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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Jornal de Brasília: Construção civil puxa até o PIB do DF para baixo

Em 2014, segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brasília (STICMB), 45 mil homologações de demissões aconteceram

A indústria foi a que mais sofreu com a retração da economia brasiliense em 2014. Com diminuição de demanda por consumidores mais cautelosos, o empresariado cortou os investimentos. No Distrito Federal, segundo dados da Companhia de Planejamento (Codeplan), todas as atividades do setor regrediram e, pela primeira vez desde 2011, o resultado no Produto Interno Bruto (PIB) foi negativo. Pior foi para a construção civil, que teve a maior queda: -7,7%.

Em 2014, segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brasília (STICMB), 45 mil homologações de demissões aconteceram.

Para o presidente da Ademi, certamente no próximo PIB, referente a 2015, a participação da área será ainda mais baixa. “As pessoas perderam a confiança e estão recuperando só agora. A velocidade de vendas vai fechar em torno de 5%, que é bem próxima da realidade”, ressalta.

Queda acontece mesmo com o DF entre os mais ricos
O PIB-DF cresceu 2,0% em 2014 comparado ao ano anterior, com R$ 197,432 bilhões. o número colocou o DF como a 8ª maior economia do País, acima da média nacional, de 0,5% de aumento. O crescimento, todavia, é inferior ao registrado em 2013, quando o quadro teve adição de 3,7%.

Dividindo o faturamento anual pelo número da população, o DF tem, disparado, o melhor rendimento. Como nos anos anteriores, o índice se manteve o mais alto, atingindo R$ 69.217 per capita. O número da capital é 2,4 vezes o do Brasil (R$ 28.500); 1,6 vezes o de São Paulo (R$ 42.198), que é o segundo maior, e 6,2 vezes o do Maranhão (R$ 11.216), o menor.

(Jornal de Brasília - Cidades - Economia - 29/11/2016)

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Valor: Setor de construção não deve se recuperar em 2017, avalia Fitch

As dificuldades das construtoras em arrecadar recebíveis de projetos em curso e a redução significativa de liquidez também são vistas como grandes preocupações pela Fitch

O setor brasileiro de construção não deve se recuperar em 2017, mesmo com as iniciativas do governo para infraestrutura e para melhorar o ambiente de negócios, afirmou a agência de classificação de risco Fitch. A agência mantém em negativa a perspectiva para o setor no ano que vem.

“Acreditamos que as investigações relativas à [Operação] Lava­-Jato continuarão pesando na qualidade de crédito do setor brasileiro de construção no médio prazo. Por outro lado, esperamos mais transparência nos processos de licitação, na execução dos contratos e nas doações políticas”, afirmou Alexandre Garcia, diretor-­associado da Fitch.

A agência também vê os esforços das autoridades brasileiras para preservar as companhias sob investigações como positivo. Já aquelas empresas que não conseguirem acordos de leniência deverão sofrer multas mais pesadas e proporcionais aos seus tamanhos.

As dificuldades das construtoras em arrecadar recebíveis de projetos em curso e a redução significativa de liquidez também são vistas como grandes preocupações pela Fitch. Além disso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) suspendeu seus financiamentos para empresas envolvidas na Lava­-Jato e para algumas exportadoras de petróleo, que são clientes importantes para as construtoras brasileiras.

A Fitch prevê que 2017 seja mais um ano de contração no consumo. “O portfólio de contratos a serem executados pelas principais empresas no Brasil caiu devido às crises política e econômica no país e aos baixos preços de petróleo internacionais.”

Segundo a agência, os preços de petróleo devem continuar afetando os projetos de construção e a renovação de pedidos internacionais. Uma importante parte da carteira de pedidos das construtoras brasileiras vem da América Latina e África, que dependem de exportações de petróleo.

(Valor Online - Empresas -  29/11/2016)

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Portal G1: Preço dos imóveis tem queda real de mais de 6% em novembro

Os preços dos imóveis tiveram queda real de 6,25% nos últimos 12 meses terminados em novembro. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (1) pela pesquisa FipeZap. Enquanto os valores anunciados subiram 0,45%, a inflação esperada para o período é de 7,15%.

O índice é calculado com base nos preços anunciados, excluindo os descontos da negociação.*

Entre outubro e novembro, os preços tiveram leve alta de 0,07%, também menor que a inflação esperada, de 0,33%. No acumulado do ano, os preços têm alta de 0,45%, ante inflação esperada de 6,13%.

Os números mostram que o valor dos imóveis não está conseguindo acompanhar a alta geral dos preços. Em 11 dos últimos 12 meses a variação dos preços dos imóveis foi inferior à da inflação.

*Nota do blog

(Portal G1 - Economia - Seu Dinheiro - Notícia - 02/12/2016)

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Portal G1: Construtoras em recuperação judicial deixam famílias no prejuízo

A cautela deve ser ainda maior quando o bem ainda está na planta. Existe risco real do negócio não sair do papel. O advogado Igor Britto, professor de Direito do Consumidor, lembra que este é o pior momento, das últimas duas décadas, para comprar uma unidade em construção, já que nunca tantas construtoras declararam falência como em 2015 e 2016

Mais de 600 famílias tiveram o sonho da casa própria interrompido após a construtora com a qual compraram apartamentos entrar em recuperação judicial. Agora, estão sem perspectiva de quando vão reaver o dinheiro ou ter seus imóveis prontos.

A empresa Decottignies lançou, entre 2013 e 2015, seis empreendimentos, em Vila Velha e Guarapari, com cerca de 800 unidades. Chegou a negociar 80% delas, mas nenhuma foi entregue. Em dificuldade financeira, a empresa pediu recuperação judicial, em janeiro deste ano, e agora está impossibilitada de concluir as obras.

Dos seis condomínios comercializados, três ainda estão no chão, em fase de fundação. Dois, em acabamento. O último está em fase de construção da estrutura.

Segundo o advogado Elifas Moura de Miranda Junior, que representa parte dos compradores do Edifício Arcádia, só com esse condomínio, cujo terreno é na Praia da Costa, a construtora arrecadou R$ 6 milhões. “A construtora só fez a fundação, gastou menos de R$ 1 milhão. O restante do valor não se sabe onde está”.

Ele alega que a empresa não usou o regime de afetação, que é a constituição de uma nova pessoa jurídica para separar recursos da obra do patrimônio da construtora. A medida não é obrigatória, mas dá proteção ao consumidor. “Quando a empresa não faz, é algo que se deve tomar cuidado, pois é fator de insegurança”, diz.

Com as obras paralisadas, os compradores das unidades pedem ao juiz da Vara de Recuperação Judicial para permitir a transferência da obra para outra construtora. Eles também querem se habilitar como credores da Decottignes.

Promessa enganosa
O advogado Trajano Conti Ferreira, 31 anos, comprou em 2013 um apartamento no Arcádia para morar com a família.

 “Vi que a obra não andava e entrei em contato com eles, no final de 2014, para rescindir o contrato. Mas o Rubens (um dos sócios), numa reunião com os compradores, cerca de 50 pessoas, pediu para que não desistíssemos, prometendo entregar no fim de 2016”.

Os imóveis seriam financiados na planta pela Caixa, mas o contrato não chegou a ser assinado pelos mutuários.

Houve até quem ficou doente com a situação. Esse é o caso da bacharel em Direito Deyse Manente Gomes, 31 anos. “Estou com arritmia, causada pelo estresse. Comprei o apartamento para morar, seria meu primeiro imóvel. Investi R$ 75 mil e acho que vou perder tudo”.

O fisiologista Frank Pereira, 33, também comprou apartamento no edifício para viver com a mulher e a filha, de 8 meses. “Agora, estou pagando aluguel. Investi tudo o que tinha. Sempre acompanhei a obra e em nenhum momento disseram que a empresa estava com dificuldades. Quando veio o pedido de recuperação judicial, acabou comigo”.

Agora, o único caminho para os compradores é aguardar a Justiça definir o desfecho da recuperação judicial. Um dos pedidos dos compradores, para serem credores da Decottignes, não foi aceito pelo interventor. Os consumidores ainda esperam a decisão pelo pedido de transferência das obras para outra construtora, já contratada, e que cobrará R$ 43 mil a mais de cada um para concluir as obras.

Mais promessas, as desculpas de sempre, e mais custos para os proprietários
O sócio-diretor da Decottignies, Henrique Decottignies, garantiu que a empresa vai entregar os apartamentos que vendeu. Ele explicou que os três empreendimentos que estão em fase mais adiantada estão segurados pela Caixa Seguradora e que o trâmite para eles depende da liberação dos recursos.

“Os outros três são prédios que estão no plano de recuperação. Estamos formalizando parceria com uma construtora para concluir as obras, o que precisa ser autorizado pelo juiz da recuperação. As obras são viáveis e serão entregues”.

Ele diz que os compradores do Arcádia terão que arcar com atualização de custos, estimados em cerca de R$ 15 mil. “Nesses 6 empreendimentos, a gente também tem o recurso que falta ser recebido dos clientes, pois nem todos quitaram. Este dinheiro será redirecionado para os próprios clientes. Se faltar algo, a Decottignies vai alocar recursos.”

Já os outros empreendimentos, explica Henrique, terão lucro. “Se permitido pela Justiça, eles serão retomados em parceria com outra construtora”.

Ele explica que a Decottignes perdeu a capacidade construtiva por dois fatores. “Primeiro, tivemos o fator econômico do país. Segundo, com a recessão e as pedaladas do governo, a Caixa dificultou a contratação de crédito. A Decottignes tinha o financiamento aprovado, mas os clientes não conseguiam assinar os contratos. A empresa deixou de receber algo em torno de R$ 40 milhões”, defende-se.

Todo cuidado é pouco na hora de comprar um imóvel na planta
Na hora de comprar um imóvel, há muitos cuidados que precisam ser tomados para que o comprador não leve calote. A cautela deve ser ainda maior quando o bem ainda está na planta. Existe risco real do negócio não sair do papel.

O advogado Igor Britto, professor de Direito do Consumidor, lembra que este é o pior momento, das últimas duas décadas, para comprar uma unidade em construção, já que nunca tantas construtoras declararam falência como em 2015 e 2016.

Segundo ele, antes de assinar o contrato, é importante verificar a condição financeira da empresa e se a incorporadora optou pelo regime de afetação para o empreendimento, que é a constituição de pessoa jurídica com CNPJ só para a obra.

“Nesse regime, os bens e recursos destinados à construção ficam separados dos outros empreendimentos e de todo o resto do patrimônio da construtora. O dinheiro não pode ser tomado por dívidas que não sejam relacionadas àquela obra”.

Ele esclarece que, depois de assinar o contrato, o consumidor precisa acompanhar rigorosamente o andamento da obra, pedir esclarecimentos sobre o cumprimento de prazos e etapas do projeto.

O diretor regional da Associação Brasileira de Mutuários da Habitação (ABMH), Valdenir Rodrigues, lembrou o caso Encol, que faliu em 1999 e deixou milhares de família sem a casa. Ele afirma que quem compra na planta deve ter ciência de que algo pode dar errado. “Se não quer correr risco, se recomenda comprar o empreendimento pelo menos 70% concluído. Se acontecer algo, o prejuízo é menor e fica mais fácil terminar a construção”.

Outra dica, segundo Rodrigues, é buscar imóveis com financiamento associativo, que é a parceria entre construtora e agente financeiro de financiamento que garante que as obras serão concluídas.

(Portal G1 - Espírito Santo - Notícia  - 29/11/2016)

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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Valor: Crédito imobiliário com recursos da poupança cai 22,4%

No ano até outubro, 164,1 mil imóveis foram financiados, um recuo de 45,6% em relação a igual período de 2015, quando 301,5 mil unidades foram objeto de financiamento bancário. Em 12 meses, o crédito imobiliário financiou a aquisição e a construção de 204,1 mil imóveis, redução de 48%

Os financiamentos imobiliários concedidos com recursos da caderneta de poupança pelos agentes financeiros no âmbito do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) caíram 22,4% em outubro na comparação com outubro de 2015, para um total de R$ 3,6 bilhões. Nesse tipo de comparação, é o 11º mês de retração para o setor, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Em relação a setembro, no entanto, houve alta de 15,6% nas operações de crédito imobiliário.

No ano, até outubro, os financiamentos imobiliários chegaram a R$ 37,2 bilhões, o que representa uma queda de 44,2% em relação a igual período do ano passado. No acumulado de 12 meses, R$ 46,1 bilhões foram destinados para aquisição e construção de imóveis com recursos da poupança — retração de 46,6% em relação aos 12 meses precedentes.

Em outubro, 16,1 mil imóveis foram financiados nas modalidades de aquisição e construção, o que correspondeu a uma queda de 21,3% sobre outubro de 2015. Em relação a setembro, mês possivelmente impactado pela greve dos bancos, a alta foi de 31,3%.

No ano até outubro, 164,1 mil imóveis foram financiados, um recuo de 45,6% em relação a igual período de 2015, quando 301,5 mil unidades foram objeto de financiamento bancário. Em 12 meses, o crédito imobiliário financiou a aquisição e a construção de 204,1 mil imóveis, redução de 48%.

O cenário de queda de financiamento imobiliário segue o de perdas de recursos da poupança. Em outubro, os saques nas cadernetas de poupança mais uma vez superaram os depósitos, com perda líquida de R$ 1,77 bilhão. Em 2016, a captação líquida da poupança foi negativa em R$ 42,8 bilhões. O valor, contudo, é inferior à perda líquida de R$ 54 bilhões registrada em igual período do ano passado.

(Valor Online - Finanças - 28/11/2016)

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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Portal Terra: Confiança no mercado imobiliário permanece fraca

O desemprego e a incerteza de emprego e sobre o futuro inibem o endividamento de longo prazo e, consequentemente, faz com que a procura por aluguel de imóveis cresça

De acordo com pesquisa mensal sobre as condições do mercado imobiliário, é possível identificar alguns fatores que estavam tornando os aluguéis uma opção mais atrativa para muitos consumidores.

Vamos falar, a seguir, um pouco mais sobre os principais deles: a elevação da taxa de desemprego, o crédito restrito e os altos custos de empréstimos.

Mas, antes, vamos a um panorama sobre os aluguéis no Brasil.

Aluguel de imóveis no Brasil
Atualmente, nos Estados Unidos e na Europa, os aluguéis apresentam média de 7% a 8% do valor de um imóvel em um ano. Já no Brasil, a média é de 6%.

No terceiro trimestre de 2016, os valores de aluguéis atingiram o menor nível dos últimos três anos (desde Junho 2013). Entre os meses de Julho a Setembro, eles caíram 5,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

O crescimento da busca por imóveis residenciais alugados
Segundo dados do Secovi-SP, sindicato do mercado imobiliário, os preços de novos contratos de aluguel residencial tiveram retração de 2,2% nos 12 meses que encerraram no mês de Julho.

Nesse mesmo período, de acordo com a FGV (Fundação Getulio Vargas), o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado, também chamado de "inflação do aluguel") acumulou alta de 11,63%. No ano até julho, a queda do valor de contratos novos foi de 1%, ante alta de 6,09% do IGP-M no período.

É importante ressaltar que, quando há queda do valor de contratos e alta do IGP-M, vale mais a pena para o locatário alugar um apartamento novo em determinadas regiões do que renovar o contrato antigo, se reajustado pelo IGP-M.

Assim, os locatários que estão com o contrato perto de vencer aproveitam a queda do valor médio de locação para negociar com o locador.

Agora, vamos falar sobre os fatores que estão tornando os aluguéis uma opção mais atrativa para muitos consumidores no mercado imobiliário.

A elevação da taxa de desemprego e a queda na renda
O desemprego e a incerteza de emprego e sobre o futuro inibem o endividamento de longo prazo e, consequentemente, faz com que a procura por aluguel de imóveis cresça.

Isso porque todos esses fatores geram insegurança e impactam na renda dos brasileiros, que, sem certeza de trabalho nos próximos meses, adiam investimentos, como a compra de um imóvel.

Com o objetivo de reverter esse quadro e reaquecer o mercado, a Caixa Econômica Federal, que é responsável por dois de cada três financiamentos de imóveis no Brasil, mudou algumas regras de financiamento.

As novas regras anunciadas em Julho buscam incentivar a compra de imóveis para famílias de classe média-alta.

Porém, os altos custos de empréstimos têm feito com que menos consumidores procurem por crédito. Segundo indicador da Serasa Experian, o número de pessoas que buscou crédito em Setembro de 2016 caiu 3,6% ante o mês anterior.

A procura menor por crédito foi observada em todas as faixas de renda e regiões do País. No Norte, a baixa foi de -6,2%, seguida por Nordeste (-4,8%), Centro-Oeste (-6,1%), Sul (-6,3%) e Sudeste (-1,5%).

A dificuldade de conseguir financiamento faz com que a locação ganhe mais adeptos.

(Portal Terra - Notícias - Dino - 25/11/2016)

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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Valor: Crise imobiliária vai retrair o consumo de cimento em 2017

"Segundo Carvalho, as incorporadoras têm ainda um grande volume de distratos de imóveis vendidos e não têm mercado para investir fora do país." [...] O cenário de incerteza política e econômica travou o setor da construção ­ em infraestrutura e edificações ­, atingindo em cheio o consumo de cimento

A indústria cimenteira do País não enxerga sinais de reação do consumo no próximo ano. Por isso, já projeta que vai enfrentar o terceiro ano seguido de retração da demanda do produto, afetada pela crise econômica brasileira. Após 11% de queda em 2015 e algo de 13% a 15% neste ano, as fabricantes estimam ao menos 5% de recuo nas compras de cimento em 2017. Essa é a estimativa preliminar do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC), que reúne as empresas do setor.

Neste cenário, de três anos consecutivos de queda, o consumo de cimento no país pode baixar do patamar de 72 milhões de toneladas em 2014 ­ último ano de crescimento, com um magro 1% ­ para 52 milhões a 53 milhões de toneladas. Com isso, a ociosidade das fábricas instaladas no país, na média, indica chegar a 50% ou um pouco mais, considerando que há ainda alguns projetos entrando em operação. Ao todo, o país tem 23 fabricantes e uma capacidade indo além de 100 milhões de toneladas/ano.

Neste ano, novas unidades fabris, como a de Arcos (MG), da Cia. Siderúrgica nacional (CSN), com mais de 2 milhões de toneladas anuais, foram inauguradas. Em maio, a Votorantim Cimentos pôs para operar uma fábrica em Primavera (PA), de 1,2 milhão de toneladas. Além de projetos de expansão de outros fabricantes.

Crise bateu forte
Em outubro, o mercado registrou seu maior baque mensal de vendas desde o início da crise ­ decréscimo de 18,1%, tomando por base o mesmo mês de 2015. No acumulado de dez meses, o volume comercializado somou 47,9 milhões de toneladas, com recuo de 13,4% sobre igual período de um ano atrás. A média das vendas diárias, considerada um termômetro mais realista do mercado, mostrou acentuação do esfriamento da demanda ­ 14,5%, conforme dados preliminares do SNIC.

A crise bateu tão forte sobre o setor que uma grande cimenteira, com atuação no Brasil e no exterior ­ InterCement /Cimpor, controlada pelo do grupo Camargo Corrêa ­, encerrou o período janeiro a setembro com queda de 19,2% nas vendas no mercado brasileiro, conforme balanço divulgado.

"As condições que garantiram a expansão do mercado cimenteiro no país de 2005 a 2014 ruíram todas ­ emprego e renda das pessoas em alta, juros e inflação em patamares baixos, crédito em condições competitivas, entre outras", afirma José Otávio de Carvalho, presidente do SNIC. O consumo saltou 80%, saindo de 40 milhões de toneladas.

Do auge à crise imobiliária
Ele informa que, no auge do consumo brasileiro de cimento, 70% das vendas se destinavam ao segmento de edificações: construção de imóveis residenciais, comerciais e industriais. O restante era distribuído para obras de infraestrutura e para o varejo (utilização em reformas e ampliações).

"Não vejo perspectivas de retomada tão cedo dessas variáveis macroeconômicas", diz o executivo do SNIC. Segundo Carvalho, as incorporadoras têm ainda um grande volume de distratos de imóveis vendidos e não têm mercado para investir fora do país. "É preciso que a população volte a ter emprego e renda para ter confiança na aquisição de imóveis".

Para Carvalho, a única saída que sobra para alentar o mercado é por meio de obras de infraestrutura, seja reativando programas como o PAC ou com oferta de concessões. Os Estados estão quebrados financeiramente e grandes empreiteiras (que foram importantes gestores de projetos no setor) estão sem capacidade de movimentação após a Lava-­Jato.

O cenário de incerteza política e econômica travou o setor da construção ­ em infraestrutura e edificações ­, atingindo em cheio o consumo de cimento. Somou­se a isso os efeitos da expansão da capacidade de produção (novos entrantes), levando a um aumento da concorrência, com forte impacto nos preços de venda. Mas, avalia o executivo, isso é ruim para as empresas, pois ninguém compra mais cimento só porque o preço baixou e vai estocar.

Para Carvalho, tudo indica que teremos algo parecido com a crise do petróleo, no início dos anos 80, quando a indústria teve quatro anos seguidos de queda nas vendas, voltando a se recuperar somente três a quatro anos depois. Ou seja, o patamar de consumo de 2014 poderá se repetir apenas em 2021/2022. "Continuamos sem enxergar o fundo do poço", afirma o executivo.

A situação do mercado, com excesso de oferta de capacidade de produção, já leva especialistas a avaliar que pode ocorrer uma onda de consolidação de ativos no setor se a situação continuar se agravando e a concorrência ficar ainda mais acirrada.

(Valor Online - Empresas - 18/11/2016)

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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Correio do Estado: Crise eleva distratos de imóveis na planta em 30%

“Trata-se de uma situação preocupante. O aumento em relação ao ano passado foi expressivo por conta dessa crise econômica nacional. Em mais de 90% dos casos, as pessoas não têm condições financeiras de manter o contrato [...]"

A recessão econômica e seus reflexos, como aumento do desemprego e a perda do poder de compra, fizeram crescer consideravelmente o índice de famílias que tiveram que adiar planos da casa própria ou até mesmo abrir mão do imóvel já adquirido. O ano de 2016 pode terminar com aumento de 30% nos casos de devoluções de imóveis comprados na planta, os chamados distratos, em Mato Grosso do Sul. A estimativa é baseada nos atendimentos realizados pela Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH).

Conforme Bárbara Grassi, consultora jurídico,  a média de atendimentos de pessoas interessadas em devolver o imóvel adquirido na planta, neste ano, gira em torno de 28 a 35 ao mês, o que corresponde a, ao menos, um atendimento por dia. Enquanto isso, no ano passado, a média era de 15 a 20 consultas/mês.

“Trata-se de uma situação preocupante. O aumento em relação ao ano passado foi expressivo por conta dessa crise econômica nacional. Em mais de 90% dos casos, as pessoas não têm condições financeiras de manter o contrato. Elas priorizam as contas essenciais, água, luz, alimentação, e as parcelas ficam para trás”.

(Correio do Estado - Cidades - 21/11/2016)

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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

IstoÉ Dinheiro: Construção civil aprofunda queda em outubro, confirma CNI

A entidade informa também que o índice de ociosidade tem estado abaixo do usual "há diversos meses". [...] Diante desse quadro, a intenção de investimentos, que vinha se recuperando nos últimos três meses, com alta acumulada de 3,5 pontos, inverteu o sinal e caiu

A queda na atividade do setor de construção civil acelerou no mês de outubro, segundo dados da pesquisa Sondagem da Indústria da Construção, divulgada nesta quarta-feira, 23, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Numa escala de 0 a 100, o índice do nível de atividade apurado no mês foi 40 pontos, ante 41,5 registrados em setembro e 41,8 pontos em agosto. Para o número de empregados, o índice foi 37,7 pontos, ante 39,7 pontos em setembro.

Pela metodologia da CNI, esses resultados abaixo dos 50 pontos indicam que houve redução da atividade e do emprego em comparação com o mês anterior.

A entidade informa também que o índice de ociosidade tem estado abaixo do usual "há diversos meses". Em outubro, a utilização da capacidade atingiu 56%, oito pontos porcentuais abaixo da média histórica para o mês e um ponto porcentual abaixo do registrado em setembro.

Diante desse quadro, a intenção de investimentos, que vinha se recuperando nos últimos três meses, com alta acumulada de 3,5 pontos, inverteu o sinal e caiu. Na medição para o mês de novembro, ela chegou a 27,3 pontos, uma queda de 1,5 ponto na comparação com outubro. O resultado está 8,4 pontos menor do que a média histórica da série iniciada em novembro de 2013.

Os empresários do setor não esperam melhora no desempenho deste mês, apurou a pesquisa. Consultados, se mostraram pessimistas. A expectativa para o nível de atividade foi de 45,5 pontos, para a compra de insumos e matérias-primas foi 43,9 pontos, para o número de empregados foi 44,2 pontos e para novos empreendimentos e serviços, 44,7 pontos. Resultados abaixo de 50 pontos indicam perspectiva negativa.

O levantamento foi realizado entre 1º e 11 de novembro com 580 empresas, das quais 183 são de pequeno porte, 262 são médias e 135 são de grande porte.

(IstoÉ Dinheiro - Notícias - Economia - 23/11/2016)

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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Infomoney: "É um pepino", diz especialista sobre comprar imóveis para alugar

“A rentabilidade é baixa demais e existem gastos com manutenção, com condomínio quando há vacância, com impostos e com a corretora imobiliária que acabam com o rendimento”, [...] Outro ponto criticado é o fato de que a liquidez do mercado imobiliário é muito baixa. “Em uma emergência, esse dinheiro não estará disponível rapidamente, ou será necessário vender por um preço muito menor”

Comprar um imóvel para alugar é, sem sombra de dúvida, um dos investimentos preferidos de muitos brasileiros que contam com uma boa quantia de dinheiro parada. No entanto, para a sócia da Par Mais Empoderamento Financeiro e planejadora financeira Annalisa Blando dal Zotto, esse é um tipo de aplicação que na maioria dos casos não faz sentido.

“Esse foco que o brasileiro tem em imóveis vem muito do histórico do nosso país, que já passou por crises de hiperinflação e confisco de aplicações financeiras, além do fato de que muitas soluções financeiras oferecidas pelo banco não são soluções, mas sim problemas”, crava a especialista no assunto. “O principal problema é a falta de educação financeira das pessoas”.

Um dos principais motivos que fazem com que imóveis para alugar sejam uma má opção, segundo a planejadora financeira, é o fato de que os gastos são muito subestimados na hora de fazer a aplicação. “A rentabilidade é baixa demais e existem gastos com manutenção, com condomínio quando há vacância, com impostos e com a corretora imobiliária que acabam com o rendimento”, atesta.

“O que era para ser um investimento lucrativo se torna um verdadeiro pepino. Caso o inquilino não consiga pagar o aluguel, isso pode acabar acarretando em uma longa briga na justiça também”, pontua. Outro ponto criticado por Annalisa é o fato de que a liquidez do mercado imobiliário é muito baixa. “Em uma emergência, esse dinheiro não estará disponível rapidamente, ou será necessário vender por um preço muito menor”, diz.

O que fazer com o dinheiro, então?
Em um momento que o país está com a taxa básica de juros em 14% ao ano, acaba fazendo muito mais sentido investir em títulos pós­fixados de renda fixa. “O risco é menor, a liquidez é maior e a rentabilidade nem se compara: mais de 1% ao mês nominal sem nenhuma dor de cabeça. O custo de oportunidade no país é elevado demais”, relata a especialista.

Mesmo assim, o investidor deve sempre procurar fazer uma boa diversificação em seus investimentos, de modo a garantir que não esteja com todo seu patrimônio imobilizado em uma única categoria de ativos. Para quem gosta do mercado imobiliário, uma opção mais interessante podem ser os fundos imobiliários, que contam com seus rendimentos isentos de imposto de renda e um valor muito mais acessível do que o preço para comprar uma propriedade sozinho.

Também é importante buscar instituições financeiras independentes, que, geralmente, contam com taxas muito mais baixas e costumam oferecer produtos mais rentáveis do que os grandes bancos de varejo.

(Infomoney - Onde Investir - Renda Fixa - Notícia - 17/11/2016)

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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Correio do Estado: Editorial destaca crise no setor imobiliário e faz alerta

Os imóveis devolvidos ou retomados aumentam ainda mais o estoque de casas e apartamentos prontos, “encalhados” à espera de um comprador. Por consequência, o mercado imobiliário, sofre mais um baque: a baixa demanda e a grande oferta, que insiste em forçar uma desvalorização de algumas propriedades

Como se já não bastasse a estagnação no setor da construção civil, que reduziu as vagas de trabalho, e também a quantidade de lançamentos de empreendimentos, levantamento da Associação Brasileira do Mutuário da Habitação (ABMH) revela cenário ainda mais preocupante: quem comprou imóvel nos anos anteriores à crise, época de crescimento e muito otimismo, está devolvendo sua casa ou apartamento, ou pior ainda, perdendo a propriedade por causa da inadimplência com os agentes financiadores.

Dados revelados por reportagem publicada nesta edição apresenta cenário desafiador para os gestores públicos, bancos e empresários deste segmento, dentre outros grandes atores da economia. Quando a crise chega ao ponto de aumentar distratos no setor imobiliário, é uma contundente demonstração de que os danos causados pela recessão são gravíssimos, e que levarão longo período para serem reparados.

Do sonho ao pesadelo
A perspectiva do cidadão que perde ou devolve o imóvel que financiou é uma das mais desanimadoras e ao mesmo tempo, desafiadoras. É a constatação de que a pessoa ficou sem nenhuma outra alternativa para se sustentar ou pagar dívidas. Ao se desfazer da casa ou apartamento, o mutuário certamente voltará a pagar aluguel: comprometendo ainda mais sua renda mensal (se é que em alguns casos ela ainda existe, por causa do aumento no desemprego), e deixará de investir mensalmente em algo que era muito mais que uma dívida, era a concretização da aquisição de um patrimônio.  Sonho a ser realizado por boa parte dos brasileiros.

Para bancos e incorporadoras o problema também é sério. Os imóveis devolvidos ou retomados aumentam ainda mais o estoque de casas e apartamentos prontos, “encalhados” à espera de um comprador. Por consequência, o mercado imobiliário, sofre mais um baque: a baixa demanda e a grande oferta, que insiste em forçar uma desvalorização de algumas propriedades.

O trabalhador que perde o emprego, ou que vê sua renda familiar ser reduzida durante a crise, certamente cortará gastos com lazer, vestuário, e bens móveis antes de sacrificar a própria moradia. A perda do imóvel indica não restar praticamente nada a ser feito para tentar reverter a situação.

A retomada em massa de casas a partir de 2006, nos Estados Unidos, foi o maior sintoma de que a crise de 2008 estava por vir. O aumento das devoluções de imóveis no Brasil ainda não ocorre em níveis como os verificados na maior economia do planeta na década passada, porém, é necessário que nossas autoridades tomem medidas para frear os efeitos da crise no mercado imobiliário. Este segmento da economia, diga-se de passagem, é fundamental para retomar o crescimento.

(Correio do Estado - Opinião -  21/11/2016)

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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Exame: Preço do aluguel cai pelo 18º mês seguido, com queda real de 10,82%

Ou seja, os demais preços da economia subiram mais do que os imóveis para alugar, e a queda real foi de 10,82%. [...] Em todas as cidades pesquisadas, o preço médio dos apartamentos anunciados para locação ficou abaixo da inflação

Pelo 18º mês seguido, o preço médio de imóveis para alugar caiu, segundo o Índice FipeZap de Locação, que acompanha a variação nos valores de apartamentos anunciados em 11 cidades brasileiras. 

O aluguel caiu 3,1% no acumulado de 2016 e 3,8% nos últimos 12 meses. Essa variação no último ano foi menor do que a inflação no período, de 7,87%, segundo o Boletim Focus do Banco Central. Ou seja, os demais preços da economia subiram mais do que os imóveis para alugar, e a queda real foi de 10,82%.

A queda real é registrada quando o valor de um determinado bem tem uma alta inferior ao aumento generalizado de preços, medido por índices inflacionários, como o IPCA. Vale destacar que a variação real não é obtida com uma simples subtração. Para realizar o cálculo, é preciso dividir a oscilação dos preços pela variação da inflação.

Em todas as cidades pesquisadas, o preço médio dos apartamentos anunciados para locação ficou abaixo da inflação, e apenas em Curitiba e em São Bernardo do Campo houve aumento nominal do preço, ou seja, sem comparar com o aumento generalizado dos preços.

Em outubro de 2016, o preço médio [anunciado] do metro quadrado de locação nas cidades pesquisadas foi de R$ 30,03.

O Índice FipeZap de Locação é desenvolvido em conjunto pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e pelo site de classificados Zap Imóveis, com base em anúncios da internet. 

(Exame.com - Seu Dinheiro - 17/11/2016)

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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Valor: Crise imobiliária derruba venda de cimento em outubro

O setor cimenteiro enfrenta a retração dos lançamentos de imóveis, principalmente residenciais, que vivem o quarto ano de queda consecutiva

Sob o impacto da crise econômica do país, que afetou fortemente os setores de edificação residencial, comercial e industrial e de obras de infraestrutura, o mercado de cimento fechou outubro com uma queda de 18,1% nas vendas, tomando por base o mesmo mês de 2015.

Segundo dados preliminares divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic), que reúne cerca de 20 fabricantes no país, o volume vendido no mês passado foi de 4,63 milhões de toneladas. Um ano atrás, as empresas comercializaram 5,65 milhões de toneladas.

O setor cimenteiro enfrenta a retração dos lançamentos de imóveis, principalmente residenciais, que vivem o quarto ano de queda consecutiva. Além disso, há uma falta de obras de infraestrutura no país desde o fim da Copa do Mundo, no segundo trimestre de 2014.

Conforme o Snic, as vendas acumuladas de cimento de janeiro a outubro somaram 47,9 milhões de toneladas, registrando retração de 13,4% ante igual período do ano passado.

Um indicador importante, as vendas médias por dia útil mostraram queda de 14,5% na comparação entre outubro deste ano e outubro de 2015 e de 13,8% no acumulado de vendas de dez meses.

O volume acumulado em 12 meses — entre novembro de 2015 e outubro deste ano — atingiu 57,4 milhões de toneladas. Isso representou um decréscimo de 13,5% sobre igual período anterior.

A expectativa de consumo de cimento para este ano, com base no cenário da atividade econômica do país até agora, sem sinais consistentes de retomada, é de 55,5 milhões de toneladas. Isso significa queda da ordem de 14,5% em relação ao volume de 2015.

(Valor Online - Empresas - 10/11/2016)

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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Vídeo: No 'leilão da crise', agora é o cliente que diz quanto quer pagar

A crise econômica e a queda nas vendas levaram as construtoras a criar estratégias para atrair quem quiser comprar um imóvel. A novidade agora é um leilão e a disputa é pelo cliente

As vendas de imóveis no Brasil este ano estão 11% abaixo do ano passado. O mercado tem 116 mil unidades à espera do comprador. E o estoque está tão alto que só o que está “na prateleira” é suficiente para mais um ano de vendas, sem lançar mais nada.

Pra desovar esse estoque, surgiram empresas que intermediam as vendas. Lá se faz uma espécie de leilão às avessas. Começa com o cliente: ele fala o que quer e quanto pode pagar.

As construtoras respondem com suas ofertas, numa disputa pra oferecer exatamente o que o cliente quer. O sistema começou a funcionar em setembro.


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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Veja: Com perdas bilionárias, imobiliárias fazem ofensiva contra distratos

O setor se considera injustiçado com a avalanche de decisões judiciais favoráveis aos desistentes. Só em 2015, as incorporadoras amargaram perdas de 5 bilhões de reais causadas por distratos

Contribuição do leitor Luciano Ramos de Luna

Depois da explosão de imóveis devolvidos, com 41 em cada 100 compras desfeitas, as construtoras preparam uma ofensiva contra o problema.

A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) tem feito seminários para explicar a juízes, desembargadores e advogados o impacto que o distrato tem sobre o setor. O próximo será em Campinas, e terá a participação de 300 magistrados. A entidade também publica explicações no Linkedin de membros do judiciário.

A ideia é mostrar a diferença entre o consumidor que realmente não pode pagar para aquele que apenas desejava ter lucro com a revenda. Com a queda dos preços, esse grupo já não consegue mais repassar o imóvel adiante, e acaba desistindo do negócio.

O setor se considera injustiçado com a avalanche de decisões judiciais favoráveis aos desistentes. Só em 2015, as incorporadoras amargaram perdas de 5 bilhões de reais causadas por distratos.

(Veja.com - Blog - Radar Online - Economia - 11/11/2016)

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