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terça-feira, 22 de julho de 2014

Portal Bol: Imóveis encalham durante a Copa, gerando vergonha e prejuízos

O sonho de ganhar uma bolada com a Copa do Mundo acabou frustrado em Itaquera, bairro no extremo da zona leste de São Paulo onde fica o Itaquerão, arena que recebeu os seis jogos da Copa do Mundo realizados na capital paulista.

Antes do início do Mundial, dezenas de moradores da região registraram suas casas em sites nacionais e estrangeiros de aluguel de imóveis, muitas vezes com preços exorbitantes, na tentativa de lucrar com a Copa do Mundo. Mas, para a tristeza daqueles que investiram em reformas, produtos e serviços para esperar os turistas, os mais de 540 mil estrangeiros que vieram a São Paulo preferiram se instalar em outras localidades.

No último sábado, o UOL Esporte foi até Itaquera e conversou com alguns dos moradores que disponibilizaram suas casas para aluguel durante a Copa. Ninguém conseguiu alugar. O técnico de transporte Arnaldo Gonçalves, por exemplo, estava confiante que iria receber R$ 65 mil pelo aluguel por 30 dias do apartamento de dois quartos e 56 metros quadrados, localizado a dois quilômetros do Itaquerão.

Discurso profissional
Antes da Copa, em entrevista ao UOL Esporte, Gonçalves se mostrava bastante otimista. Dizia que já havia recebido sondagens de turistas interessados e que o anúncio do imóvel na internet estava recebendo inúmeras visitas.

No último sábado, porém, a mulher de Gonçalves, Andressa, contou que não conseguiram alugar o imóvel. "Esses turistas da Copa são todos duros. Só tinham dinheiro para beber e ver o jogo", lamentou ela. Mas R$ 65 mil não seria muito dinheiro? É mais do R$ 2.000 por dia, mais caro do que qualquer hotel de luxo. "Ah, eu não ia sair da minha casa por pouco dinheiro né", raciocina Andressa.

Vergonha e prejuízo
Já o cabeleireiro Rodrigo Eduardo Mamel, que mora em um edifício da Cohab junto com a mãe em Itaquera, não tem apenas a quebra de expectativa a lamentar. Antes da Copa, ele contou ao UOL Esporte que investiu R$ 35 mil em seu imóvel para receber algum turista estrangeiro. Quanto ele estava pedindo? R$ 120 mil por todo o período do Mundial. Sua oferta foi tão pitoresca que ele foi até parar na televisão, no programa Mais Você, da Ana Maria Braga.

Agora que a Copa passou, ele prefere se manter distante dos holofotes. A reportagem foi ao seu apartamento no último sábado, mas o porteiro informou que ele não iria atender a nenhum jornalista, que ele não conseguiu alugar o apartamento e não tinha mais nada a dizer.

Mesmo quem tentou alugar o imóvel por valores compatíveis com a realidade não logrou êxito em Itaquera. A servidora aposentada Maria Amélia dos Santos, por exemplo, estava pedindo R$ 120 por dia por sua casa de três quartos, duas salas, varanda e churrasqueira. "A página do anúncio da minha casa no site imobiliário teve 1.500 visitas, chegaram até a vir aqui, mas ninguém quis alugar", conta.

No meio da Copa, Maria Amélia resolveu baixar o preço da oferta. "Colocamos no site o valor de R$ 60 por dia, mas nem assim alugaram. Os gringos foram todos para a Vila Madalena (bairro boêmio da zona oeste paulistana), queriam saber de agito", conclui ela.

(Portal Bol - São Paulo/SP - Esporte - 21/07/2014)

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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Aos leitores: Pedido de entrevista para o CNT Jornal

Caros leitores:

O CNT Jornal, da Rede CNT, fará uma matéria sobre a queda na venda de imóveis novos em São Paulo. Para tanto, o jornal necessita entrevistar amanhã (22/07) uma pessoa que tenha desistido, momentaneamente, de comprar a casa própria por causa da alta dos preços. 

Assim, aqueles que se encaixem no perfil (ou que conheçam quem se encaixe) podem entrar em contato, ainda hoje, com a jornalista e produtora Marina Fidalgo pelo e-mail marina.fidalgo@cnt.com.br. A entrevista será no período da manhã ou no início da tarde, em São Paulo (capital), e a equipe do jornal irá até o local indicado pelo entrevistado.

Agradecemos pela colaboração.

Um abraço,

Observador

Época Negócios: Mercado imobiliário em crise reduz projeções do setor

Contribuição do leitor Valério
"Os números estão muito abaixo do que esperávamos. A chance de ter que rever um pouco pra baixo nossas projeções no ano é real", afirmou o presidente do Secovi-SP, Cláudio Bernardes
Os negócios na construção civil estão mais lentos do que o esperado por empresários, que passaram a rever suas estimativas de crescimento para 2014. Os problemas no setor provêm principalmente do desempenho fraco da economia brasileira e do calendário marcado por datas que desviam a atenção de consumidores, como o Carnaval tardio (realizado em março), a Copa do Mundo e as eleições.
Na cidade de São Paulo, maior mercado imobiliário do país, as vendas de imóveis residenciais novos acumuladas entre janeiro e maio foram 41,4% inferiores ao mesmo período do ano passado. No período, os lançamentos recuaram 14,0%. Esses resultados estão abaixo da expectativa inicial do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), que esperava que as vendas e lançamentos em 2014 ficassem estáveis ante 2013.
"Os números estão muito abaixo do que esperávamos. A chance de ter que rever um pouco pra baixo nossas projeções no ano é real", afirmou o presidente do Secovi-SP, Cláudio Bernardes. "A quantidade de visitas aos estandes está semelhante à do ano passado, mas o número de conversão de vendas caiu bastante. As pessoas têm mais preocupação sobre o futuro, o que tem lhes dado mais cautela antes de fechar os negócios", avaliou.
Bernardes disse que as empresas já contavam com o efeito negativo da economia mais fraca e do calendário neste ano, mas admitiu que esses fatores foram piores do que as expectativas. "O que pesou foi o dimensionamento do impacto dos fatores já previstos", explicou, citando o excesso de feriados em várias capitais, e o clima de incerteza por conta das eleições.
O esfriamento do mercado respingou no preço dos imóveis, cuja valorização no primeiro semestre é quase três vezes menor do verificado nos últimos 12 meses, o que demonstra forte desaceleração.
"Uma boa parte da culpa pelo desaquecimento do mercado imobiliário está mesmo na atividade mais fraca da economia brasileira de um modo generalizado", afirmou o coordenador da pesquisa FipeZap, Eduardo Zylberstajn. "Mas os preços dos imóveis subiram muito, então hoje tem de fato menos gente em condições de pagar por eles", ponderou.
Zylberstajn disse também que as condições para compra da habitação pioraram do ano passado para cá, com juros mais caros. Conforme dados do Banco Central, a taxa média de juros do financiamento imobiliário passou de 7,84% ao ano em maio de 2013 para 9,52% ao ano em maio de 2014. "O crédito ainda é um facilitador, mas ele já não consegue mais aumentar o poder de compra como ocorreu no passado", ressaltou.
Crise atinge todos os setores da construção
Caso o Secovi-SP confirme o ajuste nas suas projeções, ele vai se juntar a outras três entidades. Em maio, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) baixou de 4,5% para 3,0% sua estimativa de alta no faturamento em 2014. Depois dela, foi a vez do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) reduzir de 2,8% para a faixa de 1,0% a 2,0% sua previsão de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) do setor neste ano.
A última a ajustar seus números, na semana passada, foi a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), que cortou praticamente pela metade sua projeção de avanço no faturamento em 2014, passando de 7,2% para 3,5%.
"O varejo de materiais depende muito de cada dia de venda. E os feriados causaram uma perda muito grande", disse Cláudio Conz, presidente da Anamaco. "E há um estado de espírito ruim, um certo temor sobre como a economia brasileira vai andar. Isso afetou as vendas", completou, citando que muitas obras para reformas e ampliações de residências foram adiadas. Entre janeiro e junho deste ano, as vendas de materiais de construção foram 3,5% menores do que nos mesmos meses do ano passado.
Perspectivas pessimistas e redução dos preços
Os próximos meses de 2014 ainda preocupam os empresários porque não há perspectiva de melhora no quadro econômico do país no curto prazo. 
Bernardes, do Secovi-SP, lembrou que as vendas e lançamentos de imóveis costumam ser maiores no segundo semestre, com tendência de recuperação após as férias de julho. Em relação aos preços, ele admitiu que pode haver reduções pontuais em alguns bairros de São Paulo onde os valores das unidades e os estoques estão mais elevados. "Em algumas regiões, o preço pode estar mais esticado, então pode ter algum ajuste. Mas não é um processo generalizado na cidade", afirmou.
(Revista Época Negócios - Informação - Ação - Notícia - 20/07/2014)

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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Estadão: Mercado imobiliário vem caindo além do previsto, segundo Secovi


A desaceleração econômica que afeta renda, emprego e consumo não basta para explicar a perda de dinamismo do mercado de imóveis

A crise econômica reflete-se mais intensamente que o previsto sobre o mercado imobiliário paulistano, segundo a pesquisa mensal do sindicato da construção (Secovi). Em maio, as vendas de imóveis novos na capital caíram 36,5%, em relação a maio de 2013.

A velocidade das vendas, medida pelo índice VSO (vendas sobre oferta), foi insatisfatória nos primeiros cinco meses do ano. Na comparação entre maio de 2013 e maio de 2014, o VSO declinou de 16% para 9,4%, abaixo da média mensal de 11,7% dos últimos 24 meses. Na prática, os interessados vão duas a três vezes aos plantões de venda antes de tomar uma decisão. Só janeiro de 2013 havia exibido um resultado pior que o deste ano.

O recuo das vendas, na comparação entre os períodos de janeiro a maio de 2013 e de 2014, chegou a 41,4%, mais intenso do que a diminuição de lançamentos, de 14%. A previsão era de equilíbrio entre os dois indicadores. A diminuição das vendas acaba por se refletir na oferta, pois os lançamentos programados tendem a ser adiados, quando possível.

A desaceleração econômica que afeta renda, emprego e consumo não basta para explicar a perda de dinamismo do mercado de imóveis. 

Na melhor das hipóteses, haverá mais lançamentos neste semestre. Mas, se o ritmo de lançamentos continuar superando o das vendas, como ocorreu em outros meses deste ano, há o risco de se formarem estoques ou de os incorporadores precisarem de mais empréstimos para erguer os empreendimentos, o que significa custos mais elevados.

(O Estado de São Paulo - Economia e Negócios - São Paulo/SP -17/07/2014 - Pág.B2)

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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Estouro da bolha atinge também o mercado de locação

Basta sair pelas ruas de Belo Horizonte para ver vários anúncios de aluga-se em casas e apartamentos. Com a oferta de imóveis em alta, vale tudo para locar, até mesmo promoção de um mês grátis anunciado nos jornais. Conforme levantamento da Fundação Ipead, a quantidade ofertada nos últimos 12 meses cresceu 45,91%.
Com mais opções no mercado, o locatário tem demorado mais para fechar o aluguel. 
O corretor Ivan Bomtempo diz que em 2013 conseguia locatário para um imóvel de 15 a 20 dias, enquanto que neste ano passou para três a quatro meses. Para ele, vários fatores estão interferindo na velocidade da locação, um deles é o preço alto. “Teve imóvel que o aluguel subiu 30%. É preciso adequar o preço à realidade. A renda das pessoas não subiu tudo isso. Quem não abaixar o preço vai ter dificuldade para locar”, diz.
A imobiliária RC Nunes apostou na estratégia de um mês grátis de aluguel para atrair os clientes. “Como Belo Horizonte tem muitas opções, é importante se destacar, chamar a atenção. Aliás, tem outras empresas que fizeram o mesmo”, diz a gerente comercial da empresa Cláudia Leite.
As desculpas de sempre
Ela afirma que a demora para locar aumentou na comparação com o ano passado, mas não é expressivo. “As pessoas têm mais opções para olhar. Assim, demoram mais para se decidir”, analisa.

(O Tempo - Capa - Economia - 16/07/2014)

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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Folha: Vendas caem 36,5% em maio e 41,4% nos primeiros cinco meses

As vendas de imóveis novos na cidade de São Paulo caíram 36,5% em maio ante mesmo mês de 2013, informou nesta terça-feira (15) o Secovi (sindicato do mercado imobiliário).

Na comparação com abril, o resultado foi 3,1% menor.

Nos primeiros cinco meses do ano, as vendas foram 41,4% inferiores às do mesmo período de 2013. Os lançamentos caíram 14%.

As desculpas de sempre
Os resultados até maio foram provavelmente influenciados por grandes eventos como Carnaval em março, mudança no calendário das férias escolares e Copa do Mundo, avaliou a entidade.

"No entanto, existe a tendência de o mercado imobiliário se recuperar no segundo semestre com maior volume de lançamentos e produtos pouco explorados nos últimos anos, como imóveis de 3 e 4 dormitórios", disse o presidente do sindicato, Emílio Kallas.

(Folha de São Paulo - Mercado - 15/07/2014)

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terça-feira, 15 de julho de 2014

Portal IG: Lançamentos e vendas da Cyrela despencam quase pela metade

Os lançamentos da Cyrela Brazil Realty recuaram 49,5% no segundo trimestre ante mesma etapa de 2013, informou a companhia nesta segunda-feira (14).
Já as vendas contratadas da incorporadora diminuíram 42,3% na mesma base de comparação e encerraram o trimestre em R$ 1,26 bilhão, também considerando a fatia dos sócios.
No ano, as vendas tiveram recuo anual de 20,7%. Excluindo o Minha Casa Minha Vida Faixa 1, as vendas do trimestre foram 25,6% inferiores na comparação anual.
No segundo trimestre, as vendas de lançamentos do período atingiram R$ 298 milhões, ante R$ 1,098 bilhão um ano antes.
A venda de estoques entre abril e junho também foi inferior ao mesmo período do ano passado.
A Cyrela tinha fechado o primeiro trimestre com estoque (todas as unidades disponíveis para venda, inclusive as lançadas no período) a valor de mercado de R$ 7,187 bilhões, ante R$ 6,704 bilhões do quarto trimestre do ano passado.
(Portal IG - Finanças - Casa Própria - 14/07/2014)

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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Brasil Econômico: Número de distratos aumenta até 140,8%

Contribuição de um leitor anônimo
O total de distratos (cancelamentos) de contratos imobiliários cresceu no primeiro trimestre deste ano entre quatro das cinco maiores construtoras brasileiras, na comparação com o mesmo período de 2013. Além das políticas de crédito imobiliário mais seletivas por parte dos bancos, pesou no volume de devoluções o cenário macroeconômico desfavorável. Juros e inflação em alta encareceram os financiamentos, principalmente no caso de imóveis voltados para o segmento de compradores com maior poder aquisitivo.
Primeira no ranking brasileiro em 2013, pelo critério de área total construída, a mineira MRV Engenharia registrou alta de 41% nos distratos nos primeiros três meses de 2014, ante o mesmo período do ano anterior. O volume de rescisões saltou de R$ 232,6 milhões, entre janeiro e março de 2013, para R$ 327,9 milhões. “Os bancos públicos que concedem a maior parte dos financiamentos imobiliários estão mais restritivos desde o último trimestre do ano passado. Nós já incorporamos essa mudança”, conta Rafael Menin, presidente da MRV, citando a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Nos primeiros três meses de 2014, a proporção entre o total de distratos sobre o montante de vendas foi de 21,3% na MRV.
Outra companhia , a Direcional, também apresentou aumento no montante de distratos. O total passou de R$ 31,1 milhões no primeiro trimestre do ano passado para R$ 75 milhões nos primeiros três meses de 2014, uma variação de 140,8% na comparação entre os dois períodos. A Direcional, que atribuiu a expansão no número de rescisões ao “aumento expressivo de projetos entregues pela companhia.”
Já a Cyrela reconheceu que no primeiro trimestre ocorreu “aumento no número absoluto de distratos”. O movimento foi ocasionado “principalmente, pelo alto volume de entrega de unidades nas regiões Norte e Nordeste”, segundo informou a construtora em nota. Segunda maior empresa do país no setor de construção, a companhia não informou o total de distratos no período, preferindo ressaltar que as vendas divulgadas são informadas já com resultado líquido, ou seja, considerando os números de distratos.
Para Henrique Florentino, analista da corretora UM Investimentos, todo o setor da construção civil está sendo afetado pelo fato de os bancos estarem mais cautelosos na hora de financiar imóveis. A trajetória ascendente da Selic também dificulta as condições para aquisição a prazo de imóveis. “A taxa básica de juros, que já esteve em 7,25% ao ano, subiu para 11%. Isso torna o financiamento mais caro”, lembra Florentino. Como resultado do ritmo menos acelerado de valorização dos imóveis, compradores que adquiriram unidades para investimento estão desistindo dos imóveis. “Muita gente comprava para revender no curto prazo, sem a intenção de fazer um financiamento com banco”, diz o analista. “Hoje, é difícil lucrar com uma transação desse tipo.”
Professor de Finanças do Ibmec-RJ, Nelson de Sousa destaca: “A partir da abertura do capital, a gestão das construtoras brasileiras passou a ter um foco financeiro, mais preocupado em otimizar o fluxo de caixa do que em construir”, afirma Sousa, que enxerga as construtoras menos concentradas em questões operacionais, como qualidade e prazo de entrega.
Quinta maior construtora do país na lista da ITC, a Brookfield Incorporações registrou aumento de 85%, em termos de valor, nos distratos entre o primeiro trimestre do ano passado e o mesmo período de 2014. A empresa - que no momento estrutura uma oferta pública de aquisição (OPA) - optou por não comentar o assunto. 
(Portal IG - Brasil Econômico - Negócios - 11/07/2014)

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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Estouro da bolha: Dobra o número de imóveis retomados e leiloados

O crescimento da carteira de crédito imobiliário começa a se refletir na quantidade de imóveis leiloados devido à inadimplência do mutuário. A Caixa Econômica Federal, que detém a maior parte dos contratos do mercado, estima que 598 imóveis sejam disputados em pregões neste ano, em Minas Gerais, o dobro do registrado no ano passado, quando 299 foram leiloados.

De janeiro ao fim deste mês, 346 imóveis terão sido leiloados. O número já supera em 15,7% tudo o que foi levado a hasta em 2013.

De acordo com o coordenador de vendas da Caixa, Newton Miranda, os leilões deste ano refletem a inadimplência de 2013. Ele explica que há um trâmite legal antes que o imóvel vá a leilão. “Assim que o consumidor para de pagar pelo imóvel, o bem vai a cartório, tramita em diversos setores do banco e só depois vai a certame”, explica. Por isso, o reflexo é tardio.

Por conta desse prazo de tramitação, a variação da inadimplência sobre a base ampliada de mutuários, entre janeiro e maio, ainda vai contribuir para que a quantidade de imóveis levados a leilão dobre.

De "vento em popa"
O conselheiro da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi), Ariano Cavalcanti de Paula, lembra que, embora a inadimplência tenha aumentado no ano, o crédito imobiliário vai de vento em popa.

Especialistas alertam para riscos de comprar imóveis em leilões
Imóveis com preços bem mais baixos do que os encontrados no mercado são o grande atrativo dos leilões. No entanto, especialistas alertam para o risco de se investir em casas e apartamentos por meio de certames. A compra, muitas vezes, pode trazer dor de cabeça.

No próximo dia 22, às 12h, a Caixa vai ofertar 171 imóveis em Minas Gerais: são 106 casas, 52 apartamentos e 13 lojas, terrenos ou lotes. Destes, 28 estão em Belo Horizonte.

Esse será o sétimo certame realizado pelo banco em 2014. Muitos dos imóveis têm valor até quatro vezes menor do que o que seria encontrado no mercado.

De acordo com o presidente da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais (AMMMG), Sílvio Saldanha, é necessário juntar o máximo de informações do imóvel de interesse antes de fazer um lance.

Ele explica que muitos dos imóveis estão ocupados. Como dificilmente os moradores não irão sair de imediato, sem que haja um processo de imissão de posse, o comprador provavelmente vai esperar muito para ocupar a casa ou o apartamento. “São casos complicados em que o morador pode, inclusive, pedir na Justiça que ele continue no imóvel até que o processo dele seja julgado. Neste caso, quem arrematou o imóvel no leilão pode esperar até anos. E ele tem que entrar no negócio sabendo disso”, afirma.

Outro ponto citado por Saldanha diz respeito às dívidas deixadas pelo antigo proprietário, como IPTU e condomínio. Ainda de acordo com ele, se possível, o interessado deve visitar o imóvel, preferencialmente na companhia de profissionais especializados.

“Ao arrematar, existe o risco de o interior do imóvel estar em um estado bem pior do que o imaginado”, comenta.

(Hoje em Dia - Notícias - Economia e Negócios - 11/07/2014)

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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Exame: Pessimismo na indústria de material de construção

A Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) reduziu suas projeções de crescimento para o setor neste ano.
A entidade acreditava em alta de 7,2%, mas, após meses seguidos com resultado negativo, a projeção foi revista para uma expansão de 3,5%.
As vendas de materiais de construção no varejo caíram 2,5% em junho na comparação com o mesmo mês do ano passado. Já na comparação com maio, o recuo foi de 8,0%.
No acumulado entre janeiro e junho de 2014, as vendas mostraram retração de 3,5% em relação aos mesmos meses de 2013 e no acumulado dos últimos 12 meses até junho, a queda é de 4,5% ante o mesmo período anterior.
O presidente da Anamaco, Cláudio Conz, disse que o desempenho das vendas no primeiro semestre ficou aquém do esperado, motivando a mudança na projeção para o fim de 2014.
(Revista Exame - Economia - Notícias - 03/07/2014)

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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Folha: Venda de usados e locação despencam no Estado de São Paulo

As vendas de imóveis usados caíram 29,5% e a locação de casas e apartamentos recuou 32,3% em março no Estado de São Paulo, informou o Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP).

As quatro regiões que compõem a pesquisa estadual registraram desempenho negativo em março.

Houve quedas de 17% nas vendas na capital paulista, de 31% no interior, de 27% no litoral e de 50% no conjunto formado pelas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco.

No mercado de locação, também houve recuo. Nesse caso, foram registradas quedas de 18,8% na capital, de 41,1% no interior, de 4,0% no litoral e de 37,9% nas cidades do ABCD, Guarulhos e Osasco.

Segundo José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP, as vendas e a locação haviam crescido nos dois primeiros meses do ano.

Mês de "ressaca"
Como característica desses dois mercados, de acordo com ele, os movimentos de alta se alternam com os de baixa, o que não deve gerar apreensão do setor. "Março foi um mês de ressaca do mercado", afirmou Viana Neto, em nota.

A entidade não informou os resultados do acumulado do ano nem as comparações com os mesmos meses do ano passado.

A pesquisa foi realizada com base em 1.228 imobiliárias de 37 cidades do Estado de São Paulo.

(Folha de São Paulo - Classificados - Imóveis - 08/07/2014)

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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Denúncia: PDG e Tenda na lista suja de trabalho escravo

A incorporadoras PDG Realty e Tenda foram incluídas na lista suja do Ministério do Trabalho, que relaciona empresas acusadas de manter empregados em condição semelhante à de trabalho escravo. No caso da PDG, o empreendimento em questão é um condomínio residencial que está sendo construído em Juiz de Fora.
O problema com a Tenda, subsidiária da Gafisa, envolve dois empreendimentos: um residencial também em Juiz de Fora, e outro canteiro em Belo Horizonte. Procurada, a assessoria de imprensa do Ministério do Trabalho não forneceu mais detalhes sobre a situação dos trabalhadores nas obras.
A Tenda disse que está tomando todas as medidas e ações cabíveis para promover a exclusão de seu nome do cadastro. “A Tenda se posiciona de maneira sólida e veemente contra qualquer prática que não respeite os direitos trabalhistas de colaboradores, tanto do seu próprio quadro de empregados, como de seus fornecedores e parceiros”, afirmou a empresa, em comunicado. A PDG não havia se manifestado até o fechamento desta reportagem.
Com a inclusão na lista suja, as incorporadoras perdem acesso a novos financiamentos de bancos públicos, como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, e são vetadas na contratação de novos projetos dentro de programas públicos, como o Minha Casa, Minha Vida. Dentre as grandes empresas de construção do segmento residencial, a última a integrar a lista foi a MRV Engenharia, que já deixou o cadastro.
Para o analista de construção civil Enrico Trota, do Itaú BBA, a inclusão na lista não deve implicar em graves consequências operacionais para a Tenda. “Ainda que o sentimento seja negativo, o impacto sobre os fundamentos deve ser limitado”, afirmou, em relatório para clientes do mercado financeiro.
Já no caso da PDG, a situação pode ser mais delicada. Segundo avalia a equipe de análise de construção civil do banco Credit Suisse, a companhia tem um volume relevante de projetos em fase de aprovação e contratação de crédito. Além disso, a PDG está em fase de renegociação de dívidas corporativas com vencimento em 2014 e 2015. “Acreditamos que potenciais proibições poderiam representar um vento contrário na frente da renegociação da dívida”, afirmam os analistas Nicole Hirakawa, Luis Stacchini e Vanessa Quiroga, em relatório do banco.
(O Tempo - Capa - Economia - 05/07/2014)

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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Portal IG: Imóveis perderam valor no 1º semestre, aponta FipeZap

Os imóveis perderam valor real nos primeiros seis meses deste ano, aponta o FipeZap, calculado a partir de preços anunciados no site Zap. O índice Ampliado, que reúne dados de 16 cidades, ficou abaixo dos 3,68% da inflação esperados para o período. 
As maiores quedas ocorreram em Curitiba, Brasília e Porto Alegre, onde houve recuo do valor nominal. Ou seja, nesses locais os proprietários diminuíram os preços pedidos pelos imóveis que colocaram à venda. 
Os preços anunciados ficaram abaixo da inflação esperada para o semestre (3,68%) em nove das 16 cidades pesquisadas pelo FipeZap. 
A possibilidade de que haja queda no valor nos imóveis também em São Paulo, ainda este ano, já foi cogitada pelo setor. Em dezembro do ano passado, o vice-presidente de economia do Sinduscon-SP – o sindicato da construção civil de São Paulo –, Eduardo Zaidan, previu que o preço dos imóveis deixe de crescer mais que a inflação em 2015.
(Portal IG - Finanças - Casa Própria - 03/07/2014)

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terça-feira, 1 de julho de 2014

Denúncia: Políticos e construtoras preparam golpe contra consumidores


Se passar pelo Senado, Projeto de Lei que já foi aprovado pela Câmara prevê uma indenização pífia aos consumidores que tiverem seus imóveis atrasados. Pleno retrocesso e uma grande premiação às construtoras.

A Câmara aprovou um projeto de lei que elimina direitos de compradores de imóveis na planta. O texto agora segue para o Senado e, se aprovado como está, legitimará de vez todas as ilegalidades cometidas pelas incorporadoras.

Segundo o texto aprovado, que é um remendo do projeto original e que garantia indenizações justas aos compradores em caso de atrasos sobre o valor do imóvel, a versão atual fixa indenização somente quando os atrasos são superiores a 180 dias (legalizou o atraso de 6 meses) e determina que a empresa pagará uma multa única de 1% e indenização de 0,5% por mês de atraso, calculados sobre os valores pagos pelo consumidor. Um enorme presente para as empresas.

Levando-se em conta que durante a obra o consumidor paga em média 20% a 30% do valor do contrato e é sobre esse montante que será calculada a indenização, tem-se que a suposta indenização é irrisória. Pior do que isso é que o saldo continua sendo corrigido, mesmo em caso de atraso, pelo INCC, cujo índice médio é de 0,7%.

No fim das contas, o consumidor teria um valor de 0,5% sobre os 20% pagos e pagaria um reajuste de 0,7% sobre os 80% do saldo enquanto a obra não for entregue.

Em números exemplificativos, em um imóvel de R$ 400 mil, a indenização devida ao comprador seria de R$ 400,00 mensais, enquanto o saldo devedor cresceria R$ 2.240,00 por mês de atraso da empresa. Além da indenização ser insuficiente para pagar o aluguel de qualquer imóvel, a dívida do comprador continua crescendo de forma cumulativa.

É de se observar também que, como o valor final será pago com financiamento bancário, mesmo com crédito aprovado, o comprador não poderá quitar esse saldo que está sendo corrigido acima de todos os índices inflacionários, pois depende necessariamente que a empresa conclua a obra fisicamente e regularize a documentação, pois o financiamento imobiliário somente é liberado com o imóvel em ordem. Ou seja, o comprador paga correção pelo atraso.

Hoje, com base na legislação existente, os Tribunais têm fixado indenizações de 0,8% sobre o valor atualizado do imóvel até a efetiva entrega, entendimento pacificado pelo STJ que assevera que referido prejuízo é presumido pela privação do uso do imóvel e independe de comprovação. 

Outro ponto é que o Ministério Público de São Paulo tinha firmado no final de 2011 um TAC com o Secovi em termos semelhantes ao da Lei aprovada, TAC esse que foi rejeitado pelo órgão, pois era extremamente lesivo ao consumidor.

Então, por que uma lei que comprovadamente é um enorme retrocesso às relações de consumo e representa prejuízo aos consumidores, interessando somente às poderosas construtoras, é aprovada?

A resposta talvez esteja nos números do TSE:
Nas eleições de 2012, 55% das doações para campanhas de todos os partidos políticos vieram de construtoras, o que representa R$ 416 milhões em doações deste segmento.

Outro dado: mais de 75% das doações ao PT em 2013 vieram de construtoras, e das dez maiores empresas doadoras no ano, oito eram da construção civil. Coincidência?

Mas nem tudo está completamente perdido. A exemplo do que ocorreu com outros contrabandos legislativos, que excluíam multas das operadoras de planos de saúde ou que isentavam as empresas de viagem de responsabilidade pelos pacotes defeituosos, tem a imprensa e o povo relevante papel na defesa dos interesses da população, exigindo do Senado Federal ou, em última análise, da Presidente da República, o veto a mais essa aberração legislativa.

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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Exame: Pesquisadora fala em deterioração do emprego na construção

"Nos últimos três meses no segmento de edificações, houve uma deterioração do emprego bastante consistente e, na infraestrutura, ocorreu uma instabilidade muito grande"
A perda de fôlego do emprego no setor de construção aparece em diferentes pesquisas. Ao lado da indústria, o fraco desempenho da construção civil colaborou, por exemplo, para a modesta geração líquida de postos de trabalho da economia como um todo em abril, ressalta o economista da LCA Consultores, Fabio Romão.
Ele observa que esse movimento é nítido tanto no resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, como no da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE.
Em abril, entre contratações e demissões, houve o menor resultado para esse mês desde 2003, segundo o Caged.
Pela pesquisa da PME, a ocupação na construção civil caiu 3,1% em abril em relação ao mesmo mês de 2013. Em março, a ocupação do setor tinha recuado 0,5% na comparação anual.
Também a Sondagem da Construção da FGV confirma a tendência de desaceleração. O indicador de mão de obra prevista para os próximos seis meses diminuiu 10 pontos entre maio de 2013 e maio de 2014, ao passar de 123,4 para 110 pontos, respectivamente.
O enfraquecimento do emprego na construção é mais nítido no segmento imobiliário, que responde por quase 40% do pessoal ocupado. "Nos últimos três meses no segmento de edificações, houve uma deterioração do emprego bastante consistente e, na infraestrutura, ocorreu uma instabilidade muito grande", diz Ana Maria - coordenadora de Projetos do Instituto Brasileiro de Economia da FGV e responsável pela sondagem.
Entre os motivos que explicam o enfraquecimento do emprego na construção, ela aponta a finalização das obras da Copa, mas principalmente o cenário desigual no setor imobiliário, com recuo no emprego na região Norte, em Estados do Nordeste, como Pernambuco, Alagoas e Maranhão:
Novas e "criativas" desculpas
Na avaliação de Eduardo Zaidan, vice-presidente de Economia do Sinduscon-SP, que reúne as construtoras, o estoque de ocupados na construção não está subindo tanto como no passado porque nível atual é muito elevado.
O fator apontado por ele para a estagnação do emprego é o aumento de produtividade do trabalho. "É difícil ocorrer desemprego. No último quadrimestre poderemos ter alguma redução, mas no último bimestre do ano isso é sazonal."
Expectativa de crescimento cai de 2,2% para 0,6%
O enfraquecimento do emprego na construção indica um crescimento menor do PIB do setor. Entidades ligadas à construção e consultorias estão reduzindo as previsões para 2014.
O Sinduscon-SP projetava crescimento de 2,8% e agora espera um avanço entre 1% e 2%, mais próximo da faixa inferior. A consultoria Tendências, que esperava alta de 2,2%, cortou a estimativa para 0,6%.
Segundo Claudia Oshiro, da consultoria, se a projeção se confirmar, essa será a menor taxa de expansão desde 2009. 
(Revista Exame - Economia - Notícias - 23/06/2014)

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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Infomoney: O escandaloso e generalizado golpe do imóvel na planta

Contribuição de um leitor anônimo

Capitaneando as reclamações, estão as maiores construtoras do país, com obras atrasadas em diversos estados, mas que de forma simplista, normalmente por meio de notas evasivas, reconhecem os problemas e dizem que pretendem resolvê-los, mas sem garantias que cumprirão os novos prazos. E assim a coisa vai

Faz seis anos que teve início o boom imobiliário no Brasil e ainda hoje uma consequência deste fenômeno prejudica centenas de famílias: o atraso de obras. No post abaixo explico porque as construtoras não conseguem entregar os imóveis na data prometida.

Atrasos, falências de construtoras e imóveis que nunca saíram do papel de um lado e compradores desesperados do outro. 

Não é um tema novo, mas continua sendo muito discutido, especialmente porque atinge diretamente milhares de pessoas, consumindo a economia de uma vida inteira e também a paz e tranquilidade das pessoas. O problema só tem aumentado e atingido compradores de todas as partes do país e todas as classes.

Apesar das diversas desculpas das empresas e entidades que as representam, dizendo que choveu muito ou que faltou mão de obra e que estão “agindo para eliminar gargalos que adiam as entregas dos imóveis”, o fato é que TODAS as pesquisas e estudos, de diversos órgão e institutos, provam o contrário. O problema cresce a cada ano e parece insolúvel.

Capitaneando as reclamações, estão as maiores construtoras do país, com obras atrasadas em diversos estados, mas que de forma simplista, normalmente por meio de notas evasivas, reconhecem os problemas e dizem que pretendem resolvê-los, mas sem garantias que cumprirão os novos prazos. E assim a coisa vai.

Mas por que se atrasa tanto, por que se desrespeita tanto os compradores sem que nada de efetivo seja feito para resolver o problema de vez? Por que é a forma mais lucrativa para as empresas.

Apesar de algumas delas dizerem que vão pagar alguma indenização aos consumidores lesados, o fato é que o valor é irrisório diante dos lucros que obtêm com as vendas, assim como sabem que o que pagarão a alguns é muito inferior ao valor global dos prejuízos causados a todos, bem como se mostra muito mais vantajoso do que se tivessem que entregar as obras nos prazos prometidos. 

Isso porque imóveis vendidos na planta são normalmente financiados com recursos externos, com empréstimos obtidos pelas incorporadoras. O mercado financeiro faz uma análise de risco dessas empresas e disponibiliza um determinado volume de empréstimos ao incorporador. No momento da venda dos imóveis, o responsável pela incorporação sabe exatamente quanto de dinheiro dispõe, quantas unidades pode prometer à venda e o prazo de construção de cada uma delas. Mas, em um mercado aquecido, opta por vender unidades sem freio, respondendo à demanda, independente de quanto conseguirão produzir.

Além disso, para ganhar da concorrência, que oferta imóveis semelhantes, passam a concorrer também em prazo de entrega, mesmo sabendo que a data não será cumprida, seja por questões técnicas ou financeiras. Daí, vendendo muito, com orçamento comprometido, precisam distribuir o dinheiro em mais unidades e, portanto, diminuir o ritmo de construção. O justo seria reajustar o prazo de entrega, mas as empresas o mantém para conseguir vender mais. Tudo absolutamente previsível.

Então acontecem os atrasos e, para colocar as obras em dia, somente com mais dinheiro, o que até conseguiriam, porém, a um custo maior devido ao risco aumentado (comprometimento da capacidade de endividamento). Entre gastar mais e cumprir prazos ou ganhar mais e atrasar, a segunda opção é a preferida da maioria.

Fazem isso de forma consciente, pois também sabem que apenas uma pequena parcela dos consumidores lesados buscarão algum ressarcimento e, mesmo pagando indenizações justas a esses 4% ou 5% de lesados que recorrem à Justiça, é melhor do que tomar mais empréstimos nos bancos. E assim a vida segue.

(Infomoney - Blogs - Direito Imobiliário em Foco - 04/06/2014)

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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Mercado imobiliário da capital mineira piora a cada dia

Contribuição do leitor Ederson
O Sinduscon-MG divulgou pesquisa nesta terça-feira (dia 24) sobre o desempenho do mercado imobiliário de Belo Horizonte nos primeiros quatro meses de 2014. E os resultados para a capital e o país não são dos melhores. O PIB da construção civil do Brasil registrou queda de 2,3% no primeiro trimestre deste ano frente os últimos três meses de 2013.
A franqueada das imobiliárias RE/MAX Mix e RE/MAX Galaxy, Elaine Takahashi, descarta queda nos valores cobrados pelos imóveis neste ano. “Já ouvi comentários de que os preços vão cair depois da Copa. Só que essa não é a tendência”, diz.
Ela afirma que 2014 é um ano atípico para o segmento, em razão da Copa e das eleições. De janeiro a maio em relação ao mesmo intervalo de 2013, as vendas tiveram recuo de 20%.
A queda confirma a pesquisa do Sinduscon-MG, baseada em dados do Ipead/UFMG, que mostrou queda de 28,01% na comercialização de apartamentos nos primeiros quatro meses deste ano frente igual período do ano anterior. A velocidade de vendas também teve redução neste período, de 5,87 pontos percentuais.
Indicadores pioram a cada dia
Não é só no acumulado dos quatro primeiros meses de 2014 que as vendas de apartamentos em Belo Horizonte foram inferiores aos do ano passado. Levantamento do Sinduscon-MG, considerando o período dos últimos 12 meses (maio/13 a abril/14) em relação aos 12 meses imediatamente anteriores (maio/12 a abril/13), mostra que o número de unidades vendidas reduziu 15,60%.

Analisando apenas abril, o recuo na comercialização continua. A queda, em relação ao mesmo mês do ano anterior, foi de 60,06% .
(O Tempo - Capa - 25/06/2014)

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