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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Estadão: Indicadores mostram piora em todos os setores da construção

Os indicadores do setor da construção civil divulgados nos últimos dias apontam para a continuidade da desaceleração. A situação é pior no tocante às obras de infraestrutura, mas os números relativos à edificação residencial e, em especial, comercial também deixam a desejar

A Sondagem da Construção, divulgada na última segunda (28) pela Fundação Getúlio Vargas, mostrou queda, pelo quinto mês consecutivo, do Índice de Confiança da Construção (ICST). A variação negativa foi de 10,3% no trimestre maio/julho, em relação ao mesmo período de 2013, superando a registrada em junho (-9,8%). Utilizando os mesmos critérios de avaliação, a queda foi de 3,9% em janeiro. Mais do que a situação real, pioraram as expectativas.

Outra levantamento, outra queda 
Outro levantamento, a Sondagem Indústria da Construção, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada na última quarta-feira, afirma que "a atividade da construção continua se retraindo e as expectativas não são positivas". Foram insatisfatórios os números relativos ao emprego, à disponibilidade de trabalhadores qualificados, à variação da inadimplência e aos juros. Dois itens - a margem de lucro operacional e a situação financeira - tiveram, no segundo trimestre, a pior avaliação da série histórica. Pioraram também os indicadores mensais e o nível de atividade em relação ao usual - estes já estão na casa dos 40 pontos, inferiores, portanto, aos 50 pontos que separam o otimismo do pessimismo.

Entre junho de 2013 e junho de 2014, as vendas de materiais de construção, no mercado interno, caíram 13,6%. No mês, caíram 11%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). O recuo foi de 4,6% entre os primeiros semestres de 2013 e de 2014. E a indústria de cimento está cortando investimentos em razão do recuo da atividade da construção civil, mostrou o Estado ontem.

Até as operações de crédito realizadas pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com recursos das cadernetas de poupança, perderam força em junho, com queda de 19,2% em relação a junho de 2013 (de R$ 11,17 bilhões para R$ 9,03 bilhões).

No mercado residencial, é possível supor que junho e julho sejam meses atípicos - influenciados pela paralisia dos negócios em decorrência da Copa do Mundo e das férias. Mas a queda da atividade nas obras de infraestrutura tem maior significado: os governos malogram na tentativa de elevar os investimentos.

(O Estado de S.Paulo - São Paulo/SP - Economia - 29/07/2014 - Pág.B2)

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terça-feira, 29 de julho de 2014

Rede Globo: Crise imobiliária é destaque no Jornal Nacional

Depois de subirem em um ritmo mais forte que o da inflação, os preços dos imóveis em São Paulo desaceleraram. E as vendas caíram.

Estava difícil encontrar um imóvel que coubesse no orçamento. Depois de seis anos procurando, Denise vendeu o dela e comprou um novinho só fechou contrato porque conseguiu negociar.

“Pedi um desconto. E conseguimos um desconto e vamos fechar o contrato. E agora tem desconto. Antes não tinha”, conta a médica Denize Menezes Lourenço.

Nos últimos anos, o preço dos imóveis em sete cidades brasileiras vinha subindo bem acima da inflação. No pico, os imóveis subiram 2,7% em apenas um mês, em abril de 2011, contra uma alta média de preços de 0,77%. Mas agora houve uma reviravolta. Desde março deste ano, os preços dos imóveis sobem menos do que a inflação.

Nova realidade
O dono da imobiliária confirma: o mercado está diferente. “O mercado vinha meio parado até o meio do ano e agora parece que retomou a força e nesse cenário de redução de preços, descontos e os compradores aproveitando, quase uma liquidação mesmo. A gente vê descontos de 20%, 25% em alguns casos”, comenta Rodrigo Falcão Vaz.

Copa, a eterna culpada
Só em São Paulo, a venda de imóveis novos caiu 36% em maio deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado. Um outro dado que mostra a desaceleração desse mercado é o crédito imobiliário, que caiu quase 20% no país na comparação anual. Uma das explicações é a Copa do Mundo que, em junho, ajudou a esfriar as compras. Mas os economistas dizem que não foi só isso.

“A gente chegou a ter juros pro financiamento imobiliário perto de 7% ao ano, 7,5%. Hoje a gente já vê juros 9%, 9,5% na média, casos até de juros maiores. Com menos gente conseguindo emprego e os salários crescendo menos, aquele ímpeto para comprar o imóvel diminui”, explica o economista da Fipezap Eduardo Zylberstajn.
O economista lembra que comprar a casa própria é uma escolha que exige tempo: “A decisão no final na compra do imóvel é uma decisão de longo prazo. Então, você querer acertar o movimento preciso do mercado sempre é muito difícil, você tem que tomar a decisão com base nas necessidades e nas condições das famílias”. Veja o vídeo completo da reportagem pelo link

(Portal G1 - Jornal Nacional - Notícia - 28/07/2014)

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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Valor: Vendas das incorporadoras têm queda generalizada no 2º tri

As prévias operacionais das incorporadoras de capital aberto divulgadas neste mês demonstraram, em sua maioria, desempenho de vendas no segundo trimestre inferior ao do mesmo período do ano passado. 
Já se sabia que lançamentos e vendas seriam afetados pela Copa do Mundo, quando poucas incorporadoras apresentaram novos projetos, mas a piora do cenário macroeconômico contribuiu para reforçar a postura de cautela dos potenciais consumidores.
De abril a junho, Cyrela Brazil Realty, Direcional Engenharia, Even Construtora e Incorporadora, Gafisa, MRV Engenharia e Rodobens Negócios Imobiliários lançaram menos ante o intervalo equivalente de 2013. As vendas tiveram retração de 21,3%. As cifras incluem somente as parcelas próprias dessas incorporadoras nos empreendimentos.
A fraca velocidade de vendas reportada na maior parte das prévias divulgadas é um dos pontos que mais chama a atenção de analistas
Não está claro se será possível para parte das empresas reverter, no segundo semestre - sazonalmente o mais aquecido -, o desempenho de vendas sinalizado na primeira metade deste ano. "Devido ao cenário macroeconômico mais difícil, algumas empresas podem lançar e vender menos do que se esperava", afirma um analista que acompanha o setor.
O mercado continua atento aos estoques de imóveis das incorporadoras. Esperava-se que o ritmo de absorção das unidades em estoque, incluindo os lançamentos do último trimestre do ano passado, fosse maior do que ocorreu.
O superintendente de relações com investidores da concorrente Brasil Brokers, Rodrigo Cuesta, afirmou que os lançamentos de 2014 devem apresentar "alguma estabilidade ou retração" ante 2013.
Para Cyrela e Direcional, além da Copa e da piora do cenário econômico, a não contratação de projetos da faixa 1 do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida de abril a junho contribuiu para a queda de lançamentos e vendas na comparação com o segundo trimestre do ano passado.
(Valor Econômico - Empresas - 18/07/2014)

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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Folha: Crédito imobiliário cai 51,4% e confirma desaceleração do setor

O volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis com recursos da poupança sofreu queda de 51,4% em relação a 2013 (de R$ 109,2 bilhões para 53,1 bilhões), informou nesta quinta-feira (24) a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

Considerando apenas junho, o volume de crédito retraiu 19% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foi o primeiro recuo desde setembro de 2012, quando os financiamentos caíram 6%.

O mercado parou, e a culpa é da Copa
"Em todos os meses crescemos mais do que no ano passado. Todavia, no mês de junho, o mercado parou", diz Octavio Lazari de Junior, citando a Copa do Mundo, que afetou os financiamentos imobiliários.

No caso dos imóveis usados, os financiamentos também caíram no semestre, o que puxou para baixo o desempenho dessa carteira de crédito, já que esse segmento responde, em valores, por cerca de 60% dos financiamentos imobiliários voltados à aquisição com recursos da poupança.

Segundo Lazari, o mercado de imóveis usados foi o mais afetado pelo menor número de negócios durante a Copa.

(Folha de São Paulo - Mercado - 24/07/2014)

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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Estadão: Setor de construção recua pelo 7º mês consecutivo

Sondagem também mostra que as empresas demitiram em junho e não pretendem aumentar contratações nos próximos meses

O setor de construção voltou a apresentar piora no nível de atividade no índice medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), marcando 44,5 pontos na Sondagem Indústria da Construção de junho divulgada ontem. Foi o sétimo mês seguido de atividade abaixo dos 50 pontos, considerado a linha divisória entre bom e ruim no levantamento. Em maio, a sondagem havia registrado 45,8 pontos.

Demissões e falta de expectativa
O pessimismo levou o setor a demitir em junho, indicando que o nível de emprego deve se manter estável no segundo semestre, o que contraria a previsão do governo de que a terceira fase do programa Minha Casa, Minha Vida puxará a atividade da construção.

O economista Danilo Garcia, da CNI, ressalta que desde janeiro o aumento das demissões vem sendo verificado. "Não há uma expectativa de recuperação no curto prazo, principalmente do setor de infraestrutura, que é menos otimista e depende mais de encomendas governamentais."

As demissões de junho foram registradas a partir da redução do item sobre evolução do quadro de empregados que as empresas respondem na pesquisa. Esse indicador recuou de 45,7 pontos, em maio, para 45,3 pontos, em junho. Os três setores da construção pesquisados (infraestrutura, edifícios e serviços especializados) também registraram queda na atividade no mês passado.

O recuo maior foi nas construtoras que tocam obras de infraestrutura, cujo indicador marcou 41,7 pontos, em comparação a 46,3 pontos para o segmento de construção de edifícios e 43 pontos para serviços especializados. Com relação às expectativas para julho, as empresas disseram que não têm previsão de novas contratações - o indicador que mede o aumento do quadro de funcionários é de 49,4 pontos para julho, ante 50,1 pontos da previsão feita para junho.

Inadimplência e dificuldades financeiras
A pesquisa foi feita entre 1º e 11 de julho com 534 empresas, das quais 167 de pequeno porte, 239 médias e 128 grandes. A empresas ouvidas pela Sondagem reportaram maior dificuldade em obter crédito. Esse indicador registrou 37,9 pontos. A pesquisa também registrou insatisfação dos empresários com a situação financeira (45,1 pontos). A sondagem indicou, ainda, um aumento na inadimplência dos clientes da construção, que passou de 15,7% para 21,4%.

A margem de lucro operacional também foi considerada insatisfatória pela construção no primeiro trimestre, com 41,4 pontos. Já o custo de insumos e matérias-primas aumentou, em comparação ao trimestre anterior, atingindo 59,1 pontos.

Pessimismo generalizado
Os empresários da construção sinalizaram que estão menos otimistas em relação ao desempenho do setor para o mês de julho, com indicador de nível de atividade de 51,2 pontos, ante 51,5 pontos de junho. A expectativa sobre novos empreendimentos e serviços deixou de ser otimista, segundo a CNI, e entrou num ritmo de estabilidade pela primeira vez. O indicador situa-se em 50,3 pontos, na média geral, contra 51 pontos em junho.

As grandes empresas apresentaram expectativa de queda (48,8 pontos).

(O Estado de S.Paulo - São Paulo/SP - Economia - 24/07/2014 - Pág.B6)

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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Infomoney: Queda nas vendas e nos preços dos imóveis vai se acentuar

Nos últimos meses, o mercado imobiliário vem registrando quedas sucessivas. Segundo dados do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), o número de imóveis residenciais novos vendidos na cidade de São Paulo caiu 36,5% em maio, comparado ao mesmo período do ano passado.

Já no primeiro semestre de 2014, o quadro foi ainda pior: queda de 41,4% em relação aos mesmos meses de 2013. A retração teve reflexo também nos lançamentos, que tiveram queda de 14% no número de unidades entre janeiro e maio deste ano.

Especialista diz que retração já era prevista
Para o educador financeiro Reinaldo Domingos, a situação de retração já era prevista, pois é um acontecimento natural após um grande aquecimento do mercado. “Por esse motivo, já alertava aos interessados que era hora de ter paciência, para esperar melhores condições de mercado. Com certeza, a situação para quem deseja comprar um imóvel é interessante, mas pode melhorar ainda mais nos próximos meses. Então, continuo recomendando cautela”, afirma.

Culpa do Carnaval, da Copa e do calendário escolar
Entre os fatores que estão sendo apontados como responsáveis pela queda no mercado estão o Carnaval, que foi comemorado em março; a Copa do Mundo, que incentivou as locações; a mudança no calendário das festas escolares, por conta dos jogos do evento; entre outros.

No entanto, o maior problema está nas leis básicas do mercado: um aquecimento muito grande nas vendas gera aumento dos preços. Por sua vez, o mercado tende a se ajustar e isso faz com que os preços se estabilizem e até mesmo retraiam

Queda vai continuar, mas ainda não é hora de comprar
Para o educador, isso já é reflexo da retração nas vendas e deverá se acentuar nos próximos meses. No entanto, mesmo diante dessa possibilidade, para quem já tinha planejado essa aquisição é preciso precaução, vendo a real necessidade e capacidade de compra. “Para quem pensa em comprar imóveis para investimento, o momento ainda não é propício, é melhor esperar; para quem está querendo realizar o sonho da casa própria, deve ficar atento às tendências de mercado e seguir em frente somente se tiver garantias de
que poderá arcar com esse compromisso”, enfatiza.

(Infomoney - Imóveis - Notícias - 22/07/2014)

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terça-feira, 22 de julho de 2014

Portal Bol: Imóveis encalham durante a Copa, gerando vergonha e prejuízos

O sonho de ganhar uma bolada com a Copa do Mundo acabou frustrado em Itaquera, bairro no extremo da zona leste de São Paulo onde fica o Itaquerão, arena que recebeu os seis jogos da Copa do Mundo realizados na capital paulista.

Antes do início do Mundial, dezenas de moradores da região registraram suas casas em sites nacionais e estrangeiros de aluguel de imóveis, muitas vezes com preços exorbitantes, na tentativa de lucrar com a Copa do Mundo. Mas, para a tristeza daqueles que investiram em reformas, produtos e serviços para esperar os turistas, os mais de 540 mil estrangeiros que vieram a São Paulo preferiram se instalar em outras localidades.

No último sábado, o UOL Esporte foi até Itaquera e conversou com alguns dos moradores que disponibilizaram suas casas para aluguel durante a Copa. Ninguém conseguiu alugar. O técnico de transporte Arnaldo Gonçalves, por exemplo, estava confiante que iria receber R$ 65 mil pelo aluguel por 30 dias do apartamento de dois quartos e 56 metros quadrados, localizado a dois quilômetros do Itaquerão.

Discurso profissional
Antes da Copa, em entrevista ao UOL Esporte, Gonçalves se mostrava bastante otimista. Dizia que já havia recebido sondagens de turistas interessados e que o anúncio do imóvel na internet estava recebendo inúmeras visitas.

No último sábado, porém, a mulher de Gonçalves, Andressa, contou que não conseguiram alugar o imóvel. "Esses turistas da Copa são todos duros. Só tinham dinheiro para beber e ver o jogo", lamentou ela. Mas R$ 65 mil não seria muito dinheiro? É mais do R$ 2.000 por dia, mais caro do que qualquer hotel de luxo. "Ah, eu não ia sair da minha casa por pouco dinheiro né", raciocina Andressa.

Vergonha e prejuízo
Já o cabeleireiro Rodrigo Eduardo Mamel, que mora em um edifício da Cohab junto com a mãe em Itaquera, não tem apenas a quebra de expectativa a lamentar. Antes da Copa, ele contou ao UOL Esporte que investiu R$ 35 mil em seu imóvel para receber algum turista estrangeiro. Quanto ele estava pedindo? R$ 120 mil por todo o período do Mundial. Sua oferta foi tão pitoresca que ele foi até parar na televisão, no programa Mais Você, da Ana Maria Braga.

Agora que a Copa passou, ele prefere se manter distante dos holofotes. A reportagem foi ao seu apartamento no último sábado, mas o porteiro informou que ele não iria atender a nenhum jornalista, que ele não conseguiu alugar o apartamento e não tinha mais nada a dizer.

Mesmo quem tentou alugar o imóvel por valores compatíveis com a realidade não logrou êxito em Itaquera. A servidora aposentada Maria Amélia dos Santos, por exemplo, estava pedindo R$ 120 por dia por sua casa de três quartos, duas salas, varanda e churrasqueira. "A página do anúncio da minha casa no site imobiliário teve 1.500 visitas, chegaram até a vir aqui, mas ninguém quis alugar", conta.

No meio da Copa, Maria Amélia resolveu baixar o preço da oferta. "Colocamos no site o valor de R$ 60 por dia, mas nem assim alugaram. Os gringos foram todos para a Vila Madalena (bairro boêmio da zona oeste paulistana), queriam saber de agito", conclui ela.

(Portal Bol - São Paulo/SP - Esporte - 21/07/2014)

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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Aos leitores: Pedido de entrevista para o CNT Jornal

Caros leitores:

O CNT Jornal, da Rede CNT, fará uma matéria sobre a queda na venda de imóveis novos em São Paulo. Para tanto, o jornal necessita entrevistar amanhã (22/07) uma pessoa que tenha desistido, momentaneamente, de comprar a casa própria por causa da alta dos preços. 

Assim, aqueles que se encaixem no perfil (ou que conheçam quem se encaixe) podem entrar em contato, ainda hoje, com a jornalista e produtora Marina Fidalgo pelo e-mail marina.fidalgo@cnt.com.br. A entrevista será no período da manhã ou no início da tarde, em São Paulo (capital), e a equipe do jornal irá até o local indicado pelo entrevistado.

Agradecemos pela colaboração.

Um abraço,

Observador

Época Negócios: Mercado imobiliário em crise reduz projeções do setor

Contribuição do leitor Valério
"Os números estão muito abaixo do que esperávamos. A chance de ter que rever um pouco pra baixo nossas projeções no ano é real", afirmou o presidente do Secovi-SP, Cláudio Bernardes
Os negócios na construção civil estão mais lentos do que o esperado por empresários, que passaram a rever suas estimativas de crescimento para 2014. Os problemas no setor provêm principalmente do desempenho fraco da economia brasileira e do calendário marcado por datas que desviam a atenção de consumidores, como o Carnaval tardio (realizado em março), a Copa do Mundo e as eleições.
Na cidade de São Paulo, maior mercado imobiliário do país, as vendas de imóveis residenciais novos acumuladas entre janeiro e maio foram 41,4% inferiores ao mesmo período do ano passado. No período, os lançamentos recuaram 14,0%. Esses resultados estão abaixo da expectativa inicial do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), que esperava que as vendas e lançamentos em 2014 ficassem estáveis ante 2013.
"Os números estão muito abaixo do que esperávamos. A chance de ter que rever um pouco pra baixo nossas projeções no ano é real", afirmou o presidente do Secovi-SP, Cláudio Bernardes. "A quantidade de visitas aos estandes está semelhante à do ano passado, mas o número de conversão de vendas caiu bastante. As pessoas têm mais preocupação sobre o futuro, o que tem lhes dado mais cautela antes de fechar os negócios", avaliou.
Bernardes disse que as empresas já contavam com o efeito negativo da economia mais fraca e do calendário neste ano, mas admitiu que esses fatores foram piores do que as expectativas. "O que pesou foi o dimensionamento do impacto dos fatores já previstos", explicou, citando o excesso de feriados em várias capitais, e o clima de incerteza por conta das eleições.
O esfriamento do mercado respingou no preço dos imóveis, cuja valorização no primeiro semestre é quase três vezes menor do verificado nos últimos 12 meses, o que demonstra forte desaceleração.
"Uma boa parte da culpa pelo desaquecimento do mercado imobiliário está mesmo na atividade mais fraca da economia brasileira de um modo generalizado", afirmou o coordenador da pesquisa FipeZap, Eduardo Zylberstajn. "Mas os preços dos imóveis subiram muito, então hoje tem de fato menos gente em condições de pagar por eles", ponderou.
Zylberstajn disse também que as condições para compra da habitação pioraram do ano passado para cá, com juros mais caros. Conforme dados do Banco Central, a taxa média de juros do financiamento imobiliário passou de 7,84% ao ano em maio de 2013 para 9,52% ao ano em maio de 2014. "O crédito ainda é um facilitador, mas ele já não consegue mais aumentar o poder de compra como ocorreu no passado", ressaltou.
Crise atinge todos os setores da construção
Caso o Secovi-SP confirme o ajuste nas suas projeções, ele vai se juntar a outras três entidades. Em maio, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) baixou de 4,5% para 3,0% sua estimativa de alta no faturamento em 2014. Depois dela, foi a vez do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) reduzir de 2,8% para a faixa de 1,0% a 2,0% sua previsão de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) do setor neste ano.
A última a ajustar seus números, na semana passada, foi a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), que cortou praticamente pela metade sua projeção de avanço no faturamento em 2014, passando de 7,2% para 3,5%.
"O varejo de materiais depende muito de cada dia de venda. E os feriados causaram uma perda muito grande", disse Cláudio Conz, presidente da Anamaco. "E há um estado de espírito ruim, um certo temor sobre como a economia brasileira vai andar. Isso afetou as vendas", completou, citando que muitas obras para reformas e ampliações de residências foram adiadas. Entre janeiro e junho deste ano, as vendas de materiais de construção foram 3,5% menores do que nos mesmos meses do ano passado.
Perspectivas pessimistas e redução dos preços
Os próximos meses de 2014 ainda preocupam os empresários porque não há perspectiva de melhora no quadro econômico do país no curto prazo. 
Bernardes, do Secovi-SP, lembrou que as vendas e lançamentos de imóveis costumam ser maiores no segundo semestre, com tendência de recuperação após as férias de julho. Em relação aos preços, ele admitiu que pode haver reduções pontuais em alguns bairros de São Paulo onde os valores das unidades e os estoques estão mais elevados. "Em algumas regiões, o preço pode estar mais esticado, então pode ter algum ajuste. Mas não é um processo generalizado na cidade", afirmou.
(Revista Época Negócios - Informação - Ação - Notícia - 20/07/2014)

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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Estadão: Mercado imobiliário vem caindo além do previsto, segundo Secovi


A desaceleração econômica que afeta renda, emprego e consumo não basta para explicar a perda de dinamismo do mercado de imóveis

A crise econômica reflete-se mais intensamente que o previsto sobre o mercado imobiliário paulistano, segundo a pesquisa mensal do sindicato da construção (Secovi). Em maio, as vendas de imóveis novos na capital caíram 36,5%, em relação a maio de 2013.

A velocidade das vendas, medida pelo índice VSO (vendas sobre oferta), foi insatisfatória nos primeiros cinco meses do ano. Na comparação entre maio de 2013 e maio de 2014, o VSO declinou de 16% para 9,4%, abaixo da média mensal de 11,7% dos últimos 24 meses. Na prática, os interessados vão duas a três vezes aos plantões de venda antes de tomar uma decisão. Só janeiro de 2013 havia exibido um resultado pior que o deste ano.

O recuo das vendas, na comparação entre os períodos de janeiro a maio de 2013 e de 2014, chegou a 41,4%, mais intenso do que a diminuição de lançamentos, de 14%. A previsão era de equilíbrio entre os dois indicadores. A diminuição das vendas acaba por se refletir na oferta, pois os lançamentos programados tendem a ser adiados, quando possível.

A desaceleração econômica que afeta renda, emprego e consumo não basta para explicar a perda de dinamismo do mercado de imóveis. 

Na melhor das hipóteses, haverá mais lançamentos neste semestre. Mas, se o ritmo de lançamentos continuar superando o das vendas, como ocorreu em outros meses deste ano, há o risco de se formarem estoques ou de os incorporadores precisarem de mais empréstimos para erguer os empreendimentos, o que significa custos mais elevados.

(O Estado de São Paulo - Economia e Negócios - São Paulo/SP -17/07/2014 - Pág.B2)

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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Estouro da bolha atinge também o mercado de locação

Basta sair pelas ruas de Belo Horizonte para ver vários anúncios de aluga-se em casas e apartamentos. Com a oferta de imóveis em alta, vale tudo para locar, até mesmo promoção de um mês grátis anunciado nos jornais. Conforme levantamento da Fundação Ipead, a quantidade ofertada nos últimos 12 meses cresceu 45,91%.
Com mais opções no mercado, o locatário tem demorado mais para fechar o aluguel. 
O corretor Ivan Bomtempo diz que em 2013 conseguia locatário para um imóvel de 15 a 20 dias, enquanto que neste ano passou para três a quatro meses. Para ele, vários fatores estão interferindo na velocidade da locação, um deles é o preço alto. “Teve imóvel que o aluguel subiu 30%. É preciso adequar o preço à realidade. A renda das pessoas não subiu tudo isso. Quem não abaixar o preço vai ter dificuldade para locar”, diz.
A imobiliária RC Nunes apostou na estratégia de um mês grátis de aluguel para atrair os clientes. “Como Belo Horizonte tem muitas opções, é importante se destacar, chamar a atenção. Aliás, tem outras empresas que fizeram o mesmo”, diz a gerente comercial da empresa Cláudia Leite.
As desculpas de sempre
Ela afirma que a demora para locar aumentou na comparação com o ano passado, mas não é expressivo. “As pessoas têm mais opções para olhar. Assim, demoram mais para se decidir”, analisa.

(O Tempo - Capa - Economia - 16/07/2014)

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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Folha: Vendas caem 36,5% em maio e 41,4% nos primeiros cinco meses

As vendas de imóveis novos na cidade de São Paulo caíram 36,5% em maio ante mesmo mês de 2013, informou nesta terça-feira (15) o Secovi (sindicato do mercado imobiliário).

Na comparação com abril, o resultado foi 3,1% menor.

Nos primeiros cinco meses do ano, as vendas foram 41,4% inferiores às do mesmo período de 2013. Os lançamentos caíram 14%.

As desculpas de sempre
Os resultados até maio foram provavelmente influenciados por grandes eventos como Carnaval em março, mudança no calendário das férias escolares e Copa do Mundo, avaliou a entidade.

"No entanto, existe a tendência de o mercado imobiliário se recuperar no segundo semestre com maior volume de lançamentos e produtos pouco explorados nos últimos anos, como imóveis de 3 e 4 dormitórios", disse o presidente do sindicato, Emílio Kallas.

(Folha de São Paulo - Mercado - 15/07/2014)

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terça-feira, 15 de julho de 2014

Portal IG: Lançamentos e vendas da Cyrela despencam quase pela metade

Os lançamentos da Cyrela Brazil Realty recuaram 49,5% no segundo trimestre ante mesma etapa de 2013, informou a companhia nesta segunda-feira (14).
Já as vendas contratadas da incorporadora diminuíram 42,3% na mesma base de comparação e encerraram o trimestre em R$ 1,26 bilhão, também considerando a fatia dos sócios.
No ano, as vendas tiveram recuo anual de 20,7%. Excluindo o Minha Casa Minha Vida Faixa 1, as vendas do trimestre foram 25,6% inferiores na comparação anual.
No segundo trimestre, as vendas de lançamentos do período atingiram R$ 298 milhões, ante R$ 1,098 bilhão um ano antes.
A venda de estoques entre abril e junho também foi inferior ao mesmo período do ano passado.
A Cyrela tinha fechado o primeiro trimestre com estoque (todas as unidades disponíveis para venda, inclusive as lançadas no período) a valor de mercado de R$ 7,187 bilhões, ante R$ 6,704 bilhões do quarto trimestre do ano passado.
(Portal IG - Finanças - Casa Própria - 14/07/2014)

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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Brasil Econômico: Número de distratos aumenta até 140,8%

Contribuição de um leitor anônimo
O total de distratos (cancelamentos) de contratos imobiliários cresceu no primeiro trimestre deste ano entre quatro das cinco maiores construtoras brasileiras, na comparação com o mesmo período de 2013. Além das políticas de crédito imobiliário mais seletivas por parte dos bancos, pesou no volume de devoluções o cenário macroeconômico desfavorável. Juros e inflação em alta encareceram os financiamentos, principalmente no caso de imóveis voltados para o segmento de compradores com maior poder aquisitivo.
Primeira no ranking brasileiro em 2013, pelo critério de área total construída, a mineira MRV Engenharia registrou alta de 41% nos distratos nos primeiros três meses de 2014, ante o mesmo período do ano anterior. O volume de rescisões saltou de R$ 232,6 milhões, entre janeiro e março de 2013, para R$ 327,9 milhões. “Os bancos públicos que concedem a maior parte dos financiamentos imobiliários estão mais restritivos desde o último trimestre do ano passado. Nós já incorporamos essa mudança”, conta Rafael Menin, presidente da MRV, citando a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Nos primeiros três meses de 2014, a proporção entre o total de distratos sobre o montante de vendas foi de 21,3% na MRV.
Outra companhia , a Direcional, também apresentou aumento no montante de distratos. O total passou de R$ 31,1 milhões no primeiro trimestre do ano passado para R$ 75 milhões nos primeiros três meses de 2014, uma variação de 140,8% na comparação entre os dois períodos. A Direcional, que atribuiu a expansão no número de rescisões ao “aumento expressivo de projetos entregues pela companhia.”
Já a Cyrela reconheceu que no primeiro trimestre ocorreu “aumento no número absoluto de distratos”. O movimento foi ocasionado “principalmente, pelo alto volume de entrega de unidades nas regiões Norte e Nordeste”, segundo informou a construtora em nota. Segunda maior empresa do país no setor de construção, a companhia não informou o total de distratos no período, preferindo ressaltar que as vendas divulgadas são informadas já com resultado líquido, ou seja, considerando os números de distratos.
Para Henrique Florentino, analista da corretora UM Investimentos, todo o setor da construção civil está sendo afetado pelo fato de os bancos estarem mais cautelosos na hora de financiar imóveis. A trajetória ascendente da Selic também dificulta as condições para aquisição a prazo de imóveis. “A taxa básica de juros, que já esteve em 7,25% ao ano, subiu para 11%. Isso torna o financiamento mais caro”, lembra Florentino. Como resultado do ritmo menos acelerado de valorização dos imóveis, compradores que adquiriram unidades para investimento estão desistindo dos imóveis. “Muita gente comprava para revender no curto prazo, sem a intenção de fazer um financiamento com banco”, diz o analista. “Hoje, é difícil lucrar com uma transação desse tipo.”
Professor de Finanças do Ibmec-RJ, Nelson de Sousa destaca: “A partir da abertura do capital, a gestão das construtoras brasileiras passou a ter um foco financeiro, mais preocupado em otimizar o fluxo de caixa do que em construir”, afirma Sousa, que enxerga as construtoras menos concentradas em questões operacionais, como qualidade e prazo de entrega.
Quinta maior construtora do país na lista da ITC, a Brookfield Incorporações registrou aumento de 85%, em termos de valor, nos distratos entre o primeiro trimestre do ano passado e o mesmo período de 2014. A empresa - que no momento estrutura uma oferta pública de aquisição (OPA) - optou por não comentar o assunto. 
(Portal IG - Brasil Econômico - Negócios - 11/07/2014)

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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Estouro da bolha: Dobra o número de imóveis retomados e leiloados

O crescimento da carteira de crédito imobiliário começa a se refletir na quantidade de imóveis leiloados devido à inadimplência do mutuário. A Caixa Econômica Federal, que detém a maior parte dos contratos do mercado, estima que 598 imóveis sejam disputados em pregões neste ano, em Minas Gerais, o dobro do registrado no ano passado, quando 299 foram leiloados.

De janeiro ao fim deste mês, 346 imóveis terão sido leiloados. O número já supera em 15,7% tudo o que foi levado a hasta em 2013.

De acordo com o coordenador de vendas da Caixa, Newton Miranda, os leilões deste ano refletem a inadimplência de 2013. Ele explica que há um trâmite legal antes que o imóvel vá a leilão. “Assim que o consumidor para de pagar pelo imóvel, o bem vai a cartório, tramita em diversos setores do banco e só depois vai a certame”, explica. Por isso, o reflexo é tardio.

Por conta desse prazo de tramitação, a variação da inadimplência sobre a base ampliada de mutuários, entre janeiro e maio, ainda vai contribuir para que a quantidade de imóveis levados a leilão dobre.

De "vento em popa"
O conselheiro da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi), Ariano Cavalcanti de Paula, lembra que, embora a inadimplência tenha aumentado no ano, o crédito imobiliário vai de vento em popa.

Especialistas alertam para riscos de comprar imóveis em leilões
Imóveis com preços bem mais baixos do que os encontrados no mercado são o grande atrativo dos leilões. No entanto, especialistas alertam para o risco de se investir em casas e apartamentos por meio de certames. A compra, muitas vezes, pode trazer dor de cabeça.

No próximo dia 22, às 12h, a Caixa vai ofertar 171 imóveis em Minas Gerais: são 106 casas, 52 apartamentos e 13 lojas, terrenos ou lotes. Destes, 28 estão em Belo Horizonte.

Esse será o sétimo certame realizado pelo banco em 2014. Muitos dos imóveis têm valor até quatro vezes menor do que o que seria encontrado no mercado.

De acordo com o presidente da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais (AMMMG), Sílvio Saldanha, é necessário juntar o máximo de informações do imóvel de interesse antes de fazer um lance.

Ele explica que muitos dos imóveis estão ocupados. Como dificilmente os moradores não irão sair de imediato, sem que haja um processo de imissão de posse, o comprador provavelmente vai esperar muito para ocupar a casa ou o apartamento. “São casos complicados em que o morador pode, inclusive, pedir na Justiça que ele continue no imóvel até que o processo dele seja julgado. Neste caso, quem arrematou o imóvel no leilão pode esperar até anos. E ele tem que entrar no negócio sabendo disso”, afirma.

Outro ponto citado por Saldanha diz respeito às dívidas deixadas pelo antigo proprietário, como IPTU e condomínio. Ainda de acordo com ele, se possível, o interessado deve visitar o imóvel, preferencialmente na companhia de profissionais especializados.

“Ao arrematar, existe o risco de o interior do imóvel estar em um estado bem pior do que o imaginado”, comenta.

(Hoje em Dia - Notícias - Economia e Negócios - 11/07/2014)

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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Exame: Pessimismo na indústria de material de construção

A Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) reduziu suas projeções de crescimento para o setor neste ano.
A entidade acreditava em alta de 7,2%, mas, após meses seguidos com resultado negativo, a projeção foi revista para uma expansão de 3,5%.
As vendas de materiais de construção no varejo caíram 2,5% em junho na comparação com o mesmo mês do ano passado. Já na comparação com maio, o recuo foi de 8,0%.
No acumulado entre janeiro e junho de 2014, as vendas mostraram retração de 3,5% em relação aos mesmos meses de 2013 e no acumulado dos últimos 12 meses até junho, a queda é de 4,5% ante o mesmo período anterior.
O presidente da Anamaco, Cláudio Conz, disse que o desempenho das vendas no primeiro semestre ficou aquém do esperado, motivando a mudança na projeção para o fim de 2014.
(Revista Exame - Economia - Notícias - 03/07/2014)

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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Folha: Venda de usados e locação despencam no Estado de São Paulo

As vendas de imóveis usados caíram 29,5% e a locação de casas e apartamentos recuou 32,3% em março no Estado de São Paulo, informou o Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP).

As quatro regiões que compõem a pesquisa estadual registraram desempenho negativo em março.

Houve quedas de 17% nas vendas na capital paulista, de 31% no interior, de 27% no litoral e de 50% no conjunto formado pelas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco.

No mercado de locação, também houve recuo. Nesse caso, foram registradas quedas de 18,8% na capital, de 41,1% no interior, de 4,0% no litoral e de 37,9% nas cidades do ABCD, Guarulhos e Osasco.

Segundo José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP, as vendas e a locação haviam crescido nos dois primeiros meses do ano.

Mês de "ressaca"
Como característica desses dois mercados, de acordo com ele, os movimentos de alta se alternam com os de baixa, o que não deve gerar apreensão do setor. "Março foi um mês de ressaca do mercado", afirmou Viana Neto, em nota.

A entidade não informou os resultados do acumulado do ano nem as comparações com os mesmos meses do ano passado.

A pesquisa foi realizada com base em 1.228 imobiliárias de 37 cidades do Estado de São Paulo.

(Folha de São Paulo - Classificados - Imóveis - 08/07/2014)

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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Denúncia: PDG e Tenda na lista suja de trabalho escravo

A incorporadoras PDG Realty e Tenda foram incluídas na lista suja do Ministério do Trabalho, que relaciona empresas acusadas de manter empregados em condição semelhante à de trabalho escravo. No caso da PDG, o empreendimento em questão é um condomínio residencial que está sendo construído em Juiz de Fora.
O problema com a Tenda, subsidiária da Gafisa, envolve dois empreendimentos: um residencial também em Juiz de Fora, e outro canteiro em Belo Horizonte. Procurada, a assessoria de imprensa do Ministério do Trabalho não forneceu mais detalhes sobre a situação dos trabalhadores nas obras.
A Tenda disse que está tomando todas as medidas e ações cabíveis para promover a exclusão de seu nome do cadastro. “A Tenda se posiciona de maneira sólida e veemente contra qualquer prática que não respeite os direitos trabalhistas de colaboradores, tanto do seu próprio quadro de empregados, como de seus fornecedores e parceiros”, afirmou a empresa, em comunicado. A PDG não havia se manifestado até o fechamento desta reportagem.
Com a inclusão na lista suja, as incorporadoras perdem acesso a novos financiamentos de bancos públicos, como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, e são vetadas na contratação de novos projetos dentro de programas públicos, como o Minha Casa, Minha Vida. Dentre as grandes empresas de construção do segmento residencial, a última a integrar a lista foi a MRV Engenharia, que já deixou o cadastro.
Para o analista de construção civil Enrico Trota, do Itaú BBA, a inclusão na lista não deve implicar em graves consequências operacionais para a Tenda. “Ainda que o sentimento seja negativo, o impacto sobre os fundamentos deve ser limitado”, afirmou, em relatório para clientes do mercado financeiro.
Já no caso da PDG, a situação pode ser mais delicada. Segundo avalia a equipe de análise de construção civil do banco Credit Suisse, a companhia tem um volume relevante de projetos em fase de aprovação e contratação de crédito. Além disso, a PDG está em fase de renegociação de dívidas corporativas com vencimento em 2014 e 2015. “Acreditamos que potenciais proibições poderiam representar um vento contrário na frente da renegociação da dívida”, afirmam os analistas Nicole Hirakawa, Luis Stacchini e Vanessa Quiroga, em relatório do banco.
(O Tempo - Capa - Economia - 05/07/2014)

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