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terça-feira, 4 de agosto de 2015

Portal IN: Expectativas com os preços dos imóveis deterioram no 2º tri

Essa é a menor participação de investidores da nossa série histórica. A queda ocorreu tanto entre os investidores que pretendem alugar o seu imóvel quanto aos que compram para revendê-lo

O Raio-X FipeZap - Perfil da demanda de imóveis do 2º trimestre de 2015, pesquisa conduzida conjuntamente pelo ZAP e pela Fipe, segue mostrando um quadro desafiador para o mercado imobiliário. A percepção geral é de queda de preços no setor: 58% das pessoas que pretendem comprar imóvel nos próximos 12 meses declararam esperar queda de preços dos imóveis nesse período. 

Consistentemente com essa percepção negativa, o total de investidores no mercado imobiliário residencial caiu novamente ao longo do segundo trimestre, atingindo um total de 37% no acumulado em 12 meses. Essa é a menor participação de investidores da nossa série histórica. A queda ocorreu tanto entre os investidores que pretendem alugar o seu imóvel quanto aos que compram para revendê-lo. 

A piora na expectativa de preço de curto prazo foi acompanhada por um aumento no desconto médio praticado nas transações do mercado imobiliário no começo de 2015. 

Em que pese a expectativa de queda de preços futura, a maior parte dos participantes do mercado imobiliário acredita que atualmente os preços estão “caros” ou “muito caros”. Mais de 60% das pessoas que declararam ter comprado imóvel nos últimos meses e 80% dos que pretendem comprar nos próximos meses classificaram suas percepções nessas duas categorias. 

(Investimento e Notícias - Finanças Pessoais - Notícias - 30/07/2015)

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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Valor: Com setor em crise, resultado das incorporadoras deve piorar

A expectativa é de resultados mais fracos do que os do mesmo período do ano passado para as incorporadoras em geral, em decorrência de menores lançamentos e vendas, da queda da confiança do consumidor, do aumento das taxas de juros, das restrições de crédito imobiliário e dos distratos

Os números divulgados pela Tecnisa abrem a temporada de balanços do segundo trimestre do setor. A expectativa é de resultados mais fracos do que os do mesmo período do ano passado para as incorporadoras em geral, em decorrência de menores lançamentos e vendas, da queda da confiança do consumidor, do aumento das taxas de juros, das restrições de crédito imobiliário e dos distratos. Por outro lado, há tendência de continuidade da geração de caixa.

A média das projeções do Credit Suisse, Itaú BBA e Votorantim Corretora aponta que a Tecnisa terá lucro líquido no segundo trimestre 64,3% menor do que o do mesmo período do ano passado. A média para a receita líquida aponta queda de 36%.

Há expectativa que os lançamentos e as vendas da Tecnisa no trimestre tenham caído, pois a companhia concentrou suas atenções na redução de estoques e entrega de empreendimentos. Analistas esperam geração de caixa pela companhia de abril a junho.

O lucro líquido da Cyrela, maior incorporadora de capital aberto, teve retração de 39,4% ante o indicador registrado um ano antes. A média para a receita líquida teve queda de 20%.

O Itaú BBA espera que os resultados da Cyrela sejam, outra vez, impactados negativamente por provisões trabalhistas e entrega de unidades em atraso. As vendas tiveram queda de 42% ante o ano anterior.

Para o lucro da MRV Engenharia, a média das estimativas de Credit, Itaú BBA, J.P. Morgan e Votorantim é 15% menor do que os do segundo trimestre de 2014 (sem considerar os resultados não recorrentes da subsidiária Log Commercial Properties). 

O Credit cita que a Prime, subsidiária da MRV no Centro - Oeste, continuará a ter impactos negativos no resultado da incorporadora e que as despesas de vendas continuarão elevadas. Esses dois fatores devem ser compensados, na avaliação do Credit, por maior reconhecimento de receita e pelo incremento nos resultados financeiros. É esperada geração de caixa. O Itaú BBA prevê aumento nas margens ante o primeiro trimestre.

Para a Gafisa, o J.P Morgan avalia que a companhia terá resultados fracos, com lucro líquido de cerca de R$ 12 milhões e margem líquida de 2%.

A média das estimativas indica queda de 7,2% na receita líquida da Gafisa. A Tenda, divisão de baixa renda, terá uma fatia maior no total da receita da companhia, o que explica a mudança do resultado líquido, de acordo com o Credit. O J.P. Morgan estima que o fluxo de caixa livre da Gafisa será levemente negativo.

Para a Even e a EZTec, as projeções do BTG, do Credit, do Itaú BBA e do J.P. Morgan indicam queda do lucro líquido e da receita. No caso da Even, a média das estimativas para o lucro é de 18,4% abaixo de um ano antes. A receita média projetada para a companhia é de queda de 19%. O J.P. Morgan espera que a Even tenha margens mais elevadas e pequena geração de caixa positiva.

De acordo com a média das projeções, o lucro líquido da EZTec terá queda de 12,3%, enquanto a receita líquida cairá 6,7%. 

Já PDG Realty e Rossi Residencial devem mostrar prejuízo líquido no segundo trimestre. A média das projeções de Credit, J.P. Morgan e Votorantim indica prejuízo líquido de R$ 183,3 milhões para a PDG, 35,3% acima do mesmo período do ano passado. A receita líquida da PDG terá queda de 48,6%, conforme a média das estimativas.

De acordo com o Credit Suisse, velocidade de vendas mais baixas e incrementos nos distratos devem pesar nos resultados da PDG. 

(Valor Online - Empresas - 29/07/2015)

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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Portal R7: 60% dos brasileiros acreditam na queda dos preços dos imóveis

A parcela das pessoas que responderam ter a intenção de comprar um imóvel recuou para 43% no segundo trimestre de 2015. Trata-se do menor nível da história

A maioria dos brasileiros que pretendem comprar imóveis nos próximos três meses acredita que as casas e apartamentos vão ficar mais baratos dentro de um ano. O Raio-X FipeZap - 2º trimestre/2015, estudo divulgado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) nesta quinta-feira (30), indica que 58% esperam pela queda nos preços dos imóveis nos próximos 12 meses.

São praticamente seis em cada dez brasileiros que miram a queda dos preços no intervalo de um ano. Por outro lado, 16% acreditam que os imóveis vão ficar mais caros dentro de um ano e 26% consideram que as moradias ficarão com o mesmo preço que estão no mesmo período. A pesquisa ouviu 1.871 pessoas entre os dias 6 e 27 de julho.

Sobre o comportamento dos preços num espaço de tempo maior, para os próximos dez anos, a maior parte dos brasileiros que pretendem comprar imóvel acredita que os preços vão subir conforme a inflação — 43% dos entrevistados.

Outros 34% disseram que as residências vão subir “acima ou muito acima” da inflação. Por fim, 23% acham que as casas vão subir “abaixo ou muito abaixo” da inflação.

Antes de perguntar sobre o valor dos imóveis, a pesquisa também levantou a quantidade de pessoas que pretendem comprar imóveis nos próximos três meses. A parcela das pessoas que responderam ter a intenção de comprar um imóvel recuou para 43% no segundo trimestre de 2015. Trata-se do menor nível da história.

(Portal R7 - Economia - 30/07/2015)

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quinta-feira, 30 de julho de 2015

Portal G1: Construção tem nova queda de confiança e expectativa de piora

“A queda do indicador de confiança não surpreende, na medida em que não ocorreram fatos capazes de alterar o quadro de declínio da atividade no setor observado desde o ano passado. [...] Enfim, a percepção dominante no setor é de que retração na atividade ainda deve prosseguir”, disse Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE

A confiança do setor da construção civil recuou na passagem de junho para julho, com queda de 4,7%. É o menor nível da série iniciada em julho de 2010. No ano, o índice acumula queda de 26,5%, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Frente a julho de 2014, o indicador recuou 32,5%.

“A queda do indicador de confiança não surpreende, na medida em que não ocorreram fatos capazes de alterar o quadro de declínio da atividade no setor observado desde o ano passado.  Vale notar que para a grande maioria das empresas (60,0%), a carteira de contratos está abaixo do normal. A pequena melhora das expectativas  observada no mês anterior não teve respaldo da situação dos negócios. Enfim, a percepção dominante no setor é de que retração na atividade ainda deve prosseguir”, disse Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

O resultado sucede a relativa estabilidade de junho (0,1%) e uma queda em maio (4,7%).

De junho para julho, houve queda de 7% no índice de expectativas, influenciada pelo recuo de 9,1% no subindicador que mede as perspectivas para a situação dos negócios nos seis meses seguintes.

A visão sobre a situação atual apresentou a 8ª queda consecutiva, de 1,2%, influenciada pelo recuo de 3,7% no indicador que mede o grau de satisfação das empresas com a situação atual dos negócios.

(Portal G1 - Economia - Notícia - 28/07/2015)

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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Portal G1: Devolução de imóveis comprados na planta é destaque no JN

“Quando chega no momento de vender, a gente chega lá no estande, tem prosecco, tem café da manhã, é uma maravilha. E aí, depois, até para que eles atendam o telefone é uma dificuldade [...]"

Muita gente que fez um financiamento para comprar a casa própria não está mais conseguindo pagar a dívida, e agora quer desfazer o contrato. Mas nem sempre é fácil.

Financiamento, não!
Tem muita gente que não quer nem ouvir falar nessa palavra. Já negociação é uma palavrinha bem-vinda, em um cenário de desemprego aumentando e renda diminuindo.

“Um prazo maior de pagamento, parcelas menores, eventual redução dos juros, das parcelas. Acho que no momento atual é melhor negociar”, afirma o membro da Comissão de Direito Imobiliária da OAB do RJ Rodrigo Ribeiro.

E é o que uma construtora está fazendo. Esse ano, quatro compradores desistiram do negócio e devolveram os apartamentos. Mas acabou que ninguém saiu perdendo.

Faltou dinheiro
Dois apartamentos no último andar do prédio com vista para um dos principais cartões postais do Rio. É o sonho de muita gente. Eles foram comprados ainda na planta, há dois anos, com o mercado imobiliário tinindo. Um ótimo negócio. Mas, no meio do caminho, faltou dinheiro.

Em tempo de orçamento curto, o jeito foi encolher o sonho. E os 300 metros quadrados viraram 60.

O dono das coberturas trocou as parcelas pagas pelo apartamento bem mais enxuto. Trocar um imóvel grande por um menor é possível, mas não é uma obrigação da construtora. Tem que conversar. Agora, o cliente pode desistir do negócio e pedir o dinheiro de volta.

“Assim como é facultado ao construtor reter alguns valores, especificamente referentes a verba de propaganda, verba de corretagem, eventualmente uma multa contratual”, afirma o membro da Comissão de Direito Imobiliária da OAB-RJ.

Mas não está sendo nada fácil para Josélia recuperar o dinheiro pago. Sem acordo, a briga está na Justiça.

“Quando chega no momento de vender, a gente chega lá no estande, tem prosecco, tem café da manhã, é uma maravilha. E aí, depois, até para que eles atendam o telefone é uma dificuldade. Eu a vida inteira quis ter a minha sala, linda. Botar tudo de melhor. Quem perde o sonho sou eu”, lamenta a assessora imobiliária Josélia Alves.

Para que ninguém saia mal nessa história, que tal digitar aquela palavrinha-chave?

“É sempre mais interessante para o mutuário e para o empresário negociar a manutenção do negócio. Renegociar preços, condições e é muito melhor para todo mundo”, explica Rodrigo Ribeiro.

(Portal G1 - Jornal Nacional - Notícia -  28/07/2015)

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terça-feira, 28 de julho de 2015

Jornal do Brasil: Crise econômica afeta ainda mais o mercado imobiliário

A inadimplência também cresce, especialmente entre pessoas que compraram imóveis na planta em uma época em que o mercado imobiliário estava se valorizando. [...] Como conseqüência do maior número de inadimplentes, a quantidade de imóveis retomados por bancos também cresce, uma vez que os investidores respondem à desaceleração na economia sendo mais cautelosos

A desaceleração econômica vivida pelo Brasil já deixa seus rastros no mercado imobiliário, que registra queda no número de lançamentos de unidades residenciais e vendas de imóveis comerciais em quase todos os estados. Em função de sua importância para a economia do país, crises imobiliárias acarretam acréscimos nas taxas de desemprego da construção civil. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego (Caged), em maio o setor fechou 115.599 postos de trabalho em todo o país.

No que se refere à compra de imóveis, o advogado especialista em Direito Imobiliário Olivar Vitale avalia que o principal motivo para o baixo desempenho do setor é a escassez de crédito imobiliário enfrentada pelo país. “Desde 2006, o Brasil via o seu crédito imobiliário crescer. No ano passado, chegamos inclusive a ter mais dinheiro destinado a crédito imobiliário do que a crédito pessoal”, contextualiza. Mas em tempo de crise econômica, tudo isso muda. Com as recentes altas da taxa Selic, a perda de poder aquisitivo da população e o aumento dos resgates em cadernetas de poupança, os bancos são hoje mais rigorosos na hora de conceder financiamentos.

Vice-presidente administrativo do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi-Rio), Ronaldo Coelho Netto concorda: “A procura caiu porque a condição econômica da população é instável, os índices de juros e desemprego aumentaram e a oferta de crédito diminuiu. Isso leva a população a ficar receosa e não investir com muita tranquilidade em imóveis próprios, como vinha fazendo”. Ele ainda ressalta que outros mercados também sofrem as consequências da crise econômica, mas que isso fica mais claro no setor imobiliário, em função de sua ascensão contínua nos últimos quatro anos. 

Melhor alugar do que comprar
Para Olivar Vitale, hoje em dia o aluguel de um imóvel é mais rentável do que sua compra. O especialista também estima que o preço de compra não acompanhará a queda nos preços de locação, mas “dificilmente terá uma valorização significativa, como aconteceu de 2006 a 2013”.  

Dados confirmam crise no setor
Segundo dados da Pesquisa do Mercado Imobiliário realizada pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), em maio deste ano houve, na cidade de São Paulo, uma redução de 1,6% na venda de unidades residenciais, em comparação com o mês de abril. Já no que diz respeito a lançamentos, a queda foi de 20,5% em relação ao mês anterior e de 6,9% quando comparado a maio de 2014.  

No Rio de Janeiro as unidades comerciais sofreram redução de 73% no número de vendas. Na opinião de Vitale, isso se deve ao delicado momento econômico, no qual menos empresas são fundadas ou se mantêm abertas.

Inadimplência em alta
A inadimplência também cresce, especialmente entre pessoas que compraram imóveis na planta em uma época em que o mercado imobiliário estava se valorizando. De acordo com Vitale, isso acontece porque o Direito de Desistência presente no Código de Defesa do Consumidor garante que o comprador possa desistir da compra, deixando à incorporadora o ônus quase total da transação. Como conseqüência do maior número de inadimplentes, a quantidade de imóveis retomados por bancos também cresce, uma vez que os investidores respondem à desaceleração na economia sendo mais cautelosos em relação a casas e apartamentos leiloados.

(Jornal do Brasil - Economia - Notícias - 24/07/2015)

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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Estadão: Crise no mercado imobiliário continua sendo muito ampla

As informações mais recentes sobre o mercado imobiliário, em especial o paulistano, indicam que a crise continua sendo muito ampla, as vendas são inferiores ao esperado, os estoques são expressivos e a oferta de crédito é (e persistirá) insatisfatória 

Dados de maio do sindicato da construção (Secovi) e da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) mostram um recuo de 20,5% nos lançamentos na capital paulista em relação a abril (de 3 mil para 2,4 mil unidades) e de 6,9% em relação a maio de 2014. Queda ainda maior, de 18,6%, ocorreu na comparação entre os primeiros cinco meses de 2014 e de 2015, segundo reportagem do Estado.

Explicações
Entre as explicações para a crise destacam­-se o aumento do desemprego, a queda da renda dos trabalhadores, as retiradas nas cadernetas de poupança, que reduzem a oferta de crédito para construtoras e mutuários finais, e, acima de tudo, a falta de confiança, pois nem famílias nem empresas apostam em melhora da economia nos próximos meses. 

Mas a pesquisa do Secovi revela bem mais sobre as tendências. A velocidade das vendas sobre a oferta (VSO) é baixa (em maio foi de apenas 7,1% sobre a oferta de imóveis, ante 9,4% em maio de 2014). Em 12 meses, até maio, as vendas foram de apenas 39,7% da oferta, reveladoras de mercado com baixa liquidez. 

Vendas e queda, estoques em alta
Com baixa velocidade de vendas e estoques elevados (28,1 mil na capital, entre imóveis na planta, na construção e prontos), a retomada do setor tende a ser lenta. 

As consequências são amplas, pois, se não for vendido e ocupado, o imóvel não será mobiliado – o que explica a queda das vendas de móveis e eletrodomésticos, de 2,1% de abril a maio e de 18,5% entre maio de 2014 e de 2015, segundo o IBGE. 

O mercado imobiliário depende de mais renda, emprego, crédito e confiança para a retomada. Não é pouca coisa. 

(Estadão - Notícias - Geral - 23/07/2015)

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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Portal IG: Situação da construção tem nova piora, aponta pesquisa CNI

"Com os resultados negativos do primeiro semestre, a expectativa dos empresários para os próximos seis meses é negativa. Eles esperam uma queda ainda maior do nível de atividade, do lançamento de novos empreendimentos e do número de empregados nos próximos seis meses. A intenção de investimentos segue bastante reduzida"

O número de empregados e o nível de atividade da indústria da construção registraram nova queda no mês de junho, segundo a pesquisa Sondagem Indústria da Construção, divulgada hoje (23) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Após leve alta no mês de maio em relação a abril, os dois indicadores recuaram no mês junho na comparação com o mês anterior, ficando em 37,5 pontos e 35,9 pontos, respectivamente, em uma escala de 0 a 100. Valores abaixo de 50 indicam crise.

A Utilização da Capacidade de Operação (UCO) também recuou no mês de junho. O índice, que havia registrado variação positiva de 1 ponto percentual de abril para maio, passou de 61%, em maio, para 60%, junho, o que mostra que 40% do parque industrial estão ociosos.

Segundo o levantamento, feito entre os dias 1º e 13 de julho, com 607 empresas do segmento, o nível de atividade diminuiu de 37,7 pontos, em maio, para 37,5 pontos, em junho. Já em relação ao número de empregados, o indicador passou de 36,6 pontos, para 35,9 pontos no mesmo período.

A retração no nível de atividade da construção em junho foi puxada pelas empresas de pequeno porte, que, em maio, haviam registrado 38,6 pontos e passaram para 35,5 pontos no mês passado. As empresas de grande porte ouvidas pela CNI e pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) tiveram queda no nível de atividade, de 38 pontos, em maio, para 37,9, em junho. Já as companhias de médio porte apresentaram variação positiva do indicador no período, passando de 36,5 pontos para 38,1 pontos.

O cenário é semelhante em relação ao número de empegados. Enquanto as pequenas e as grandes empresas reduziram o número de trabalhadores (de 38,1 pontos para 35,8 pontos e de 37,1 pontos para 35,1 pontos, respectivamente), as empresas de médio porte tiverem crescimento da mão de obra, passando de 34,9 pontos, em maio, para 37,4 pontos, em junho.

De acordo com a pesquisa, a situação financeira das empresas do setor piorou no segundo trimestre do ano, passando de 38,3 pontos, para 37,2 pontos. A margem de lucro operacional também recuou no período, passando de 34,7 pontos, no primeiro trimestre do ano, para 32,7 pontos no segundo.

De acordo com CNI, os empresários atribuem o cenário negativo à alta carga tributária, às elevadas taxas de juros e à inadimplência dos clientes. Esses problemas foram citados por 35,4%, 35% e 30,5% dos entrevistados, respectivamente. Em quarto e quinto lugares, aparecem a demanda interna insuficiente (27,6%) e a falta de capital de giro (27,2%).

"Com os resultados negativos do primeiro semestre, a expectativa dos empresários para os próximos seis meses é negativa. Eles esperam uma queda ainda maior do nível de atividade, do lançamento de novos empreendimentos e do número de empregados nos próximos seis meses. A intenção de investimentos segue bastante reduzida", avaliou o economista da CNI Marcelo Azevedo em nota divulgada pela confederação.

Das 607 empresas ouvidas, 192 são de pequeno porte, 282 são médias e 133 são grandes.

(Portal IG - Brasil Econômico - Finanças - Casa Própria - 23/07/2015)

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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Portal EBC: Com crise, diretor do Secovi-SP diz que mercado caiu na real

“Do lado do proprietário, que tinha a ideia de anos anteriores, com valores subindo, achando que teria valores cada vez maiores, [isso] não ocorreu, pela situação macroeconômica. Ele começou a cair na realidade, a ser mais flexível e realista”, apontou

Novos contratos de locação de imóveis residenciais na capital paulista estão mais baratos do que há um ano, revela pesquisa do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). É a primeira vez que o índice fica negativo desde 2005, quando teve início o levantamento. Em junho, o valor dos contratos assinados caiu no acumulado de 12 meses. Em relação a maio, também houve queda. “O mercado imobiliário caiu na realidade da locação”, avaliou Mark Turnbull, diretor de Gestão Patrimonial e Locação do sindicato.

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que é usada para reajustar 95% dos contratos, por sua vez, registra alta de 5,6% nos últimos 12 meses. Para Turnbull, o distanciamento entre o índice e o valor de mercado deve-se a maiores negociações entre proprietários e inquilinos. “Do lado do proprietário, que tinha a ideia de anos anteriores, com valores subindo, achando que teria valores cada vez maiores, [isso] não ocorreu, pela situação macroeconômica. Ele começou a cair na realidade, a ser mais flexível e realista”, apontou.

Melhor pingar do que secar
O diretor avalia que a situação é mais favorável ao inquilino, mas também não está tão ruim para os proprietários. Eles estão conscientes que, se quiserem ter renda, terão que baixar o preço de locação e garantir renda menor do que vinha tendo, de acordo com Turnbull. Ele destaca que, mesmo alugando por valor mais baixo do que o esperado, o proprietário fica desobrigado de despesas como Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana (IPTU) e condomínio, que ficam a cargo do inquilino. “O Importante é manter fluxo positivo mensal”, declarou.

Segundo Turnbull, a tendência de queda para locação de imóveis na cidade de São Paulo deve continuar. Ele acredita ainda que a redução de crédito para financiamento imobiliário e o aumento das exigências pelos bancos devem contribuir para que a demanda pelo aluguel permaneça.

A pesquisa mostra ainda que 47,5% dos contratos foram fechados com fiador, seguido por depósito (33,5%) e seguro fiança (19%). As unidades com um quarto foram alugadas mais rapidamente: 19,1 dias para casas com um dormitório e 25,8 dias para apartamentos na mesma condição. As unidades com três quartos, por outro lado, demoraram entre 47 e 52 dias para serem alugadas.

(Portal EBC - Notícias - Economia - 22/07/2015)

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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Exame: Imóveis retomados pelos bancos são vendidos com 50% de desconto

A ampliação da divulgação dos imóveis retomados pelos bancos entre pequenos investidores acontece agora, em meio à crise do mercado imobiliário no país, tanto por causa da redução do apetite de grandes investidores por casas e apartamentos leiloados, cautelosos com a desaceleração da economia, como pela tendência de aumento do número de imóveis retomados pelos bancos, devido ao crescimento da inadimplência no país

O Resale.com, site especializado na venda de imóveis retomados por bancos, será lançado nesta quarta-feira (22) e anuncia unidades com até 50% de desconto sobre o preço da avaliação do imóvel feita pelos bancos.

Inicialmente, estão à venda 500 imóveis, residenciais e comerciais, localizados em todas as regiões do Brasil, sendo 39% no Nordeste, 37% no Sudeste, 18% no Sul, 5% no Centro-Oeste e 1% no Norte do país.

A maior parte dos imóveis (81%) são casas, enquanto 12% são apartamentos e 7% são terrenos. São desde imóveis localizados no litoral do país e vendidos por 140 mil reais até unidades em condomínios de luxo que custam 4 milhões de reais.

Primeiramente, esses imóveis devem, por lei, ser leiloados. Caso não sejam arrematados, são então retomados pelos bancos.

Essas casas, apartamentos e terrenos são utilizados tanto como garantias de financiamentos imobiliários feitos por pessoas físicas, quanto em outras operações de crédito, como em empréstimos feitos pelo banco a empresários para que possam investir em seu negócio.

A ideia do novo site, fundado por um grupo de investidores-anjo, entre eles Marcelo Prata, sócio do site de comparação de financiamentos Canal do Crédito, é tornar esse mercado mais acessível a pequenos investidores e também para quem busca um imóvel para moradia com preços mais em conta.

Tanto o mercado de leilões, como o de imóveis retomados por bancos, costumam ficar restritos a instituições financeiras que buscam comprar ativos para formar uma carteira de investimentos, como seguradoras, entidades de previdência privada e fundos de investimento.

Culpa da crise
A ampliação da divulgação dos imóveis retomados pelos bancos entre pequenos investidores acontece agora, em meio à crise do mercado imobiliário no país, tanto por causa da redução do apetite de grandes investidores por casas e apartamentos leiloados, cautelosos com a desaceleração da economia, como pela tendência de aumento do número de imóveis retomados pelos bancos, devido ao crescimento da inadimplência no país. “Os bancos estão com dificuldade para comercializar a carteira de imóveis retomados. Para atrair vendedores, começam a tornar a compra mais acessível e descomplicada”.

Compra tem riscos e custos
Há riscos e custos que podem tornar a aquisição desvantajosa e trazer dor de cabeça para o comprador.

Todos os débitos ligados ao imóvel são quitados pelo banco até o momento da venda da unidade. A partir daí, taxas de condomínio e impostos em atraso são de responsabilidade do comprador. 

Outra desvantagem é que o imóvel ocupado pode impedir a realização de visitas e vistorias na unidade. Ou seja, como não será possível ter informações sobre o estado do imóvel, o comprador terá de estar consciente de que poderá ter de realizar reformas na casa. “É necessário verificar se esse custo ainda compensa o valor mais baixo da unidade”, diz Prata.

Para quem busca comprar um imóvel retomado para morar, Prata não recomenda a aquisição, caso o interessado more de aluguel atualmente. “Como o processo de desocupação pode demorar, o custo adicional que o comprador terá não compensa o desconto”. Ou seja, a compra é mais indicada para quem busca uma segunda moradia ou tem uma folga financeira para arcar com os custos de locação do imóvel durante esse período.

Desconto pode ser ainda maior
A forma de pagamento mais comum aceita pelo Resale.com é: 20% do valor do imóvel como entrada e o parcelamento da quantia restante em até 11 vezes sem juros. Algumas unidades desocupadas também podem ser financiadas.

Há a possibilidade de aumentar o porcentual de descontos caso o comprador resolva adquirir mais de uma unidade. Descontos maiores geralmente são concedidos em unidades localizadas em regiões menos valorizadas e também no caso de imóveis que ainda estão ocupados pelos antigos donos.

Não é cobrada taxa pelo serviço de intermediação da venda pelo site, que é remunerado por parceiros. O Resale.com vende, inicialmente, imóveis pertencentes a quatro instituições financeiras. São bancos de médio e grande porte e securitizadoras (o site preferiu não revelar os nomes).

(Exame.com - Seu Dinheiro - Notícias - 22/07/2015)

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terça-feira, 21 de julho de 2015

Estadão: Imóveis têm queda nas vendas, nos lançamentos e nos preços

Ele avalia que, na melhor das hipóteses, o setor não vai escapar de uma retração forte e fechará 2015 no piso das projeções do Secovi

O mercado imobiliário da cidade de São Paulo sentiu a forte desaceleração da economia nos primeiros meses do ano. Uma série de indicadores mostram recuo nos lançamentos, nas vendas de novos e usados e no preço dos contratos novos de aluguel. Para especialistas, a situação pode piorar ainda mais até o fim do ano, refletindo o aumento do desemprego e queda da renda das famílias.

Dados obtidos pelo Estado com o Secovi­-SP, o sindicato da habitação, mostram que, no acumulado de janeiro até maio, as vendas de novas unidades residenciais em São Paulo recuaram 11,4% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto os lançamento caíram 18,6%. Na capital paulista, há hoje um estoque de 28,1 mil unidades, entre imóveis na planta, em construção e prontos. 

No chão
“Daqui para frente, tudo vai depender do ajuste fiscal. Só em agosto vamos ter uma ideia melhor de como será o segundo semestre”, diz Claudio Bernardes, presidente do Secovi­-SP. 

A entidade estima uma redução de 15% a 20% nas vendas e recuo de 23% a 25% em lançamentos neste ano. Ele avalia que, na melhor das hipóteses, o setor não vai escapar de uma retração forte e fechará 2015 no piso das projeções do Secovi. 

O mercado de usados também sofreu impacto. Segundo pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci­-SP), as vendas caíram 4,43% somente em maio em relação a abril. A entidade atribui a queda à restrição do crédito por parte dos bancos, sobretudo da Caixa, que responde por cerca de 70% dos financiamentos. 

Afetada pelas perdas da poupança, que no primeiro semestre registrou saques de R$ 38,5 bilhões, o banco público subiu juros e apertou as condições de crédito. Em nota, a Caixa afirmou que a principal fonte de recurso para crédito imobiliário este ano será o FGTS e o foco será o Minha Casa Minha Vida. 

Queda nos preços
A perda de fôlego dos financiamentos abriu espaço, sobretudo no mercado de usados, para negociações à vista, a preços mais competitivos. “No primeiro trimestre, os financiamentos representaram 70% das vendas da Lello Imóveis. No segundo, essa fatia caiu para 40%”, afirma Igor Freire, diretor de vendas da empresa. Segundo ele, um recuo de preços de até 15% e a negociação mais intensa entre compradores e vendedores, com ofertas à vista, fizeram as vendas crescerem 22% no primeiro semestre ante 2014. 

O esfriamento do mercado também fez aumentar o número de imóveis para locação. Em junho, os anúncios no site de classificados Zap somaram 32.936 na capital paulista, salto de 43,5% ante um ano antes. 

Em São Paulo, o preço de novos contratos de locação caiu de maio para junho, segundo o Índice FipeZap de Locação. Na média entre nove cidades brasileiras, o indicador atingiu uma marca inédita: houve recuo em 12 meses até junho, a primeira queda nessa análise. “Agora, pode ser a chance de conseguir um preço melhor no reajuste do contrato porque o aluguel novo está em queda”, diz Eduardo Zylberstajn, da Fipe. 

(Estadão - Notícias - Geral - 15/07/2015)

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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Folha: Maioria dos distratos ocorre no recebimento das chaves

O aumento do valor das prestações quando o imóvel é entregue e o consumidor passa a pagar os juros do financiamento bancário foi o motivo alegado por 35% dos clientes que cancelaram a compra de janeiro a maio, segundo a Amspa (Associação dos Mutuários de São Paulo). 

O radialista Flávio Atorre, 62, desistiu de um imóvel na Barra Funda (zona oeste) em junho. Ele ficou desempregado em 2013 e, temendo não conseguir ter o financiamento aprovado ao receber as chaves, distratou a compra. 

"Abri uma loja de motos, mas o banco não autorizaria o financiamento, por não ter emprego fixo. Agora brigo na Justiça para receber o que paguei." 

Samy Dana, economista da FGV e colunista da Folha, lembra que o consumidor deve se programar para assumir uma dívida longa. "Essa decisão deve ser bem pensada, sobretudo no cenário atual de crédito mais restrito." 

O crédito bancário para comprar imóveis usados também caiu. A fatia desse produto nas vendas em São Paulo passou de 57%, em abril, para 49% em maio, segundo o Creci­-SP, sindicato de corretores. 

(Folha de São Paulo - Classificados - Imóveis - 19/07/2015)

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sexta-feira, 17 de julho de 2015

O Globo: Pela primeira vez, alugar imóvel fica mais barato, diz FipeZap

Alugar um imóvel ficou mais barato em nove cidades brasileiras em junho, em comparação com o mesmo mês de 2014. É primeira vez que isso acontece desde 2008, quando o FipeZap foi criado. Além disso, já são 13 meses seguidos em que o índice de locação ficou abaixo da inflação em 12 meses.

Na mesma base de comparação, o Rio de Janeiro teve a maior queda: 4,65%. Também foi registrada variação negativa nominal (sem considerar a inflação) em Porto Alegre, com -3,95%, e Curitiba, com -1,32%.

Nas outras cidades houve queda real, ou seja, os valores tiveram reajuste abaixo da inflação. 

Na variação mensal, de maio para junho, também houve queda no preço dos aluguéis: o recuo foi de 0,66%, ante uma variação positiva de 0,79% no IPCA. Mais uma vez o Rio de Janeiro foi a cidade que apresentou a maior queda, de 1,63%, seguido por São Paulo, com queda de 0,64%.

Também apresentaram variação negativa Santos, com 0,37%; Salvador, com 0,30%; e Curitiba, com 0,18% de queda. Nenhuma cidade registrou crescimento no valor de aluguéis acima da inflação.

Os preços anunciados para locação considerados para o cálculo do índice FipeZap são para novos aluguéis. Ou seja, não mede a variação dos contratos vigentes (normalmente reajustados automaticamente pelo IGP-M, da FGV, ou por outros índices de correção). Essa medida é importante para avaliar se o mercado imobiliário está mais ou menos atraente em relação a outras opções de investimento. Em junho de 2015, o retorno médio com aluguel foi de 4,7% ao ano.

(O Globo - Economia - 15/07/2015)

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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Jornal Hoje: Preço anunciado dos imóveis cai em nove capitais, diz FipeZap

No fim do ano passado, um sobrado que fica em um condomínio da Zona Sul de São Paulo, foi colocado a venda por R$ 1,1 milhão. Hoje o dono já aceita R$ 950 mil. Mas de dezembro até agora, ele não recebeu uma única oferta pelo imóvel

O preço dos imóveis caiu em nove capitais pesquisadas no índice Fipe­Zap - que apura os valores anunciados, excluindo os descontos negociados -, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas. É a primeira vez que o índice apresenta queda no período de um ano. O índice considera novos aluguéis. 

Vendas caem mês a mês
A venda de imóveis usados caiu quase 4,5% em maio, na comparação com abril, na cidade de São Paulo e isso está forçando a queda no preço dos imóveis. 

No início de maio, a Caixa Econômica Federal reduziu o limite de financiamento de imóveis usados de 20% para 50% em média. Os bancos privados acompanharam essa política. O setor aponta que isso foi o que contribuiu para derrubar as vendas em São Paulo. Em maio, a queda foi de 4,43%, na comparação com abril. 

“A Caixa Econômica Federal, que financiava cerca de 60% a 65% dos imóveis vendidos, financiou cerca de 27% no mês de maio. Então 47% das transações foram feitas direto com os proprietários, sem interferência de banco”, diz o presidente do Creci­-SP, José Augusto Viana Neto. 

Baixando os preços
O jeito foi baixar o preço dos imóveis. Em abril, os proprietários ofereceram descontos de 4,36%, em média nos preços anunciados. Em maio, o percentual saltou para 5,5%. 

“Entre o preço pedido e o preço realizado, há descontos que chegam a até 10%. Então isso é muito dinheiro”, fala o presidente do Creci­-SP. 

Nova realidade
No fim do ano passado, um sobrado que fica em um condomínio da Zona Sul de São Paulo, foi colocado a venda por R$ 1,1 milhão. Hoje o dono já aceita R$ 950 mil. Mas de dezembro até agora, ele não recebeu uma única oferta pelo imóvel. 

Além da crise econômica, profissionais do setor dizem que os juros altos e a necessidade de dar uma entrada de ate 50% para conseguir o financiamento acabam afastando os compradores. 

(Portal G1 - Jornal Hoje - Notícia - 15/07/2015)

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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Portal IG: Com imóvel valendo menos, distratos e encalhes batem recorde

"Eu previa o fundo do poço para 2015, mas se o segundo semestre começar ruim como foi o primeiro, terei de adiar a previsão de fundo do poço para 2016.” [...] "Aí, quem comprou há três anos vê que o imóvel hoje vale menos do que o acordado lá atrás e não quer perder dinheiro, desfaz o negócio."

Os imóveis novos encalhados (ou em estoque) na cidade de São Paulo, maior mercado imobiliário do Brasil, já superam o recorde negativo de 2014, acumulando 28.021 unidades disponíveis para venda na cidade em abril – 1 mil acima dos 27 mil do encalhe histórico registrado em dezembro. Os dados são do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).

Segundo o Secovi-SP, a oferta equivale a um estoque para 23 meses – considerando a média de 12 meses de vendas, que é de 1.230 unidades. A oferta, explica o sindicato, corresponde a imóveis residenciais novos na planta, em construção e prontos (de um ciclo de produção que conta os últimos 36, lançamentos entre maio de 2012 e abril de 2015).

Estoque aumenta 250% 
Para Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, a economia e a situação institucional atual do Brasil são complicadores para um mercado que vem patinando, depois de viver dias de glória, com grande oferta e preços abusivos, mas de grande liquidez possibilitada pelo bom momento econômico recente. “Precisamos que a confiança seja retomada, para que haja um inflexão, uma mudança de rumo no setor. Por conta da conjuntura ruim, de inflação e juros em alta, falta de crédito e insegurança com nível de emprego, estimamos uma redução de 25% nos lançamentos neste ano”, conta o economista.

De 2010 para 2014, o estoque na cidade, principal mercado habitacional do País, cresceu 250% e a velocidade de venda acompanhou o pessimismo, gradualmente.

“Chamamos de oferta não vendida, outros chamam de encalhe. Esses números representam o fluxo do mercado hoje e é impossível negar que 2015 e 2016 serão anos muito difíceis. É claro que queríamos estar com o movimento de 2010, quando os estoques eram de 8 mil unidades.”

Segundo dados do Secovi-SP, a velocidade de vendas - indicador que mede o desempenho entre a comercialização e a oferta de imóveis novos em determinado período - é de 42% neste ano (janeiro a abril).

Falta de confiança
Para João da Rocha Lima, professor titular de Real Estate da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, o encalhe de imóveis residenciais hoje é falta de confiança. “O mercado residencial é feito de gente que compra uma única vez. A decisão de compra ocorre de uma forma lenta e tem de ter fundamento na confiança. O cenário atual, de escassez de poupança e dificuldades de liberação de crédito pelos bancos, faz com que as pessoas pensem muito antes de tomar a decisão de fazer um financiamento que impacta de 20% a 30% do orçamento ao longo de 20 anos ou mais”, pondera.

Fundo do poço
O professor explica que os indicadores de mercado impedem a recuperação da confiança e a previsão de melhoras no curto e médio prazos. “Está imprevisível como a estimativa do PIB [Produto Interno Bruto]. Fizemos projeções bem conservadoras, mas a realidade tem sido ainda pior. No caso dos imóveis comerciais corporativos, por exemplo, o nível de vazio [ociosidade] está perto de 30% neste semestre, com preços de aluguéis despencando. Para que o investidor volte a colocar dinheiro no segmento comercial, o nível de vazio tem de ser 10%. Estamos bem longe disse e acredito que a crise do setor ainda leva uns cinco, seis anos para ser superada. Eu previa o fundo do poço para 2015, mas se o segundo semestre começar ruim como foi o primeiro, terei de adiar a previsão de fundo do poço para 2016.”

Preços em queda, distratos em alta
Rocha Lima aponta ainda uma consequência do mal resultado. “Há um aumento no número de distratos [rompimento de contrato] hoje porque as empresas venderam empreendimentos há três anos e estão entregando agora. Aí, quem comprou há três anos vê que o imóvel hoje vale menos do que o acordado lá atrás e não quer perder dinheiro, desfaz o negócio. Por outro lado, tem o aumento da taxa de juro e redução de crédito. Há uma inadequação entre o mercado passado e hoje. Já a pessoa que compra hoje fica se questionando se está pagando caro, se preços vão cair no futuro próximo. É a avaliação do risco e da perda de dinheiro que inibe e acentua o período negativo do mercado.”

(Portal IG - Finanças - Casa Própria - 14/07/2015)

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