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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Exame: Não há recuperação com nível baixo de carteira assinada, diz IBGE


Mas não dá para falar em recuperação quando tem um nível de carteira (assinada) chegando ao patamar mais baixo. A crise foi tão agressiva que até emprego de baixa qualidade afetou”. [...] A indústria eliminou 244 mil vagas, enquanto a construção demitiu 277 mil empregados

Apesar da melhora de alguns indicadores do mercado de trabalho, ainda é difícil determinar que esteja em recuperação, avaliou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de desemprego passou de 12,0% no trimestre encerrado em novembro de 2017 para 12,6% no trimestre até fevereiro de 2018. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo IBGE.

“O mercado de trabalho não deve ser analisado somente pela taxa de desemprego. É um erro, tem que ser analisado o conjunto. Tem que ver a qualidade do emprego. Que população ocupada é essa?”, questiona Azeredo. “Tivemos um aumento na fila de desocupação de meio milhão de pessoas (no trimestre encerrado em fevereiro de 2018 ante o trimestre encerrado em novembro de 2017). Dizer que tem um quadro favorável é complicado, porque o nível de desocupação ainda é muito elevado, e a base de comparação é muito ruim, qualquer crescimento vira um salto”, ponderou.

Azeredo lembrou que, no trimestre encerrado em fevereiro deste ano, o total de trabalhadores com carteira assinada no setor privado alcançou o menor patamar da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012: 33,126 milhões de pessoas.

O montante significa que o País tem 3,5 milhões de vagas formais a menos do que o pico de 36,672 milhões de vagas com carteira assinada registrado no trimestre encerrado em agosto de 2014.

Não há recuperação
“Não posso usar o termo recuperação (para o mercado de trabalho). Tem aumento de ocupação, mas muito voltada para a informalidade. Tem desaceleração no aumento da desocupação e na redução da carteira assinada. Mas não dá para falar em recuperação quando tem um nível de carteira (assinada) chegando ao patamar mais baixo. A crise foi tão agressiva que até emprego de baixa qualidade afetou”, frisou Azeredo.

Azeredo calcula que, atualmente, quase 40% da força de trabalho no Brasil estão na informalidade, incluindo trabalhadores por conta própria, sem carteira assinada no setor privado, trabalhador familiar auxiliar e pequenos empregadores. “Esse número era entre 33% e 34% antes da crise, em 2014”, lembrou.

Dois setores importantes para a economia dispensaram trabalhadores no trimestre encerrado em fevereiro ante o trimestre terminado em novembro do ano passado. A indústria eliminou 244 mil vagas, enquanto a construção demitiu 277 mil empregados.

No caso da construção, Azeredo explica que as dispensas ocorreram em canteiros de grandes obras de edificações. Na indústria, os cortes foram disseminados entre as atividades industriais, embora os setores de alimentos e de vestuário ainda estejam puxando as contratações na comparação com um ano antes, o trimestre encerrado em fevereiro de 2017.

(Exame.com - Economia - 29/03/2018)

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15 comentários:

  1. Os argumentos da recuperação finaceira são baixa inflação, que caiu em virtude da forte queda do consumo, assim o COPON reduz a SELIC para iludir os desinformados que é em prol da sociedade, mas na verdade aumenta o spread dos Bancos que te emprestam a 300%, veja as taxas de emprestismos pessoais. As demissões continuam, temos quase 13 milhoes de desempregados, e o tão falado aumento do PIP alem de ser irrisorio, esta polarizado em apenas dois setores que dependem muito da economia internacioanl, o agronegocio e petroquimico. Alem disto teremos uma queda na safra de quase 6% conforme IBGE, preço petroleo caira mais em virtude da necessidade de controle de mercado americano, que aumentou sua produção. Resumindo esta euforia de melhora da economia é ficticia e eleitoral, quem estuda um pouco, sabe, não é sustentavel.
    A diminuição das taxas de juros para emprestimos habitacionais, da CAIXA, é outra falacia, primeiro que o setor privado ja praticava esta taxas e não foi motivo de euforia, segundo que a CAIXA apesar da noticia, não tem este volume todo de recursos destinados a Habitação, quem trabalha la sabe do que estou falando, tem que cumprir exigencas do acordo de basileia e ter recursos proprios para emprestar. Por fim como mostrado aqui em post anterior, a renda do brasileiro não comporta nem o finamcimanento e nem os valores abusivos dos imoveis. Quem tem recurso sabe que deve esperar as eleições liquido, para ver se o titanic afunda ou nãod, então faço aqui um desafio. Eu duvido que o mercado imobiliario ira se recuperar com estas medidas desesperadas, podem baixar a taxa para 6% , se os valores não se ajustarem não tem vendas...

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  2. Amigos não acredito em pesquisas, a maioria são manipuladas, com utilização de indices e desvios que interessam, para se chegar a numeros que possam iludir a população de que a economia vai bem, que os preços realmente são estes, e que sempre é o momento de comprar.
    Eu acredito em fatos, simples , olhem a sua volta, observaram esta melhora toda, seus viznhos e parentes estão com esta propsperidade toda?, esta percebendo melhora nos salarios e emprego dos amigos? Seus amigos desempregados conseguiram empregos melhores? Seus amigos tem comprado ou trocado de imóveis como se troca de roupa? As lojas da sua cidade estão lotadas como antes?
    Voces tem esbanjado com viagens de avião, internacionais, presentes caros no natal e pascoa e outras datas? Este minha gente é o verdadeiro termometro ....
    Esperem Janeiro e verão .....

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    1. Bem elucidativo..parabéns...

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  3. A tão falada recuperação do setor automotivo nada mais é o retrato da nossa profunda crise.
    Quem esta comprando ou trocando de carro são os desempregados que migraram para atividade como UBER, CABIFY, e outros........
    A principio é otimo para quem usa o serviço, se fizer a conta na ponta do lapis, com custo veiculo, manutenção, comodidade, estacionamento, combustivel, não vale a pena mais ter carro .....
    Mas quero ver a conta chegar para quem usa seu carro para UBER, e a tendencia com aumento da concorrencia é queda do valor dos serviços, redução dos ganhos, e aumento da carga de trabalho... Enfim este famoso crescimento é insustentável

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    1. Exato..fevereiro vendeu 179 mil carros..obs:Financiados em 80 prestações...kkkk é roça messmo.

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  4. O crescimento do PIB de 1% em 2017 deixou o Brasil em último lugar dentro de um ranking de 45 países. O Brasil que tinha uma participação no PIB mundial de 4,3% em 1980 deve cair para 2,3% em 2022. O Brasil, que já não era muito grande, deve diminuir em 2% sua participação na economia global.Em 1980, a participação da China no PIB mundial era de somente 2,3%, ou seja, a China era menor do que o Brasil (que representava 4,3% do PIB mundial). Em 2017, a China já representava 18,3% e deve chegar a 20,4% do PIB mundial em 2022.
    Esta é a nossa realidade ..........

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  5. Somos o espelho do nossa classe politica, baixa produtividade, competitividade, qualificação profissional...........

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  6. Como os ativos brasileiros estão baratos, há a possibilidade de que a taxa de rentabilidade e retorno dos investimentos impulsione o setor externo e evite uma debandada de investidores, caso o populismo vença em 2018, destaca o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini. “O cenário externo está relativamente favorável, com excesso de liquidez. Isso garante ainda algum interesse pelo mercado brasileiro, principalmente dos títulos públicos, que pagam uma das maiores taxas de juros do mundo”
    “O que assusta o investidor estrangeiro é a incerteza sobre o que virá em 2019. Essa é a dúvida que todos têm. No Brasil, parece que está todo mundo alheio a essa possibilidade de um resultado ruim. É algo que não pode ser descartado”
    O pós-2018 com um presidente notoriamente populista é um cenário que preocupa investidores e empresários. Para eles, o resgate do equilíbrio fiscal é essencial para manter a sustentabilidade do crescimento econômico

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  7. Fico indignado como as boas notícias não aparecem por aqui, como por exemplo a redução de juros da CEF entre outras. Qual o interesse do Observador do mercado? Será que o título: ¨o estouro da bolha imobiliária não está ultrapassado?

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    1. Se vc acha que vai mudar alguma coisa a taxa de juros cair p 9, posta vc as vantagens

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  8. Reportagem extremamente realista. Vale a pena ler com atenção.

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  9. Carteira assinada por até ter..quero ver é renda prá adquirir os bolhudos...kkkk...

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  10. Essa Mídia mente muito, e ai o bobão vai lá comprar o "imposto que tem carro"...kkk

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  11. Bom dia, o setor imobiliário voltou a subir. Será estratégia?

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    1. A subir com distratos...kkkkk...cada dia maiores,,,nao deixa de ser uma sdbida né !!!!

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