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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Estadão: Número de imóveis encalhados dispara

O estoque de imóveis não vendidos pelas incorporadoras cresceu quase 20% só nos três primeiros meses deste ano, reflexo do número recorde de lançamentos nos anos anteriores, associado a uma queda na velocidade das vendas. O cenário acende o sinal de alerta entre as empresas do setor de construção, que revisaram suas projeções de lançamentos para 2012 e estão mais atentas à performance das vendas ao longo dos próximos meses.

De maneira geral, o crescimento de estoques é explicado pelo aumento excessivo da oferta. Em São Paulo, maior mercado do País, foram lançadas cerca de 38 mil unidades ao longo de 2011, repetindo o recorde do ano anterior, de acordo com dados do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), entidade que reúne as empresas do setor, como incorporadoras e imobiliárias. 

A esse montante se somam as unidades que começaram a ser construídas entre 2007 e 2009, quando o mercado imobiliário viveu uma explosão de novos projetos.

Além disso, o total de unidades vendidas na capital paulista recuou 21,1% de 2010 para 2011. No mesmo período, a velocidade das vendas anual (porcentual de imóveis vendidos diante do estoque total) diminuiu 13 pontos porcentuais. "A economia do País entrou numa situação mais frágil do que a de anos anteriores. Isso criou retração no mercado consumidor, que passou a adiar a decisão de compra do imóvel", explicou João da Rocha Lima, coordenador do Núcleo Imobiliário da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

No primeiro trimestre de 2012, o estoque de cinco companhias cresceu acima da média (de 19,5%): Helbor (138,4%), Even (78,1%), Rossi (29,4%), Tecnisa (22,5%) e MRV (22,1%). Por sua vez, PDG Realty ficou com 18%, Gafisa com 16,9% e Eztec com 14,6%. 

Sinal amarelo
O maior número de unidades estocadas acende o sinal amarelo no setor. "As empresas já reduziram o volume de lançamentos, o que é lógico e prudencial. Não há motivo para lançar empreendimentos se o mercado está mais frágil", disse Lima.

De acordo com o especialista, "o drama está nas unidades prontas", que geram custos de manutenção e não contribuem para o fluxo de caixa, explicou. 

A Helbor, que teve expansão de 138% no volume de estoques, a maior do setor no período analisado, atribuiu o fato à concentração de 70% dos lançamentos de 2011 no último trimestre do ano. Segundo o diretor de vendas da empresa, Marcelo Bonanata, a companhia se mantém tranquila e não prevê nenhum saldão de imóveis, mas admite que haverá atenção para a velocidade das vendas. 

"Passamos por um momento de euforia nos últimos anos, com lançamentos vendidos rapidamente. Agora estamos voltando ao que era antes, com mais equilíbrio", ponderou Bonanata. "O mercado diminuiu o ímpeto. Agora, temos de prestar atenção", alertou.


VEJA VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO BLOG OU PELO LINK

10 comentários:

  1. Prezado responsável pelo site,

    este artigo é mais uma evidência a respeito da
    bolha imobiliária no Brasil:

    http://www2.camara.sp.gov.br/cci3/revista/2/rev_parlamento_2_17_debate1.pdf

    Att.

    Emerson Rildo

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    1. Caro Emerson:

      Parabéns pelo trabalho. A partir de hoje, o link de seu artigo estará disponível em nosso blog no espaço "Blogs e artigos que indicamos".

      Fica também o convite para, sempre que quiser, contribuir com o conteúdo de nosso blog. Este espaço estará sempre aberto para divulgar seus trabalhos.

      Um grande abraço.

      Observador

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  2. Srs.
    Sou professor de Economia e venho me preocupando, não só com essa possibilidade de ´estouro da bolha imobiliária´, mas tmb. com a velocidade e o nível da dívida pública interna, que já chegou a R$ 2 trilhões. Esses desmandos do governo atual e anterior vai nos custar sangue e lágrimas num futuro próximo, infelizmente.
    Abs. Sucesso. Muito boas as matérias

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    1. Caro Professor Inácio:

      Parabéns pelo comentário lúcido e objetivo.

      O mesmo convite que fizemos ao economista Emerson Rildo, estendemos a você.

      Um grande abraço.

      Observador

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  3. Christiane Ávila4 de julho de 2012 10:08

    Olá,

    Sou estudante de Economia e me interesse bastante sobre as notícias do mercado imobiliário. Aqui em Porto Alegre, as imobiliárias não estão sentindo esse recuo no mercado. Inclusive, novos empreendimentos estão sendo construídos pela cidade por causa da Copa do Mundo de 2014.

    Isso em diferentes bairros:

    http://www.auxiliadorapredial.com.br/Vendas/imoveis-porto-alegre-rs


    Com a aproximação desses eventos, acredito que os imóveis vão se valorizar ainda mais. O crescimento me parece inevitável.

    Muito interessante o seu blog. Voltarei mais vezes.

    Abraço!

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    1. Olá, Christiane Ávila:

      Pelo seu comentário, posso concluir que: ou você é corretora, ou namora um corretor. Ninguém em sã consciência conseguiria enxergar esse cenário, ainda mais diante da crise pela qual passa o mercado imobiliário.

      Até postar link da imobiliária você postou...basta dar uma lida aqui mesmo nesse blog para se manter bem informada. Se até em São Paulo e Rio de Janeiro as vendas despencaram, o que dirá de Porto Alegre...

      Valeu pela tentativa!

      Fábio Martins

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  4. Tomou Christiane Ávila......Leva na cara pra para de falar mentira......

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  5. Muito breve esses corretores picaretas vão está pedindo esmola.

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  6. Anônimo,

    Quem determinou essa alta do mercado foi o governo, as construtoras, os bancos...
    Todos exceto o corretor de imóveis.

    O corretor, por muitas vezes é um cidadão de origem humilde e enxerga nesta profissão chance de ganhar dinheiro.

    Também existem muitos corretores, que se "tornam" corretores. Pessoas que tinham profissão, salário, emprego e se viram na rua depois de uma certa idade.
    Como muitas empresas fecham as portas para profissionais antigos... O cidadão, uma pessoa de classe média, vê na corretagem a única oportunidade de manter um padrão de vida próximo do que tinha para sua família.


    Existem muitos corretores amadores, picaretas... Como em todas as profissões.

    Não tem médico clínico geral fazendo cirurgia plástica?
    Ou ex-ministro da justiça advogando para pilantras, bandidos?

    O corretor, é um profissional de pouquíssima instrução. Até por isso existem péssimos profissionais no mercado.

    Essa cultura de "estar" corretor ou de "virar" corretor foi criada pela maior imobiliária do Brasil. Uma tal de Lopes.

    Que por muitos anos praticamente "monopolizaram" o mercado imobiliário. Sem condições de atender sua demanda, colocam qualquer um. Quando digo qualquer um, é qualquer um mesmo. Ex-bandido, ex-garota de programa. Tem de tudo.

    Graças a eles, que todos passam por maus bocados na mão de corretores. Pois nunca tiveram o treinamento e formação adequada para exercer a profissão.

    Lembrando que em alguns países de 1° mundo o corretor precisa de ensino superior e de 3 a 4 anos na faculdade.

    Só que eles, aqui no Brasil... São os menos culpados por essa alta de preços absurda que ocorre hoje em dia.

    Alias, com essa alta. Aparecerem mais aventureiros, piorando mais ainda o nível de profissionais e tirando mais a oportunidade dos verdadeiros corretores efetuarem vendas.

    Corretor de imóveis é uma profissão muito difícil e complicada. Pena que poucos sabem. Até mesmo pessoas que se dizem "corretores", pois sem formação e treinamento, não sabem trabalhar.

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    Respostas
    1. Caro Leonardo,
      Sou corretor de imóveis e concordo plenamente com vc. Cabe ainda ressaltar que essas pessoas que criticam os corretores sao as mesmas que, na hora de vender seus imóveis, não aceitam a nossa avaliação. Na maioria das vezes, querem um valor muito acima do mercado. Sem contar com aqueles que acham que corretor bom é aquele que ri das sua piadas.
      Corretagem é uma tarefa muito dificil e só sobrevive quem trabalha com seriedade.

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