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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Folha: Venda de imóveis é a pior para um 1º semestre desde 2004

O mercado imobiliário paulistano apresentou as vendas mais baixas para um primeiro semestre de toda a série histórica medida pelo Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário), que começou em 2004 com a atual metodologia.

A comercialização de imóveis novos na capital paulista atingiu 9.054 unidades nos primeiros seis meses do ano, o que representa um recuo de 48,3% sobre a venda de 17.500 imóveis de janeiro a junho de 2013.

Mais do mesmo
Para o setor, entre os motivos desses números, estão um calendário atípico, com o Carnaval tardio (que levaria a um adiamento dos lançamentos), a Copa do Mundo (que começou em 12 de junho, mas teria tirado a atenção dos compradores antes) e as incertezas econômicas.

No último caso, o comprador, estaria menos propenso a fechar a compra de imóveis, demonstrando preocupação com o desemprego.

"O que nós percebemos é que a visitação nos estandes não diminuiu tanto quanto as vendas. A incerteza eleitoral ou a dúvida se a pessoa vai ter o emprego ou não fazem com ela adie um pouco essa compra", diz Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário).

Bernardes acrescenta que muitas empresas adiaram os lançamentos para o segundo semestre, "o que diminuiu a gama de produtos ofertados e pode ter tido esse efeito colateral [da queda nas vendas]." O volume de lançamentos caiu 18,8%.

(Folha de São Paulo - Imóveis - 20/08/2014)


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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Portal G1: Venda de imóveis despenca 72,3% em junho, diz Secovi

No mês em que teve início a Copa do Mundo no Brasil, as vendas de imóveis novos residenciais registraram queda de 72,3% na cidade de São Paulo, em relação a junho do ano anterior. Os dados são do Sindicato da Habitação (Secovi-SP). Em relação a maio deste ano, a queda foi de 48,5%.

Copa, a eterna culpada
"A Copa do Mundo interferiu nos resultados do mercado imobiliário, e os principais efeitos recaíram sobre a cidade de São Paulo, que registrou o pior mês de junho dos últimos cinco anos em termos de vendas. 

Lançamentos em queda
Segundo a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), os lançamentos na capital tiveram uma queda de 32,5% frente a junho de 2013. Já em relação a maio, a queda foi de 10%.

Queda de 48,3%
As vendas nos seis primeiros meses do ano tiveram uma queda de 48,3% sobre o período de janeiro a junho de 2013. No período, as empresas de incorporação lançaram 18,8% menos do que nos seis primeiros meses de 2013.

(Portal G1 - Economia - Notícias -20/08/2014)

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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Estadão: Em meio a saldões imobiliários, setor nega desespero

Quase lado a lado, duas das maiores imobiliárias do País iniciaram a temporada de saldões no mercado imobiliário. No dia 9, corretores da Lopes e da Brasil Brokers disputavam os potenciais clientes que passavam pelas ruas dos Jardins, amontoando-se nas calçadas do bairro munidos de panfletos e bandeiras promocionais.

No último fim de semana, ao menos sete incorporadoras realizaram ações de desconto (mais informações na tabela abaixo), e outra marcou o início de um evento a partir do dia 28. Esse movimento do mercado não é necessariamente um sinônimo de desespero das empresas, na avaliação de profissionais do setor.

Desespero, só em "alguns casos"
“Em alguns casos, a incorporadora está sim enforcada, não realizou o negócio, e precisa vender de qualquer maneira. Em outros, ela realizou o seu negócio, tem um número pequeno de imóveis remanescentes e dá desconto para arrematar o estoque”, diz o coordenador do curso de pós-graduação em Negócios Imobiliários da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), Ricardo Gonçalves
(Estado de São Paulo - Radar Imobiliário - 16/08/2014)

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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Estadão: Queda na construção deve ser a maior desde 1996

Contribuição do leitor Célio de Sousa
Se o movimento de queda e recuperação dos investimentos no Produto Interno Bruto (PIB), de 2012 para 2013, foi marcado pelos aportes em caminhões, neste ano o problema está também na construção civil. Segundo o Monitor do PIB, relatório do Ibre/FGV, houve perdas intensas na indústria da construção (-9,1%), na comparação do segundo trimestre com igual período de 2013. 
“A construção é muito importante para os investimentos, e o setor de máquinas e equipamentos é o que mais sofre na transformação”, ressalta o economista Claudio Considera, responsável pelo Monitor do PIB e que já esteve à frente da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE. 
Na queda de 5,9% da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) projetada pela LCA Consultores para o ano, a construção civil terá recuo de 3,7%. A queda na construção será a maior desde 1996, segundo Bráulio Borges, economista-chefe da consultoria
(O Estado de São Paulo - Notícias - Geral - 16/08/2014) 

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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Valor: Lucro da maior imobiliária do País cai 72,3%

A Lopes Consultoria de Imóveis registrou lucro líquido de R$ 9,161 milhões no segundo trimestre deste ano, em baixa de 72,3% em relação ao lucro líquido apurado no segundo trimestre do ano passado. Os resultados são os atribuídos aos sócios da empresa controladora, base para a distribuição de dividendos.
Os dados foram divulgados na noite desta quinta-feira (14) no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A receita líquida da companhia recuou 43,6% no segundo trimestre, ante o mesmo período do ano passado.
O lucro bruto caiu 48,6% no segundo trimestre deste ano, ante o segundo trimestre de 2013.
No prejuízo
A Lopes registrou prejuízo operacional de R$ 3,619 milhões no segundo trimestre deste ano, ante lucro operacional de R$ 36,270 milhões no mesmo período do ano passado.
A receita financeira líquida da companhia recuou 6,2% no segundo trimestre, ante o mesmo período do ano passado.
(Valor Econômico - Empresas - 15/08/2014)

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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Exame: Projeção de vendas de materiais de construção recua pela 2ª vez

Diante do começo de ano ruim, a Abramat baixou duas vezes sua perspectiva de expansão das vendas em 2014. A projeção feita em janeiro era de alta de 4,5% no ano, revisada para 3,0% em maio e 2,0% em julho
A pretensão de investir entre os empresários da indústria de materiais de construção caiu para o pior nível desde outubro de 2009.
No mês de julho, apenas 51% dos empresários manifestaram ter intenção de investir nos próximos 12 meses. O patamar é o mais baixo desde outubro de 2009.
O resultado de julho também representa um forte queda em relação a junho e julho do ano passado.
A pesquisa foi divulgada pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). 
No primeiro semestre, as vendas da indústria de materiais de construção no mercado brasileiro caíram 4,6% em comparação aos mesmos meses do ano passado.
De novo, a Copa                     
Esse recuo é atribuído ao adiamento de compras por parte do consumidores, ao cenário de baixo crescimento da economia nacional e ao grande número de feriados com a Copa do Mundo.
Diante do começo de ano ruim, a Abramat baixou duas vezes sua perspectiva de expansão das vendas em 2014. A projeção feita em janeiro era de alta de 4,5% no ano, revisada para 3,0% em maio e 2,0% em julho.
Governo
A queda na pretensão de investimentos dentre empresários da indústria também pode ser explicada pelo aumento do pessimismo e indiferença em relação às medidas de incentivo por parte do governo.
Na pesquisa de julho, apenas 14% se disseram otimistas em relação às ações governamentais, 22%, pessimistas e o restante indiferente. Em julho do ano passado, 20% estavam otimistas e 20%, pessimistas.
(Revista Exame - Economia - Notícias - 05/08/2014)

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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Infomoney: Com prejuízo milionário, PDG dá desconto de R$ 560 mil

Em tempos de desaceleração no mercado imobiliário, não é de se espantar que algumas construtoras estejam oferecendo descontos para atrair clientes em certos empreendimentos que estão com vendas decepcionantes.

Este parece ser o caso da PDG Realty (PDGR3), que realizará, neste final de semana, uma grande oferta de imóveis com descontos que chegam até R$ 560 mil.

A promoção, chamada de "Na Ponta do Lápis", reúne tanto apartamentos residenciais quanto apartamentos comerciais, e será realizada em 13 estados brasileiros. Em São Paulo e Rio de Janeiro, onde as discussões sobre uma possível bolha imobiliária são mais fortes, os descontos são de até R$ 560 mil, no caso de São Paulo, e até R$ 500 mil, no Rio.

Não são esses os únicos estados com altos descontos: a companhia também lista descontos de até R$ 500 mil na Bahia, Goiás e Pernambuco. Estes últimos dois estados ainda não possuem uma data de realização da promoção, e podem ainda não ter tido os descontos aprovados pela direção da PDG.

Há, claro, um componente de marketing em uma operação destas. Contudo, ela não deixa de mostrar alguma coisa sobre o atual estado do mercado imobiliário, sobretudo para imóveis de preços mais elevados.

Prejuízo milionário
A própria PDG não vem tendo resultados financeiros muito positivos recentemente, apresentando prejuízo de R$ 135,3 milhões no último trimestre. Nos últimos tempos, diversas construtoras mostraram-se interessadas em apresentar "saldões de imóveis" nos últimos anos - o que pouco se via quando o mercado estava eufórico -, e a PDG já realizou outras operações no estilo.

São Paulo: terra da garoa e da bolha imobiliária
A quantidade de imóveis ofertados na cidade de São Paulo é muito maior do que o número de lançamentos da empresa nos últimos três anos, de acordo com o balanço patrimonial da PDG.

E a consequência do vibrante mercado imobiliário paulista (e também o carioca) na década passada, para muitos parece ter sido uma bolha imobiliária na região. Ao menos é o que pensa Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central e candidato a senador por São Paulo, e o economista vencedor do prêmio nobel Robert Shiller.

(Infomoney - Imóveis - Notícia - 11/08/2014)

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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Rede Globo: Descontos nos imóveis em todo o Brasil são destaque no JH

Se antes você tinha praticamente certeza que comprar imóvel era um bom negócio, porque ele ia se valorizar nos próximos anos, isso não é mais verdade, explica o economista da Fipe

Construtoras e imobiliárias oferecem descontos que podem chegar a 30%. Os economistas dizem que depois de tantas altas, os preços finalmente estão se estabilizando.

Com o carnaval mais tarde, em março, e mais um mês de Copa do Mundo, o primeiro semestre ficou mais curtos para as imobiliárias. “Foram dois meses de férias e o ano que começou tardio”, explica Mirela Raquel Profineli, diretora de atendimento.

As altas seguidas no preço dos imóveis também não ajudaram nas vendas. “Está superfaturado, está fora da realidade alguns empreendimentos. A gente tem visto 200 metros quadrados a R$ 1,5 milhão”, relata o securitário Flavio Januário.

Descontos de 34%
Por isso, para baixar os estoques, o mercado teve que fazer feirões com descontos. Em um feirão em São Paulo, o cliente pode comprar imóveis residenciais ou comerciais em 72 empreendimentos, em todo o Brasil. A negociação sai na mesa e os descontos vão até 34%.

Mesmo com o desconto, é muito dinheiro envolvido e o consumidor tem que pensar bem para fazer um bom negocio. De acordo com o economista Bruno Oliva, o preço de tabela não é o que conta. O que vale é quanto o mercado paga. Em outras palavras, se você comprar hoje, por quanto conseguirá vender amanhã, se precisar.

A farra acabou
“Quem está olhando os imóveis agora tem que pesquisar muito, porque aquela tendência de alta que a gente viu em 2007 e 2008 acabou. Se antes você tinha praticamente certeza que comprar imóvel era um bom negócio, porque ele ia se valorizar nos próximos anos, isso não é mais verdade”, explica o economista da Fipe.

(Portal G1 - Jornal Hoje - Notícias - 09/08/2014)

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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Exame: Preços dos imóveis desacelaram pelo oitavo mês consecutivo

Contribuição do leitor Beto Waltz

A variação anual do preço médio dos imóveis no Brasil registrou desaceleração pelo oitavo mês consecutivo em julho, segundo o Índice FipeZap, que acompanha o comportamento do mercado imobiliário de 16 cidades brasileiras.
Oito das 16 cidades acompanhadas tiveram variação de preço igual ou menor do que a inflação projetada, de 3,9%. Isso significa que metade das cidades acompanhadas teve uma queda real, ou uma valorização menor do que a alta dos preços no período.
O indicador elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o site Zap Imóveis, acompanha os preços do metro quadrado dos imóveis usados anunciados na internet, que totalizam mais de 290 mil unidades todos os meses.
Além disso, são buscados também dados em outras fontes de anúncios online. A Fipe faz a ponderação dos dados utilizando a renda dos domicílios, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

(Revista Exame - Seu Dinheiro - Notícias - 05/08/2014)

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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

DCI: Endividamento imobiliário sobe e bancos têm prejuízos bilionários

A atual desaceleração da economia brasileira vai impedir um ritmo maior da expansão do crédito nos próximos dois anos, diante da perspectiva de um menor crescimento da renda das famílias e preocupações com a manutenção do emprego

Os bancos brasileiros sofrem perdas bilionárias com a inadimplência. Entre os exemplos recentes registrados em balanços do segundo trimestre de 2014, o Bradesco exibiu perdas de R$ 11,9 bilhões em 12 meses, cerca de 3% de sua carteira de crédito expandida. O Santander também relatou em balanço, perdas líquidas com ativos financeiros em empréstimos e financiamentos de R$ 11,8 bilhões nos quatro últimos trimestres, ou cerca de 5,2% de carteira de crédito expandida.

Os últimos dados do Banco Central (BC), relativos a março de 2014, mostravam que o percentual das famílias com endividamento habitacional havia subido para 45,7%, enquanto o endividamento sem o financiamento habitacional havia recuado para 29,4%. "O problema do endividamento imobiliário, principalmente no programa Minha Casa Minha Vida, é que a família fica endividada por um longo tempo, 30 anos, e compromete a sua renda", diz Sobrinho.

(DCI - São Paulo/SP - Finanças - 05/08/2014)

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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Folha: Construtoras de SP fazem saldão com 45% de desconto

Para tentar estancar a queda nas vendas de imóveis nos últimos 12 meses, acentuada no primeiro semestre, construtoras e imobiliárias começam a oferecer descontos que podem chegar a 45%

Desde sábado (2) até a próximo dia 9, a imobiliária Lopes vai oferecer unidades em mais 70 empreendimentos na grande São Paulo com descontos de até 34%, segundo a empresa.

A imobiliária reuniu-se com 16 incorporadoras nos últimos meses para negociar em quantas e quais unidades seria possível oferecer descontos para realizar uma liquidação geral, segundo Adriana Sanches, diretora de marketing da imobiliária.

A Copa "distraiu" os compradores
A Lopes não revelou o número de apartamentos que terão os preços reduzidos. Entre as parceiras na ação estão a Rossi, a Tecnisa, a Even, a OAS, a Stan e outras. "Isso não acontece todo ano. É a primeira vez que estamos fazendo uma ação neste formato. Tivemos um primeiro semestre muito difícil, não só para o mercado imobiliário, mas em todos os setores. A Copa distraiu os compradores", afirma.

Segundo a executiva, ainda não há um planejamento definido, mas a iniciativa pode ser expandida para outras regiões do país.

Descontos pesados
Com descontos ainda mais pesados, a partir da segunda quinzena de agosto, a imobiliária Realton, que se denomina um outlet de imóveis, vai reunir dez grandes incorporadoras na maior promoção que já realizou desde sua fundação em 2012. Serão descontos de até 45%, em rebaixas que podem alcançar até R$ 1 milhão em alguns imóveis, de acordo com a empresa.

A companhia, que comercializa os estoques de incorporadoras como Rossi, Tecnisa, Queiroz Galvão e outras, pretende funcionar como um shopping de ofertas on-line, no site da empresa.

Serão vendidos imóveis na capital paulista e também no interior do Estado.

Em geral, as unidades oferecidas são remanescentes de empreendimentos acumulados de lançamentos anteriores, prontos para morar.

Mais promoções e descontos
Em uma ação paralela, a incorporadora Rossi também lançou uma campanha, que vai até o próximo dia 5 com até 35% de desconto em outras unidades.

A empresa não informou a quantidade de imóveis ofertados.
A imobiliária Lello também vai começar a negociar com os donos dos imóveis de sua carteira, que reúne 17 mil propriedades prontas, tanto em vendas como em locação, para conseguir oferecer descontos de até 30%.

A empresa costuma fazer uma temporada de descontos todos os anos, geralmente em outubro, mas neste ano vai antecipar a ação, segundo Elaine Fouto, gerente de marketing da Lello.

(Folha - Classificados - Imóveis - Mercado - 02/08/2014)

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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Estadão: Indicadores mostram piora em todos os setores da construção

Os indicadores do setor da construção civil divulgados nos últimos dias apontam para a continuidade da desaceleração. A situação é pior no tocante às obras de infraestrutura, mas os números relativos à edificação residencial e, em especial, comercial também deixam a desejar

A Sondagem da Construção, divulgada na última segunda (28) pela Fundação Getúlio Vargas, mostrou queda, pelo quinto mês consecutivo, do Índice de Confiança da Construção (ICST). A variação negativa foi de 10,3% no trimestre maio/julho, em relação ao mesmo período de 2013, superando a registrada em junho (-9,8%). Utilizando os mesmos critérios de avaliação, a queda foi de 3,9% em janeiro. Mais do que a situação real, pioraram as expectativas.

Outra levantamento, outra queda 
Outro levantamento, a Sondagem Indústria da Construção, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada na última quarta-feira, afirma que "a atividade da construção continua se retraindo e as expectativas não são positivas". Foram insatisfatórios os números relativos ao emprego, à disponibilidade de trabalhadores qualificados, à variação da inadimplência e aos juros. Dois itens - a margem de lucro operacional e a situação financeira - tiveram, no segundo trimestre, a pior avaliação da série histórica. Pioraram também os indicadores mensais e o nível de atividade em relação ao usual - estes já estão na casa dos 40 pontos, inferiores, portanto, aos 50 pontos que separam o otimismo do pessimismo.

Entre junho de 2013 e junho de 2014, as vendas de materiais de construção, no mercado interno, caíram 13,6%. No mês, caíram 11%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). O recuo foi de 4,6% entre os primeiros semestres de 2013 e de 2014. E a indústria de cimento está cortando investimentos em razão do recuo da atividade da construção civil, mostrou o Estado ontem.

Até as operações de crédito realizadas pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com recursos das cadernetas de poupança, perderam força em junho, com queda de 19,2% em relação a junho de 2013 (de R$ 11,17 bilhões para R$ 9,03 bilhões).

No mercado residencial, é possível supor que junho e julho sejam meses atípicos - influenciados pela paralisia dos negócios em decorrência da Copa do Mundo e das férias. Mas a queda da atividade nas obras de infraestrutura tem maior significado: os governos malogram na tentativa de elevar os investimentos.

(O Estado de S.Paulo - São Paulo/SP - Economia - 29/07/2014 - Pág.B2)

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terça-feira, 29 de julho de 2014

Rede Globo: Crise imobiliária é destaque no Jornal Nacional

Depois de subirem em um ritmo mais forte que o da inflação, os preços dos imóveis em São Paulo desaceleraram. E as vendas caíram.

Estava difícil encontrar um imóvel que coubesse no orçamento. Depois de seis anos procurando, Denise vendeu o dela e comprou um novinho só fechou contrato porque conseguiu negociar.

“Pedi um desconto. E conseguimos um desconto e vamos fechar o contrato. E agora tem desconto. Antes não tinha”, conta a médica Denize Menezes Lourenço.

Nos últimos anos, o preço dos imóveis em sete cidades brasileiras vinha subindo bem acima da inflação. No pico, os imóveis subiram 2,7% em apenas um mês, em abril de 2011, contra uma alta média de preços de 0,77%. Mas agora houve uma reviravolta. Desde março deste ano, os preços dos imóveis sobem menos do que a inflação.

Nova realidade
O dono da imobiliária confirma: o mercado está diferente. “O mercado vinha meio parado até o meio do ano e agora parece que retomou a força e nesse cenário de redução de preços, descontos e os compradores aproveitando, quase uma liquidação mesmo. A gente vê descontos de 20%, 25% em alguns casos”, comenta Rodrigo Falcão Vaz.

Copa, a eterna culpada
Só em São Paulo, a venda de imóveis novos caiu 36% em maio deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado. Um outro dado que mostra a desaceleração desse mercado é o crédito imobiliário, que caiu quase 20% no país na comparação anual. Uma das explicações é a Copa do Mundo que, em junho, ajudou a esfriar as compras. Mas os economistas dizem que não foi só isso.

“A gente chegou a ter juros pro financiamento imobiliário perto de 7% ao ano, 7,5%. Hoje a gente já vê juros 9%, 9,5% na média, casos até de juros maiores. Com menos gente conseguindo emprego e os salários crescendo menos, aquele ímpeto para comprar o imóvel diminui”, explica o economista da Fipezap Eduardo Zylberstajn.
O economista lembra que comprar a casa própria é uma escolha que exige tempo: “A decisão no final na compra do imóvel é uma decisão de longo prazo. Então, você querer acertar o movimento preciso do mercado sempre é muito difícil, você tem que tomar a decisão com base nas necessidades e nas condições das famílias”. Veja o vídeo completo da reportagem pelo link

(Portal G1 - Jornal Nacional - Notícia - 28/07/2014)

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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Valor: Vendas das incorporadoras têm queda generalizada no 2º tri

As prévias operacionais das incorporadoras de capital aberto divulgadas neste mês demonstraram, em sua maioria, desempenho de vendas no segundo trimestre inferior ao do mesmo período do ano passado. 
Já se sabia que lançamentos e vendas seriam afetados pela Copa do Mundo, quando poucas incorporadoras apresentaram novos projetos, mas a piora do cenário macroeconômico contribuiu para reforçar a postura de cautela dos potenciais consumidores.
De abril a junho, Cyrela Brazil Realty, Direcional Engenharia, Even Construtora e Incorporadora, Gafisa, MRV Engenharia e Rodobens Negócios Imobiliários lançaram menos ante o intervalo equivalente de 2013. As vendas tiveram retração de 21,3%. As cifras incluem somente as parcelas próprias dessas incorporadoras nos empreendimentos.
A fraca velocidade de vendas reportada na maior parte das prévias divulgadas é um dos pontos que mais chama a atenção de analistas
Não está claro se será possível para parte das empresas reverter, no segundo semestre - sazonalmente o mais aquecido -, o desempenho de vendas sinalizado na primeira metade deste ano. "Devido ao cenário macroeconômico mais difícil, algumas empresas podem lançar e vender menos do que se esperava", afirma um analista que acompanha o setor.
O mercado continua atento aos estoques de imóveis das incorporadoras. Esperava-se que o ritmo de absorção das unidades em estoque, incluindo os lançamentos do último trimestre do ano passado, fosse maior do que ocorreu.
O superintendente de relações com investidores da concorrente Brasil Brokers, Rodrigo Cuesta, afirmou que os lançamentos de 2014 devem apresentar "alguma estabilidade ou retração" ante 2013.
Para Cyrela e Direcional, além da Copa e da piora do cenário econômico, a não contratação de projetos da faixa 1 do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida de abril a junho contribuiu para a queda de lançamentos e vendas na comparação com o segundo trimestre do ano passado.
(Valor Econômico - Empresas - 18/07/2014)

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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Folha: Crédito imobiliário cai 51,4% e confirma desaceleração do setor

O volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis com recursos da poupança sofreu queda de 51,4% em relação a 2013 (de R$ 109,2 bilhões para 53,1 bilhões), informou nesta quinta-feira (24) a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

Considerando apenas junho, o volume de crédito retraiu 19% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foi o primeiro recuo desde setembro de 2012, quando os financiamentos caíram 6%.

O mercado parou, e a culpa é da Copa
"Em todos os meses crescemos mais do que no ano passado. Todavia, no mês de junho, o mercado parou", diz Octavio Lazari de Junior, citando a Copa do Mundo, que afetou os financiamentos imobiliários.

No caso dos imóveis usados, os financiamentos também caíram no semestre, o que puxou para baixo o desempenho dessa carteira de crédito, já que esse segmento responde, em valores, por cerca de 60% dos financiamentos imobiliários voltados à aquisição com recursos da poupança.

Segundo Lazari, o mercado de imóveis usados foi o mais afetado pelo menor número de negócios durante a Copa.

(Folha de São Paulo - Mercado - 24/07/2014)

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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Estadão: Setor de construção recua pelo 7º mês consecutivo

Sondagem também mostra que as empresas demitiram em junho e não pretendem aumentar contratações nos próximos meses

O setor de construção voltou a apresentar piora no nível de atividade no índice medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), marcando 44,5 pontos na Sondagem Indústria da Construção de junho divulgada ontem. Foi o sétimo mês seguido de atividade abaixo dos 50 pontos, considerado a linha divisória entre bom e ruim no levantamento. Em maio, a sondagem havia registrado 45,8 pontos.

Demissões e falta de expectativa
O pessimismo levou o setor a demitir em junho, indicando que o nível de emprego deve se manter estável no segundo semestre, o que contraria a previsão do governo de que a terceira fase do programa Minha Casa, Minha Vida puxará a atividade da construção.

O economista Danilo Garcia, da CNI, ressalta que desde janeiro o aumento das demissões vem sendo verificado. "Não há uma expectativa de recuperação no curto prazo, principalmente do setor de infraestrutura, que é menos otimista e depende mais de encomendas governamentais."

As demissões de junho foram registradas a partir da redução do item sobre evolução do quadro de empregados que as empresas respondem na pesquisa. Esse indicador recuou de 45,7 pontos, em maio, para 45,3 pontos, em junho. Os três setores da construção pesquisados (infraestrutura, edifícios e serviços especializados) também registraram queda na atividade no mês passado.

O recuo maior foi nas construtoras que tocam obras de infraestrutura, cujo indicador marcou 41,7 pontos, em comparação a 46,3 pontos para o segmento de construção de edifícios e 43 pontos para serviços especializados. Com relação às expectativas para julho, as empresas disseram que não têm previsão de novas contratações - o indicador que mede o aumento do quadro de funcionários é de 49,4 pontos para julho, ante 50,1 pontos da previsão feita para junho.

Inadimplência e dificuldades financeiras
A pesquisa foi feita entre 1º e 11 de julho com 534 empresas, das quais 167 de pequeno porte, 239 médias e 128 grandes. A empresas ouvidas pela Sondagem reportaram maior dificuldade em obter crédito. Esse indicador registrou 37,9 pontos. A pesquisa também registrou insatisfação dos empresários com a situação financeira (45,1 pontos). A sondagem indicou, ainda, um aumento na inadimplência dos clientes da construção, que passou de 15,7% para 21,4%.

A margem de lucro operacional também foi considerada insatisfatória pela construção no primeiro trimestre, com 41,4 pontos. Já o custo de insumos e matérias-primas aumentou, em comparação ao trimestre anterior, atingindo 59,1 pontos.

Pessimismo generalizado
Os empresários da construção sinalizaram que estão menos otimistas em relação ao desempenho do setor para o mês de julho, com indicador de nível de atividade de 51,2 pontos, ante 51,5 pontos de junho. A expectativa sobre novos empreendimentos e serviços deixou de ser otimista, segundo a CNI, e entrou num ritmo de estabilidade pela primeira vez. O indicador situa-se em 50,3 pontos, na média geral, contra 51 pontos em junho.

As grandes empresas apresentaram expectativa de queda (48,8 pontos).

(O Estado de S.Paulo - São Paulo/SP - Economia - 24/07/2014 - Pág.B6)

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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Infomoney: Queda nas vendas e nos preços dos imóveis vai se acentuar

Nos últimos meses, o mercado imobiliário vem registrando quedas sucessivas. Segundo dados do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), o número de imóveis residenciais novos vendidos na cidade de São Paulo caiu 36,5% em maio, comparado ao mesmo período do ano passado.

Já no primeiro semestre de 2014, o quadro foi ainda pior: queda de 41,4% em relação aos mesmos meses de 2013. A retração teve reflexo também nos lançamentos, que tiveram queda de 14% no número de unidades entre janeiro e maio deste ano.

Especialista diz que retração já era prevista
Para o educador financeiro Reinaldo Domingos, a situação de retração já era prevista, pois é um acontecimento natural após um grande aquecimento do mercado. “Por esse motivo, já alertava aos interessados que era hora de ter paciência, para esperar melhores condições de mercado. Com certeza, a situação para quem deseja comprar um imóvel é interessante, mas pode melhorar ainda mais nos próximos meses. Então, continuo recomendando cautela”, afirma.

Culpa do Carnaval, da Copa e do calendário escolar
Entre os fatores que estão sendo apontados como responsáveis pela queda no mercado estão o Carnaval, que foi comemorado em março; a Copa do Mundo, que incentivou as locações; a mudança no calendário das festas escolares, por conta dos jogos do evento; entre outros.

No entanto, o maior problema está nas leis básicas do mercado: um aquecimento muito grande nas vendas gera aumento dos preços. Por sua vez, o mercado tende a se ajustar e isso faz com que os preços se estabilizem e até mesmo retraiam

Queda vai continuar, mas ainda não é hora de comprar
Para o educador, isso já é reflexo da retração nas vendas e deverá se acentuar nos próximos meses. No entanto, mesmo diante dessa possibilidade, para quem já tinha planejado essa aquisição é preciso precaução, vendo a real necessidade e capacidade de compra. “Para quem pensa em comprar imóveis para investimento, o momento ainda não é propício, é melhor esperar; para quem está querendo realizar o sonho da casa própria, deve ficar atento às tendências de mercado e seguir em frente somente se tiver garantias de
que poderá arcar com esse compromisso”, enfatiza.

(Infomoney - Imóveis - Notícias - 22/07/2014)

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terça-feira, 22 de julho de 2014

Portal Bol: Imóveis encalham durante a Copa, gerando vergonha e prejuízos

O sonho de ganhar uma bolada com a Copa do Mundo acabou frustrado em Itaquera, bairro no extremo da zona leste de São Paulo onde fica o Itaquerão, arena que recebeu os seis jogos da Copa do Mundo realizados na capital paulista.

Antes do início do Mundial, dezenas de moradores da região registraram suas casas em sites nacionais e estrangeiros de aluguel de imóveis, muitas vezes com preços exorbitantes, na tentativa de lucrar com a Copa do Mundo. Mas, para a tristeza daqueles que investiram em reformas, produtos e serviços para esperar os turistas, os mais de 540 mil estrangeiros que vieram a São Paulo preferiram se instalar em outras localidades.

No último sábado, o UOL Esporte foi até Itaquera e conversou com alguns dos moradores que disponibilizaram suas casas para aluguel durante a Copa. Ninguém conseguiu alugar. O técnico de transporte Arnaldo Gonçalves, por exemplo, estava confiante que iria receber R$ 65 mil pelo aluguel por 30 dias do apartamento de dois quartos e 56 metros quadrados, localizado a dois quilômetros do Itaquerão.

Discurso profissional
Antes da Copa, em entrevista ao UOL Esporte, Gonçalves se mostrava bastante otimista. Dizia que já havia recebido sondagens de turistas interessados e que o anúncio do imóvel na internet estava recebendo inúmeras visitas.

No último sábado, porém, a mulher de Gonçalves, Andressa, contou que não conseguiram alugar o imóvel. "Esses turistas da Copa são todos duros. Só tinham dinheiro para beber e ver o jogo", lamentou ela. Mas R$ 65 mil não seria muito dinheiro? É mais do R$ 2.000 por dia, mais caro do que qualquer hotel de luxo. "Ah, eu não ia sair da minha casa por pouco dinheiro né", raciocina Andressa.

Vergonha e prejuízo
Já o cabeleireiro Rodrigo Eduardo Mamel, que mora em um edifício da Cohab junto com a mãe em Itaquera, não tem apenas a quebra de expectativa a lamentar. Antes da Copa, ele contou ao UOL Esporte que investiu R$ 35 mil em seu imóvel para receber algum turista estrangeiro. Quanto ele estava pedindo? R$ 120 mil por todo o período do Mundial. Sua oferta foi tão pitoresca que ele foi até parar na televisão, no programa Mais Você, da Ana Maria Braga.

Agora que a Copa passou, ele prefere se manter distante dos holofotes. A reportagem foi ao seu apartamento no último sábado, mas o porteiro informou que ele não iria atender a nenhum jornalista, que ele não conseguiu alugar o apartamento e não tinha mais nada a dizer.

Mesmo quem tentou alugar o imóvel por valores compatíveis com a realidade não logrou êxito em Itaquera. A servidora aposentada Maria Amélia dos Santos, por exemplo, estava pedindo R$ 120 por dia por sua casa de três quartos, duas salas, varanda e churrasqueira. "A página do anúncio da minha casa no site imobiliário teve 1.500 visitas, chegaram até a vir aqui, mas ninguém quis alugar", conta.

No meio da Copa, Maria Amélia resolveu baixar o preço da oferta. "Colocamos no site o valor de R$ 60 por dia, mas nem assim alugaram. Os gringos foram todos para a Vila Madalena (bairro boêmio da zona oeste paulistana), queriam saber de agito", conclui ela.

(Portal Bol - São Paulo/SP - Esporte - 21/07/2014)

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