Total de acessos

Teste

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Estadão: Incorporadoras registram mais um trimestre de perdas

Reportagem fala em "debilidade" do setor imobiliário. [...] As perdas das empresas decorreram sobretudo do encolhimento de suas operações, o que inibiu a diluição das despesas. Distratos e queda no faturamento também prejudicaram

Sofrendo com a debilidade do setor imobiliário, a maioria das incorporadoras do país teve mais um trimestre de resultados negativos: Tecnisa, Cyrela, Gafisa, Direcional e Rodobens registraram prejuízo entre abril e junho. As perdas das empresas decorreram sobretudo do encolhimento de suas operações, o que inibiu a diluição das despesas. Distratos e queda no faturamento também prejudicaram.

A Tecnisa encerrou o período com prejuízo líquido de R$ 139,9 milhões, conforme balanço publicado nesta quinta-feira, 10. O prejuízo foi 52,5% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando ficou em R$ 91,8 milhões. No acumulado do semestre, as perdas cresceram 127,6%, totalizando R$ 203,4 milhões. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou negativo em R$ 85,185 milhões, piora de 18,5%. Já o prejuízo da Cyrela ficou em R$ 141 milhões, ante lucro de R$ 44,7 milhões no segundo trimestre de 2016. No semestre, as perdas acumuladas ficaram em R$ 137 milhões.

A incorporadora Gafisa encerrou o segundo trimestre com prejuízo líquido consolidado de R$ 180 milhões, o que representa um crescimento de 368% nas perdas em comparação com o mesmo período do ano passado. A Alphaville, empresa de loteamentos em que a Gafisa detém participação, respondeu por R$ 35,8 milhões do prejuízo no trimestre. O resultado da companhia também sofreu um impacto negativo de R$ 9,54 milhões devido à baixa nas operações da ex-susidiária Tenda, resultado do processo de separação da construtora concluído em maio.

A Direcional, por sua vez, apresentou prejuízo de R$ 29,7 milhões, revertendo o lucro de R$ 22 milhões do segundo trimestre de 2016. Influenciadas pela variação negativa do IGP-M e por descontos financeiros concedidos no período, as perdas da Rodobens subiram 35%, chegando a R$ 35 milhões.

(Estadão - Notícias - Geral - Economia & Negócios - 10/08/2017)

VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Folha Vitória: Número de unidades em construção da Grande Vitória cai 30%

O diretor de Economia e Estatística do Sinduscon-ES, Eduardo Borges, destacou que este cenário já estava previsto, com um número de imóveis concluídos superior ao número de unidades lançadas

O mercado imobiliário da Grande Vitória registrou queda de 30% no número de unidades em construção no último semestre de 2016, em comparação aos seis primeiros meses do mesmo ano. Os dados são do 31º Censo Imobiliário, divulgado nesta terça-feira pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo (Sinduscon-ES).

Conforme os dados, em dezembro de 2016 foi registrado um total de 11.594 unidades em construção na Grande Vitória. Desse número, 9.753 são residências e 1.841 imóveis comerciais. O levantamento ainda mostrou que Vila Velha continua sendo o município com maior número de imóveis em construção: 6.848 unidades, que corresponde a 59% das unidades totais.

O diretor de Economia e Estatística do Sinduscon-ES, Eduardo Borges, destacou que este cenário já estava previsto, com um número de imóveis concluídos superior ao número de unidades lançadas.

Vila Velha também é a cidade que recebeu o maior número das 1.459 unidades lançadas no segundo semestre do ano passado. Foram 754 unidades imobiliárias lançadas no município canela verde, em Vitória 350, na Serra 288 e em Cariacica foram 67. Os únicos municípios com lançamento de imóvel comercial foram Vila Velha e Vitória.

Do total de unidades em construção, lideram os apartamentos de dois quartos. Das unidades em construção, 62% das unidades em construção já foram vendidas. No período do levantamento foram concluídas 5.800 unidades. O maior número de unidades concluídas está no município de Vila Velha: foram 2.762.

O Censo Imobiliário, realizado semestralmente pelo Sinduscon-ES, faz um levantamento dos empreendimentos em construção e à venda com área de construção superior a 800 metros quadrados.

(Folha Vitória - Economia - Notícia - 08/08/2017)

VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Portal R7: Cyrela tem prejuízo de R$ 141 milhões no 2º trimestre

A receita líquida também caiu, para 575 milhões de reais no segundo trimestre, 4,2 por cento a menos que em igual período do ano passado

A construtora e incorporadora Cyrela teve prejuízo líquido de 141 milhões de reais no segundo trimestre, revertendo lucro de 44,7 milhões obtido um ano antes, informou a empresa nesta quinta-feira.

O resultado foi prejudicado, principalmente, por conta de um impacto negativo de 122 milhões de reais referente ao condomínio de luxo Grand Parc, em Vitória, que sofreu desabamento em meados do ano passado.

A geração de caixa caiu para 64 milhões de reais nos três meses encerrados em junho, frente a um resultado de 118 milhões de reais um ano antes, devido a uma maior concentração no pagamento de juros de dívidas assim como o pagamento de indenizações.

O endividamento líquido da empresa caiu 1,6 por cento sobre o primeiro trimestre, para 1,72 bilhão de reais. A alavancagem da companhia ficou em 27,3 por cento do patrimônio líquido, praticamente estável na comparação trimestral e acima dos 24,1 por cento de um ano antes.

"Continuamos focados na geração de caixa operacional e redução do estoque da companhia", disse a Cyrela em seu balanço. "Embora as melhoras estejam acontecendo de forma lenta, acreditamos que os piores momentos ficaram para trás."

A margem bruta da empresa despencou 13,1 pontos percentuais no período sobre o mesmo período de 2016, totalizando 26,7 por cento de abril a junho.

Já os lançamentos da companhia cresceram 7,1 por cento no segundo trimestre na comparação anual, totalizando 640 milhões de reais em valor geral de vendas - foram nove lançamentos no segundo trimestre, ante seis no ano anterior.

As vendas contratadas cresceram 35,4 por cento, fechando o trimestre em 756 milhões de reais. A venda de estoque pronto correspondeu a 35 por cento do total.

O banco de terrenos da empresa sofreu redução de 3,1 por cento no período, para 50,23 bilhões de reais em valor geral de vendas com permuta.

A receita líquida também caiu, para 575 milhões de reais no segundo trimestre, 4,2 por cento a menos que em igual período do ano passado.

(Portal R7 - Economia - 10/08/2017)

VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Portal G1: Fim da linha pró-cotista torna financiamento imobiliário mais difícil

A alternativa encontrada pelos bancos para suprir essa diminuição de verba para financiamento foi barrar algumas propostas de crédito para financiar um imóvel. Ou seja, ainda que as pessoas escolham uma modalidade que abranja um residencial de maior valor, ele ainda pode não conseguir o dinheiro por não conseguir comprovar a renda, por exemplo

No final de junho de 2017, a Caixa Econômica Federal suspendeu a liberação de crédito imobiliário da linha pró-cotista mais uma vez. Essa era a linha mais barata de empréstimo para compra de imóveis depois da Minha Casa Minha Vida e essa mudança acaba afetando o planejamento de muitas pessoas que pensavam em comprar casa esse ano. Algumas alternativas fora dos bancos tradicionais mostram opções para driblar esse impeditivo.

A linha da Caixa que fora cortada é aquela destinada a trabalhadores com mais de três anos de contribuição ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Ela era responsável pelo financiamento de residenciais de até 800 mil em alguns estados e até 950 mil em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, em entrevista, afirmou que não é fim definitivo da linha, mas não deu um prazo para retorno.

Mas, além da limitação pelo recurso do FGTS, existe outro fato que está dificultando a aprovação do crédito nos bancos – não só na Caixa. As instituições bancárias costumam utilizar o saldo de poupança dos clientes para oferecer o financiamento imobiliário. Com o passar dos anos, essa modalidade de investimento foi ficando cada vez menos atrativa e perdeu-se muito da quantia que tinha disponível para tal. Esse fator foi, inclusive, um dos agravantes da crise econômica brasileira.

A alternativa encontrada pelos bancos para suprir essa diminuição de verba para financiamento foi barrar algumas propostas de crédito para financiar um imóvel. Ou seja, ainda que as pessoas escolham uma modalidade que abranja um residencial de maior valor, ele ainda pode não conseguir o dinheiro por não conseguir comprovar a renda, por exemplo.

Uma das barreiras mais comuns, nesses casos, é a comprovação de renda e isso acontece principalmente para os profissionais liberais e autônomos – que tem a renda de pessoa física e jurídica atreladas. Nesses casos, a pessoa acaba não atingindo a renda esperada para contratar um crédito referente à um imóvel de valor mais alto.

(Portal G1 - Paraná - 07/08/2017)

VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

DCI: Venda de imóvel segue fraca e estoque pode voltar a crescer

"Ficamos basicamente dois anos vendendo unidades em estoque. Agora que ele começou a baixar, havia a perspectiva de que os preços aumentariam acima da inflação, o que ainda não aconteceu."

Ainda bastante pressionado pelas condições macro econômicas, o preço do imóvel novo no País apresentou retração pelo quinto mês seguido. O cenário, se mantido, poderá elevar os estoques das construtoras que voltaram a lançar empreendimentos este ano.

De acordo com números do Índice FipeZap - que acompanha o preço de venda de imóveis residenciais em 20 cidades brasileiras - houve queda entre junho e julho deste ano. 

"O mercado continua inibido. A queda na taxa básica de juros ainda não surtiu efeito no dia a dia do brasileiro, e as incertezas políticas se sobrepõem ao plano de comprar uma casa própria", disse o conselheiro do Creci-RJ e proprietário da Imobiliária Montilha, Sérgio Montilha Filho.

Expectativa frustrada
De acordo com o empresário, que tem duas unidades na capital fluminense, o mercado ainda não deu sinais reais de retomada, mas as construtoras já estão adiantadas no plano de voltar a lançar. "A previsão das construtoras não está alinhada com o apetite do brasileiro de comprar imóveis."

De opinião similar partilha o diretor de novos negócios da construtora Ser Jardim, Marcelo Fontanele. Depois de passar quase dois anos sem lançar, a empresa estava programando três novos empreendimentos este ano, previsão que foi adiada. "Vamos lançar um conjunto na região de Vila Prudente, na Zona Sul de São Paulo e esperar para ver como será absorção das unidades, diante disso vamos resolver sobre os próximo empreendimentos."

A decisão de adiar o lançamento, na visão de Montilha Filho, do Creci-RJ, também foi verificada no Rio de Janeiro, fator que poderá aumentar os estoques das construtoras pela região. "Ficamos basicamente dois anos vendendo unidades em estoque. Agora que ele começou a baixar, havia a perspectiva de que os preços aumentariam acima da inflação, o que ainda não aconteceu."

Rio de Janeiro em baixa
Entre os piores colocados no indicador da FipeZap, a cidade do Rio de Janeiro já acumula queda nos preços dos imóveis novos nos últimos doze meses. O resultado também é pressionado pelos problemas de segurança e finanças públicas do município, que se somam às incertezas políticas e inibem a compra.

A queda, no entanto, não foi o bastante para tirar a capital fluminense do topo da lista quando o assunto é preço por metro quadrado. Com um valor médio de R$ 10 mil, o m² da cidade ainda é o mais caro do Brasil. "Essa mudança forte no mercado imobiliário do Rio pode mudar esse indicador no futuro. Já passada a Copa e a Olimpíada, e com a frustração do pré-sal, a cidade maravilhosa perdeu um pouco do encanto", comenta Montilha Filho.

"Enfrentamos no estado um alto índice de distratos, em função do atraso de pagamento do funcionalismo público e desemprego", lamenta o presidente da Imobiliária Montilha.

(Portal DCI - Serviços - 03/08/2017)

VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Portal G1: Imobiliárias apostam em descontos para destravar imóveis vazios

“O mercado inflou de uma forma bem grande, como há tempos a gente não percebia em Curitiba. Com isso a dificuldade em locar está maior por causa da concorrência”, comenta a diretora da Senzala Imóveis, Augusta Coutinho Loch

A oferta de casas, apartamentos e imóveis comerciais para alugar em Curitiba aumentou na comparação entre os meses de maio e junho deste ano. Em meio à crise financeira, o que se vê são muitos imóveis disponíveis no mercado, proprietários recorrendo ao aluguel para aumentar a renda da família e imobiliárias apostando em alternativas para destravar os imóveis vazios.

Uma das alternativas é isentar o inquilino do primeiro mês de aluguel. Foi este desconto que ajudou na decisão da empresária Giovanna Lombardi, que aproveitou o primeiro mês grátis para fechar o lugar da nova galeria de arte, com espaço para cursos livres.

"Tem bastante oferta, mas boa parte dos imóveis comerciais não está em boas condições ou estão muito caros. É difícil achar um que esteja bom e barato. Tem que pesquisar mesmo", conta.

A vice-presidente de Locação e Administração Imobiliária do Secovi, Fátima Galvão, comenta que o aumento da oferta tem influência do cenário econômico. Muitos proprietários adquiriram imóveis em anos anteriores e agora decidiram alugar. Outros donos de imóveis migraram do aluguel para a casa própria e liberaram os imóveis de aluguel.

O último levantamento do Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi-PR) revela que em junho, foram 10.906 imóveis residenciais anunciados para aluguel, um número 0,5% maior do que no mês anterior. Entre os imóveis comerciais, o aumento de um mês para o outro foi de 0,8%, com 5.936 pontos comerciais disponíveis em maio e 5.986 em junho.

Promoções
De acordo com o Secovi, negociar com promoções e descontos compensa para os proprietários. Na avaliação da Fátima Galvão, é mais interessante para o proprietário alugar por menos do que ter que arcar com o custo do imóvel parado.

“O mercado inflou de uma forma bem grande, como há tempos a gente não percebia em Curitiba. Com isso a dificuldade em locar está maior por causa da concorrência”, comenta a diretora da Senzala Imóveis, Augusta Coutinho Loch.

A empresa da Augusta Coutinho entrou em acordo com os donos dos imóveis e decidiu conceder o primeiro mês de locação de graça, para fechar mais contratos de imóveis que estavam parados. “Ninguém quer ficar pagando condomínio e IPTU com o imóvel fechado. Então os proprietários estão bem cientes disso e aceitaram”, afirma a empresária.

O casal Jade e Henrique Ferracciu aproveitou o momento e a oferta de descontos alugando um apartamento com dois quartos no Hauer. Eles moravam em Brasília e escolheram Curitiba como destino para mudança.

"Comparando os valores de aluguéis, achamos que está mais barato por aqui e com mais promoções. O imóvel que a gente alugou atendeu nossas necessidades", conta Jade.

Preços em queda
Uma pesquisa divulgada pelo portal especializado Imovelweb aponta que 65% dos bairros da capital paranaense registraram queda de preço de aluguel nos últimos meses.

(Portal G1 - Paraná - Notícia - 28/07/2017)

VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Hoje em Dia: MP dos Distratos vai punir comprador e proteger construtora

Além de aumentar o valor que poderia ser retido pelas construtoras, a MP dos Distratos privilegia as empresas por não contemplar os erros das companhias. “Cerca de 80% dos distratos são de responsabilidade das empresas. Na maioria dos casos, elas não entregam o imóvel na data correta. E o consumidor sofre com isso."

Há anos, o governo federal e representantes do setor da construção civil tentam chegar a um consenso para reger os distratos na compra e venda de imóveis, que somaram quase 40% nos últimos 12 meses, iniciados em maio. Ou seja, quatro a cada dez imóveis foram devolvidos, conforme dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). Ao que tudo indica, as discussões terminaram. Mas a corda vai arrebentar para o lado mais fraco: o consumidor.

A solução do problema pode vir por meio de Medida Provisória (MP) a ser publicada em breve. No texto, a proposta é a de que em caso de desistência da compra por parte do consumidor, a incorporadora ou construtora possa reter até 50% do valor pago. O montante é limitado a 10% do valor do imóvel.

Justiça tem entendimento diferente
O problema é que, atualmente, conforme especialistas do setor, os tribunais de Justiça do país têm definido que as empresas podem ficar com 10% do que foi pago, caso haja desistência. O índice poderia subir para 25%, caso a companhia comprovasse que teve despesa.

“O governo propõe que o consumidor pague cinco vezes mais o praticado no mercado hoje. É um desrespeito ao consumidor”, critica Kênio Pereira, presidente da Comissão Imobiliária da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG).

Ele explica que a MP tem como base o Pacto Global, um documento elaborado por advogados e representantes de incorporadoras e entidades do setor imobiliário. A ideia era padronizar os contratos de compra e venda de imóveis, para reduzir as devoluções. Como resultado, haveria criação de mão de obra. “O pacto é uma vergonha. Nele, a construtora poderia ficar com quase 90% do valor pago”, rechaça Kênio.

Rombo no bolso do consumidor
O presidente da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais (AMMMG), Sílvio Saldanha, coloca os números na ponta do lápis para mostrar o tamanho do rombo.

Imagine que um consumidor tenha o interesse de comprar um imóvel na planta, no valor de R$ 200 mil para ser entregue em dois anos. No período de obras, o comprador pagaria R$ 40 mil à construtora, com o objetivo de reduzir o saldo devedor.

O que muita gente não considera na hora de comprar um imóvel é que o valor é reajustado anualmente, normalmente pelo INCC, que gira em torno de 8,5% ao ano. Isso significa que em dois anos o saldo devedor, que inicialmente era de R$ 160 mil, saltaria para R$ 187,2 mil. Em suma, é como se os R$ 40 mil pagos pelo consumidor durante a obra fossem reduzidos a R$ 12,8 mil.

“A renda do consumidor não acompanha esse aumento. Muita gente não consegue financiar o montante necessário porque o valor subiu e a renda não é mais suficiente”, lamenta Saldanha.

Se antes a construtora poderia reter R$ 4 mil (10% dos R$ 40 mil), pela MP ela poderia ficar com R$ 20 mil. “A solução seria pagar menos à construtora durante a obra, para que ela pudesse reter menos dinheiro, em caso de distrato”, diz Saldanha. O Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG) não se pronunciou sobre o assunto.

Nova regra exclui responsabilidade das empresas e consumidor fica no prejuízo
Além de aumentar o valor que poderia ser retido pelas construtoras, a MP dos Distratos privilegia as empresas por não contemplar os erros das companhias. “Cerca de 80% dos distratos são de responsabilidade das empresas. Na maioria dos casos, elas não entregam o imóvel na data correta. E o consumidor sofre com isso. Imagine uma pessoa que tem um casamento marcado? O atraso resulta em briga familiar, desgosto”, rechaça o presidente da Comissão de Direitos Imobiliários da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG), Kênio de Souza Pereira.

Enquanto os distratos aumentam, o preço dos imóveis fica praticamente estacionado, apontando para estagnação do setor. Segundo Índice FipeZAP Venda, houve recuo no preço do metro quadrado dos imóveis em Belo Horizonte em julho, quando comparado ao mesmo mês do ano passado. 

(Portal Hoje em Dia - Primeiro Plano - 04/08/2017)

VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Investing: Credit Suisse acaba com a "vibe" das ações do setor imobiliário

“Estamos menos otimistas sobre as perspectivas para o financiamento do setor de baixa renda” [...] “Retiradas extraordinárias e menores taxas de juros podem limitar a habilidade do FGTS de sustentar o atual ritmo dos empréstimos”, destaca o banco

O Credit Suisse cortou a recomendação para as ações da MRV (SA:MRVE3) e da Direcional (SA:DIRR3) de compra para neutra após a forte alta dos papéis neste ano, mostra um relatório enviado a clientes na terça-feira (1). A alta chega a 36% e 25%, respectivamente.

“Estamos menos otimistas sobre as perspectivas para o financiamento do setor de baixa renda”, explicam Nicole Hirakawa, Luis Stacchini e Vanessa Quiroga, que assinam a análise intitulada “Desculpe por acabar com a ‘vibe’”.

“Retiradas extraordinárias e menores taxas de juros podem limitar a habilidade do FGTS de sustentar o atual ritmo dos empréstimos”, destaca o banco.

O preço-alvo para a Direcional foi revisado de R$ 7 para R$ 6,50 e o da MRV mantido em R$ 16. O Credit Suisse também iniciou a cobertura dos papéis da Tenda (SA:TEND3) com a recomendação neutra e o preço-alvo de R$ 18.

“Nós gostamos da história da Tenda, mas vemos o valor atual das ações como compatível com a nossa posição mais cautelosa sobre as perspectivas de crescimento do Minha Casa Minha Vida e o fato de que alguns aspectos do modelo de negócios da Tenda ainda não estão bem testados”, avalia o Credit Suisse.

(Portal Investing.com - News - Mercado de Ações e Financeiro - 02/08/2017)

VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Estadão: Preços de imóveis têm queda real de 14% frente a 2015

Bruno Oliva, economista da Fipe, explica que a forte recessão econômica reforçou o movimento natural de arrefecimento dos preços de imóveis após o expressivo aumento observado entre 2011 e meados de 2014. Em sua avaliação, essa tendência não deve se alterar tão cedo. “É difícil imaginar uma reversão da queda dos preços em 2018”, afirma

O preço médio de venda de imóveis residenciais no País recuou 14% em julho, descontada a inflação, se comparado ao nível de janeiro de 2015. É o que aponta a última divulgação do índice FipeZap, que acompanha o preço do metro quadrado em 20 cidades brasileiras. A pesquisa é feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a partir dos anúncios de venda no site Zap Imóveis.

Bruno Oliva, economista da Fipe, explica que a forte recessão econômica reforçou o movimento natural de arrefecimento dos preços de imóveis após o expressivo aumento observado entre 2011 e meados de 2014. Em sua avaliação, essa tendência não deve se alterar tão cedo. “É difícil imaginar uma reversão da queda dos preços em 2018”, afirma. Entre os fatores negativos a influenciar a demanda por imóveis, Oliva destaca as incertezas geradas pelo cenário político, que têm afetado fortemente o ambiente econômico, e o mercado de trabalho ainda fraco, que leva as famílias a postergar a decisão de adquirir um imóvel.

Especialista fala em "reação sutil", mas não vislumbra cenário positivo
Entretanto, a queda dos preços de imóveis em termos reais tem mostrado desaceleração. Em dezembro de 2015, os preços registravam baixa de 8,9% na comparação anual. Em dezembro de 2016, o recuo passou para 5,8% e, agora, está em 3,0%.

Mariana Oliveira, especialista da Tendências Consultoria, atribui esse comportamento tanto à inflação em queda, quanto a uma reação sutil da demanda por imóveis após a profunda retração dos últimos anos. Na capital paulista, as vendas de imóveis novos registram baixa de 5,9% em maio na média móvel de 12 meses – em dezembro de 2016, a variação negativa era de 19,7%. A economista explica que, apesar da volatilidade da série, os últimos dados sinalizam um estancamento da piora da demanda.

Um dos fatores que têm propiciado o comportamento relativamente mais positivo da procura por imóveis é a redução da taxa básica de juros. “Com a Selic mais baixa, o momento está mais favorável para a alocação de portfólio de investimentos em imóveis, tanto para quem vai investir nesses bens para usos de terceiros, quanto para quem pretende trocar o imóvel alugado por um próprio”. Por outro lado, Mariana ressalta que o desemprego elevado e a confiança em patamar reduzido ainda não permitem desenhar um cenário positivo para a procura por imóveis.

Em julho, o índice FipeZap Ampliado registrou queda de 0,15% em relação a junho, correspondendo ao quinto mês consecutivo de redução nominal dos preços no ano. O valor médio de venda dos imóveis residenciais nas 20 cidades monitoradas foi de R$ 7.654 por metro quadrado em julho, com a capital carioca mantendo a liderança do metro quadrado mais caro do País (R$ 10.028).” O Rio de Janeiro chama a atenção: foi onde os preços mais subiram no boom de uns anos atrás e é onde eles vêm caindo de modo mais forte no período recente”, nota Bruno Oliva.

(Estadão - Notícias -  Seu Imóvel - 03/08/2017)

VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O Tempo: Classe média fica mais longe do sonho da casa própria

Adquirir um imóvel pode não ser a melhor opção, segundo o presidente da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais (AMMMG), Silvio Saldanha. O motivo é o baixo preço do aluguel, fruto da alta oferta de imóveis. “É melhor aplicar o dinheiro”

A economia desaquecida – que vem reduzindo a renda do brasileiro – e a suspensão da linha pró-cotista, da Caixa – modalidade mais barata de financiamento imobiliário, que só perde para o Minha Casa, Minha Vida, estão dificultando o sonho da casa própria para a classe média. Diante dos juros altos e do receio do que pode acontecer no mercado de trabalho durante os anos de financiamento, a analista de marketing Mariana Cristina Lopes fez as contas com seu noivo e optou por alugar um imóvel.

“Fizemos as contas. O apartamento que gostamos teria uma prestação de R$ 3.000. Vamos alugar um por R$ 1.200”, afirma. Porém, ela não descarta comprar um imóvel, o que deverá acontecer num prazo de dez anos. “Enquanto isso, vamos fazer uma aplicação para, futuramente, pagar à vista ou dar uma boa entrada. E financiar um valor menor e em menos tempo. Não queria começar uma nova vida com uma dívida”, explica.

Já Renata de Sousa queria mesmo comprar um apartamento, só que as exigências e o desemprego adiaram o sonho. “Conheço várias pessoas que conseguiram financiar um imóvel há alguns anos. Agora, está mais difícil, as exigências aumentaram”, reclama. Após dois anos pesquisando um apartamento de dois quartos, que compraria com a irmã, Renata resolveu parar e só voltar em 2018. Até lá, continuará morando com a mãe.

Linha Pró-cotista
E é justamente no próximo ano que a linha pró-cotista deve ser reaberta. Nos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, a modalidade financia imóveis de até R$ 950 mil, e em outros até R$ 800 mil. No primeiro semestre de 2017 todos os recursos disponíveis da linha (R$ 6,1 bilhões) foram liberados pela Caixa. Em 2016, o valor chegou a R$ 5,5 bilhões. O banco interrompeu os desembolsos em maio deste ano. E os financiamentos só voltaram depois que o Ministério das Cidades remanejou R$ 2,5 bilhões da faixa destinada às famílias de renda mais alta no Minha Casa, Minha Vida. Só que o dinheiro foi insuficiente e a Caixa voltou a suspender a linha no último mês.

Com a linha suspensa, a alternativa, segundo o presidente da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais (AMMMG), Silvio Saldanha, é recorrer ao Sistema Financeiro da Habitação (SBPE). As exigências para aderir ao programa são as mesmas, só que a taxa de juros é bem mais alta. Na pró-cotista, varia entre 7,85% e 8,85% ao ano, enquanto que no SBPE, ela parte de 10,25% ao ano e pode atingir 12,25% anuais.

O diretor do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Bruno Xavier Barcelos Costa, observa que a Caixa financia 80% do imóvel. Para ele, com a interrupção da linha pró-cotista, muitas famílias podem não ter recursos para optar pela SBPE. “Afinal, a renda terá que ser maior. Isso reduz o público e dificulta as vendas do setor, pois as parcelas ficaram mais altas”, diz.

Ele explica que para conseguir um empréstimo de R$ 200 mil é preciso uma renda de R$ 6.500 pelo pró-cotista. Já pelo SBPE, o valor passa para R$ 7.500. Considerando-se juros de 8,61% ao ano do pró-cotista, o valor da parcela mensal chega a R$ 1.911. No outro caso, com juros de 10,49%, o valor passa para R$ 2.224. A diferença é de R$ 313, que em 35 anos aumenta em R$ 131.460 o valor do empréstimo. Costa também ressalta que existe a limitação de que a parcela do empréstimo ultrapasse 30% da renda.

Melhor aplicar o dinheiro
Compra X aluguel: Adquirir um imóvel pode não ser a melhor opção, segundo o presidente da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais (AMMMG), Silvio Saldanha. O motivo é o baixo preço do aluguel, fruto da alta oferta de imóveis. “É melhor aplicar o dinheiro”.

Rendimento: Ele ressalta que o aluguel varia de 0,2% a 0,3% do valor do imóvel, menos que o rendimento da poupança, por exemplo, um dos mais modestos do mercado.

(Portal O Tempo - Capa - Economia - 24/07/2017)

VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Vídeo: Número de imóveis retomados pela Caixa dispara no Brasil

Cada vez mais brasileiros não conseguem pagar o financiamento da casa própria, e acabam perdendo o imóvel em leilões. O número de imóveis retomados pela Caixa disparou em dez estados, principalmente em São Paulo, onde esse número triplicou de janeiro a junho de 2017


VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK

segunda-feira, 31 de julho de 2017

DCI: Lançamentos vão trazer nova onda de vacâncias, derrubando preços

"Se o inquilino tiver interesse no empreendimento consegue sentar e chegar no valor que quiser", explica. Segundo o desenvolvedor, mesmo que os empreendimentos estiverem com metade da ocupação, o custo da outra metade vaga acaba comendo a receita de locação. "Por isso, você tem que locar quase a qualquer custo"

A entrega de novos empreendimentos deve atrapalhar o resultado anual do mercado de escritórios corporativos de alto padrão, os chamados Classe A, na cidade de São Paulo. A projeção é que o volume chegue a 210 mil metros quadrados (m²) ao longo do terceiro trimestre, maior volume de novo estoque em 12 anos.

"No início do ano tivemos um recorde de absorção líquida de 122 mil m² e mesmo que repetíssemos o número no terceiro trimestre não seríamos capazes de bater o volume de entregas", afirmou o diretor de negócios da Buildings, Fernando Didziakas, durante evento da companhia em São Paulo.

De acordo com ele, nos últimos trimestres o mercado de escritórios Classe A apresentou quedas - mesmo que leves - na taxa de vacância, contudo, este novo volume de entregas deve quebrar a tendência. "Fatalmente a gente vai ter um aumento de vacância e depois a tendência é que volte caindo trimestre a trimestre", coloca o executivo. Mesmo assim, a expectativa é que a taxa de ocupação fique em torno de 22,5%. "Hoje estamos em 21% e deve subir para algo próximo de 23% no terceiro trimestre e depois cair para 22,5%", destaca Didziakas.

O especialista acredita que mesmo com esse impacto do terceiro trimestre, a projeção para 2018 é que, com entregas estagnadas, o mercado comece a apresentar mensalmente taxas de vacância cada vez menores. "O aumento de preço acho que devemos ver mais em 2019", comenta.

Situação é pior no Rio de Janeiro
Em um cenário mais complexo, o Rio de Janeiro (RJ) se encontra com uma expectativa mais nebulosa. De acordo com o executivo da Buildings, hoje a taxa de vacância está próxima a 45% e é possível que até o final do ano atinja algo próximo a 50%. "Ainda teremos a entrega de cerca de 77 mil m² . Um dos empreendimentos tem 70 mil m² e é muito bom, mas vai entregar esse volume em um mercado que está absorvendo pouco", destacou Didziakas, ao DCI.

De acordo com o executivo, os empreendimentos localizados na Barra da Tijuca e no Porto Maravilha são os que apresentam maiores níveis de vacância. "A região do centro da cidade e a Zona Sul puxam o indicador para baixo, mas na média a vacância está subindo", explica o executivo.

Segundo ele, é necessário que incorporadores e corretores consigam um grande movimento do centro da cidade para a região do Porto Maravilha. "Há um grande número de empresas no centro que estão mal instaladas e o trabalho vai ser bater na porta e convencer de mudar de bairro. Aí há uma ótima oportunidade, mas tem que começar. Acho que isso pode ser uma tendência nos próximos dois ou três anos", explica.

O inquilino é quem manda (e define o preço)
De acordo com fonte do mercado que preferiu não se identificar, agora, a única estratégia que restou é a negociação de preços. "Se o inquilino tiver interesse no empreendimento consegue sentar e chegar no valor que quiser", explica. Segundo o desenvolvedor, mesmo que os empreendimentos estiverem com metade da ocupação, o custo da outra metade vaga acaba comendo a receita de locação. "Por isso, você tem que locar quase a qualquer custo", expõe.

Mesmo assim, os números da Buildings no segundo trimestre mostraram preços médios ainda positivos, uma média de R$ 99,12 por m² entre escritórios da Classe A. O executivo aponta que é importante diferenciar o preço pedido do preço praticado. Segundo ele, em alguns casos, o valor negociado chega a ser 40% ou 50% menor que o pedido. Para ele, as perspectivas para o mercado carioca ainda está nebulosa. "A retomada ficou para o período pós-eleições", acredita o executivo.

Apesar disso, ele acrescenta que desenvolvedores de projetos imobiliários internacionais não devem retirar investimentos do País. "É um bom momento para comprar ativos. Está muito barato", conclui.

Mercado industrial
Para o mercado industrial do estado do Rio de Janeiro, as projeções não têm segredo. "É um mercado bem menor que o de São Paulo, então devemos continuar com pouca entrega e pouca absorção", explica Didziakas da Buildings.

Em São Paulo, o especialista acredita que a taxa de vacância ainda deve subir um pouco até o final do ano. "Tem um novo estoque, nada de recorde, mas a vacância vem subindo, porque os novos estoques são maiores que as absorções", explica Didziakas.

Para o próximo ano, ele aponta que é necessário esperar os próximos acontecimentos do cenário político e econômico do País. "O ciclo é mais rápido neste setor. A construção de um galpão dentro de um condomínio já pronto pode demorar seis meses. Não temos como saber o que irá acontecer em 2018, por conta disso e da questão econômica", conclui.

(Portal DCI - Serviços - 20/07/2017)

VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Valor: Atividade na construção civil piora em junho, confirma CNI

Entre os principais problemas apontados pelos empresários, a demanda interna insuficiente aparece em primeiro no ranking pelo quinto trimestre consecutivo. Em seguida, encontram-se a elevada carga tributária e a inadimplência dos clientes

A atividade e o emprego na construção civil pioraram em junho, de acordo com a sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice de desempenho caiu 1,3 ponto em relação a maio para 42,8 pontos, menor nível desde fevereiro, quando foi de 40,3. Para esta pesquisa, valores abaixo de 50 indicam queda na atividade, cenário que, de acordo com a CNI, tem persistido nos últimos 12 meses. O indicador de número de empregados, por sua vez, caiu 0,9 ponto para 41,8 pontos, retração ligeiramente menor que os 42,7 pontos vistos em maio.

Entre os principais problemas apontados pelos empresários, a demanda interna insuficiente aparece em primeiro no ranking pelo quinto trimestre consecutivo. Em seguida, encontram-se a elevada carga tributária e a inadimplência dos clientes.

A CNI destaca ainda que o setor segue operando com elevada ociosidade. O indicador de nível de atividade efetivo/usual passou de 30,3 pontos em maio para 29,6 pontos em junho, mantendo-se distante da linha de 50 pontos que separa acima e abaixo do usual. A utilização da capacidade de operação permaneceu estável, em 55%, entre maio e junho, 8 pontos percentuais abaixo da média histórica para o mês.

Expectativas
Com a atividade persistindo em níveis fracos por tantos meses, a expectativa, que no mês anterior apontava para manutenção do nível de atividade nos próximos meses, caiu em julho para 48,6 pontos. Os índices de expectativa para novos empreendimentos e serviços e de compras de insumos e matérias-primas também apresentaram queda na passagem de junho para julho, de 1,2 e 0,8 ponto, respectivamente.

(Valor Online - Brasil - 27/07/2017)

VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Portal R7: Financiamento da casa própria despenca e volta ao nível de 2009

De lá para cá, no entanto, a crise econômica impactou o mercado. Os empréstimos com recursos da poupança sofreram uma queda de 65,5% no período. Os valores consideram empréstimos tanto para a compra de imóvel novo e usado como para reforma e construção da casa própria

O volume de empréstimos para compra e reforma da casa própria com recursos da poupança fechou o primeiro semestre de 2017 em R$ 20,6 bilhões, divulgou nesta quarta-feira (26) a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), entidade que representa as financiadoras. O valor é o menor desde o segundo semestre de 2009, quando o total de financiamentos ficou em R$ 20,56 bilhões.

O valor considera somente os empréstimos feitos com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), que até o ano passado era a principal fonte do financiamento imobiliário, mas acabou sendo superada pelas linhas de crédito com recursos do FGTS, que possuem regras próprias e acabam sendo mais caras.

O financiamento imobiliário viveu anos de bonança a partir de 2010 — atingindo a marca de R$ 59,6 bilhões no segundo semestre de 2014 —, impulsionado pelo nível do emprego, os juros baixos, as expectativas e confiança elevadas, além de programas públicos como o Minha Casa Minha Vida.

De lá para cá, no entanto, a crise econômica impactou o mercado. Os empréstimos com recursos da poupança sofreram uma queda de 65,5% no período. Os valores consideram empréstimos tanto para a compra de imóvel novo e usado como para reforma e construção da casa própria.

De acordo com o presidente da Abecip, Gilberto de Abreu Filho, o péssimo desempenho da economia e a instabilidade política são os principais responsáveis pelo baixo volume de empréstimos.

— Naquele momento [em 2014], o consumidor estava mais animado, estava empregado. Chegamos a emprestar R$ 114 bilhões.

Agora, diz Abreu Filho, a análise de crédito também está mais rigorosa, diferente de três anos atrás.

Na comparação com 2016, os números da Abecip mostram queda maior nos financiamentos para o setor de construção (-13,1%) em comparação ao de aquisições (-7,9%). Com os recursos das cadernetas de poupança, foram financiadas 82,5 mil unidades entre aquisições e construções no primeiro semestre deste ano, ante 100,5 mil imóveis no mesmo período do ano passado (recuo de 17 9%).

Com os resultados a Abecip modificou a previsão do ano, que antes era de alta de 5% para queda de 3,5%.

Para Luiz Antônio França, presidente da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), tanto clientes quanto instituições financeiras adotaram "uma postura mais conservadora" em razão das dificuldades econômicas e da instabilidade política.

— O alto patamar de juros, que vigorou nos últimos dois anos, foi também um forte inibidor para o mercado imobiliário. Fica menos atrativo para o cliente e o financiamento imobiliário se torna menos interessante ao banco, quando comparado a outras modalidades de crédito.

Representante dos vendedores de materiais de construção, o presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), Cláudio Conz, afirma que a escassez de crédito não tem influenciado o setor.

— O comércio de material de construção não vive do crédito imobiliário. A gente depende mais do consumidor que junta dinheiro e que faz financiamento de curto prazo.

Recuperação
O presidente da Abecip avalia que o mercado de financiamentos deve recuperar algum fôlego no segundo semestre deste ano. A redução da taxa básica de juros será o principal incentivador.

— A gente espera ver mês a mês essa melhora dos recursos do SBPE. A queda no primeiro semestre foi de 9%, mas a expectativa é fechar o ano com queda de 3,5%. À medida que você consegue colocar mais dinheiro no mercado, e a taxas mais baratas, isso estimula o consumidor a comprar e também o empresário a construir, e daí pode gerar um novo ciclo na economia.

Para França, da Abrainc, o mercado já está mostrando sinais de recuperação, com maior volume de vendas e lançamentos nos meses de abril e maio. Ele avalia que a confiança do comprador está voltando em razão da queda acentuada da inflação e dos juros.

Apesar da escassez de crédito, Conz prevê crescimento de 5% neste ano do mercado de materiais de construção. E vai melhorar mais, dize, “à medida que voltar o crédito, porque você tem que pensar que quando tem entrega [de imóvel], todo mundo faz adaptação”.

Mas a retomada do setor, segundo os entrevistados, também depende da redução do nível do desemprego, que ainda se mantém no incômodo patamar de 14 milhões de desempregados.

(Portal R7 - Economia - 26/07/2017)

VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK