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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Portal Terra: Mercado imobiliário com as barbas de molho

O cenário agrava-se quando outros indicadores passam a ser divulgados, como o índice de Confiança do Consumidor, que em 2016 atingiu o menor nível da sua série histórica. Ou mesmo o total de imóveis financiados, que em 2015 registrou um recuo de 33% em relação a 2014. Sem falar na queda da renda do trabalhador brasileiro, já bastante endividado e que, em 2016, segundo a Organização Mundial do Trabalho (OIT), viu seu salário desvalorizar 6,2%, já tendo de amargar em 2015 um recuo de 3,7% 

O ano de 2016 será lembrado, sem sombra de dúvidas, como um dos momentos mais negativos vividos pelo setor imobiliário em nosso país, inclusive na maior cidade da América Latina, São Paulo. O total de unidades residenciais lançadas na Capital foi de apenas 17,6 mil, contra 23 mil em 2015. É uma queda de 23,3%! Trata-se do menor patamar desde 2004, quando teve início a série histórica do Secovi - Sindicato da Habitação, que apontou, à época, 22 mil habitações.

De acordo com o Sinduscon - Sindicato da Construção -, o PIB do setor em 2016 teve queda em torno de 5%, acumulando mais de 13% de retração desde 2014. Os dados vêm acompanhando o desmoronamento acumulado do PIB brasileiro, em 2015 e 2016, de aproximadamente 7%. Ou seja, uma perda de R$ 350 bilhões.

O cenário agrava-se quando outros indicadores passam a ser divulgados, como o índice de Confiança do Consumidor, que em 2016 atingiu o menor nível da sua série histórica. Ou mesmo o total de imóveis financiados, que em 2015 registrou um recuo de 33% em relação a 2014 (SBPE - Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos). Sem falar na queda da renda do trabalhador brasileiro, já bastante endividado e que, em 2016, segundo a Organização Mundial do Trabalho (OIT), viu seu salário desvalorizar 6,2%, já tendo de amargar em 2015 um recuo de 3,7%.

Distratos
Essa onda de deterioração econômica provocou ônus extras e imprevistos para as empresas do setor imobiliário: os distratos. Com um histórico de 10% em cada 100 vendas sendo desfeitas após consolidadas, as construtoras viram esse número subir para 41% em cada 100. Ocorre que tal situação ocorre num momento muito ruim para as empresas do setor, pois elas se encontram altamente alavancadas e sem previsão de novos lançamentos, por força da situação econômica.

A questão dos distratos é altamente preocupante e faz parte de um problema que tem inquietado sobremaneira o setor imobiliário: a insegurança jurídica. Princípios básicos de nossa Constituição, como o ato jurídico perfeito, a coisa julgada, direito adquirido e a presunção da legalidade dos atos administrativos, vêm sendo colocados à prova a toda hora. Contratos firmados, licenciamentos autorizados, obras aprovadas e em andamento são constantemente questionados e judicializados, acarretando discussões longas e caras e provocando prejuízos incalculáveis aos envolvidos no negócio, vendedores e compradores.

Operações imobiliárias são revestidas de inúmeras análises técnicas, avaliações e aprovações perante órgãos públicos; são objeto de incontáveis diagnósticos jurídicos, além de exigirem altos investimentos. Alguns projetos podem levar anos, antes de serem lançados no mercado. Trata-se de uma atividade de longo prazo. É fundamental, portanto, para sua solidez e crescimento, que conte com a devida segurança jurídica em suas relações econômicas, sociais e institucionais.

Cenário incerto no mercado imobiliário
Nesse contexto de incertezas, surge a inevitável pergunta: o mercado imobiliário melhorará? Alguns sinais no campo econômico nos dão algum ânimo, como a aprovação da PEC do teto dos gastos do governo, a elevação do financiamento para o programa Minha Casa Minha Vida, a redução das taxas de juros, maior controle sobre a inflação e administração mais transparente das estatais, além das propostas de reforma da previdência e trabalhista. Sem dúvida, com melhor gestão das políticas públicas ligadas à economia e à máquina administrativa, é possível acreditar em momentos mais auspiciosos.

Por outro lado, o setor imobiliário precisa contar com o devido respeito, confiabilidade e garantias em suas relações econômicas, jurídicas e de consumo. Em contratos rescindidos, podemos contabilizar centenas de milhares de reais em prejuízos para as construtoras. Em obras paralisadas, fruto de discussões judiciais ambientais e legais, somam-se outras centenas em investimentos, empregos, renda e arrecadação tributária desperdiçados. Sem estabilidade e previsibilidade, qualquer crescimento será frágil. Só nos tornaremos, local e globalmente, um país interessante para o tão necessário capital de longo prazo, quando pudermos planejar e investir sem medo de ser feliz.

Luiz Augusto Pereira de Almeida é diretor da Fiabci/Brasil e diretor de Marketing da Sobloco Construtora

(Portal Terra - Notícias - Dino - 25/05/2017)

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quinta-feira, 25 de maio de 2017

A Tribuna: Rescisões contratuais de imóveis chegam a 45%

Com a economia em frangalhos e o desemprego em alta, a quantidade de rescisões contratuais de compra de imóveis novos disparou

A comerciante Rosania Maria de Lima, de 46 anos, sofreu duplamente com a crise econômica. Viu as vendas de sua empresa de iluminação despencarem e, por causa disso, abriu mão de um apartamento que havia adquirido na planta em Praia Grande. Com a economia em frangalhos e o desemprego em alta, a quantidade de rescisões contratuais de compra de imóveis novos disparou.

No início de 2014, o índice de cancelamentos de contratos do tipo não chegava a 20%. No ano passado, foi de 45%, segundo a Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

Moradora do Gonzaga, em Santos, Rosania faz parte dessa estatística. “Minha empresa estava indo super bem e, depois da Copa do Mundo de 2014, começaram a cair as vendas. Fiquei com dificuldade e tive de parar de pagar o imóvel. Eu desisti dele no início de 2016”, relata.

Ela procurou a construtora, mas, como não conseguiu acordo para a rescisão, teve de recorrer a uma associação de mutuários para entrar com processo na Justiça. “É um transtorno”.

A ação judicial deve ser a última opção do comprador, pois o distrato - como é chamado o procedimento para quebra de contrato - pode ser feito diretamente com a construtora. E, apesar de não ainda haver regulamentação sobre o assunto, há regras já reconhecidas pelo Judiciário.

Procedimento
“O melhor procedimento é marcar uma reunião com a construtora, explicar a situação e buscar uma forma viável para ambas as partes”, diz o consultor jurídico da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Vinícius Costa.

Em decorrência da quebra de contrato, a construtora cobrará multa, mas o valor não poderá passar de 20% do montante já pago. O consumidor tem de exigir receber ao menos 80% do que havia gasto.

Se o percentual retido ficar acima de 20%, isso poderá ser questionado na Justiça, porque o valor é abusivo, segundo especialistas. "Se (a retenção) for considerada exagerada, haverá uma revisão dessa penalidade pelo Judiciário”, declara o advogado especializado em Direito Imobiliário Marcelo Manhães de Almeida.

Ele alerta, porém, que é preciso fazer de tudo para resolver problemas fora das vias judiciais. “Pelo acúmulo de processos, a decisão judicial e a restituição dos valores não são rápidas. Demoram anos”.

Caso a rescisão seja motivada por culpa da construtora, como atraso na obra ou não entrega do prédio, o comprador tem direito a restituição de 100% do valor paga e a uma multa como indenização. “Mas isso, em via de regra, vai para a Justiça também”, adverte.

(A Tribuna - Notícias - Cidades - 16/05/2017)

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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Valor: Incorporadoras têm piora nos resultados e 1º trimestre de perdas

O menor volume de obras foi uma das principais razões para esse desempenho. Cyrela e EZTec apresentaram queda do lucro, enquanto Rodobens Negócios Imobiliários (RNI) e Helbor reverteram lucro em prejuízo líquido

As incorporadoras focadas nos segmentos de médio e alto padrão que divulgaram resultados do primeiro trimestre, ontem, após o fechamento do mercado, apresentaram piora dos respectivos resultados líquidos e queda na receita líquida. O menor volume de obras foi uma das principais razões para esse desempenho. Cyrela e EZTec apresentaram queda do lucro, enquanto Rodobens Negócios Imobiliários (RNI) e Helbor reverteram lucro em prejuízo líquido.

A Cyrela apresentou lucro líquido atribuído a sócios da empresa controladora de R$ 4 milhões, o que representa queda de 93,4% no primeiro trimestre ante igual intervalo de 2016, para R$ 4 milhões. A receita líquida caiu 14,6% no trimestre, para R$ 692 milhões, como consequência de menos vendas.

O custo de bens e serviços prestados pela Cyrela caiu 9,7% no trimestre, para R$ 477 milhões. A companhia teve impacto na receita por economia líquida de obra de R$ 29 milhões. A margem bruta passou de 34,8% para 31,1%. A margem bruta ajustada caiu de 41% para 37,5%. As despesas gerais e administrativas subiram 4,6% para R$ 100 mi. O resultado financeiro caiu 35%, para R$ 13 milhões.

O resultado líquido da Cyrela foi afetado também por impactos positivos de R$ 8 milhões da sua participação no lucro da Cury, da qual tem 50%, e de R$ 19 milhões da venda de dois terrenos. Por outro lado, houve efeito líquido negativo de R$ 1 milhão por reconhecimento da operação com a Tecnisa e impacto negativo de R$ 5 milhões do empreendimento Grand Parc, em Vitória.

A Cyrela gerou caixa de R$ 158 milhões de janeiro a março.

O lucro líquido da EZTec caiu 57%, para R$ 31,57 milhões. Com menos lançamentos e menor execução de obras, a receita líquida teve queda de 36%, para R$ 96,5 milhões. A margem bruta ficou estável em 47,2%. Foi possível manter a margem, segundo o diretor financeiro e de relações com investidores da EZTec, Emilio Fugazza, porque a economia de custos compensou os descontos concedidos para estimular vendas.

No trimestre, o preço médio por metro quadrado dos imóveis da EZTec foi de R$ 7.037, 10% abaixo do praticado um ano atrás. A diferença resulta de descontos e do mix de produtos vendidos. O financiamento direto para evitar parte dos distratos chegou a R$ 311 milhões no fim de março.

Os próximos lançamentos serão focados nas classes média­alta e alta. A EZTec não fez lançamentos no primeiro trimestre. Números não auditados apontam que, no empreendimento lançado em abril, as vendas chegam a 41%. A EZTec gerou caixa de R$ 30,9 milhões no trimestre.

A RNI teve prejuízo de R$ 26,41 milhões de janeiro a março. A receita líquida caiu 16%, para R$ 74,67 milhões, com menos obras em curso, descontos e dos distratos. A margem bruta passou de 20%, no primeiro trimestre de 2016, para 1,4% em igual intervalo deste ano.

A empresa voltou a concentrar suas atividades em São José do Rio Preto (SP), o que possibilita diminuir as despesas gerais e administrativas com menos viagens e corte de pessoal. A companhia estima queda nos gastos com folha de pagamento de cerca de 50% a partir deste mês. A RNI gerou caixa de R$ 37 milhões no trimestre.

A Helbor apresentou prejuízo líquido de R$ 48,72 milhões de janeiro a março. A receita líquida caiu 34,9%, para R$ 189,2 milhões. A margem bruta passou de 15,2% para o patamar negativo de 1,6%.

O prejuízo da Rossi aumentou 15%, para R$ 162,88 milhões. A receita líquida cresceu 29%, para R$ 138,62 milhões, enquanto o custo dos imóveis e serviços vendidos cresceu 25,9%, para R$ 141 milhões. A margem bruta ficou negativa em 1,7%, ante o indicador também negativo de 4,6% no primeiro trimestre do ano passado.

Desde o segundo semestre de 2014, a Rossi reduziu seu quadro de funcionários administrativos em 66%. A Rossi teve prejuízo financeiro líquido de R$ 77,5 milhões, 56% superior ao de um ano antes. No fim de março, a Rossi tinha alavancagem medida por dívida líquida sobre patrimônio líquido de 352,9%. A incorporadora gerou caixa de R$ 16,8 milhões.

A Rossi não lançou produtos de janeiro a março. As vendas líquidas cresceram 277,4%, para R$ 105,3 milhões. Os distratos da empresa tiveram queda de 25%, para R$ 124,3 milhões.

(Valor Online - Empresas - 12/05/2017)

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terça-feira, 23 de maio de 2017

Portal G1: Atividade da construção piora em abril, confirma pesquisa CNI

A fraca atividade tem reduzido o percentual de utilização da capacidade de operação na indústria da construção, de acordo com a entidade. [...] Os empresários do segmento continuam desencorajados a investir. O índice de intenção de investimento assinalou 23,2 pontos em maio, o menor valor da série histórica iniciada em novembro de 2013

O ritmo de queda na atividade e no emprego da indústria da construção se intensificou em abril, segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira (20). O levantamento foi feito entre 2 e 12 de maio com 607 empresas do setor.

De acordo com a pesquisa, o índice de nível de atividade da construção civil registrou 36,4 pontos no mês passado, contra 37,5 pontos em março, ao mesmo tempo em que o indicador de emprego somou 35,7 pontos no último mês, frente a 36,6 pontos em março.

Os indicadores variam de zero a 100 pontos. Quanto mais abaixo de 50 pontos, maior e mais disseminada é a retração na atividade e no emprego, informou a entidade.

Segundo a CNI, o nível de atividade em relação ao usual para o mês, cujo indicador registrou 26,4 pontos em abril, continua muito baixo. "A utilização capacidade de operação na indústria da construção, que foi de 54% em abril, atingiu o piso da série histórica, iniciada em janeiro de 2012. Além disso, o valor está 12 pontos percentuais abaixo da média histórica", informou.

A fraca atividade tem reduzido o percentual de utilização da capacidade de operação na indústria da construção, de acordo com a entidade. "O índice atingiu em abril 54%, 12 pontos percentuais abaixo de sua média histórica. É o piso da série, iniciada em janeiro de 2012", informou.

Expectativas
Segundo o levantamento, o índice de expectativa sobre o nível de atividade subiu de 39,7 pontos, em abril, para 40,6 pontos em maio e o indicador de expectativas sobre compra de insumos e matérias passou de 38,3 pontos para 39,7 pontos.

Já o índice de número de empregados ficou praticamente estável, foi de 38,2 pontos para 38,4 pontos no período e o índice de expectativa sobre novos empreendimento e serviços se manteve inalterado em 37,7 pontos.

A Confederação Nacional da Indústria informou que os índices variam no intervalo de zero a 100 pontos e explicou que somente valores acima de 50 pontos indicam expectativa de crescimento.

Os empresários do segmento continuam desencorajados a investir. O índice de intenção de investimento assinalou 23,2 pontos em maio, o menor valor da série histórica iniciada em novembro de 2013.

(Portal G1 - Economia - Notícia - 20/05/2017)

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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Folha: Vendas de imóveis são postergadas após crise política, afirma setor

Nos últimos dois dias, as assinaturas de contratos foram adiadas, diz Flavio Amary, presidente da entidade. [...] Os lançamentos deverão ser os mais afetados. "Para quem tem perspectiva de receber o imóvel em três anos, há maior incerteza sobre qual será a situação da construtora até lá", afirma Igor Freire, diretor da Lello

O mercado imobiliário, que começava a demonstrar uma recuperação nos últimos meses, deverá sofrer um impacto imediato da crise política, segundo companhias e entidades do setor.

Neste fim de semana, o movimento nos plantões de venda será muito ruim, segundo um empresário que cancelou iniciativas promocionais.

"Até o fim deste mês, pode até haver movimento nos plantões de venda, mas sem fechamento de negócios", afirma Flávio Prando, vice-presidente do Secovi-SP (sindicato de habitação paulista).

Nos últimos dois dias, as assinaturas de contratos foram adiadas, diz Flavio Amary, presidente da entidade.

Ainda será preciso aguardar os desdobramentos da taxa de juros e da confiança do consumidor para revisar as projeções para este ano, avalia o presidente da Abrainc (associação das incorporadoras), Luiz Antônio França.

Os lançamentos deverão ser os mais afetados. "Para quem tem perspectiva de receber o imóvel em três anos, há maior incerteza sobre qual será a situação da construtora até lá", afirma Igor Freire, diretor da Lello.

Novas regras para os distratos (desistências da compra), discutidas entre governo e setor, deverão ser adiadas. "É preciso, antes, resolver o problema central", diz França. "A pauta, porém, segue como prioridade", de acordo com Amary.

(Folha de São Paulo - Colunas - Mercado Aberto - 21/05/2017)

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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Estadão: Crise política adia perspectiva de melhora no mercado imobiliário

“Quem ia comprar o imóvel hoje, vai esperar”, disse o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi­SP), Flávio Amary. “O impasse político trará impactos econômicos. O momento é de cautela.”

A delação premiada do empresário Joesley Batista, do JBS, que atingiu o presidente Michel Temer, abre uma nova crise política e joga um balde de água fria em empresários que contavam com a recuperação dos negócios. A situação afeta todos os setores, e pesa, principalmente, nas atividades dependentes de crédito e confiança.

Esse é o caso do mercado imobiliário, em que a decisão de compra de um imóvel passa por um conjunto de fatores, como juros baixos do financiamento, confiança de consumidores, inflação sob controle e bom nível de emprego. Esses elementos vinham melhorando nos últimos meses e alimentavam a expectativa de volta gradual no movimento nos estandes das construtoras, mas, agora, tendem a perder força novamente.

 “Quem ia comprar o imóvel hoje, vai esperar”, disse o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi­SP), Flávio Amary. “O impasse político trará impactos econômicos. O momento é de cautela.”

Para Amary, uma das principais preocupações diz respeito ao andamento das reformas estruturais, que devem entrar em compasso de espera. O mesmo deverá acontecer com a regulamentação dos distratos (rescisões de contratos), cujas conversas envolvem empresários, consumidores e membros dos ministérios da Justiça, Fazenda e Planejamento. “A questão dos distratos tinha negociações bem adiantadas, mas agora ficam na dúvida de novo, como tudo”, resumiu.

A coordenadora de estudos da construção da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ana Maria Castelo, acredita que o impacto da turbulência política será visto em todos os setores, principalmente naqueles mais dependentes de financiamento.

“É provável que as reformas sejam atingidas. Assim, as expectativas positivas podem ser revertidas, o que afetará as perspectivas de retomada. Afinal, com tanta incerteza, quem vai se comprometer a financiar?”, afirmou, referindo­se ao endurecimento das condições para liberação de crédito bancário.

A FGV prevê alta de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da construção em 2017, mas a projeção está com viés de baixa devido ao ritmo mais lento que o esperado para a recuperação do setor.

(Estadão - Notícias - Geral - Economia & Negócios - 19/05/2017)

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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Portal IG: Mercado de imóveis de luxo também é impactado pela crise

Para se ter uma ideia, o primeiro trimestre de 2017 não registrou um único lançamento desses imóveis na Bahia. De acordo com o presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), Cláudio Cunha, o segmento também foi atingido pela instabilidade econômica e política mais longa já enfrentada no País

Enfrentando uma queda de lançamentos e vendas desde 2013, quando o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Salvador foi suspenso, o mercado imobiliário tem encontrado dificuldades até nos segmentos da sociedade que são menos afetados pela crise econômica.

E dessa forma, nem os verdadeiros sonhos de consumo que são os imóveis de luxo estão escapando.

Para se ter uma ideia, o primeiro trimestre de 2017 não registrou um único lançamento desses imóveis na Bahia. De acordo com o presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), Cláudio Cunha, o segmento também foi atingido pela instabilidade econômica e política mais longa já enfrentada no País.

“Esse tipo de empreendimento tem como principal público, empresários, executivos, comerciantes e profissionais autônomos que têm hoje como principal preocupação a manutenção dos seus negócios e já moram em empreendimentos similares”, destacou Cunha.

Outro ponto que, segundo ele, tem influenciado na redução de velocidade de vendas é o custo dos financiamentos imobiliários.

Por ser um bem de significativo valor agregado, os imóveis de luxo tem uma relevância muito grande nas famílias, e, consequentemente, a expectativa em relação ao bem também é grande, assim como suas exigências são maiores.

“Uma vez que a capacidade de investimento é maior, pode-se proporcionar mais itens de conforto nos empreendimentos, que proporcionem exclusividade”, destaca o dirigente.

A venda desses empreendimentos também tem menor relevância, diante da oferta de demais produtos disponíveis do mercado. No último trimestre, os imóveis de luxo representaram apenas 4% de todos as unidades habitacionais vendidas.

(Portal IG - Tribuna da Bahia - Cidade - Economia - 13/05/2017)

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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Exame: Construção contraria melhora e tem saldo negativo no emprego

" [...] a retomada do emprego na construção de edifícios e residências depende da recuperação do conjunto da economia, principalmente do crédito”

O coordenador-geral de Estatísticas do Trabalho do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães, avaliou nesta terça-feira, 16, que o setor da construção civil foi o único setor da economia com aumento do desemprego em abril – 1.760 demissões líquidas – por conta ainda da fraca atividade na construção de edifícios.

“Mas já há saldo positivo em construção de rodovias, ferrovias, com mais de 3.000 emprego, e para setor o elétrico, com mais de 600”, destacou. “Já a retomada do emprego na construção de edifícios e residências depende da recuperação do conjunto da economia, principalmente do crédito”, argumentou.

Já no setor de serviços, mesmo com a recuperação 24.712 postos de trabalho em abril, Magalhães destacou a queda de 1.060 vagas nas instituições financeiras.

“Os anos de crise também afetaram o setor financeiro, que perdeu rentabilidade. Com certeza isso tem a ver com a reestruturação de bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, que reduziram a quantidade de agências e têm programas de demissão voluntária (PDV)”, acrescentou.

O coordenador destacou ainda que a abertura de 14.648 vagas de trabalho na agropecuária em abril está relacionada com a safra de cana-de-açúcar, principalmente em São Paulo, além do café em Minas Gerais.

Magalhães explicou que o pico da geração de emprego no País – considerando todos os setores – costuma ocorrer nos meses de agosto, setembro e outubro, quando a indústria e o comércio contratam com vistas nas vendas de final de ano.

Comércio
O coordenador-geral de Estatísticas do Trabalho destacou que o comércio varejista criou 6.588 vagas de emprego formal em abril em decorrência da reação da renda e dos saques das contas inativas do FGTS.

“O comércio varejista vinha sendo um grande vilão, mas agora a gente pode ver um resultado de fato positivo”, avaliou. “Hipermercados, supermercados e farmácias lideraram geração de vagas no setor”, detalhou.

Segundo ele, a melhora do emprego no varejo está relacionada à recuperação do poder aquisitivo da população, aliado à menor inflação. “Além disso, embora parte dos saques do FGTS tenha sido usado para a quitação de dívidas, uma parcela também foi direcionada para o consumo”, completou.

Já no comércio atacadista, houve queda de 1.261 postos de trabalho no mês passado.

(Exame.com - Economia - 16/05/2017)

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terça-feira, 16 de maio de 2017

Estadão: Distratos de imóveis persistem e viram pesadelo para compradores

Os primeiros balanços de construtoras referentes ao período de janeiro a março deste ano mostram que os distratos de imóveis na planta (os cancelamentos dos contratos de compra) ainda não deram trégua, principalmente no segmento de médio e alto padrão

Em 2012, quando o microempresário Claudenir de Melo comprou um apartamento na planta, a economia era diferente. Os juros menores permitiam parcelas que cabiam no bolso e o consumo estava mais aquecido, o que beneficiava sua atuação no setor de serviços. Três anos depois, já tendo pago as parcelas de entrada do imóvel, ele teve um financiamento de R$ 360 mil recusado por seu banco, sinal de que as condições já não eram mais tão favoráveis.

Os primeiros balanços de construtoras referentes ao período de janeiro a março deste ano mostram que os distratos de imóveis na planta (os cancelamentos dos contratos de compra) ainda não deram trégua, principalmente no segmento de médio e alto padrão. Na incorporadora Cyrela, por exemplo, os distratos geraram impacto de R$ 500 milhões no caixa no período. Já para a Tecnisa, essa prática representa R$ 2,4 bilhões desde 2013.

Atualmente, o consumidor que pede o distrato pode obter de volta até 90% do valor que pagou. No entanto, há processos que se arrastam por anos, tal como o caso de Melo, até hoje sem uma decisão final. “A construtora ofereceu apenas 60% do valor que foi pago”, diz.

Construtoras tentam minimizar os prejuízos
Para tentar minimizar o prejuízo, construtoras pleiteiam junto ao governo uma nova regulamentação para os distratos. Uma proposta que está sendo discutida no Congresso é que as empresas retenham o sinal pago mais 20% das parcelas já desembolsadas, desde que o montante não supere 10% do valor do imóvel.

“Na fase de obras, o consumidor paga cerca de 20% do valor do imóvel para a construtora antes de buscar um financiamento pelo banco. Caso ficassem retidos esses 10% sobre o preço do imóvel, o prejuízo para ele seria de metade do valor desembolsado”, explica o advogado Marcelo Tapai.

Especialista em direito imobiliário, ele destaca que a falta de uma cultura de poupança por parte do consumidor facilitou o avanço dos distratos, uma vez que o desemprego e o crédito escasso pegaram muitos trabalhadores de surpresa. Tapai defende, porém, que as construtoras também arquem com o ônus. Segundo ele, houve grande apelo à compra de imóveis no passado sem que os riscos do negócio ficassem totalmente claros para o comprador.

Falhas de gestão
Sócio do escritório Souza, Cescon, Barrieu & Flesch Advogados, Marcos Prado afirma que, na visão de algumas empresas, há quem tenha comprado um imóvel para investimento e, ao não ver a valorização esperada, desistiu do negócio. “Outro pleito é a diferenciação nas regras para imóveis residenciais e comerciais”.

Presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antonio França defende tratamento igual para todos os casos e afirma que uma nova regulamentação vai proteger empresas menores. “Muitas acabaram ferindo contratos com bancos e com os próprios compradores, pois não tinham dinheiro nem para terminar as obras, nem para pagar quem distratou”, diz.

Marcelo Tapai rebate e diz que há também falhas de gestão. Ele cita o caso da PDG, que já foi a maior incorporadora do País e pediu recuperação judicial em fevereiro.

Pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Eduardo Zylberstajn afirma que a melhora para o setor deve vir apenas em 2018, com a recuperação da economia e a retomada da confiança. Ele não se posiciona sobre a mudança nas regras para distratos, mas diz que o mercado imobiliário está aprendendo com a crise. “Apesar disso, os preços caíram relativamente pouco”.

(Estadão - Economia & Negócios - Notícias - 15/05/2017)

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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Extra: Número de imóveis retomados salta 80,9% em um ano e bate recorde

Somente na Caixa, em 2015, foram retomados 8.775 imóveis. Já no ano passado, o número passou para 15.881. Em dois anos, 26,6 mil pessoas perderam suas casas

O atraso no pagamento das prestações de financiamento tem feito muitos mutuários perderem seus imóveis. O número de retomadas saltou 80,9%, em um ano, somente na Caixa Econômica Federal, que controla cerca de 70% do crédito imobiliário do país. Segundo o banco, em 2015, foram retomados 8.775 imóveis. Já no ano passado, o número passou para 15.881. Em dois anos, 26,6 mil pessoas perderam suas casas. Na prática, com três meses de mensalidades em atraso, o banco pode emitir uma notificação e em até seis meses o bem pode ser leiloado.

— O banco não precisa iniciar um processo judicial para retomar o imóvel, quando se trata de alienação fiduciária. Por isso, ao primeiro sinal de que não vai conseguir fazer o pagamento em dia, é preciso correr e pedir uma renegociação — explica Lízia Jacintho, presidente da Associação de Mutuários (AmuRio).

De acordo com dados do Banco Central, mais de 233 mil contratos de financiamento estavam com três mensalidades em atraso, em março. O engenheiro Almir Carvalho, de 62 anos, tinha uma situação econômica confortável quando assinou contrato de 25 anos para financiar a casa. O pagamento foi feito em dia por 10 anos, mas com a aposentadoria sua renda caiu 20%, e ele atrasou quatro parcelas.

— Fiz um esforço para pagar o atrasado. O próprio gerente da Caixa orienta para evitar a perda do imóvel e todo investimento que fez até ali, ainda que tenha que vender o imóvel ou fazer uma troca — disse Almir.

Menos crédito
O aumento da inadimplência foi acompanhado pelo volume 9,2% menor de crédito, em março, segundo a Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Em 12 meses, o recuo é de 26,7%.

A renegociação da dívida com o banco é a primeira providência para evitar a perda definitiva do imóvel . O ideal, segundo advogados, é que o contato seja feito sem que haja parcelas em atraso e, dependendo do caso, é possível recalcular o saldo devedor aplicar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na transação(veja as orientações na tabela acima).

— Sugerimos que o mutuário leia o contrato com atenção porque muitos não sabem, por exemplo, que possuem o seguro SGHab, e ele cobre até 36 meses prestações em caso de desemprego ou redução salarial. É preciso fazer uma comunicação ativa ao agente financeiro — orienta a advogada Lízia Jacintho.
A maioria dos financiamentos são realizados em 30 anos, mas a quitação, pelo cliente, acontece em média em 12 anos (equivalente a 36% do prazo total), segundo dados da Caixa.

— Em algumas renegociações, o banco aumenta o prazo e reduz a prestação. Se a pessoa já está atrasada embute nas prestações no final. A outra solução é entrar com algum tipo de ação para travar este tipo de leilão — diz o advogado especializado em direito imobiliário Hamilton Quirino.

A Caixa informou que mais de 90% dos contratos renegociados são liquidados dentro do prazo e que os dados demonstram a preocupação dos clientes em cumprir com suas obrigações, mesmo em dificuldade financeira.

José Alfredo Lion, do escritório Lion Advogados, alerta
“Para assinar o contrato, o consumidor tem que ter certeza de que vai conseguir cumprir. Mas isso é difícil porque são financiamentos muito longos, geralmente de 30 anos. Hoje, a pessoa tem recursos, mas depois fica desempregada, ou sofre uma redução de renda, tem problemas de saúde. O consumidor deve abrir a negociação, mas não deve assinar se as condições não forem boas. O mutuário também pode recorrer à Justiça e o Poder Judiciário está bastante sensível. O processo pode ser uma ação revisional de contrato, baseada na teoria da imprevisibilidade, ou seja, em eventos que não poderiam ser previstos, mas que impediram o pagamento.”

(Extra - Notícias - Economia - 14/05/2017)

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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Infomoney: Crise segue impactando duramente o setor imobiliário

"A combinação da crise política vivida desde 2015 com a contração econômica segue impactando duramente o mercado imobiliário brasileiro", dizia o comunicado. [...] Os distratos saltaram de R$ 100 milhões no último trimestre do ano passado para R$ 118 milhões entre janeiro e março deste ano. No mesmo período em 2016, porém, o montante perdido nesse quesito foi de R$ 170 milhões

A construtora Gafisa (GFSA3) voltou a ver suas margens comprimirem nos resultados referentes ao primeiro trimestre deste ano e decepcionou os investidores que apostavam em algum sinal de recuperação da companhia. Em comentário sobre o balanço, a diretoria da empresa culpou o maior nível de distratos e o clima econômico recessivo, além dos efeitos da crise política sobre o desempenho de seu setor.

"A combinação da crise política vivida desde 2015 com a contração econômica segue impactando duramente o mercado imobiliário brasileiro", dizia o comunicado. Tal conjuntura, segundo a companhia, implicou em menor capacidade de diluição da estrutura de custos e despesas e trouxe efeitos negativos no resultado financeiro, "por conta do impacto contábil na repactuação de algumas dívidas de SFH".

A companhia registrou receita líquida de R$ 136,5 milhões entre janeiro e março, ante estimativas de R$ 166 milhões - número menor do registrado no mesmo período do ano anterior, R$ 171 milhões. O Ebitda (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado recorrente foi negativo em R$ 47,3 milhões, abaixo dos R$ 12,2 milhões negativos registrados no primeiro trimestre de 2016. As estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg para o Ebitda da empresa eram de R$ 1,23 milhão positivo.

Os distratos saltaram de R$ 100 milhões no último trimestre do ano passado para R$ 118 milhões entre janeiro e março deste ano. No mesmo período em 2016, porém, o montante perdido nesse quesito foi de R$ 170 milhões.

“Nesse início de ano, mantivemos uma postura cuidadosa, mantendo o foco na redução do estoque”, dizia a mensagem da empresa. “Iremos manter em 2017 nossa postura cuidadosa, mantendo o foco na redução do estoque e buscando equilibrar a colocação de novos produtos no mercado, priorizando aqueles com maior liquidez, de modo a alcançar um nível de vendas e de rentabilidade adequados”.

(Infomoney - Mercados - Ações e Índices - Notícia - 10/05/2017)

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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Valor: Volume de financiamentos imobiliários com recursos da poupança cai 9,2% em março

Em relação a março do ano passado, as concessões ainda mostraram recuo de 21,1%

O volume de financiamentos imobiliários para aquisição e construção de imóveis concedidos com recursos da caderneta de poupança somou R$ 4,01 bilhões em março, inferior em 9,2% ao observado no mesmo período do ano passado.

No primeiro trimestre de 2017, os financiamentos imobiliários somaram R$ 10,06 bilhões, queda de 7,8% em relação ao registrado em igual período de 2016.

Em relação a março do ano passado, as concessões ainda mostraram recuo de 21,1%.

No primeiro trimestre de 2017, foram financiados 40,90 mil imóveis, queda de 14,4% em relação a igual período de 2016, quando o total alcançou 47,79 mil unidades.

As retiradas nas cadernetas de poupança, em março, superaram os depósitos em R$ 3,54 bilhões, terceiro resultado negativo do ano. O número, contudo, ficou abaixo da saída líquida de R$ 5,18 bilhões registrada no mesmo período do ano passado. “Isso revela que condições macroeconômicas mais favoráveis, como a queda da inflação que está viabilizando a redução da Selic, já sugerem impacto favorável no comportamento dos depositantes em caderneta de poupança nos primeiros meses deste ano”, aponta a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) em relatório.

Em termos líquidos, a captação de poupança pelos agentes do SBPE no primeiro trimestre de 2017 foi negativa em R$ 12,7 bilhões, queda menor que a registrada em igual período de 2016, quando o saldo líquido foi negativo em R$ 21,4 bilhões. Com isso, o saldo das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo foi de R$ 512,4 bilhões no final do primeiro trimestre de 2017, crescimento de 3,1% em termos anuais.

(Valor Online - Finanças - 27/04/2017)

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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Portal R7: Modelo leva golpe de construtora ao comprar cinco apartamentos

Ela vendeu a casa que tinha nos Jardins para comprar cinco apartamentos no empreendimento, que deveria ser entregue em um ano mas está com as obras paralisadas

A modelo Nubia Oliiver levou calote de uma construtora ao investir em imóveis em Uberaba, sua cidade Natal.

Ela vendeu a casa que tinha nos Jardins para comprar cinco apartamentos no empreendimento, que deveria ser entregue em um ano mas está com as obras paralisadas.

"Ano passado, a empresa de engenharia Borgam (que é Borges e Andrade engenharia e construções ltda) pediu falência, deixando não só meu prejuízo, pois o prédio não está pronto como prometeram estar, mas também, inúmeras outras pessoas, as quais muitas vezes depositaram não só todo seu dinheiro, mas também seus sonhos", comentou a modelo.

Ela ainda comentou em entrevista à coluna de Leo Dias que os donos da empresa aparentemente não se importam com o atraso nas obras. "O pior é saber que essas pessoas não fizeram isso apenas uma vez e sim outras também! E eles passam andando por aí de carros importados!", disse. A empresa ainda não se manifestou.

(Portal R7 - Famosos e TV - 05/05/2017)

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