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terça-feira, 28 de abril de 2015

Portal G1: Novo limite prejudica todo mercado imobiliário, diz economista

Contribuição do leitor Bruno Motta

"Com esse limite, menos pessoas vão conseguir vender seus imóveis usados para comprar outros maiores, e isso afeta as vendas mercado de imóveis como um todo, inclusive os novos", acredita o economista

A Caixa Econômica Federal vai reduzir o limite de financiamento para imóveis usados a partir de 4 de maio. O objetivo é focar a oferta de crédito habitacional em moradias novas. O banco detém 70% de todos os financiamentos de imóveis no país.

A mudança vale apenas para imóveis usados financiados com recursos da poupança - ficam de fora da mudança o crédito para a habitação popular, como o programa Minha Casa Minha Vida, e os financiamentos com recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Nestas modalidades, não houve alterações, segundo a Caixa.

Pelas novas regras, os financiamentos com recursos da poupança (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) terão uma redução do limite do valor total financiado de 80% para 50% do valor do imóvel no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 70% para 40% para imóveis no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), pelo Sistema de Amortização Constante (SAC).

Com as mudanças, quem comprar um imóvel usado pelo SFH terá que dar uma entrada de no mínimo 50% e financiar a outra metade. Antes, a entrada mínima era de 20%. No caso do SFI, o valor mínimo da entrada passará a ser de 60%, para o consumidor financiar os outros 40%.

Restrição vai afetar as vendas 
Para o vice-Presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), Eduardo Aroeira Almeida, essa restrição vai afetar principalmente consumidores com menos recursos para comprar imóveis.

"A faixa de compradores entre entre R$ 190 mil e R$ 250 mil costuma ter valores menores disponíveis para dar como entrada", diz.

"Com esse limite, menos pessoas vão conseguir vender seus imóveis usados para comprar outros maiores, e isso afeta as vendas mercado de imóveis como um todo, inclusive os novos", acredita o economista, que vê a possibilidade de um aumento no déficit habitacional por conta da restrição.

Como a proporção de vendas de imóveis usados é bem maior que a de novos, Almeida também acredita que essa restrição pode afetar, inclusive, o nível de emprego no setor de construção civil, uma vez que o desaquecimento nas vendas no mercado imobiliário desestimula o lançamento de novas unidades pelas construtoras.

O discurso de sempre
Por outro lado, Almeida não acredita que essa restrição nas vendas de usados possa provocar uma redução nos preços dos imóveis. "A margem na queda dos preços já está muito apertada", avalia.

Em março, os preços dos apartamentos à venda acumularam no ano queda real (considerando a inflação do período) em 20 cidades brasileiras, segundo o índice FipeZap. 

Foi a 5ª vez seguida que o índice teve queda real de preços na comparação mensal.

Fuga dos recursos da poupança
A restrição ocorre após a caderneta da poupança ter registrado uma saída líquida (retiradas menos depósitos) de R$ 11,43 bilhões em março, a maior fuga de recursos da aplicação para todos os meses. Quando a captação da poupança é reduzida, os recursos para empréstimos ficam mais escassos.

Março foi o terceiro mês seguido em que a poupança registrou recorde de saídas de valores. Em janeiro, R$ 5,52 bilhões haviam deixado a caderneta, valor que subiu para R$ 6,26 bilhões em fevereiro deste ano e para mais de R$ 11 bilhões em março.

Juros mais altos
Este mês, a Caixa voltou a aumentar as taxas de juros do financiamento imobiliário com recursos da poupança pelo SFH. O primeiro aumento de 2015 foi aplicado em janeiro. As novas condições passaram a valer para financiamentos a partir de 13 de abril.

(Portal G1 - Economia - Notícia - 27/04/2015)

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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Estadão: Zona oeste de SP vê estoque aumentar 60% em seis meses

Contribuição do leitor Eduardo Mazzini

O estoque - ­ que era de 3,2 mil unidades no levantamento anterior, fechado em agosto -­ aumentou 60% em seis meses

A zona oeste da capital acumula 5,1 mil apartamentos novos à venda, segundo o painel de mercado da imobiliária Lopes divulgado no mês passado. Isso representa 34% de tudo o que foi lançado de março de 2012 até fevereiro deste ano. O estoque ­- que era de 3,2 mil unidades no levantamento anterior, fechado em agosto -­ aumentou 60% em seis meses. Exatas 1.864 unidades. 

Com base na média mensal, o estoque atual representa um ano e meio de vendas. O preço médio é de R$ 11,2 mil por metro quadrado. 

Excesso de "ultracompactos" 
O diretor da imobiliária Realton, Rogerio Santos, vê excesso de oferta de produtos ultracompactos na cidade. "É um estoque diferente para ser desovado", diz. "É um desafio de vendas." Segundo ele, grande volume de lançamentos e elevada oferta de produtos pressionam para baixo o valor, causando "forte impacto" na margem dos incorporadores. 

Ponta de estoque 
Especializada em estoques, a Realton tem em carteira 2 mil unidades, de 240 empreendimentos lançados pelas dez maiores empresas listadas em Bolsa, afirma Santos. O maior volume é de unidades compactas. 

Desses 2 mil apartamentos, 24% estão prontos e cerca de 30% serão entregues em até 12 meses. Santos diz que o apartamento pronto traz benefícios para o consumidor, que pode ver o produto final e a qualidade de acabamento. "A diferença em relação ao estoque em construção ou na planta é que, no imóvel pronto, o consumidor vê o que é real na prática", alega. 

O vice­presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci), Gilberto Yogui, confirma que "imóveis remanescentes" têm boa negociação. "Sobraram, e precisam vender", diz, salientando que empresas remuneram o corretor acima da tabela, que é de 6%. "Oferecem 8%, e dão bom desconto para esses remanescentes."

Desconto de R$ 1 milhão
Santos diz ter sentido maior procura por alto padrão, com quatro dormitórios ou mais,­ tipologia que representou 5% do total de lançamentos feitos no ano passado. Esse público quer boas oportunidades, diz, citando como exemplo uma cobertura na Chácara Klabin, na zona sul. "O desconto é de R$ 1 milhão, impacto superior a 30% no valor do imóvel." 

A zona oeste, segundo Santos, passou muito tempo sem lançamentos. Muita gente queria imóvel na Vila Madalena, Perdizes e Lapa. 

O painel de mercado da Lopes indica que o estoque na Vila Madalena é de 38% ­ acima da média da zona oeste em geral. 

Índices ainda mais altos são encontrados na Vila Leopoldina (54%), Alto da Lapa (48%), Pompeia (47%) e Pinheiros (43%). O porcentual de unidades disponíveis para venda é menor em Perdizes (34%), Lapa (32%), Barra Funda (26%) e Vila Romana (24%). 

(Estadão - Notícias - Mercados - 26/04/2015)

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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Hoje em Dia: Crise leva construtoras a demitir 51 por dia em BH

O arrefecimento da economia nacional atingiu o mercado de trabalho na construção civil em Belo Horizonte, e as perspectivas são de deterioração do cenário já adverso

De acordo com dados do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil em Belo Horizonte e Região (Marreta), as dispensas de trabalhadores na Capital, em março, deram um salto de 41,8% na comparação com fevereiro, impactando 1.589 operários.

Em relação a março do ano passado, quando no mês haviam sido contabilizados 1.209 cortes, as demissões aumentaram 31,4%. No primeiro trimestre de 2015, as homologações registradas junto ao sindicato somam 3.859 ante 3.674 de igual intervalo do ano passado, uma elevação de 5%.

“As construtoras alegam redução das vendas para diminuir o ritmo das obras, o que exige um número menor de trabalhadores. Muitas vezes esses apartamentos são comercializados na planta e a empresa pode acompanhar como estão sendo as vendas. Acho que é o impacto da crise na economia que chegou forte”, disse o diretor do sindicato, Éder Pereira Silva.

Segundo Caged, setor de construção foi o que fechou mais vagas
Os dados divulgados nesta quinta-feira (23) do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que a construção civil foi o setor que mais fechou vagas em Minas Gerais em março. O saldo entre as contratações e as dispensas foi negativo em 3.888 postos de trabalho. Em Belo Horizonte, no primeiro trimestre, o saldo é negativo para o setor em 1.238 vagas.

Os últimos levantamentos realizados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) já apontavam para uma redução da velocidade de vendas de imóveis em Belo Horizonte desde 2014. Pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas e Administrativas da UFMG (Ipead) revela que desde novembro a oferta de apartamentos tem variação negativa na Capital.

Cenário não é nada bom
“Há um cenário que se desenha no horizonte que não é nada bom, e reflete o momento da economia no país. Em Belo Horizonte, porém, essa situação desfavorável se antecipou e já é realidade. O ambiente pior tem ligação com a iminência de uma nova Lei de Uso e Ocupação do Solo, que vai restringir muito o mercado, que já não está muito demandante”, afirmou o vice-presidente de Política, Relações de Trabalho e Recursos Humanos do Sinduscon-MG, Walter Bernardes de Castro.

Bernardes ainda observou que as condições de financiamento também estão no radar de preocupações da construção civil. A Caixa, banco que detém 70% do mercado de financiamento imobiliário do país, aumentou duas vezes este ano as taxas de juros do empréstimo para a compra de imóveis. O último aumento, de 0,3 ponto percentual, está em vigência desde o último dia 13 e vale para contratos com recursos da poupança (SBPE) no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação (SFH).

O saldo total do emprego com carteira em Minas, em março, ficou negativo em 3.469 vagas. Desde o início da série, em 2003, é o primeiro março negativo já registrado pelo Ministério do Trabalho e Emprego
Freio nas obras em BH - Demissões pelo setor em BH

(Hoje em Dia - Notícias - Economia e Negócios - 24/04/2015)

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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Valor: Lançamentos e vendas da Direcional despencam mais de 95%

Houve queda de 97,5% nos lançamentos e de 95,9% nas vendas líquidas

A construtora e incorporadora Direcional Engenharia registrou forte queda nos lançamentos e nas vendas no primeiro trimestre de 2015, na comparação com igual período do ano anterior. 

Os lançamentos totalizaram 256 unidades e valor geral de vendas (VGV) de R$ 19,5 milhões de janeiro a março. O valor representa uma queda de 97,5% em relação aos lançamentos de R$ 772 milhões do primeiro trimestre de 2014, quando foram lançadas 10.196 unidades. 

As vendas líquidas contratadas totalizaram R$ 36 milhões no trimestre, queda de 95,9% em relação aos R$ 881 milhões de um ano antes. As vendas brutas atingiram o volume de R$ 97 milhões, enquanto os distratos somaram R$ 61 milhões. Segundo a companhia, 59% das unidades distratadas no período foram revendidas durante o próprio trimestre. 

A Direcional entregou quatro empreendimentos nos três meses findos em março, totalizando 846 unidades e VGV de R$ 85 milhões. Em igual período de 2014, a companhia havia entregue onze empreendimentos, somando 6.217 unidades e VGV de R$ 601,5 milhões. 

A empresa encerrou o trimestre com 2.724 unidades em estoque, totalizando R$ 855 milhões, acima do estoque de 2.655 unidades com valor de R$ 846 milhões do trimestre imediatamente anterior.

(Valor Online - Empresas - 17/04/2015)

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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Estadão: Setor imobiliário vive "tempestade perfeita", dizem especialistas

Contribuição do leitor Eduardo Mazzini

Alta na taxa de juros e demanda fraca faz preço do imóvel cair; construção deve enfrentar ano mais difícil do que os anteriores e shopping centers, apesar da resiliência, também sofrerão com queda no consumo

A demanda fraca por escritórios e o ciclo de alta na taxa de juros formam um contexto extremamente desafiador para o setor imobiliário, segundo Felipe Goes, diretor ­presidente da São Carlos Investimentos. "O momento atual é quase a tempestade perfeita para o setor", afirmou, durante o Summit Imobiliário 2015, promovido pelo Estadão e pelo Secovi­SP, na capital paulista. 

Ele apresentou dados que evidenciam o aumento da vacância de imóveis em São Paulo. Com o crescimento significativo de novos estoques entre 2011 e 2013, em um ritmo bem mais expressivo que a absorção líquida, a taxa de crescimento da vacância passou de 3,9% em 2010, para 12% em 2014. 

Nessa mesma linha, Alexandre Machado, gestor de fundos imobiliários do Credit Suisse Hedging­Griffo, estima que a taxa de vacância de escritórios em São Paulo deve continuar crescendo e atingir 22%. "Uma vacância nesse nível vai acabar puxando os preços para baixo", projetou. 

Segundo Machado, existe uma correlação muito forte entre a taxa de juros real e o desempenho dos fundos imobiliários na bolsa de valores. O recente aumento na taxa básica de juros (Selic) fez o valor de mercado desses fundos cair fortemente, segundo o economista, ficando abaixo do patrimônio líquido a partir de junho de 2013. 

"Hoje, os fundos em bolsa são negociados com desconto de 30% em relação ao valor patrimonial", afirmou. 

Ano será mais complicado
2015 será o mais complicado dos últimos anos para o mercado imobiliário, com redução de lançamentos por parte das construtoras, segundo o presidente da Even, Carlos Terepins. "Teremos redução de lançamentos neste ano e 2016 ainda é uma incógnita. As construtoras vão equacionar estoques neste ano", afirmou ele, no Summit Imobiliário 2015, promovido pelo Estadão e o Secovi­SP. 

A própria Even já anunciou que não deve fazer novos lançamentos neste ano. Na comparação com o mesmo período de 2013, o valor total das unidades lançadas recuou 17,63%. O volume de vendas contratadas também recuou entre outubro e dezembro, cerca de 43% na comparação anual. 

Vítimas do próprio veneno
Segundo o presidente da Even, houve um excesso de aberturas de capitais de empresas do setor imobiliário no passado e que alguns casos "complicados" comprometeram outros players. "As construtoras são empresa que devem estar voltadas para o longo prazo. Nosso ciclo no mínimo são três anos. Querer que a cada trimestre que nós apresentemos resultado favorável é condenar a empresa a ter uma série de problemas. É uma insanidade", afirmou ele, acrescentando que não vê consolidação no setor, pois as empresas devem preferir crescimento orgânico. 

Também presente no debate, o CEO da Max Casa, José Paim de Andrade, disse que o aumento dos distratos tem elevado o número de estoques na construtoras, citando investidores que compram apartamentos e na hora da entrega das chaves não ficaram satisfeitos com a estabilização dos preços dos imóveis. 

Crise afeta também os shopping centers 
O setor de shopping centers atravessa um momento desafiador comum a todos os setores da economia brasileira, e as maiores preocupações se concentram na perspectiva de queda da renda, redução do nível de emprego e o aumento da taxa de juros, aliados a um cenário de inflação alta. A avaliação é de Renato Rique, economista e diretor presidente da Aliansce. "São fatores que levam à compressão do consumo, afetam o varejo e acabam refletindo nos shopping centers também", afirma. 

"Os shoppings não são uma ilha isolada da economia, mas são mais resilientes", disse. Além de questões macroeconômicas, Rique apontou outros fatores intrínsecos ao segmento que são complicadores no atual cenário. "Vemos o excesso de shoppings nos últimos quatro anos, com o "brotamento" de novos empreendedores de shoppings", disse, em referência à profusão de novos shoppings mesmo em cidades em que não há mercado consumidor para tanto. 

Para Alessandro Poli Veronezi, presidente do conselho de administração da General Shopping Brasil, os desafios impostos pelo cenário macroeconômico serão vencidos pelo setor de shoppings centers. O que não se consegue contornar, segundo ele, são decisões equivocadas no âmbito micro. "O cenário de ajuste macroeconômico vai levar um tempo, mas vai passar. Deve passar em dois anos", estimou. Segundo ele, no entanto, quando há falta de equilíbrio entre oferta e demanda não há muito o que ser feito. "Um shopping colocado no lugar errado não tem como ser corrigido", exemplificou. 

Para Renato Rique, no entanto, apesar dos problemas, os empresários do setor entenderam a necessidade de adaptar seus negócios à nova realidade, que se impõe há alguns anos. "A concorrência hoje não é apenas com shoppings vizinhos, mas da própria casa do consumidor e de outras opções de lazer", disse. "Shopping hoje é ponto de encontro. É um oásis em meio ao caos e deserto urbano", comparou. 

(Estadão - Economia - Notícias - Geral - 14\04\2015)

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segunda-feira, 20 de abril de 2015

Portal G1: Mercado imobiliário em queda também na região nordeste

Há um ano, ele decidiu vender o imóvel, mas ainda não recebeu nenhuma proposta. “Tivemos apenas uma visita. A gente imaginava que fosse ter mais visitas para ver o apartamento, mas até agora nada”, disse. Além de Arquimedes, outros dois vizinhos da família estão na mesma tentativa

O mercado imobiliário de João Pessoa está começando a ser afetado pela crise econômica que atingiu o país. Em uma corretora da cidade, a média de imóveis vendidos caiu de oito no primeiro semestre de 2014 para três neste ano. “O mercado paraibano está um pouco retraído. E não foge ao que está acontecendo atualmente no nosso país. Eu acho que a confiança, que se diminuiu muito no Governo, criou uma certa insegurança. Por isso que muitos investidores e muitas pessoas decidiram esperar um pouco para depois adquirir sua casa própria”, declarou o corretor de imóveis Alexandre Miranda.

O professor Arquimedes Pereira é um dos consumidores que estão sofrendo com essa retração do mercado. Com a chegada de uma filha e planos de aumentar a família, o apartamento de 80m² que ele mora ficou pequeno. Há um ano, ele decidiu vender o imóvel, mas ainda não recebeu nenhuma proposta. “Tivemos apenas uma visita. A gente imaginava que fosse ter mais visitas para ver o apartamento, mas até agora nada”, disse. Além de Arquimedes, outros dois vizinhos da família estão na mesma tentativa.

O setor da construção civil também está desacelerado e os projetos de novos prédios estão sendo adiados. “As principais mudanças foram no comportamento do consumidor. A gente sabe que deu uma diminuída no volume de vendas, então nós prorrogamos para 2016 alguns lançamentos que nós tinhamos para 2015, com uma possível melhora no mercado”, explicou o gerente comercial de uma construtora de João Pessoa, Fabrício Marsicano.

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), Jarbas Pessoa, reconhece que houve queda nas vendas, mas garante que também houve ganho para quem trabalha no setor. Ele destaca que houve uma diminuição de janeiro a março de 2014 para o mesmo período de 2015, mas os números ainda indicam que seja favorável investir em imóveis. 

Para o conselheiro do Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP), Irenaldo Quintans, a baixa no setor não foi muito grande. 

Porém, ele reconhece que o mercado está sendo influenciado e enumera dois fatores que causam essa desaceleração. “O baixo crescimento do país, a baixa geração de renda e sálario e a insegurança que isso gera no consumidor têm afetado o mercado. Outro aspecto é a tendência de equilíbrio entre oferta e demanda. Nós passamos cinco anos produzindo muito e a equação oferta/demanda está bem mais próxima do equilíbrio. E isso faz com que haja um arrefecimento na velocidade de vendas”, explicou.

(Portal G1 - Notícia - 16/04/2015)
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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Jornal Nacional destaca crise no mercado de aluguéis e queda nos preços

Na contramão da inflação, de um ano para cá, o preço médio dos aluguéis caiu, em algumas das maiores cidades. E mesmo assim, tem muita plaquinha de “aluga” por aí

Piso de madeira, suítes espaçosas, com cama, armário embutido e banheira chique daquelas com hidromassagem. Assim, o apartamento de cozinha com dois ambientes e 127 metros quadrados segue juntando poeira.

"Esse apartamento está vago há aproximadamente um ano e meio", conta Marcos Camargo, corretor de imóveis.

Nem com desconto
De seis meses para cá, o valor do aluguel baixou R$ 400. Nem assim adiantou. E na imobiliária que está oferecendo esse apartamento tem vários outros nessa mesma situação. Ao todo eles têm mais de 500 imóveis para alugar só na Zona Leste de São Paulo.

“A gente acaba conseguindo uma melhor negociação para que os imóveis não fiquem parados. Não é interessante para o proprietário ter o seu imóvel parado”, afirma o gerente de locação André Reindl.

Queda de mais de 13% no preço médio
A equipe do Jornal Nacional perdeu as contas de quantas placas de 'aluga' foram encontradas em uma região. A rua é cheia de comércio, mas não tem jeito: não tem tanto interessado em fechar negócio. E as plaquinhas continuam se espalhando cada vez mais por aí.

Tudo porque o mercado de aluguéis está mesmo morno. E com menos gente disposta a pagar, os preços vão lá para baixo. Uma pesquisa feita em nove cidades brasileiras mostra que o valor médio do aluguel, nos últimos 12 meses, caiu 6,11%, já descontada a inflação.

Em Curitiba, o preço do aluguel caiu mais de 13%. Também está mais barato alugar em Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Salvador. Ruim para o proprietário, excelente para o inquilino.

“Acho que a gente passou vários anos com crescimento muito acelerado de preços, tanto de alugueis quanto de imóveis. Acho natural, e até saudável, termos esse ajuste. E claro que ele está influenciado pelo desempenho fraco da economia como um todo”, explica a economista da Fipe Raone Costa.
(Portal G1 - Jornal Nacional - Notícia - 16/04/2015)

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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Correio Braziliense: Construção civil derruba PIB e puxa desemprego

Em meio a um ambiente recessivo, um dos principais motores da atividade econômica apresenta sinais claros de enfraquecimento: as demissões começaram e as projeções para 2015 são de forte queda

A construção civil costuma refletir o desempenho da economia de um país. Se as obras estão paradas, alguma coisa não vai bem no cenário nacional. Mas se os canteiros pulsam, há a certeza de um período de bonança. Não à toa, o setor vive atualmente um momento delicado no Brasil. Em meio a um ambiente recessivo, um dos principais motores da atividade econômica apresenta sinais claros de enfraquecimento: as demissões começaram e as projeções para 2015 são de forte queda. 

Especialistas acreditam que o período promissor da construção civil, observado principalmente entre 2007 e 2010, chegou mesmo ao fim. Nas obras de infraestrutura, no mercado imobiliário e no varejo, a estagnação da economia derrubou a demanda e interrompeu de vez o ritmo acelerado de contratações e investimentos. 

Desde abril de 2014, o número de vagas vem caindo, constata o presidente da Câmara Brasileira da Construção Civil (Cbic), José Carlos Martins. Somente nos últimos cinco meses, foram fechados 250 mil postos de trabalho, número significativo para um setor que emprega cerca de 13 milhões de pessoas em toda a cadeia produtiva. Em 2014, setor encolheu 2,6%. Este ano, a queda estimada será de 5%. “A situação vai piorar. Não estão previstas contratações para os próximos meses.” 

A tendência é de que a construção civil siga degringolando se a economia não mudar de rumo. Na avaliação de Martins, os investimentos devem cair, especialmente por conta da operação Lava-Jato, da Polícia Federal - o investigado esquema de corrupção na Petrobras - que atingiu as maiores empreiteiras do país. “O empresário investe se o país voltar a crescer. Se o setor público não fizer a parte dele, as empresas também não farão”, afirma. 

(Correio Braziliense - Notícia - Economia - 12/04/2105)

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terça-feira, 14 de abril de 2015

Portal R7: Com imóveis encalhados, construtoras apelam às redes sociais

No início deste ano, o estudante de administração Guilherme Henrique Lele, de 20 anos, fechou a compra de um apartamento sem dar sinal e sem assinar um documento sequer: ele usou apenas a ponta dos dedos. Guilherme fez toda a negociação do imóvel pelo WhatsApp e só visitou o apê na hora de assinar os papéis.

O rapaz é mais um cliente seduzido pelas mais novas estratégias das contrutoras para fisgar clientes: o uso das redes sociais, ferramentas que ajudam a driblar a desaceleração do mercado imobiliário. Só em São Paulo, segundo o Secovi (sindicato da construção), em fevereiro, havia 26.756 unidades em estoque. Trata-se de imóveis encalhados.

Até veículo usado
As táticas das construtoras, porém, não se limitam ao uso das redes sociais. Para conquistar clientes e fechar negócio, as construtoras passaram a aceitar veículos usados de entrada e oferecer um serviço de acompanhamento da obra, online em tempo real via internet, com imagens gravadas por drones.

"Pequena" crise do setor imobiliário
Segundo Marcelo Bigucci, diretor de Marketing e Locação da MBgiucci, o uso das redes sociais já refletiu em uma alta nas vendas da empresa. Ele explica que as ferramentas servem ainda para substituir outros meios de comunicação.

- As redes sociais são uma mídia barata, com um custo bem menor do que o de qualquer outro tipo de mídia convencional. Então, devido a uma pequena crise do setor imobiliário, as construtoras passaram a atacar em redes sociais e a gente seguiu essa tendência.
 (Portal R7 - Economia - 14/05/2015)

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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Estouro da bolha: Caixa esgotou recursos para o crédito imobiliário

Dados do BC mostram que o descompasso atinge o mercado de forma geral, e até aumentou nos primeiros meses deste ano

A Caixa Econômica Federal não tem mais recursos da poupança para emprestar ao crédito imobiliário. A aceleração do ritmo de desembolsos dos empréstimos concedidos pela instituição federal nos últimos anos, combinada à fuga dos investidores das cadernetas, levou a esse descompasso.

"A caderneta só tem mais um ano, no máximo, de fôlego para financiar o crédito imobiliário. Isso considerando o sistema como um todo. Na Caixa, esses recursos já se esgotaram", disse ao Brasil Econômico Octavio de Lazari Júnior, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), em entrevista após evento promovido pelo Bradesco.

O problema pode ser mais sério na Caixa, mas não é só dela. Dados do BC mostram que o descompasso entre o ritmo de captação da poupança e a liberação de novos empréstimos imobiliários se acentuou nos primeiros meses deste ano. Até março, a poupança havia perdido mais de R$ 18 bilhões. O saldo, assim, passou a R$ 512 bilhões. O aumento em 12meses foi de apenas 5,6%.

Captação ainda mais negativa 
Em termos de fluxo, a diferença também é grande: enquanto as concessões de crédito imobiliário passaram de R$ 9,2 bilhões ao mês para R$ 12,6 bilhões (alta de 37%) em 12 meses, a captação líquida da poupança passou de R$ 735 milhões negativos para R$ 9,2 bilhões negativos. Ou seja, além de não crescer, a captação ficou ainda mais negativa.

Em janeiro, a Caixa havia aumentado os juros dos financiamentos com recursos da poupança para inibir a demanda e retardar o esgotamento do funding. A alta foi maior no segmento de imóveis mais caros, onde não há limites impostos pelo BC. Além disso, há os financiamentos com outros recursos, desde FGTS, para programas sociais, até fundings alternativos - esses, livres das regras do BC.

Procurada, a Caixa não concedeu entrevista mas, por meio de nota, respondeu que sua prioridade no segmento habitacional é o financiamento de habitação popular, custeado em sua maior parte pelo FGTS. No final do ano - último dado disponível - a Caixa tinha R$ 236,8 bilhões na poupança e R$ 339,8 bilhões e, crédito imobiliário; o crescimento, no primeiro caso, foi de 13% e no segundo, de 25,7% - quase o dobro. Em termos de participação no mercado, a Caixa lidera em ambos: tinha, em dezembro, 67,7% do saldo dos financiamentos a imóveis no país (que incluem programas sociais como o Minha Casa Minha Vida) e 35,7% do saldo da poupança. A captação líquida da poupança na Caixa foi de R$ 12,7 bilhões em 2014. E as novas concessões de crédito imobiliário foram de R$ 128 bilhões. Para completar o descompasso, a Caixa ampliou o ritmo de captações das LCI: o saldo aumentou 69% em 2014, totalizando R$ 87,3 bilhões.

A Caixa não divulgou números relativos aos primeiros três meses do ano, nem explicou quanto dos financiamentos concedidos foram com recursos do FGTS e quanto com recursos de poupança - mas disse que continua usando a poupança.

E acrescentou, também em nota: "No caso da habitação que utiliza recursos da poupança, a prioridade da Caixa tem sido o financiamento de imóveis novos, enquadráveis no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) - ou seja, com valor de até R$ 750 mil (em Brasília, SP, MG e RJ) e de até R$ 650 mil nos demais Estados", diz a instituição. 

(Brasil Econômico - Finanças - 10/04/2015)

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sexta-feira, 10 de abril de 2015

DCI: Queda nas vendas, descontos e até carro usado como pagamento

Entre as ações está a negociação caso a caso sobre o pagamento, de acordo com as possibilidades do cliente."Até carro usado está sendo aceito como parte do pagamento. Isso para imóveis prontos"

Foi-se o tempo em que o vendedor do imóvel tinha a faca e o queijo na mão. Agora, com a economia mais fraca e o mercado imobiliário apresentando quedas consecutivas em volume de negócios, empresas apostam em descontos, maior atenção ao cliente e saldões para fisgar o consumidor e diminuir os estoques nas principais capitais do País.

A tática de vender imóveis com descontos, apontada pelo executivo como chave para diminuir o impacto da economia ruim, tem sido adotada por grandes e pequenas construtoras. Entre as companhias menores, Sollar destaca a Madri, que recentemente lançou duas torres no bairro Botafogo, na capital fluminense, e além dos descontos oferecia gratuitamente diversas opções de acabamento ao imóvel.

"Para evitar ficar com estoque, o dono da empresa ofereceu descontos de até R$ 30 mil para a venda no lançamento, além de anunciar que portas e acabamento do imóvel poderiam ser escolhidos pelo cliente", diz.

Descontos de 40% e carro usado como parte do pagamento
A estratégia adotada pela MBigucci para elevar as vendas este ano está apoiada na divulgação de imóveis por aplicativos e redes sociais (como WhatsApp, Facebook e Instagram), além da adequação das condições de pagamento. Na visão do diretor de vendas da MBigucci, Robson Toneto, o mau momento pode virar oportunidade se houver flexibilização por parte da construtora. Entre as ações está a negociação caso a caso sobre o pagamento, de acordo com as possibilidades do cliente. "Até carro usado está sendo aceito como parte do pagamento. Isso para imóveis prontos", disse.

As ações da MBigucci seguem em linha com as das maiores companhias do mercado. Exemplo disso é o caso da Lopes, que fez recentemente uma campanha para oferecer até 32% de desconto em imóveis de 17 construtoras. Simultaneamente, a PDG Realty anunciou a nova ação nacional de descontos em menos de um ano: baixa de preço de até R$ 500 mil.

Este ano, a Tecnisa também apostou em ações promocionais, com chamadas que envolviam um "megabônus".

Outra opção adotada pelas grandes empresas do setor é a divulgação dos imóveis no outlet de imóveis RealtON. De acordo com o presidente do portal, Rogério Santos, que atua no setor imobiliário há 27 anos, o comprador está "com a faca e o queijo na mão", e é hora de apostar no estoque. "Este mês, teremos várias campanhas, que reunirão lotes de 10 a 15 produtos, de diferentes incorporadoras", disse ele, lembrando que o desconto pode chegar a 40%.

Mesmo com promoções, executivo prevê aumento dos estoques
Com a desaceleração do mercado, o executivo prevê aumento dos estoques, o que ampliará as opções de imóveis em venda com desconto. "Este ano, provavelmente teremos um maior número de unidades prontas. Este fato pode ajudar o consumidor a decidir e observar a qualidade de acabamento das construtoras", enfatiza Souza.

Queda de 46,3%
A decisão de diminuir estoques das empresas não é por acaso. Nesta semana, o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) apontou que a venda de imóveis novos na cidade de São Paulo caiu 25,4% em fevereiro, sobre um ano antes, somando 732 imóveis comercializados.

Em termos monetários, o Valor Global de Vendas (VGV) ficou 21% menor que o de fevereiro de 2014, considerando dados atualizados pelo Índice Nacional de Custos da Construção (INCC). 

Com exceção da Capital, as 38 cidades da Região Metropolitana de São Paulo tiveram retração de 46,3% sobre 2014.

(DCI - São Paulo/SP - Home - 09/04/2015)

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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Valor: Vendas de imóveis novos caem 25,4% em fevereiro

As vendas de imóveis residenciais novos caíram 25,4% em fevereiro na cidade de São Paulo em relação ao mesmo mês do ano passado, para 732 unidades, de acordo com o Secovi­SP, o Sindicato da Habitação. 

O Valor Geral de Vendas (VGV) dos imóveis comercializados caiu 21%, para R$ 408 milhões. 

Dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) divulgados pelo Secovi­SP apontam que os lançamentos de imóveis caíram 7,2% em fevereiro na comparação com o segundo mês de 2014. Em nota, o Secovi­SP informou que espera melhora nos lançamentos e nas vendas em março.

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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Portal IG: Especialista diz que imóveis perderão até 40% do valor

"Nos próximos cinco anos, pode não haver o repasse da inflação oficial para o valor do imóvel. Se ele vale R$ 100 mil hoje, há uma tendência dele valer R$ 100 mil nos próximos quatro anos. Ou seja, os imóveis perderão de 30% a 40% do valor. (...)"

É comum entre os brasileiros que a poupança e os imóveis sejam as primeiras opções que vêm a mente quando se pensa em investimentos. Bastante tradicionais na cultura dos investidores do País, eles não são investimentos recomendados para 2015, no entanto.

"Com uma Selic a quase 13%, qualquer investimento se torna mais atrativo que a poupança, mas os brasileiros não sabem disso e acabam perdendo recursos", afirma Reinaldo Domingos, presidente do instituto DSOP de Educação Financeira.

A exceção, segundo Reinaldo Domingos, ocorre com investimentos a curto prazo, de até seis meses. "A poupança é atrativa para investimentos de menos de um ano, já que, quando se investe em títulos públicos, o investidor tem de pagar o Imposto de Renda a 22%, além de IOF, o que inviabiliza a rentabilidade. Para investimentos a longo prazo, essa alíquiota diminui", explica.

Ciclo de queda no mercado imobiliário
Depois do aquecimento do mercado imobiliário nos últimos anos, o setor começa a dar sinais de desaceleração. Dados do Secovi-SP mostram que, em 2014, o número de lançamentos superou o número de vendas em 10 mil unidades. Ou seja: a oferta foi maior que a demanda.

Para Martins, isso significa que o investimento no setor não é a melhor opção neste momento. "Esse mercado tem ciclos, passa alguns anos estagnado e outros na alta. A alta já aconteceu e agora estamos vendo construtoras querendo vender os imóveis em estoque. Com o excesso de oferta, os imóveis deixam de ser um bom investimento", afirma.

Desvalorização de 30 a 40%
Segundo Domingos, haverá desvalorização no valor dos imóveis. "Nos próximos cinco anos, pode não haver o repasse da inflação oficial para o valor do imóvel. Se ele vale R$ 100 mil hoje, há uma tendência dele valer R$ 100 mil nos próximos quatro anos. Ou seja, os imóveis perderão de 30% a 40% do valor. Investir em imóveis agora só é bom para quem quer morar."

Quem pensa em investir pela renda do aluguel também pode pensar em outras opções. "A locação perde para as principais aplicações. O aluguel não tem boa rentabilidade e ainda tem os riscos de inadimplência e destruição do patrimônio", afirma Domingos.

"A maioria dos imóveis para aluguel estão desocupados e o proprietário precisa arcar com o prejuízo do condomínio e taxas manutenção. Passou a hora de investir em imóveis. Eles têm um ponto favorável que é o baixo risco, mas tem o ponto ruim que é a liquidez. É difícil liquidar um imóvel, ainda mais quando há excesso de oferta", concorda Martins.
 (Portal IG - Finanças - 06/04/2015)

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