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quinta-feira, 12 de julho de 2018

O Globo: Desistência da compra de imóveis novos aumenta 53% em quatro anos


Nos anos de crescimento econômico, várias pessoas compraram imóveis com forma de investir o dinheiro. No entanto, com uma legislação mais favorável aos consumidores do que às empresas, quando o negócio não dá lucro, os compradores devolvem o imóvel com baixo custo

Na empreitada para a aprovação de uma lei para disciplinar a desistência da compra de imóveis novos, a equipe econômica divulgou um estudo sobre o distrato no Brasil. O levantamento mostra que número de negócios desfeitos aumentaram 53% de 2012 a 2016 por causa da crise econômica dos últimos anos. Foram mais de 24 mil desistências nesses anos. Isso aumenta a imprevisibilidade, encarece os custos e prejudica, principalmente, a população de baixa renda a conquistar a casa própria.

A possibilidade de a construtora ter de ir à Justiça para conseguir o imóvel de volta eleva o custo do financiamento dos incorporadores junto aos bancos e, consequentemente, encarece o financiamento para os clientes. Sem dar números do impacto no preço, a Secretaria de Promoção da Concorrência do Ministério da Fazenda diz que essas incertezas impedem ainda a precificação adequada e fazem com que os financiadores sejam conservadores e cobrem juros mais altos. Além disso, reduz a oferta dos imóveis.

"Esse quadro de incertezas para consumidores e empreendedores tem gerado, como esperado, consequências negativas para o investimento e o emprego no setor imobiliário", conclui a Fazenda. "Em alguns casos, os distratos chegaram a representar, em 2016, quase 50% dos recebíveis dos incorporadores de capital aberto, o que evidencia seu impacto brutal sobre não só as receitas das empresas, mas também sobre o financiamento das obras".

Segundo os técnicos, a crise econômica e a alta do desemprego reduziram a capacidade de pagamento de muitos compradores e aumentaram o número de devoluções. Nos anos de crescimento econômico, várias pessoas compraram imóveis com forma de investir o dinheiro. No entanto, com uma legislação mais favorável aos consumidores do que às empresas, quando o negócio não dá lucro, os compradores devolvem o imóvel com baixo custo. Isso interfere nas finanças do empreendimento e atrasa obras. Atualmente, a lei não estipula parâmetros de multa, de retenção de valores pagos, ou de prazos para restituição.

Para a Fazenda, está claro que o distrato tem relação com os investimentos em imóveis feitos por pessoas de renda mais alta. O nível de desistência no programa Minha Casa Minha Vida, por exemplo, é bem mais baixo.

Entre 2012 e 2016, o número de empregos na Construção Civil caiu 30%. Foi o segmento da economia mais afetado pela crise econômica. O setor de Serviços, por exemplo, cresceu cerca de 3,5% no período. Segundo a Fazenda, o baque na construção não tem relação com um "suposto aquecimento extravagante" antes de 2014, mas com outros múltiplos fatores, entre eles o distrato.

(O Globo - Economia - 04/07/2018)

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10 comentários:

  1. 24K de desistência é o que o governo fala, conta outra!
    Esse número é muito maior.

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  2. "os compradores devolvem o imóvel com baixo custo" (o Globo)
    um modo suave de dizer que quem comprou teve prejuízo


    Mais um que caiu na real, lembrando que a globo é proprietária da zap imoveis (confira no google), caiu na real, mas não tão rapido a ponto de admitir o nabo, nem tão devagar a ponto de parecer estupido por negar o óbvio.

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  3. o artigo só presta até a manchete, dali em diante é uma abominação
    um festival de troca de causa pela consequencia, de culpar a vítima, empurrar culpas, achar bodes expiatórios

    Só faltou culpar o neymar ou os caminhoneiros

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  4. Coloca milhoes de pessoas nesses numeros fajutos aí...kkkk
    Brasil já era por décadas....QUEBROUUUUUUUUUUUUUUUU....faz tempo.

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  5. Caros amigo,s para quem acha que as coisas vão mau este ano, apertem os cintos, que ano que vem sera bem pior. Ano de eleição (este ano) o governo injeta dinheiro no mercado (que dinheiro) para melhorar a economia e se reeleger, no primeiro ano de governo (ano que vem), é hora ajustar as contas, de economizar para colocar as contas em dia. O próximo governo vai fechar as torneiras do dinheiro, e será um caos. QUEM VIVER VERÁ.

    O PAIS ESTA QUEBRADO (ESTAMOS A BANCARROTA), E NO ANO QUE VEM COMEÇARÁ A CHEGAR A FATURA. A QUEBRADEIRA VAI SER GERAL, NO RAMO IMOBILIÁRIO ENTÃO.

    A BOLHA IMOBILIÁRIA AINDA NÃO ESTOUROU, AGUARDEM O ANO QUE VEM ---- BUUUMMMMMM ----

    https://estadodeminas.lugarcerto.com.br/app/noticia/noticias/2018/07/14/interna_noticias,50329/especialista-destaca-vantagens-de-alugar-um-imovel.shtml

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  6. Para que acho que PAGAR ALUGUEL é jugar dinheiro fora, veja essa matéria:
    ESPECIALISTA DESTACA VANTAGENS DE ALUGAR UM IMÓVEL (Especialista Luiz Carlos Henrique, superintendente de Riscos Financeiros e Capitalização da Porto Seguro Fiança)

    https://estadodeminas.lugarcerto.com.br/app/noticia/noticias/2018/07/14/interna_noticias,50329/especialista-destaca-vantagens-de-alugar-um-imovel.shtml

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  7. SUGESTÃO PARA A PRÓXIMA MATÉRIA A SER PUBLICADA NESTE BLOG. - segue link abaixo.

    EMPRESAS NÃO VEEM PERSPECTIVA DE MELHORA
    Falta de confiança dos empresários do setor e alta no custo da construção (CUB/m²) em Minas são intensificadas em junho

    https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2018/07/15/internas_economia,973520/empresas-nao-veem-perspectiva-de-melhora.shtml

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