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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Valor: Quadro de desaquecimento da construção é irreversível, afirma CNI

“Os indicadores de expectativa do setor não apontam sinais de reversão no atual quadro de desaquecimento”, avalia o documento

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a construção civil ficará estagnada em 2015. A previsão está no “Informe Conjuntural”, que contém as projeções da entidade patronal para o próximo ano, documento divulgado na terça-feira (16) pela confederação.  “Os indicadores de expectativa do setor não apontam sinais de reversão no atual quadro de desaquecimento”, avalia o documento.
Além disso, continua a publicação, a indústria de transformação deve avançar 0,8% em 2015, atrás dos serviços industriais de utilidade pública, que crescerão 1,7% de acordo com a CNI, e a indústria extrativa, que avançará 2,5%.
Todos esses números juntos levarão a indústria como um todo a crescer 1% em 2015, menos que a agropecuária, que para a entidade patronal deve avançar 2,4%, mas mais do que o setor de serviços, cujo crescimento estimado é de 0,7%.
(Valor Econômico - Brasil - 16/12/2014)
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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Gazeta do Povo: Devolução de imóveis dispara. Aumento chega a 76%

No comparativo com o terceiro trimestre de 2013, o crescimento no período foi de 76% no volume de contratos desfeitos, que passaram de R$ 176 milhões para R$ 311 milhões

A acomodação pela qual passa o mercado imobiliário e o cenário difícil da economia nacional trouxeram mais uma preocupação para a rotina das construtoras. Depois de um período em que ficou difícil vender, que em nada lembra o ritmo desenfreado dos anos anteriores, as empresas precisam lidar com um mercado que está devolvendo imóveis negociados.

Os balanços das construtoras até o terceiro trimestre deste ano mostram que o volume de distratos no país vem crescendo em grande parte delas, com porcentuais que ultrapassam os 50%, em alguns casos. Isso tem reflexos sobre os valores represados em estoque e nas estratégias para readequar ou adiar os novos lançamentos e agilizar a revenda das unidades devolvidas. 

Os distratos têm uma participação, mas não são o único fator para as promoções. Se a construtora rescinde um contrato, precisa colocar a unidade novamente no mercado e, às vezes, o preço diferenciado acaba acontecendo, diz o presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), Gustavo Selig.

Distratos chegam a 76%
Entre as empresas analisadas, a construtora Rossi é a que apresenta as maiores taxas de rescisão de contratos em 2014. No comparativo com o terceiro trimestre de 2013, o crescimento no período foi de 76% no volume de contratos desfeitos, que passaram de R$ 176 milhões para R$ 311 milhões. No acumulado dos primeiros nove meses do ano, o índice aumentou 60%, com a soma dos valores distratados chegando aos R$ 752 milhões.

No caso da MRV Engenharia, outra empresa de capital aberto, a alta nos distratos foi de 32,9% no acumulado dos primeiros nove meses de 2014, passando de R$ 791 milhões para R$ 1 bilhão no comparativo com o ano passado. 

Trimestre para esquecer
Marcado por um cenário econômico que sofreu o impacto da Copa do Mundo e as eleições, o terceiro trimestre foi de aumento no porcentual de distratos mesmo para algumas empresas que conseguiram reduzir a margem no acumulado do ano.

A Gafisa, por exemplo, teve decréscimo de 12% no volume de contratos desfeitos nos primeiros nove meses de 2014, mas viu dobrar o número de rescisões terceiro trimestre do ano.

2015: Analistas pessimistas. Entidades do setor otimistas
Os rumos que a economia do país irá tomar no próximo ano devem ter reflexos diretos sobre o mercado imobiliário como um todo. Bruno Oliva, economista da Fipe, diz que se a economia voltar a aquecer, a situação não será calamitosa. Mas, mesmo assim, o mercado não deve reviver os números dos últimos anos. Os sinais vindos do governo federal ainda são dúbios. Não sabemos o que a equipe econômica vai fazer, nem se terá liberdade para isso, diz.

Na avaliação do economista Samy Dana, o mercado imobiliário de 2015 deve ser uma réplica do vivido neste ano, com muitos descontos, vendas em baixa e ajustes suaves no preço dos imóveis. Se bater o desemprego, o que pode acontecer, os distratos irão aumentar bastante, pois as pessoas não terão mais condições de pagar os financiamentos, acrescenta.

As entidades do setor, por sua vez, estão otimistas para o próximo ano. Gustavo Selig, presidente da Ademi-PR, projeta um ano melhor para o mercado em 2015, com redução do nível de distratos. 2014 foi um ano turbulento na economia como um todo, não só para o mercado imobiliário. A estabilização da economia vai trazer melhorias, que terá reflexos sobre a diminuição do número de rescisões, prevê.

(Gazeta do Povo - Economia - 16/12/2014)

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Folha: Estoque de imóveis em SP bate recorde

Construtoras ouvidas pela reportagem preveem um período de promoções para equilibrar o estoque e a venda, com descontos

Como reflexo da queda nas vendas em São Paulo, o estoque de imóveis residenciais também aumentou. Em outubro, segundo o Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário), havia 23.652 unidades lançadas e não vendidas. Este é o maior número registrado desde o início da série, em 2004. É considerado estoque o que não é vendido em um período de até três anos após o lançamento.

Até a semana passada, a expectativa de venda de imóveis novos em 2014 em São Paulo era de 24 mil. Agora, esse número está entre 20 mil e 22 mil, segundo o Secovi.
Em outubro, foram negociadas 963 unidades na capital paulista, queda de 65,4% ante setembro. Considerando a média vendida no ano, 1.534 unidades, o estoque equivale a 15 meses de vendas.

"Apesar de essa equivalência ter sido de seis meses no ano passado, o alto estoque de 2014 ainda não assusta", diz Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Para o presidente do Sinduscon (que reúne a indústria da construção civil), José Romeu Ferraz Neto, um estoque que demande 15 meses para vendas é alto, mas pode ser absorvido pelo mercado.

"O desempenho no setor em 2015 dependerá dessas respostas da equipe econômica. A demanda por imóveis existe, mas é preciso que as pessoas se sintam seguras para investir", acredita Neto.

Das 23 mil unidades ainda à venda, a maior parte nem começou a ser construída, pois foi lançada nos últimos seis meses. O Secovi estima que a parcela de apartamentos prontos equivaleria a 10% desse total.

Na opinião de João da Rocha Lima Jr., professor da Escola Politécnica da USP, se o imóvel na planta leva mais tempo para ser vendido, não é tão grave. "Mas as construtoras devem pensar duas vezes antes de lançar empreendimentos em 2015."

Promoções e descontos vão continuar
Com o mercado mais fraco, as incorporadoras optaram por segurar projetos - no acumulado dos dez primeiros meses, o volume de lançamentos é 16% menor que igual período de 2013.

Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, estima 26 mil unidades novas ao todo no ano.
Em outubro, os lançamentos residenciais somaram 2.336 unidades, segundo a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio). A queda é de 41,9% na comparação com setembro e de 20,9% ante 2013.

Construtoras ouvidas pela reportagem preveem um período de promoções para equilibrar o estoque e a venda, com descontos.

Na perspectiva de acomodação dos preços, é preciso saber garimpar oportunidades, recomendam as construtoras.

(Folha de São Paulo - Mercado - 13/12/2014)

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Valor: Venda de imóveis cai 65,4% em outubro, aponta Secovi-SP

As vendas de imóveis residenciais novos voltaram a cair na cidade de São Paulo, maior mercado imobiliário do país, em outubro. O Valor Geral de Vendas (VGV) comercializado no mês teve queda de 63% em relação a setembro e redução de 55,6% ante outubro de 2013, segundo levantamento realizado pelo Secovi-SP, o Sindicato da Habitação.

Em número de unidades, a redução foi de 65,4% na comparação com setembro e de 55,4% ante outubro do ano passado. De acordo com o Secovi-SP, outubro foi o segundo pior mês do ano em unidades vendidas. O período eleitoral contribuiu para a queda do desempenho, segundo o Secovi-SP.

No início de novembro, o Secovi-SP informou esperar redução de 27,7% na venda de imóveis novos na cidade de São Paulo neste ano ante 2013, para 24 mil unidades vendidas, mas a expectativa foi reduzida para de 20 mil a 22 mil unidades, devido ao desempenho do setor em outubro. A estimativa quanto a lançamentos foi mantida em torno de 26 mil unidades, com retração de 21,7% em relação às as 33.198 unidades de 2013.

Dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) apontam lançamento de 2.336 unidades residenciais em outubro, 41,9% abaixo do volume de setembro e 20,9% abaixo do décimo mês de 2013.

O volume ofertado de unidades novas chegou a 23.652, volume 5,9% maior do que o de setembro e 40,6% superior ao de outubro do ano passado, conforme o Secovi-SP. Com isso, o estoque corresponde a 15 meses de vendas na capital paulista.

De janeiro a outubro, as vendas de unidades residenciais novas na cidade de São Paulo acumulam queda de 44,7% ante o intervalo equivalente de 2013, para 15.337 unidades, segundo o Secovi-SP. Na mesma base de comparação, os lançamentos encolheram 16,1%, para 20.703 unidades.


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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Exame: Queda dos preços e pessimismo afugentam investidores de imóveis

As perspectivas sobre os preços dos imóveis também corroboram com a percepção de que os participantes do mercado imobiliário estão mais pessimistas (...) O Raio-X FipeZap também mostrou que houve aumento no percentual de desconto nas compras de imóveis
Investidores de imóveis estão colocando o pé no freio. Segundo a pesquisa "Raio-X FipeZap: Perfil da demanda de imóveis", a participação de investidores nas compras de imóveis caiu bruscamente no início do segundo semestre de 2014.
Entre os meses de julho e setembro, apenas 20% dos entrevistados que declararam terem comprado imóvel o fizeram com o objetivo de investir, enquanto no trimestre anterior os investidores representavam 39% dos compradores e 41% no terceiro trimestre de 2013. 
Desenvolvido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e pelo classificado imobiliário online ZAP Imóveis, o Raio-X FipeZap é um levantamento que visa medir e analisar a demanda por imóveis no país. 
Ele é realizado a cada três meses com usuários do ZAP que manifestaram interesse em entrar em contato com algum anunciante de imóveis durante o trimestre de referência.
Preços em queda, descontos e pessimismo em alta
As perspectivas sobre os preços dos imóveis também corroboram com a percepção de que os participantes do mercado imobiliário estão mais pessimistas.

O estudo mostrou que, entre abril e junho deste ano, 20% dos interessados em comprar imóveis acreditavam que os preços subiriam acima da inflação nos próximos dez anos. No terceiro trimestre, esse percentual caiu para 16%.
A parcela dos que esperam que os preços apenas acompanhem a inflação na próxima década passou de 41% no segundo trimestre, para 43% no terceiro - e a parcela daqueles que esperam que a inflação suba mais do que os preços dos imóveis teve o maior aumento: passou de 38% para 41% no período.
O Raio-X FipeZap também mostrou que houve aumento no percentual de desconto nas compras de imóveis. 
(Exame - Seu Dinheiro - Notícias - 11/12/2014)
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Infomoney: Para executivo, feirões e descontos podem atrapalhar no futuro

No entanto, o executivo não vê com bons olhos as incorporadoras que, por necessidade de caixa, estão realizando feirões com descontos elevados na tentativa de melhorar o caixa. “Isso cria nos consumidores a impressão de que a margem das incorporadoras é elevada, na faixa de 30% a 40%, o que pode atrapalhar as vendas mais adiante”

O ano de 2014 não foi fácil para o mercado imobiliário, além da ameaça de uma bolha imobiliária, as vendas caíram devido às incertezas do período – Carnaval em março, Copa do Mundo e eleições presidenciais – e as incorporadoras se viram com estoques parados e quedas de lançamentos.

O consumidor sentiu na pele a instabilidade, tanto que 70% consideram que os preços dos imóveis estão muito altos, segundo um levantamento realizado pela Ricam Consultoria e o Instituto ILUMEO. 

Os dados fornecidos pelo Secovi-SP mostram que no acumulado de janeiro a setembro de 2014, foram vendidas 14.374 unidades, registrando queda de 43,8% quando comparado aos mesmos meses de 2013.

Os lançamentos de novos projetos residenciais, no acumulado do ano, tiveram queda de 15,4% em relação ao mesmo período de 2013.

Ano difícil, mas "vitorioso"
Apesar dos pesares, o presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), Octavio de Lazari Junior, acredita que 2014 foi um ano difícil, mas vitorioso.

Para ele, fatores que mantém o crédito em alta, como baixo nível de inadimplência e boas condições de emprego e renda da população, vão garantir um bom funcionamento do mercado em 2015. O 4º trimestre do ano já está mostrando alta de 5% nos negócios, em relação ao mesmo período do ano passado, e o setor enxerga um grande mercado potencial entre famílias que ainda pagam aluguel.

Para executivo, feirões e descontos atrapalham
Há aqueles que estão otimistas com o futuro. O presidente da imobiliária Abyara Brokers, Arnaldo Curiati, acredita que 2015 será melhor que 2014 já que o calendário apresenta menos incertezas, apesar de continuar com indicadores mais baixos do que há dois ou três anos, quando o mercado imobiliário estava bem. Para ele, os estoques elevados, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, serão absorvidos lentamente pelo mercado.

No entanto, o executivo não vê com bons olhos as incorporadoras que, por necessidade de caixa, estão realizando feirões com descontos elevados na tentativa de melhorar o caixa. “Isso cria nos consumidores a impressão de que a margem das incorporadoras é elevada, na faixa de 30% a 40%, o que pode atrapalhar as vendas mais adiante”.


(Infomoney - Imóveis - Notícia - 10/12/2014)


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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Exame: Imóveis têm queda real de preços, com 12ª desaceleração seguida

O preço médio dos imóveis no Brasil registrou queda real em novembro, segundo o Índice FipeZap, que acompanha o comportamento do mercado imobiliário de 20 cidades brasileiras.

A correção do valor médio do metro quadrado no mês foi de 0,45%, enquanto a inflação esperada para novembro é de 0,59%, segundo projeções do Boletim Focus do Banco Central.

Diz-se que houve queda real quando a valorização dos imóveis é inferior à alta generalizada
nos preços, medida por índices inflacionários, como o IPCA.

São Paulo e Rio de Janeiro novamente se destacaram pela tímida alta dos preços, de 0,26% e 0,16% respectivamente. Ambas as cidades tiveram as menores correções desde o início de suas séries históricas, em 2008.

12ª desaceleração consecutiva
A variação no preço dos imóveis registra a 12ª desaceleração consecutiva no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em novembro.

Os menores preços médios foram registrados em Contagem (3,362 reais) e Goiânia (4.024 reais). O preço médio nacional foi de 7.510 reais.

O Índice FipeZap tem dados disponíveis sobre São Paulo e Rio de Janeiro desde janeiro de 2008. Para Belo Horizonte, a série histórica começa em maio de 2009. Para Fortaleza, em abril de 2010; para Recife em julho de 2010; e para o Distrito Federal e Salvador, em setembro de 2010.

Já entre as cidades incluídas mais recentemente, que compõem o Índice FipeZap Ampliado, os municípios do ABC Paulista e Niterói têm dados disponíveis desde janeiro de 2012. Vitória, Vila Velha, Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba têm as menores séries históricas, iniciadas em julho de 2012. 

O FipeZap Ampliado foi lançado em janeiro de 2013. O indicador, elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o site Zap Imóveis, acompanha os preços do metro quadrado dos imóveis usados anunciados na internet, que totalizam mais de 290 mil unidades todos os meses.

Além disso, são buscados também dados em outras fontes de anúncios online. A Fipe faz a ponderação dos dados utilizando a renda dos domicílios, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

(Revista Exame - Seu Dinheiro - Notícias - 03/12/2014)

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Valor: Crise imobiliária faz Brasil Brokers mudar presidente e fechar lojas

"O ano de 2014 foi completamente atípico. Temos de passar o apagador e esquecer que este ano existiu" - Plínio Serpa Pinto, presidente da Brasil Brokers
A Brasil Brokers, segunda maior empresa de corretagem imobiliária do país, pretende concluir, até o fim do ano, a definição dos mercados em que deixará de atuar. Neste ano, a rede de imobiliárias fechou 22 lojas, a maioria desde que o novo presidente, Plínio Serpa Pinto, assumiu o cargo, no fim de abril, já com foco na rearrumação da casa. Outras três lojas serão fechadas até o fim do ano. A empresa abriu seis pontos de vendas em 2014.
"A conclusão do primeiro ano do meu mandato, em abril, será suficiente para uma boa remodelada da companhia", diz Pinto.
A "obsessão" em corte de custos faz parte do perfil do executivo, mas se torna mais necessária no atual momento do país e do setor imobiliário e de queda de lançamentos e vendas da Brasil Brokers. A companhia estima queda de 16% nos lançamentos de sua intermediação neste ano em relação a 2013 e redução de 25% nas vendas de imóveis primários (incluindo comercialização de lançamentos e estoques).
Momento de "austeridade completa"
"O ano de 2014 foi completamente atípico. Temos de passar o apagador e esquecer que este ano existiu", diz Pinto, se referindo a fatores como o calendário de eventos, com Carnaval tardio, Copa e eleições, e a piora da economia. "Não é um problema só do mercado imobiliário e da Brasil Brokers, mas o país viveu um ano extremamente turbulento."

O momento é de "austeridade completa", de acordo com o presidente, com fechamento de lojas, diminuição do quadro de funcionários, redução dos valores de locação pagos pela Brasil Brokers nas áreas ocupadas, corte de despesas de marketing e medidas para reduzir despesas do dia a dia.
A primeira rodada de fechamento de lojas focou situações em que havia unidades sobrepostas cujos resultados eram considerados satisfatórios. "Estamos terminando a análise das cidades. Podemos trabalhar com pouco lucro em algumas cidades, mas prejuízo é inadmissível", diz Pinto. A Brasil Brokers substituiu alguns gestores e, nos casos em que optar sair da cidade, poderá vender a participação nas lojas para os antigos proprietários ou fechar unidades.
Ao projetar a queda de 16% no Valor Geral de Vendas (VGV) lançado no ano, a Brasil Brokers considera que uma parcela dos projetos não deve ser apresentada ao mercado. Mas, ainda assim, de acordo com o executivo, o quarto trimestre marca o início da inversão da tendência das incorporadoras apostarem mais na venda de estoques do que de lançamentos. "A própria redução da oferta regulou os estoques."
Culpa das eleições
Em relação a 2015, o executivo espera um ano "menos sofrido, sem os episódios de 2014". "Espero que seja um ano normal", afirma Pinto. O executivo ressaltou que, para produtos bem localizados e com preço adequado, há mercado. "De agosto para cá, houve uma melhora. Setembro foi ótimo, houve queda do desempenho em outubro por causa das eleições, e novembro foi muito bom", afirma.

(Valor Econômico - Empresas - 01/12/2014)

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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Folha: O "Black Friday" da construção continua

As construtoras, incorporadoras e imobiliárias também aderiram ao Black Friday e prometem descontos de até 35% em imóveis no estado de São Paulo
A Rossi promove a ação até domingo, dia 30. Em São Paulo, terão desconto de até 35% os projetos Osasco Prime Boulevard, Rossi Atual Alto da Lapa, Rossi Itapeti, Rossi Estilo Mooca, Rossi Mais Parque da Lagoa, Rossi Mais Santos, Rossi Montes, Rossi Reserva Enseada e Rossi Vila Office.
A MRV Engenharia também entrou no clima de descontos e oferece oportunidades em apartamentos de pronta entrega de sexta-feira (28) a domingo (30) nas principais praças onde atua. As ofertas podem ser conferidas no site.
Segundo a empresa, serão mais de 140 empreendimentos com unidades em promoção, em 40 cidades. 
"Muitas pessoas aproveitam a campanha da Black Friday para adquirir eletrônicos ou itens de beleza, por exemplo, mas não imaginam que podem aproveitar a oportunidade para mudar de vida e adquirir a casa própria com um desconto considerável", diz o diretor de Marketing da MRV Engenharia, Rodrigo Resende.
Desconto também na locação
Já a imobiliária Lello oferece oportunidades de descontos de até 30% tanto na compra quanto na locação de imóveis na capital paulista.
As oportunidades se concentram na zona leste, no bairro da Tatuapé e também na Mooca.
Segundo Roseli Hernandes, diretora da Lello, são mais 1.900 ofertas, 900 de imóveis residenciais a venda.

(Folha de São Paulo - Imóveis - 28/11/2014)

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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Exame: Além dos atrasos, imóveis novos têm paredes e estruturas malfeitas

São desde casos mais graves, como estruturas malfeitas que começam a ruir e se desprender, até problemas como paredes tortas, portas que não fecham e ralos que não escoam a água de forma eficiente
Além do atraso na entrega das chaves, um problema bem conhecido entre os compradores de imóveis novos, crescem agora as queixas de mutuários sobre defeitos construtivos, como paredes tortas e rachaduras. 
Quando a construtora se recusa a realizar o reparo, ou  quando o problema é solucionado de maneira insatisfatória, o caminho é entrar com uma ação judicial para obrigar a empresa que vendeu o imóvel a solucionar o problema ou indenizar o morador pelos prejuízos.
No escritório de advocacia Tapai, ações na Justiça sobre vícios construtivos aumentaram 30% entre janeiro e setembro deste ano comparado com o mesmo período do ano anterior: 42 ações judiciais que incluem queixas por vícios construtivos foram movidas esse ano pelo escritório. 
O advogado Marcelo Tapai, proprietário do escritório e presidente do Comitê de Habitação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SP), afirma que qualquer defeito de construção pode ser resolvido na Justiça.
São desde casos mais graves, como estruturas malfeitas que começam a ruir e se desprender, até problemas como paredes tortas, portas que não fecham e ralos que não escoam a água de forma eficiente.
Carga elétrica e materiais de tomadas e extensões que não estejam de acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) também podem ser questionados.
Os problemas mais comuns, segundo Tapai, são infiltrações, rachaduras, paredes tortas, portas e janelas que não fecham, ralos entupidos, piso com caimento malfeito, água que não escorre para o ralo, problemas elétricos e hidráulicos e acabamentos de fachadas malfeitos que começam a se desprender.
Nas áreas comuns, piscinas concentram os problemas. Falta de equipamentos em salões e academias também são alvo de reclamações.
Bosque virou "paredão" pintado de verde
Também há casos de promessas não cumpridas. “No escritório, atendemos um caso em que a construtora prometeu um bosque no condomínio e, no lugar, entregou um paredão pintado de verde”, conta o advogado.

Incorporadora é responsável
Segundo Marcelo Tapai, a responsável pelo problema é a incorporadora - empresa que articula o negócio imobiliário e realiza as vendas -, independentemente de quem realizou a construção.

Mas, durante a ação judicial, verifica-se como o dano foi originado, diz Tapai. “O vazamento pode ter sido tanto provocado por uma falha construtiva como por um vizinho do mutuário, que modificou a planta hidráulica do seu apartamento”.
Geralmente, as decisões na Justiça determinam a reparação dos problemas, conta o advogado. “Em casos urgentes, nos quais o proprietário foi obrigado a realizar os reparos, a indenização cobre o valor do conserto”.
Prejuízos decorrentes do problema, como gastos com aluguel diante da impossibilidade de ficar no apartamento, até a solução do defeito deverão ser pagos pela incorporadora. Eventuais danos morais também podem ser pleiteados.
Quando os problemas são registrados no apartamento ou casa, o proprietário é quem deve pedir o reparo dos problemas e entrar com a ação judicial.
No caso de problemas nas áreas comuns, como piscinas, jardins, garagens, salões e portarias, a reclamação deve ser feita pela empresa que administra o condomínio.
Ainda que seja possível entrar com uma ação apenas contra os defeitos no imóvel, Tapai diz que é mais comum observar casos em que o proprietário processa a empresa pelo atraso na entrega do imóvel e pela recusa da empresa em devolver as taxas.  
Reclamações têm prazos
Os prazos para queixas e abertura da ação na Justiça variam de acordo com o tipo de problema. Para materiais utilizados com freqüência pelos moradores, como torneiras e fechaduras, a garantia por lei é de três meses. Outros tipos de materiais, mais duráveis, têm prazo de garantia maior, que pode variar entre três e cinco anos.
A garantia legal para problemas estruturais, relacionados à solidez da edificação, é de cinco anos e o consumidor tem mais cinco anos, a partir do momento em que constatou o vício, para ingressar com a ação na Justiça.
Porém, existem entendimentos na Justiça que, no caso de problemas estruturais,  a garantia não se limita a cinco anos, mas ao tempo que se espera que o item dure.
Uma coluna de sustentação, por exemplo, deve durar no mínimo 20 anos e, se depois de oito anos rachou ou entortou, então a construtora deve se responsabilizar pelo problema, pois o colapso prematuro indica falha na construção.
(Revista Exame - Seu Dinheiro - Notícias - 08/10/2014)

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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Venda de imóveis cai 30% em Uberlândia. Aluguéis acompanham queda

Contribuição do leitor Maurício Orosco
“O próximo ano pode ter tendência de preço caindo e um mercado muito menos pujante que 2014 e menos ainda que 2013, que foi o ápice da construção civil. Vai ter construtor que pegou dinheiro emprestado no banco, com juros crescentes, para construir pensando que ia vender rápido. Como não vai vender rápido, ele poderá dar um desconto maior..."
O mercado imobiliário de Uberlândia está em queda, tanto no setor de vendas quanto no de aluguéis. O volume de transações de imóveis está diminuindo desde o início do ano, mas a decaída maior ocorreu a partir de julho, segundo empresários do ramo. Nas vendas, o maior impacto foi nos imóveis novos, que caíram cerca de 30%, de acordo com dados do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis de Uberlândia (Secovi). Já os usados apresentaram baixa nas vendas em torno de 15%. 
No setor de aluguéis, os imóveis comerciais foram os que registraram maior redução: entre 15% e 20%. Os aluguéis residenciais diminuíram 10%. “De cinco anos para cá, o valor do terreno aumentou muito, o que fez com que o preço dos imóveis também subisse muito. Os imóveis encareceram muito para o mercado brasileiro. Aliado a esses preços, vieram os altos juros, a alta do dólar e a insegurança na economia”, disse o empresário do ramo imobiliário Cícero Heraldo Novais.
Em Uberlândia, existem mais de 7,7 mil imóveis à venda somente nas quatro maiores imobiliárias da cidade, de acordo com o levantamento feito pela reportagem do Correio de Uberlândia. Segundo o presidente do Secovi, Paulo Maurício Carneiro Silva, os imóveis chamados intermediários, que têm valor entre R$ 200 mil e R$ 800 mil, foram os que mais sofreram queda nas vendas e aluguéis. “O mercado como um todo está devedor. Houve queda na procura por aluguel, o que também levou à diminuição das vendas. Os imóveis intermediários são os que investidores compram para locação. Se a locação cai, a venda para investimento também cai”, afirmou Silva.
Para o economista Leonardo Baldez, a redução nas vendas e aluguéis de imóveis deve-se ao momento econômico nacional, que, segundo ele, é de preocupação. “As pessoas estão menos dispostas a fazer investimentos, inclusive na casa própria. As famílias estão mais endividadas e já passou aquele boom de compra de imóveis. O preço dos imóveis chegou a um ponto que o valor de entrada tem de ser maior, principalmente para quem tem baixa renda, o que dificultou. A oferta aumentou e tem alguns preços caindo. Então, as pessoas ficam paradas esperando para ver se cai mais. A queda é proveniente também de um mercado que cresceu muito rápido, então, a tendência agora é gerar um equilíbrio”, afirmou.
Momento de "reavaliação"
A desaceleração nas vendas de imóveis prontos em Uberlândia refletiu no setor da construção civil que, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (Sinduscon-Tap), também desaqueceu. Prova disso é a quantidade de empregos gerados na área. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a construção civil criou 151 novos postos de trabalho em Uberlândia de janeiro a outubro de 2014. O número é quase 15 vezes menor que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o setor ofereceu 2.264 novos empregos na cidade.
“Não houve redução na construção civil na mesma proporção das vendas. Mas o mercado de novos lançamentos está passando por um momento de reavaliação. Houve uma pequena queda no mercado fora da faixa do Minha Casa Minha Vida”, afirmou o presidente do Sinduscon-Tap, Efthymios Panayotes Emmanuel Tsatsakis.
Expectativas para 2015
A expectativa do ramo imobiliário e do setor de construção civil é de que em 2015 haja uma reação do mercado. “Somos otimistas para o próximo ano. Esperamos que as vendas tenham estabilização e os imóveis continuem valorizando, mas em uma taxa menor”, disse o presidente do Secovi, Paulo Maurício. 
Segundo o economista Leonardo Baldez, a tendência para 2015 é de estabilização de preços dos imóveis e até valores menores, se o comprador souber negociar. “O próximo ano pode ter tendência de preço caindo e um mercado muito menos pujante que 2014 e menos ainda que 2013, que foi o ápice da construção civil. Vai ter construtor que pegou dinheiro emprestado no banco, com juros crescentes, para construir pensando que ia vender rápido. Como não vai vender rápido, ele poderá dar um desconto maior..."
(Correio de Uberlândia - Cidade e Região - 23/11/2014)
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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Valor: Construção segue me queda, aponta sondagem CNI

A atividade do setor da construção continuou em contração em outubro, de acordo com a “Sondagem da Indústria da Construção Civil”, divulgada na última sexta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O setor também seguiu reduzindo o número de funcionários.
“O quadro negativo da indústria de construção permaneceu praticamente inalterado em outubro. O nível de atividade e o número de empregados do setor mantiveram o mesmo ritmo de queda de setembro”, analisou a CNI no estudo.
O indicador relativo à atividade no setor foi de 42,7 pontos no último mês. Na pesquisa, os resultados variam de zero a cem pontos, sendo que resultados abaixo dos 50 pontos indicam retração da atividade em relação ao mês anterior.
A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) permaneceu em 67% pelo terceiro mês consecutivo. Em outubro do ano passado, esse percentual foi de 71%.
O índice de atividade em relação ao usual para o mês foi de 40,2 pontos em outubro deste ano, ante 38,8 pontos em setembro. Já em outubro de 2013, esse indicador foi de 45 pontos. Apesar do aumento, o índice mostra que a atividade do setor continua desaquecida. Os índices de pequenas e médias empresas se afastaram ainda mais da linha de 50 pontos em outubro.
Pessimismo em alta
Os empresários da construção civil continuam pessimistas em relação aos  próximos seis meses, de acordo com a CNI. Em novembro, o indicador de expectativas sobre o nível de atividade ficou em 47,7 pontos, o de novos empreendimentos e serviços recuou para 46,4 pontos, o de compras de matérias-primas foi de 46,2 pontos e o de número de empregados caiu para 46 pontos. Os indicadores variam de zero a cem. Abaixo de 50 revelam expectativa negativa.
A pesquisa, feita em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), ouviu, entre 3 e 12 de novembro, 571 empresas, das quais 186 de pequeno porte, 258 médias e 127 grandes.
(Valor Econômico - Brasil - 21/11/2014)
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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Infomoney: Imóveis - A festa acabou

"Muitas vezes o comprador vê que um apartamento parecido com o seu agora está sendo vendido por um preço mais barato em um 'saldão' e prefere distratar (cancelar)", afirma Paulo Fabbriani, presidente da Fabbriani Investments, empresa espe­cializada no mercado imobiliário
Já são 4h30 da manhã, quase toda a turma foi embora, mas os mais animados ainda estão no salão de festas. O DJ coloca o som no volume máximo e toca músicas dançantes na tentativa de manter o astral elevado entre os poucos presentes. Ainda que coisas memoráveis possam acontecer antes de o dia clarear, geralmente o melhor da festa já ficou para trás. Imaginou a cena? Pois 2014 está para o mercado imobiliário como as últimas horas da madrugada estão para os baladeiros. O ciclo de forte alta dos preços de imóveis que durou quase seis anos encontrou seu final e, à medida que o tempo vai passando, as oportuni­dades e os grandes negócios ficam cada vez mais escassos.
Os números demonstram que o setor imobiliário foi um dos que mais sentiram o baque da desaceleração generalizada da economia brasileira. De acordo com dados do Secovi-SR o sindicato da habitação, nos oito primeiros meses deste ano houve uma queda de 48,8% em relação às vendas do mesmo período do ano passado, O economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, minimiza o resultado e diz que a base de comparação contribui para essa redução tão acentuada.
Os sinais de que o mercado desacele­rou, no entanto, estão por toda a parte. Os compradores têm se mostrado mais cau­telosos e seletivos - o que tem impacto sobre os preços. Em algumas capitais, os imóveis já sobem menos que a média dos preços. Em Brasília, a situação é ainda pior. Os imóveis se desvalorizaram desde o começo do ano, segundo o FipeZap. "Há cidades com exces­so de oferta, onde os preços já não sobem mais. No caso de Brasília, se nota até algu­ma queda" diz o coordenador do FipeZap, Eduardo Zylberstajn.
Número de distratos dispara
O número mais preocupante, no entanto, é o das pessoas que desistiram de comprar um imóvel na planta no meio do caminho, Em dezembro de 2012, o percentual de distratos nas vendas dos imóveis era de 5,1%, segundo o Secovi-SR Em julho deste ano, já representavam 17,9% de todos os negócios fechados. 

Os distratos acontecem quando o comprador de um imóvel na planta devolve a unidade para a construtora antes de pegar as chaves e recebe de volta os valores já pagos descontados os custos de comercialização e administração. A disparada dos distratos costuma refletir dois cenários: a falta de capacidade de pagamento das parcelas restantes ou o desinteresse do comprador de ficar com o imóvel frente às novas con­dições de mercado. Fica a sensação de que, na dúvida, muitos investidores do mercado imobiliário preferiram acionar o "stop loss". "Muitas vezes o comprador vê que um apartamento parecido com o seu agora está sendo vendido por um preço mais barato em um 'saldão' e prefere distratar", afirma Paulo Fabbriani, presidente da Fabbriani Investments, empresa espe­cializada no mercado imobiliário.

Indicador preocupante
Com mais imóveis novos entrando no mercado nos últimos anos e uma deman­da menos aquecida, também começa a demorar mais para que os lançamentos sejam vendidos. O indicador VSO (venda sobre ofertas), que mostra o percentual de unidades lançadas que tiveram um comprador, foi de 48,6% no acumulado do ano até agosto. Em agosto de 2013, o VSO acumulado havia sido de 67,4%. "Isso eleva o estoque das construtoras", afirma Cláudio Bernardes, presidente do Secovi-SR. O indicador é preocupante principalmente porque o mercado sentiu a queda nas vendas e lançou bem menos neste ano - o tamanho do ajuste na ofer­ta, no entanto, parece ter sido insuficien­te ante à redução da demanda.
Aluguéis também em queda
O mercado de aluguéis também foi pego em cheio pela desaceleração. Os contratos novos de locação tiveram um reajuste de 3,52% em São Paulo nos últi­mos 12 meses encerrados em setembro, segundo o Secovi-SP. No mesmo período, o IGP-M, índice que corrige a maioria dos contratos, avançou 3,54%, Como compa­ração, em setembro de 2013 os aluguéis haviam subido 9,9% em 12 meses, contra um IGPM-M de apenas 4,4%, "Os reajus­tes da locação desaceleraram desde o início do ano, reflexo das dificuldades que a economia brasileira atravessa" diz Mark Turnbull, diretor de locação do Secovi-SR.

No mercado corporativo, o cenário ruim é ainda mais latente, Em São Paulo, a taxa de vacância (imóveis sem inquilinos) de escritórios de alto padrão chegou a 20,5%, segundo dados da consultoria imobiliária Jones Lang La Salle. Isso quer dizer que, na média, a cada 10 escritórios de alto padrão para locação, dois estão vazios em São Paulo. Para se ter idéia de quão ruim são esses números, basta lem­brar que o mercado de escritórios chegou a registrar apenas 3,5% de taxa de va­cância há três anos e meio. A situação não tende a melhorar no curto prazo porque muitos empreendimento que começaram a ser construídos nos últimos dois anos devem chegar ao mercado nos próximos meses, pressionando ainda mais as taxas de vacância.
Com mais imóveis sem inquilino, os pre­ços de locação dos escritórios caíram. "Hoje a mesa está vira­da para os locatários. 0 poder de barganha está do lado deles", afirma Adriano Mantesso, gestor do BTG Pactuai Corporate Office Fund, conhecido como BC Fund, o maior fundo imobiliário do país.
Os reflexos do ciclo de baixa dos imó­veis também podem ser vistos na Bolsa, As ações das principais incorporadoras com ações listadas acumulam seguidos anos de perdas. Apenas nos 10 primeiros meses de 2014 (até o dia 24), a desvalori­zação acumulada foi de 23%. Excluindo da amostra a Brookfield, que teve uma alta atípica devido à oferta pública de re- compra para o fechamento de capital, a perda média supera 32%, Para analistas, empresas como a Rossi e a PDG precisa­rão de injeções de capital dos sócios para conseguir arcar com as dívidas.
Bolha ou "desaceleração"?
Entre janeiro de 2008 e o início deste ano, o preço dos imóveis residenciais em São Paulo disparou quase 200%, No Rio de Janeiro, a alta foi de 242%, Não é de se estranhar que um movimento tão acentuado levantasse a suspeita de bo­lha imobiliária, 0 argumento dos que acreditam nela é que não houve um crescimento da renda da população que justificasse tal valorização e que os pre­ços estariam artificialmente inflados pe­los juros abaixo da Selic cobrados na maioria dos financiamentos imobiliários e pelos subsídios à aquisição, como os do programa Minha Casa, Minha Vida.
Os especialistas mais incisivos chega­ram até a colocar uma data para a bolha estourar: após a Copa do Mundo, em julho. Mas o que realmente se viu durante e logo depois do evento esportivo foi uma forte redução dos negócios. "O mercado desacelerou com força durante a Copa e, nos meses seguintes, foi devagar. O pessoal da imobiliária sentiu", diz o cor­retor de imóveis Francisco Sampaio, da Leardi. A redução da atividade durante e após a Copa, no entanto, foi vista em di­versos setores da economia. No setor imo­biliário, onde decisões de compra são embasadas em muita pesquisa e comparação de preços, não era de se esperar que acon­tecesse algo diferente. "Foi um ano atípi­co. Sabíamos que seria assim, com Carna­val tardio, Copa, eleições. Mas a queda foi muito abrupta", diz Bernardes.
Um dos que defendem que os imóveis vivem uma bolha é o economista Adolfo Sachsida, pesquisador do Ipea. Seus es­tudos seguem a linha de raciocínio do I Prêmio Nobel de Economia Friedrich Hayek, um dos maiores defensores da Teo­ria Austríaca dos Ciclos Econômicos. O raciocínio é que existe um bolha quando o crédito em algum setor é estimulado artificialmente pelo Estado, "Quando o governo faz isso, aquele setor vai en­frentar um boom de crescimento por conta dos estímulos. Enquanto os incen­tivos continuarem, o crescimento do se­tor se mantém. Assim que o crédito aca­ba, o setor para. As evidências que encontramos [no estudo sobre a bolha] mostra que o governo brasileiro, por meio de uma política monetária equivo­cada, está criando uma bolha no setor imobiliário, direcionando crédito artifi­cial ao setor", afirmou Sachsida em de­bate sobre a bolha imobiliária realizado pelo InfoMoney.
O professor Robert Schiller, outro Prê­mio Nobel de Economia, também aler­tou para a possibilidade de bolha no mercado imobiliário brasileiro no ano passado, Um dos maiores especialistas em preços dos imóveis nos EUA, Shiller sempre repete que os preços dos imó­veis americanos subiram de acordo com a inflação nos últimos 120 anos - e que qualquer movimento atípico é momen­tâneo e será corrigido nos anos seguin­tes. "Quando isso acontece de forma generalizada, pode-se dizer que há uma bolha, Mas não acho que vivemos isso no mercado imobiliário brasileiro, Nos últimos 10 anos, houve um forte au­mento de renda e melhora das rendi­ções de financiamento. Isso naturalmente mente provoca um aumento dos preços, mas não é o suficiente para configurar uma bolha", defende Zylberstajn. O pró­prio Sachsida descarta uma queda abrupta dos preços como aconteceu na Europa e nos EUA com a detonação da crise do subprime. "Confesso que não acho que os preços vão cair, Minha visão é que eles vão ficar estagnados ou no máximo terão uma queda bem leve."
Bancos temem uma a explosão da Bolha Imobiliária
Discretos e cautelosos, os maiores bancos privados brasileiros têm sido bem mais restritivos na concessão de fi­nanciamentos desde 2013. De acordo com gerentes de agências ouvidos pelo InfoMoney, duas formas de reduzir o ris­co da carteira imobiliária que vêm sendo adotadas são a redução do limite do percentual do imóvel que será financiado e a exigência da comprovação de uma ren­da maior pelo comprador. Na média, os bancos têm liberado financiamentos equivalentes a menos da metade do va­lor atual dos imóveis - o que reforça a garantia das instituições financeiras caso o os preços despenquem com uma eventual explosão da bolha imobiliária.

Mesmo que não haja um consenso so­bre bolha, todos os especialistas ouvi­dos pelo InfoMoney concordam que não dá para esperar que os imóveis se valori­zem como no passado recente, "Cada vez mais é preciso analisar bem o que está comprando e avaliar as expectativas de valorização. Não se pode tomar como parâmetro a valorização dos últimos anos. Elas não se sustentam mais",diz Cláudio Hermolin, vice-presidente da I Ademi-RJ (Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário).

“Bacia das almas”
"Outlet", "saldão", "liquidação". As frases que os brasileiros nos acostumamos a ver nas vitrines dos shoppings para atrair consumidores agora também viraram lugar comum em anúncios publicitários de imóveis. A única diferença é que os produtos oferecidos com desconto valem centenas de milhares de reais, ou às vezes até alguns milhões. São imóveis vendidos em várias cidades do país com descontos que podem chegar a R$ 560 mil, segundos os anúncios divulgados com estardalhaço recentemente. PDG, CCDi e Rossi foram algumas das grandes incorporadoras que aderiram aos saldões com o objetivo de desovar o estoque e fazer caixa para ter fôlego para terminar outros empreendimentos e arcar com dívidas. "Quando as empresas ficam com muitos imóveis remanescentes, elas passam e ter menos liquidez [dinheiro em caixa]. Além disso, precisam pagar condomínio, faxineira e outras despesas do imóvel. O que elas fazem? Calculam todo esse custo, trazem o valor presente e dão um desconto para vender agora e colocar dinheiro no caixa", explica Bernardes, do Secovi. 

(Infomoney - Edição Especial Bloomberg Business Week -13/11/2014)

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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Folha: Resultados pioram. Brookfield tem prejuízo de R$ 447,9 milhões

A Brookfield teve o pior resultado, com um prejuízo de R$ 447,9 milhões no trimestre

Em um cenário de desaquecimento econômico, a maior parte das incorporadoras com ações negociadas em Bolsa teve resultados piores no terceiro trimestre.

Das 17 empresas com foco no segmento residencial, só cinco melhoraram os resultados.

A Brookfield teve o pior resultado, com um prejuízo de R$ 447,9 milhões no trimestre.

O fantasma do estoque
No período, como ocorreu em boa parte do ano, a estratégia das empresas foi priorizar a venda de imóveis em estoque devido a dois fatores principais.

Primeiro, porque, em geral, as companhias reduzem os lançamentos em um cenário de baixa nas vendas. E, segundo, devido ao aumento do número de distratos (cancelamentos de contratos).

O distrato ocorre geralmente na hora de o cliente financiar o imóvel no banco, quando a obra é entregue. Se o distrato ocorre, a unidade volta à empresa, que passa a ter custos de condomínio, por exemplo, até revendê-la.

"As empresas vendem e lançam menos e ainda assim o estoque aumenta, por causa dos distratos", diz Celson Plácido, estrategista-chefe da corretora XP Investimentos.

(Folha de São Paulo - Mercado - 15/11/2014)

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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Reportagem mostra crise do setor imobiliário e desabafo de corretora

“O ano de 2014 foi um caos. Um pouco antes da Copa (do Mundo) nosso mercado começou a ter uma baixa muito grande. Na Copa, acabou. Depois da Copa, a desculpa era a eleição. As eleições passaram e o mercado não conseguiu reagir”

O mercado imobiliário de Belo Horizonte está desaquecido em 2014. A constatação é de corretores e investidores ouvidos pela reportagem da Itatiaia. A instabilidade no mercado leva alguns a procurar outra atividade, uma vez que vivem de comissões e, sem vendas, ficam sem receber salário. É o caso de Cristina Aguiar que trabalha durante cinco anos na área e desenvolve outra atividade desde setembro deste ano. 

“O ano de 2014 foi um caos. Um pouco antes da Copa (do Mundo) nosso mercado começou a ter uma baixa muito grande. Na Copa, acabou. Depois da Copa, a desculpa era a eleição. As eleições passaram e o mercado não conseguiu reagir”, explicou.

Para Cristina, o fato de Belo Horizonte ter poucos terrenos para construção contribuiu para o elevado valor dos preços dos imóveis, o que dificulta a venda. “Os poucos terrenos que existem, os donos colocam o valor muito alto para as construtoras”, detalhou. 

Cristina disse ainda que para conseguir vender é preciso negociar e abrir mão de certa importância. 

Crise deve piorar
A situação atual do mercado imobiliário pode piorar no final de 2015, em razão da nova lei de uso e ocupação do solo. É o que prevê o presidente da Câmara do mercado imobiliário, engenheiro Otimar Bicalho. No entanto, não considera que o mercado esteja parado, mas sim voltado para imóveis usados. Bicalho reconhece que houve queda nas vendas nos primeiros sete meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2013. 


(Rádio Itatiaia - Notícias - Reportagem Especial - 17/11/2014)

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