teóricos, quando existe um forte descolamento e em curto espaço de tempo entre a inflação imobiliária e as inflações básicas, e entre a inflação imobiliária e a inflação dos salários dos trabalhadores. A taxa de crescimento do aluguel é maior que a taxa de crescimento dos salários; a taxa de crescimento do crédito acompanha a taxa de crescimento dos preços dos imóveis; e a taxa de crescimento do crédito é bem maior que a taxa de crescimento dos salários dos trabalhadores e dos lucros das empresas – com este indicador provocando endividamento das famílias e empresas.
Os testes de descolamentos entre variáveis são facilmente visualizados com testes estatísticos de cointegração e modelos de vetores autorregressivos com correção de erros, que levaram Clivel Granger (2003) e Christopher Sims (2011) ao Prêmio Nobel de Economia. Pois bem, pelos testes estatísticos nomeados em relação às variáveis de interesse, o Brasil encontra-se, sim (e um “sim” bem enfático), em bolha imobiliária no fim do estágio 3, quando entramos no paradigma de preços em 2012; e inicia o último estágio da bolha no fim de 2013, o estágio 4.
Por que dizemos isso? Porque atualmente não há relação de equilíbrio de longo prazo entre as variáveis citadas, salvo crédito com inflação dos imóveis, e existem fortes sintomas do início do estágio 4, que é o realinhamento dinâmico entre as variáveis de interesse. O realinhamento pode ocorrer de modo rápido, dito estouro da bolha imobiliária em colapso, em horizonte de até dois anos; ou com um ajuste lento e gradual que pode durar entre dois e quatro anos
No cenário atual, em que a maioria da população está empregada e com baixa produtividade do trabalho, com pouca inovação e baixa tecnologia, portanto, a única trajetória possível dos preços dos imóveis para que o setor retorne ao seu estado de equilíbrio entre oferta e demanda, e ainda mantenha um exame de sangue “saudável” de negócios, é a queda de preços dos imóveis em torno de 40% entre 2014 e 2017 na hipótese de os salários e a inflação básica nesse mesmo período crescerem entre 5,5% e 7% ao ano.
Benchmarks como os estouros das bolhas dos EUA (2007), Espanha, Grécia, Portugal, Irlanda e Chipre entre 2009 e 2012, e indicadores de emergentes estão nesta linha de raciocínio. Fair play à parte com confederação, sindicatos do setor da construção civil e consultores contratados por estas instituições, precisamos que vocês entendam qual é a definição de bolhas de qualquer natureza, para, então, publicar seus artigos científicos ou relatórios técnicos em revistas e corpos editorias de consideração de grande importância para o país e comentar se existe ou não bolha imobiliária. Minha opinião: estamos em bolha imobiliária e escutem o que eu comento com vocês. Quero preservar a economia do país e a população brasileira.
Luciano D’Agostini, economista, é doutor em Desenvolvimento Econômico pela UFPR, integrante do grupo de pesquisa Macroeconomia Estruturalista do Desenvolvimento (CNPq) e filiado à Associação Keynesiana Brasileira (AKB).
(Gazeta do Povo - Opinião - 10/04/2014)

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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Portal IG: Especialistas acendem o sinal vermelho no mercado imobiliário

A forte valorização nos preços dos imóveis no Brasil gerou o temor de uma possível bolha imobiliária. Dados do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) divulgados na terça-feira (8) mostraram que as vendas de imóveis novos na capital paulista caíram quase 50% na comparação aos números de fevereiro de 2013. Surge a dúvida: é momento de comprar a casa própria, ou seria melhor esperar os preços baixarem? Será que eles vão, de fato, cair? 
O preço do metro quadrado anunciado para venda no Brasil cresceu 13,7% em 2013, segundo o índice FipeZap. Mas em março deste ano, a valorização já é menor que a inflação oficial: 0,64% em relação a fevereiro, contra 0,84% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mesmo mês.
Basta saber encontrá-las. Outro ponto convergente: de nada adianta os preços baixarem se o potencial comprador não tiver poupado o suficiente para dar uma boa entrada e reduzir o prazo do financiamento.Não há consenso entre os especialistas se os altos preços representam uma bolha ou aquecimento do mercado. Mas todos concordam que boas oportunidades de negócio existem tanto em momentos de prosperidade quanto de crise.
Esses fatores influem diretamente no custo-benefício da decisão. Antes de comprar a tão sonhada casa própria, cinco especialistas financeiros respondem se 2014 é uma boa aposta para fechar negócio ou se é melhor esperar uma mudança de mercado. Confira os conselhos:
1. SINAL VERMELHO
Janser Rojo, planejador financeiro e sócio da Soma Invest

"Comprar imóvel valorizado para morar não é vantajoso"
“Nos últimos seis anos houve uma valorização de 200% nos preços dos imóveis, mas agora notamos uma certa dificuldade em alugar os residenciais. Isso pode indicar que a demanda já não é tão forte como nos anos anteriores e os preços podem se acomodar. Muita gente se endividou na compra da casa própria pensando nele como investimento. É errado pensar assim. Se ele vender, terá de comprar outro que também valorizou. E imóvel financiado só é seu quando quitar. O momento de mercado fica em segundo plano na compra do imóvel para morar. O mais importante é se planejar para conseguir dar uma boa entrada para financiar o mínimo possível, independentemente dos preços. Muitos recém-casados cometem o erro de comprar sem planejamento e caem na armadilha de financiar pelo prazo máximo. Se você conseguir juntar de 30% a 40% do valor do imóvel, poderá igualar o valor da parcela ao do aluguel”.

2. SINAL VERDE
Suyen Miranda, consultora financeira

"Há boas oportunidades nos imóveis maiores" 
“Hoje já é nítida uma redução de preços nos imóveis de tamanho maior, com preço acima de R$ 700 mil. Muitos estão encalhados, e quem tiver disponibilidade de compra-los agora poderá fazer ótimo negócio. Repare que há hoje muito mais oferta de imóveis a partir de três dormitórios do que um e dois. É nos imóveis maiores onde estão as melhores oportunidades no momento. E a Copa do Mundo não vai influenciar na queda dos preços como se imagina, porque as locações para temporada nada têm a ver com o imóvel para moradia e muitas cidades, como São Paulo, não têm essa vocação. O Mundial não fará com que as pessoas comprem mais imóveis ou que os preços baixem, portanto não é preciso esperar o fim do evento para encontrar um bom negócio”.

3. SINAL VERMELHO
Reinaldo Domingos, planejador financeiro do instituto DSOP e autor do best seller "Terapia Financeira"

"Os preços estão muito altos e vão baixar" 
“O melhor ano para comprar a casa própria é aquele em que você pode comprar. Quem esperar um pouco mais poderá comprar a preços mais baixos? Acredito seriamente que sim. Não será uma queda de valores como nos Estados Unidos em 2008, mas a acomodação de preços não vai acompanhar a inflação, causando uma perda patrimonial nos próximos anos. Quem tiver paciência para esperar, pode se capitalizar agora para dar uma boa entrada no futuro, para reduzir ao máximo o valor da prestação e prazo do financiamento. Casa própria não é um investimento, mas um bem de consumo, porque você usa e ela deprecia. Se a prestação do imóvel que você deseja for maior que o aluguel pago, fique no aluguel e faça poupança com o que sobrar.

4. SINAL AMARELO
Roberto Navarro, fundador do Instituto Coaching Financeiro, programa de educação financeira com sede no Rio de Janeiro e em Orlando, Florida

"Depende da situação financeira de cada um" 
“O momento da compra não importa muito. Para aquisição de casa própria, é muito importante fazer uma avaliação geral da situação econômica de cada pessoa. Se os juros estão altos, tudo fica mais complicado [a taxa Selic atual está em 10,75% ao ano]. Ao financiar um imóvel, a pessoa terá que pagar a taxa pactuada até o fim do prazo, que pode chegar a 30 anos. Isso significa comprar um imóvel e pagar três ao mesmo tempo. Realmente, tem de fazer muita conta e avaliar se esse é o momento de fazer um financiamento. Caso a decisão seja comprar, prefira um financiamento de no máximo dez anos”.

5. SINAL VERMELHO
Antonio de Azambuja, economista e professor da Anhanguera Educacional

"Preços vão cair até 2017" 
“Vivemos hoje uma bolha inflacionária que gerou um aquecimento na compra de imóveis e nos financiamentos. Mas tudo o que sobe também desce. Não acredito que essa bolha vá estourar este ano, mas isso vai acontecer a qualquer momento. Minha aposta é em 2017, quando o Brasil tiver esgotado seus eventos mundiais e a economia estiver menos aquecida. Mas a decisão de comprar ou não em 2014 não pode se basear apenas no preço. Se você ainda não consegue juntar dinheiro e tem condições de morar com os pais, vale a pena esperar para ter melhor condição até 2017. Se paga aluguel, é preciso ver se o valor da prestação compensa”.
(Portal IG - Economia - Finanças - Casa Própria - 10/04/2014)

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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Portal G1: Vendas caem 49% e lançamentos despencam 127,6%

Contribuição do leitor Beto Waltz

As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo caíram 49,1% em fevereiro deste ano sobre o mesmo mês do ano passado, apontou nesta terça-feira (8) o Secovi-SP, Sindicato da Habitação.

Em valores, as vendas caíram 48,7% sobre o volume movimentado em fevereiro do ano passado, atualizados pela variação do INCC (Índice Nacional da Construção Civil), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). No acumulado dos dois primeiros meses do ano, a venda de imóveis na cidade de São Paulo caiu 27,5% em relação igual período de 2013. Os volumes de vendas apurados nos dois primeiros meses deste ano são os mais baixos desde 2004, diz a divulgação.

Lançamentos também despencaram
Em fevereiro, os lançamentos residenciais somaram 940 unidades, redução de 48,2% sobre mesmo mês de 2013 (1.816 imóveis) e de 127,6% sobre janeiro (413 unidades)

Nos dois primeiros meses deste ano, foram os menores números de lançamentos registrados desde 2006.

As desculpas de sempre
“Parte deste resultado pode ser atribuída às incertezas dos empreendedores em relação aos rumos da economia. Ademais, certamente refletiu no mercado o encarecimento de terrenos em função da incidência da exigência de contrapartidas e outorgas, além dos debates acerca da apresentação do novo Plano Diretor Estratégico”, afirma o vice-presidente do Secovi-SP, Emílio Kallas, em nota.

(Portal G1 - Economia - Notícias - 08/0402014)

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terça-feira, 8 de abril de 2014

Valor: Condenação da Caixa no caso Encol alerta para o estouro da bolha

Depois de quase 20 anos, o Tribunal de Contas da União (TCU) finalmente julgou um antigo empréstimo feito pela Caixa Econômica Federal à Encol, construtora de Goiânia que ficou famosa na década de 90, após colocar na rua 23 mil funcionários e deixar 42 mil clientes sem dinheiro e sem os imóveis que tinham comprado com a construtora, que faliu.
No processo que acaba de ser concluído pelo TCU, 15 ex-executivos da Caixa, que em 1995 ocupavam cargos no Comitê de Crédito e Contratações da matriz do banco e em sua diretoria colegiada, foram punidos com multa individual de R$ 2 milhões, além de terem de pagar o empréstimo de R$ 16,9 milhões concedido pela Caixa à época, mas a preços atualizados, o qual elevou o custo para R$ 54 milhões. A conta total, dessa forma, chega a R$ 84 milhões.
Qualquer semelhança com o cenário atual não é mera coincidência
Segundo o relatório do TCU e o voto da ministra relatora Ana Arraes, a diretoria da Caixa simplesmente ignorou o lamaçal financeiro em que a Encol estava metida em 1995, para conceder, sem titubear, o empréstimo de R$ 16,9 milhões, valor que seria pago em três parcelas, em 90 dias. Na realidade, a Encol pegou o dinheiro para quitar outras dívidas que já tinha com o Banco do Brasil, BNDES e, até mesmo, com a própria Caixa.

"Essas operações ficaram conhecidas como 'mata-mata', em que a Encol contraía empréstimos junto ao Banco do Brasil, ao BNDES e à própria Caixa para quitar empréstimos contraídos anteriormente", disse Ana Arraes.
À época, segundo o tribunal, a diretoria da Caixa preferiu ignorar um parecer técnico do próprio banco, que apontava uma série de pendências financeiras da Encol e outras irregularidades. A diretoria alegava que confiava na empresa. "Os responsáveis negligenciaram os acontecimentos ocorridos, frise-se, dentro da própria Caixa, que indicavam que o empréstimo para a Encol era de elevado risco, haja vista as manifestações técnicas presentes nos pareceres internos."
A análise técnica demonstrou que o montante de endividamento de capital de giro da Encol já chegava a R$ 13,4 milhões em junho de 1995, mesmo mês em que o banco liberou o crédito. "A referida empresa já vinha adotando a política de rolagem das dívidas contraídas, sendo patente a sua incapacidade de honrar compromissos a curto prazo. Mesmo tendo presentes essas conclusões, os membros do mencionado comitê posicionaram-se favoravelmente ao empréstimo", disse Ana Arraes.
Em 2007, o Ministério Público Federal pediu a condenação de oito integrantes da diretoria da Caixa por crime contra o sistema financeiro. Procurada pelo Valor, a Caixa informou que "verificará o conteúdo da decisão assim que for informada pelo Tribunal de Contas da União". A massa falida da Encol não retornou ao pedido de entrevista.
(Valor Econômico - Finanças - 08/04/2014)

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domingo, 6 de abril de 2014

Exame: Indicadores da construção confirmam crise

O indicador de evolução da indústria da construção brasileira atingiu 46,3 pontos em fevereiro, abaixo da linha divisória de 50 pontos, o que representa queda nas atividades do setor, informou a Sondagem Indústria da Construção, divulgada no último dia 28 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). 
A Utilização da Capacidade de Operação (UCO), variável que mede o percentual de recursos, mão de obra e maquinário utilizados no mês, também caiu: registrou 69% em fevereiro, 1 ponto percentual abaixo da UCO de janeiro. Houve recuo também no emprego: o indicador do número de empregados ficou aquém da linha divisória dos 50 pontos, registrando 46,5 pontos em fevereiro.
As expectativas dos empresários em março para os próximos seis meses recuaram na comparação com as perspectivas de fevereiro e caíram bastante em relação a fevereiro de 2013. Todos os indicadores de expectativas diminuíram, o que significa empresários menos otimistas.
A pesquisa Sondagem Indústria da Construção, realizada em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), foi feita entre 6 e 18 de março com 525 empresas, das quais 169 de pequeno porte, 234 médias e 122 grandes.
(Revista Exame - Economia - Notícias - 28/03/2014)

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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Valor: Incorporadoras lideram quedas no Ibovespa

As incorporadoras lideraram as quedas do Ibovespa, após o Banco Central ter aumentado a taxa Selic em mais 0,25 ponto percentual, para 11%. As empresas que trabalham com imóveis residenciais estão entre as mais afetadas pelos juros, que diminui a atratividade do crédito imobiliário e aumenta custos de financiamento.

Os papéis da Cyrela amargaram a maior queda do dia, de 4,93%, para R$ 13,32, pressionados também por relatório do BTG Pactual, que cortou recomendação de compra para neutra na noite de ontem. 

Na avaliação do banco, a companhia deve aplicar descontos expressivos para liquidar seus altos estoques, o que deve pesar sobre as margens operacionais. O preço-alvo para os próximos 12 meses foi cortado de R$ 19 para R$ 16.

Já a Rossi teve o segundo maior recuo do índice de referência da Bovespa, de 4,86%, para R$ 1,76. No terceiro lugar, veio a MRV, que fechou a R$ 7,80, com desvalorização de 4,06%, seguida pela PDG, que caiu 2,68%, para R$ 1,45. O índice imobiliário, que reúne as incorporadoras, recuou 1,92%, contra queda mais modesta, de 0,57%, do Ibovespa.

(Valor Econômico - Empresas - 03/04/2014)

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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Portal IG: Estouro da bolha provoca onda de falências de construtoras

Para deixar de morar de favor, Lilia Aparecida, 28 anos, decidiu comprar um imóvel na planta na região do Itaquera, zona leste de São Paulo, em 2010, pela construtora Mudar (ex-patrocinadora de um quadro do programa Domingo Legal, do SBT).
Lilia, que é analista de departamento pessoal, planejava morar no apartamento novo em 2011, junto com o pai, que está com Mal de Alzheimer.
Pouco antes da data da entrega do imóvel, contudo, a construtora informou que o prazo iria aumentar. A data foi postergada mês a mês, até que o prédio parou de ser construído em 2012, na fase final de acabamento.
Com a interrupção, não só os mutuários ficaram sem os imóveis, como as unidades foram ocupadas por sem-teto."Moro de favor. A qualquer momento podem pedir para eu sair e não terei mais para onde ir com o meu pai", diz Lilia, que deu R$ 18 mil de entrada e teme não reaver o dinheiro.
Ao procurar a empresa, a analista descobriu que foi pedida a falência da construtora no Rio de Janeiro no início de março — o estopim para a mutuária decidir entrar com ação na Justiça. "Acabou com a minha vida. Achei que seria uma boa oportunidade para eu mudar de vida, como ela [a empresa] mostrava na televisão, mas acabei perdendo tudo", avalia.
Quebradeira generalizada
Casos como o de Lilia não são isolados. A quantidade de construtoras que faliram ou fecharam as portas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais tem crescido nos últimos cinco anos.
Minas Gerais apresenta a situação mais grave. De acordo com a Junta Comercial, a alta foi de 150% — 118 construtoras fecharam (número que inclui falências) em 2008, contra 295 no ano passado.
No Rio de Janeiro, enquanto 128 construtoras fecharam as portas em 2008, em 2013 esse número aumentou para 162 — uma alta de 26,5%, informa a Junta Comercial.
Em São Paulo, o número de falências de construtoras também aumentou. Em relação a 2010, o número manteve-se igual, segundo a Junta Comercial do Estado de São Paulo.
O pior ano em termos de quebra de construtoras foi em 2011, quando sete construtoras pediram falência no Estado.
De acordo com Marcelo Tapai, advogado especialista em questões imobiliárias e presidente do Comitê de Habitação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), a Mudar tem obras inacabadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Maranhão — todas com foco em mutuários de baixa renda.
O que deve ser feito
"A única coisa que os mutuários podem fazer caso não receberam o dinheiro é se organizar em assembleia e formar uma comissão de compradores para questionar e comandar o andamento das obras", explica o advogado.
Processar a companhia por danos morais e materiais é alternativa também, mas o pagamento só ocorrerá após a ordem de preferência da Justiça. Ou seja, depois de trabalhadores e impostos - o que pode não compensar para o mutuário.

A auxiliar contábil Raquel Nascimento, de 31 anos, entrou com ação por danos morais e materiais contra a Mudar, após comprar imóvel no bairro do Butantã, zona oeste de São Paulo, em 2011, e até hoje não ver a construção avançar do primeiro andar.
"É uma grande frustração ter perdido R$ 15 mil e o sonho do imóvel próprio. Tinha casamento marcado em 2012, mas acabei casando no ano seguinte para morar de aluguel", recorda.
Procurada pelos telefones informados no site e por e-mail, a Mudar não se manifestou.
Até o advogado da construtora levou calote
Já o Siqueira Castro Advogados, que cuidava da construtora, deixou de atender a conta por falta de pagamento. Por este motivo, segundo Fábio Kurtz, sócio da empresa, o escritório pediu falência da Mudar no Rio de Janeiro há 20 dias. "Agora, o juiz é quem vai decidir o futuro da construtora", afirma ele.

O famoso caso da falência da Encol
O caso mais famoso de falência de construtoras foi o da Encol, em Goiânia. A construtora pediu concordata em 1997 e teve a falência decretada, deixando 710 prédios inacabados e 42 mil mutuários sem os imóveis.
Sem previsão de receber indenização da empresa, muitos mutuários decidiram assumir a construção dos imóveis, formando associações para dar continuidade às obras.
Segundo Caroline Machado Ferreira, advogada responsável pela massa falida, a falência da construtora está em sua fase final. 
"Vamos levantar os débitos trabalhistas para depois ver se sobra dinheiro para pagar o dinheiro dos mutuários", afirma ela.

O contador Arnaldo Barata, de 49 anos, comprou um apartamento da Encol em 1996, no Ipiranga, zona sul de São Paulo. Com a falência da construtora, ele e outros moradores tiveram de formar uma comissão para pedir alvará para outra construtora terminar as obras do prédio.
Resultado: o imóvel só foi entregue em 2010. "Morei com parentes, de aluguel e até cheguei a comprar outro imóvel. Tive três endereços diferentes até o meu apartamento ficar pronto", recorda o contador.
De acordo com o mutuário, o processo contra a construtora foi movido coletivamente e não houve pedido de danos morais e materiais.
"Só queria que meu imóvel ficasse pronto porque já tinha pago 50% dele. Quando a empresa quebrou, fiquei a ver navios", retrata o contador.
 (Portal IG - Economia - Casa Própria - 02/04/2014)

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segunda-feira, 31 de março de 2014

E-mail da maior imobiliária do Brasil confirma descontos de 45%

Caros leitores:

Abaixo, apresentamos mais uma prova do estouro da bolha imobiliária: generosos descontos que vêm sendo formalmente concedidos por construtoras e imobiliárias, mostrando que aqueles que acreditaram na teoria da valorização infinita, e que os imóveis jamais cairiam de preço, têm muitos motivos para estarem preocupados. A informação nos foi gentilmente enviada pelo blog Bolha Imobiliária.Org, a quem agradecemos pela confiança e pela parceria.

Por questões éticas, e em respeito ao corretor responsável pelo envio do e-mail marketing, manteremos sua identidade e telefone em sigilo.



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domingo, 30 de março de 2014

Atraso e falência das construtoras são risco para 85% das vendas em BH

Comprar imóveis na planta em Belo Horizonte pode sair mais caro do que adquirir um pronto para morar. Além do risco de atraso, a opção por um imóvel que nem começou a ser construído pode acarretar prejuízos irreparáveis, caso construtora ou incorporadora decretem falência. O alerta parte do presidente da Comissão de Direito Imobiliário da seção mineira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG), Kênio Pereira.
Com casamento marcado para o fim de 2015, o advogado Luiz Felipe Barbosa, 30, e a fisioterapeuta Andréia Gonçalves Silva, 28, procuram há quatro meses um apartamento e constataram que o preço de imóveis na planta não difere tanto dos prontos para morar.
Sem lançamentos. 
Os lançamentos em baixa, afirma Kênio Pereira, são o principal fator que leva as construtoras a não se preocuparem em vender de imediato as novas unidades. “Essa situação é estranha, pois os preços atualmente não estão subindo acima da inflação, como ocorreu no período de 2006 a 2011 e que gerou excelente lucratividade para quem investiu na planta naquela época”, acrescenta o especialista.

Atrasos
Segundo a CMI/Secovi, é difícil precisar a média de imóveis atrasados porque são dados das construtoras. A estimativa é de menos de 1/4 de imóveis com obras atrasadas em BH.

(O Tempo - Capa - Economia - 30/03/2014)

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quinta-feira, 27 de março de 2014

Especialista confirma bolha e diz que BC respondeu à "pergunta errada"

Parte importante dos números divulgados ontem pelo Banco Central (BC) - e também pela Caixa Econômica Federal (CEF) -, o crédito direcionado ao setor imobiliário está na origem do que o economista Adolfo Sachsida define como uma bolha no setor. Para ele, a explosão dos incentivos para a compra de imóveis foi o que elevou os preços de toda a cadeia do setor, um ciclo que se encerrará em 2015, com o aumento dos juros nos Estados Unidos.

"Quando o governo direciona e expande o crédito para determinado setor da economia, os custos de todo o segmento aumentam. Ao final, vai gerando mais crédito para cobrir o aumento dos custos. Quem quer comprar é obrigado a se endividar cada vez mais para ter o mesmo bem.

Projetos como o Minha Casa, Minha Vida, as obras civis do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os estádios da Copa pressionaram os custos com mão de obra e materiais, sempre em cima de dívida. É bolha, na minha opinião", resume Sachsida.

O economista, também técnico do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), foi autor do estudo "Existe bolha no mercado imobiliário brasileiro", feito em parceria com o colega Mário Jorge Mendonça, em 2012. "Até 2011, o custo do financiamento imobiliário era em torno de 11% ao ano.

Atualmente, está em 7,3% mais a Taxa de Referência (TR) para imóveis até R$500 mil e um ponto percentual mais caro a partir daí. Com a volta a normalidade dos juros nos Estados Unidos, em 2015, isso não vai durar", acredita Sachsida. Para o especialista, a mudança lá fora fará a TR - atrelada ao juro interbancário e atualmente em torno de 0% - subir. "Aí as pessoas vão descobrir que o juro imobiliário varia no decorrer do contrato. Será uma surpresa desagradável que deve levar à inadimplência", conjectura.

No cenário traçado por Sachsida, os reflexos - ou a explosão da bolha - ocorrerá seis meses após a subida dos juros nos Estados Unidos. "Sendo um ano de ajustes fiscais, 2015 reserva desemprego. É mais um alfinete para estourar a bolha".

Em comunicação recente, o BC atestou a solvência do mercado financeiro em caso de crise no setor imobiliário "Responderam à pergunta errada, olharam todo o sistema sendo que a CEF concentra o financiamento de imóveis. A pergunta bilionária da vez é o que ocorrerá com ela nesse cenário", disse Sachsida, que comentou o lucro de R$6,7 bilhões da CEF ano passado. "Se o desemprego subir, isso muda. As pirâmides também dão lucro".

(Brasil Econômico - São Paulo/SP - Finanças - 27/03/204 - Pág.23)

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quarta-feira, 26 de março de 2014

Valor: Secovi-SP prevê crescimento zero para o mercado imobiliário

Pela primeira vez, desde 2008, a variação média mensal dos preços anunciados de imóveis medido pelo índice FipeZap mostrou um resultado abaixo da inflação. Essa mínima, de 0,57% ante um IPCA de 0,69%, ocorreu em fevereiro e representa a quarta desaceleração consecutiva na versão ampliada do indicador que reflete o comportamento dos valores de 16 grandes cidades no país
Para Eduardo Schaeffer, presidente da Zap Imóveis, responsável pela pesquisa, desde o ano passado o comportamento do mercado já sinalizava uma tendência de redução. "A maior parte da subida de preços, que estavam represados nas capitais, já tinha acontecido até o começo de 2013 e era de se esperar que o ritmo diminuísse", diz.
O cenário deste ano, com economia mais lenta e eventos no horizonte, deve sustentar essa desaceleração. O Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) prevê crescimento zero para o mercado paulistano em 2014. Para a entidade, a Copa do Mundo e as eleições teriam como impacto desaquecer a comercialização.
O economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, ressalva que, embora as projeções mostrem um período mais turbulento, o resultado de 2014 pode surpreender. 
(Valor Econômico - Finanças - 26/03/2014)

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terça-feira, 25 de março de 2014

Infomoney: Quatro gigantes da construção somam 14,6 bi em estoque

Quatro maiores companhias do setor no Brasil terminaram o ano passado com mais de 25 mil imóveis à espera de um comprador

Os temores de bolha imobiliária se intensificam no Brasil, com cada nova informação de que o mercado já não anda como antes. Uma informação nova que ajuda a inflar os temores é de que somente quatro maiores construtoras brasileiras possuem R$ 14,6 bilhões em imóveis não vendidos, um estoque de 25 mil unidades, presente em seus balanços

Mesmo com esse grande estoque de MRV Engenharia (MRVE3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Gafisa (GFSA3) - líderes do ranking da ITC (Inteligência Empresarial da Construção), ainda deverá haver lançamentos em 2014, mesmo em um mercado muito desacelerado que fica rentabilidade e geração de caixa. E pode acabar com a diversificação geográfica que as construtoras fizeram estes últimos anos - lançando muitos imóveis em mercados não tão atraentes, como Norte e Nordeste.

O certo é que já passou o período de euforia em que todas as unidades de um empreendimento são vendidas nos primeiros dias depois de seu lançamento - e hoje, mais da metade dos apartamentos não encontra comprador nos primeiros seis meses. É uma desaceleração e tanto. 

A MRV tem R$ 4,67 bilhões em estoque mas não preocupa como os R$ 5,2 bilhões da Cyrela, que já admitiu publicamente que não está na situação em que queria estar. 

A empresa está tomando medidas para transformar esses imóveis não vendidos em caixa: melhores ações de market, análise de mercado e melhoria no corpo de vendas. Mudanças também estão à vista na Gafisa, com um estoque de R$ 3,98 bilhões - mas que vê seus lançamentos recuarem na expectativa de diminuir custos e melhorar as margens. 


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segunda-feira, 24 de março de 2014

Portal IG: Imóveis encalham e vendedores admitem baixar preços

A quantidade de imóveis à venda no Brasil foi maior que a de potenciais compradores no ano passado, apontou o relatório Dados do Mercado Imobiliário de 2013, elaborado pelo site VivaReal. Enquanto os anúncios de venda representaram 86% da oferta total, os visitantes interessados em comprar não ultrapassaram 65%.

Esta lacuna foi puxada pelos imóveis de alto padrão, a partir de três quartos. A procura por unidades a partir de quatro dormitórios (9,51%) foi equivalente a quase metade da oferta (17,40%) no último trimestre do ano passado.

Da mesma forma, os imóveis com três quartos representaram 45% de toda a oferta de venda no País, vencendo de longe o segundo colocado – o imóvel de dois dormitórios, que teve 31,8% dos anúncios.

O preço médio do metro quadrado nos imóveis mais amplos foi mais atrativo que nos pequenos. Enquanto o de um dormitório custou, em média, R$ 5.166,67 o metro quadrado, o de quatro saiu 6% mais barato, a R$ 4867,49.

É notável que os imóveis deste padrão, acima de R$ 700 mil, sofreram uma redução de valor devido à maior oferta no mercado. Se o consumidor tiver condições de comprar para morar, é um momento oportuno”, avalia a consultora financeira Suyen Miranda .

Ela também atribui o aumento da oferta destes imóveis à maior aposta das incorporadoras por empreendimentos de alto padrão, que teria ocorrido poucos anos atrás e refletido no mercado atual.

Falta de procura obrigou proprietário a baixar o preço
Não há dados no Brasil que mapeiem os valores negociados (preço real da operação) na venda imobiliária. Índices como o FipeZap medem somente os preços anunciados no mercado.

Foi o que aconteceu com o designer Marcel Leal, de 38 anos, que há oito meses tenta vender um lote residencial de 518 metros quadrados em Itupeva, no interior paulista. Sem interessados no negócio, ele já baixou o valor do bem em 20% para atrair potenciais compradores, ainda sem sucesso. Contudo, o descolamento entre oferta e demanda pode ser o primeiro sinal para a falta de liquidez de um imóvel (dificuldade em vendê-lo em pouco tempo). Com menos interessados no bem, o proprietário pode ser obrigado a reduzir o preço de venda para tentar fechar o negócio.

Quando colocou à venda, o metro quadrado do terreno valia R$ 430. Hoje, a revenda está em torno de R$ 400. Mesmo reduzindo o valor de venda de R$ 225 mil para R$ 195 mil, não atraiu nenhuma proposta.

“A cidade está em crescimento, o lote fica em um excelente condomínio e bem localizado. Os investimentos estão indo para outro lugar. Com lançamentos pipocando, as revendas ficam para trás mesmo”, diz o proprietário.

Nem o Rio de Janeiro escapa
O motorista carioca Wagner Souza, de 34 anos, está sentindo na pele a demora em encontrar um interessado em seu apartamento de três dormitórios, localizado no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Faz quatro meses que Souza anunciou o imóvel de 75 metros quadrados por R$ 390 mil, mas até agora, não houve procura. Ele se diz surpreso com a situação. “Não tenho interesse em negociar o preço, que já está abaixo do ideal no momento”, conta.

Contudo, Souza admite que se houver potenciais compradores no futuro, pode até negociar descontos na venda, de acordo com as propostas que vá receber no imóvel que possui condomínio e vaga na garagem.

Excesso de oferta e baixa procura
A lacuna entre oferta e demanda de imóveis na capital paulista também foi expressiva no ano passado: os vendedores representaram 84% do total, ao passo que os compradores interessados foram 55%.

Já os imóveis com tamanho entre 250 e 400 metros quadrados tiveram um abismo entre oferta e procura: o número de vendedores (10,22%) foi três vezes maior que o de interessados (3,41%).
 (Portal IG - Economia - Casa Própria - 24/03/2014)

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